sábado, 13 de setembro de 2014

Uma trágica orgia de abelhas


Vi como uma orgia de abelhas
entrava na tua boca
e as sombras deixavam de estar erectas.
O meu coração perdeu a sua elasticidade.
A chuva de ouro
que deixaste no meu estômago
é ácido numa ferida
que nunca vi.
Agora és uma constelação
híbrida, congelada, cujo brilho
me provoca cataratas.
Tiveste a oportunidade de ver
como engendrava uma estação
com árvores alimentadas
de pirilampos,
um paraíso sem noites de sol,
pelo menos no teu sonho.
Agora o teu corpo fissurado pode ser
urinado pelos anjos.
A tua sombra deixou os seus genitais
para correr feridas de luz
no meu coração.
Vieram os gatos para cuidarem de ti,
mordendo as tuas bochechas inchadas,
não deixando que os gusanos
comam o inverno
que masturbou os nossos estômagos
olvidados numa árvore de outono.
Sim, as nossas vísceras ficaram
agarradas a uma árvore alimentada por pirilampos.
Lamento, cometi o erro de deixar que isto fosse
um sonho de um adolescente
que aprende a estudar astrologia
nas minhas feridas feitas
por uma faca de cortar oxidada.
As abelhas continuam a sua infância
na tua boca já masturbada pela noite de sol.

Patrícia Úbeda
(tradução de Alberto Augusto Miranda)

Editorial de O Globo. O velho e bom racismo de classe

Adriano Codato
Editorial de O Globo. O velho e bom racismo de classe. Ao menos eles descobriram o óbvio. O que, para a imprensa brasileira, já é uma revolução intelectual:
" O mesmo fenômeno ocorreu com o PSDB, nos tempos de Planalto. O poder do Executivo federal é tamanho na distribuição de recursos para estados e municípios, e no assistencialismo, que a população dessas regiões, dependente de bolsas, é sempre governista. Por isso são petistas."
O editorialista quer fazer uma teoria geral sobre o perfil do eleitorado do PT olhando apenas para as intenções de voto em Dilma segundo pesquisas eleitorais de 2014. A realidade, naturalmente, é muito mais complexa. Por um lado, o PT governa os seis maiores municípios da região metropolitana de São Paulo. Por outro lado, os eleitores do que o editorialista chama de "grotões" não votam apenas para presidente, votam também para governador, prefeito etc. Será que o PT predomina nas intenções de voto desses locais, para esses níveis de governo? Será que a "lógica" do voto identificada pelo editorialista é tão sui generis que só funciona no voto dado para um partido (no caso o PT) e para um cargo (no caso, as eleições presidenciais)? Claro está que o buraco analítico é bem mais embaixo.


Guilherme Simões Reis Hilária a interpretação de que o "voto dos grotões" no PT tem o mesmo significado do que era dado na ARENA/PDS. Igualar isso ignora politicas públicas.

Animal de Silêncios

3
No céu apenas duas
Nuvens ao rés da terra e sem destino
certo, uma extensão do pó, sem medida,
as bisnagas, tão somente cinco plantas
espargidas no monte magro,
uma lebre assombrosa, um veado
talvez, e a tarântula, o escorpião
astuto, as formigas gigantes,
os coiotes, os animais pobres
puxados pelo avanço teimoso
dos homens até o limite
último, a vida, este cobre
deserto na memória, a luz
que, feita metal, delira. Meio-dia
sem fronteira, seco, duro,
um vento e este pó decisivos.
Aí estou eu, feito um torrão
do tempo, com a garganta a punhaladas
ardida. A lua é um coiote
cego. Afundo o arado neste terra
irada. Extraio ervas, minerais
certos. Os fósseis tragados
pelo âmbar, o sangue e sua corrente
de papoula. Aqui faz a morte,
mas nasce o idioma, está aqui
o espanhol, suas consoantes,
a suave voz sussurro, o poema
San Juan, essas cores ávidas
do Greco, todas as letras fricativas,
a lua palatal, o tempo, o sacrifício.
Em cima, nas montanhas, as águas turbulentas,
dominadas. Embaixo está a luz aos borbotões,
dura. Aproxima a hora do panal,
o dia do lavrador, o vaticínio
exato e o vinhedo,
a risonha floração da abelha.
Quando a tarde então se reclina
na nuvem mortal, quando em meu quarto
se estaciona um crepúsculo antigo
e ronda um tigre pela cama opaca
e acossa minha garganta, a memória
trai, descubro-te na minha sombra,
busco teu centro vegetal, noturno,
afundo o arado nesta terra amada.
Quando esse tigre, então, se apresenta
com sua boca tremenda, destruidora,
quando mastiga o corpo magro
do veado, ele, implacável, só,
em metade deste planalto de cobalto,
edifica um pleno dia, sob este sol
salobro, uma imagem noturna
da morte. Talvez então
suas estrelas puras brilhem um pouco mais
com esse sangue. Embaixo está o silêncio,
a estrutura cristal dos objetos.
Porque tudo se agita em uma pressa
de puras carniças. E os diamantes
mesmos, por assim dizer, apodrece
e o ferro se derrete ou grasna.
Apareces então no eco de outro
eco perdido, já em mim recobrado.
Tão ausente teu sorriso, tão longe
tu toda, tão longe. Eu mesmo
o cervo devorado, eu esse tigre
também de luz e de fadiga.
Já não posso dormir. Ergo-me,
frio. Quando a cama, pois,
a cama mesma é um leito de cactos
e se escuta na rua o pavor
de mandíbulas e eu só recordo
aquele sol, sua chaga certa,
quando a cama toda se levanta
comigo, porque o próprio insone
a rebela, quero tocar-te
entre a luz e o pó, como uma abelha
azul, e é impossível.
A luz do ocidente e a tarântula,
as formigas guerreiras que desarmam
os élitros do grilo ou o olho seco
da mosca que vê dez vezes dez
o mesmo objeto, refugiam-se dentro
de suas covas, quando o silêncio
então se retira dentro dos cactos
do deserto, e o tigre dorme
junto à carne seca de sua vítima,
aí, nesse mesmo espaço aberto
pelos ventos, estou também,
enterrando o arado, tocando-te
sensual, furiosamente, mastigando,
uma, mil vezes, mil vezes mil
mil vezes trabalhar e viver,
mil vezes mil mil vezes, mil.

Jaime Labastida / As quatro estações / Animal de Silêncios

trad. Hermenegildo José Bastos


A política não é o império do mal; nem muito menos a religião expressa o bem absoluto



77. http://www.espacoacademico.com.br/052/52pol.htm


"A política não é o império do mal; nem muito menos a religião expressa o bem absoluto. Se a primeira instrumentaliza o mal e o bem e, neste sentido, sacraliza-se; a segunda, na medida em que não pode se ausentar completamente do mundo real, institucionaliza-se e têm interesses materiais a defender, politiza-se. Nisso, ambas utilizam o discurso do bem e do mal. Política e religião são manifestações sociais legítimas; podem referenciar ações humanas que mantém ou transformam a sociedade – e uma se apóia na outra em seus objetivos. Porém, quando prisioneiras de raciocínios maniqueístas, tendem a gerar fanatismo e intolerância. Nestes casos, à ingenuidade e ignorância soma-se a cegueira. Também aqui, temos muito a aprender com a história; uma história que não se resume à identificação de mocinhos e bandidos, do bem e do mal..."

Prof. Antonio Ozaí da Silva - Universidade Estadual de Maringá

O solitário



Para mim é odioso seguir e também guiar.
Obedecer? Não! E tampouco – governar!
Quem não é terrível para si, a ninguém inspira terror:
E somente quem inspira terror é capaz de comandar.
Para mim já é odioso comandar a mim mesmo!
Gosto, como os animiais da floresta e do mar,
De por algum tempo me perder,
De permanecer num amável recanto a cismar,
E enfim me chamar pela distância,
Seduzindo-me para – voltar a mim.

.

[Friedrich Nietzsche. In: A Gaia Ciência]

Marina caiu e Dilma subiu


Marina caiu e Dilma subiu. Mesmo a pesquisa do ibope de hoje (12/09) revela a aceleração do derretimento de Marina. O Instituto Marina Silva financiado pela Neca (da família do Banco Itaú) e a ideia de Banco Central independente derrubaram Marina. A esperança da direita desesperada para ressuscitar Aécio Neves não funcionou. Denúncias de última hora apócrifas e eleitoreiras na Petrobras não surtiram efeitos, ainda que sejam simulacros a serem investigados, mas não são denúncias oficialmente comprovadas e de fonte confiável. Qual a fonte e a origem das denúncias ? Ninguém acreditaria na hipótese de uma fonte de dentro da Polícia Federal em Curitiba, uma fonte aparelhada por uma revista e por grupos políticos histéricos de oposição e que não conseguiriam modificar o cenário político-eleitoral.

 http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/09/ibope-mostra-dilma-com-39-marina-com-31-e-aecio-com-15.html

Ibope mostra Dilma com 39%, Marina com 31% e Aécio com 15%

Na simulação de segundo turno, Marina tem 43% e Dilma, 42%. Instituto ouviu 2.002 eleitores entre as últimas sexta (5) e segunda (8).

Ricardo Costa de Oliveira

Câmara de Curitiba aprova divisão de custos de obras públicas com moradores

Câmara de Curitiba aprova divisão de custos de obras públicas com moradores | Gazeta do Povo
Com emendas, proposta volta à pauta na sessão da próxima segunda-feira (15) para votação em redação final

GAZETADOPOVO.COM.BR

Gustavo Biscaia de Lacerda ..Prefeito Gustavo Fruet: tenha a decência de vetar essa lei ridícula e vergonhosa.

J.c. Cardoso... Tão vergonhosa que nunca me passou pela cabeça que um dia em alguma cidade do Brasil isso seria proposto.


Vandixon Richard DeLemos... Na verdade já existe há muito tempo um instituto constitucional e tributário com o mesmo fim: CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA, elencada pelo artigo 145, inciso III, da Constituição Federal, combinado com os artigos 81 e 82 do Código Tributário Nacional. Mas é muito pouco aplicado pleas administrações públicas devido à exigência legal de publicação do orçamento da obra, e porque o contribuinte tem o direito de impugnar o respectivo valor. Então, para implementar a medida da Contribuição de Melhoria, os processos de licitação, formação de preço e demais itens contratuais necessitam de uma relevante transparência, o que não é muito conveniente para as empreiteiras de obras públicas e para os governos.

A taça


Uma taça cheia, bem lavrada,
Segurava e apertava nas mãos ambas,
Ávido sorvia do seu bordo doce vinho
Para, a um tempo, afogar mágoa e cuidado.
Entrou o Amor e achou-me sentado,
E sorriu discreto e sábio,
Como que lamentando o insensato:
«Amigo, eu conheço um vaso inda mais belo,
Digno de nele mergulhar a alma toda;
Que prometes, se eu to conceder
E to encher de outro néctar?»
E com que amizade ele cumpriu a palavra!
Pois ele, Lida, com suave vénia
Te concedeu a mim, há tanto desejoso.
Quando estreito o teu amado corpo
E provo dos teus lábios fidelíssimos
O bálsamo de amor longo tempo guardado,
Feliz digo eu então ao meu espírito:
Não, um vaso tal, a não ser o Amor,
Nenhum deus o formou ou possuiu!
Formas assim não as forja Vulcano
Cos martelos finos e sensíveis!
Pode Lieu em frondosos outeiros
P'los seus faunos mais velhos e sagazes
Fazer pisar as uvas escolhidas
E ele mesmo presidir ao fermentar secreto:
Bebida assim não há desvelo que lha dê!

- Johann Wolfgang von Goethe, em "Canções". in: "Poemas" Goethe (Antologia).. [tradução de Paulo Quintela]. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1958.

Der Becher

Einen wohlgeschnitzten vollen Becher
Hielt ich drückend in den beyden Händen,
Sog begierig süßen Wein vom Rande,
Gram und Sorg’ auf Einmal zu vertrinken.
Amor trat herein und fand mich sitzen,
Und er lächelte bescheidenweise,
Als den Unverständigen bedauernd.
„Freund, ich kenn’ ein schöneres Gefäße,
Werth die ganze Seele drein zu senken;
Was gelobst du, wenn ich dir es gönne,
Es mit anderm Nektar dir erfülle?“
O wie freundlich hat er Wort gehalten,
Da er, Lida, dich mit sanfter Neigung
Mir, dem lange sehnenden, geeignet!
Wenn ich deinen lieben Leib umfasse,
Und von deinen einzig treuen Lippen
Langbewahrter Liebe Balsam koste,
Selig sprech’ ich dann zu meinem Geiste:
Nein, ein solch Gefäß hat außer Amorn
Nie ein Gott gebildet noch besessen!
Solche Formen treibet nicht Vulcanus
Mit den sinnbegabten, feinen Hämmern!
Auf belaubten Hügeln mag Lyäus
Durch die ältste, klügste seiner Faunen
Ausgesuchte Trauben keltern lassen,
Selbst geheimnißvoller Gährung vorstehn:
Solchen Trank verschafft ihm keine Sorgfalt!

- Johann Wolfgang von Goethe, in "Goethes Schriften". Achter Band, G. J. Göschen. 1789.


http://www.elfikurten.com.br/2014/07/johann-wolfgang-von-goethe.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um olhar chamado Tejo



Sem que ninguém suspeite
trago prodígios no olhar,
reflexos ondulados
e lonjuras de azul debruado...
de tão longe!

Sem que ninguém suspeite
trago um rio inteiro no peito
e um risco alado
para navegar...
tantas margens!

António Patrício



La construcción social de la sociedad,


https://mega.co.nz/#!l5MG1ZzK!GD9V63yjrjhiji9Q_8ZRqwIissaeeanhFU29BnoGO3c

En el desarrollo de su teoría Berger y Luckmann utilizan un contraste no del todo nuevo pero no por eso poco fecundo, que es aquél entre la significación subjetiva del individuo y las estructuras sociales de la sociedad. Con eso quieren decir que por un lado el individuo adquiere la realidad que por otro lado está producido por todos los individuos. Durante la explicación necesaria de esta relación compleja los autores se sirven de muchas clásicas, entre otros la del interaccionismo simbólico de George Herbert Mead. La significación se entiende como tendencia de actuaciones, es decir que los hombres se comportan para con “cosas” a base de la significación que tienen para ellos. “Cosas” son denominadas todo lo que el hombre es capaz de percibir, por ejemplo objetos, seres humanos, instituciones, ideales, acciones de otros hombres etcétera. La significación nace o se deduce de la interacción social que se consiente en los prójimos. En un proceso interpretativo las significaciones son aplicadas a las cosas actuales y La construcción social de la realidad 4 además manejadas y modificadas. “La construcción social de la realidad” está fundada también en las teorías de Max Weber (Handlungstheorie) y Alfred Schuetz (Phaenomenologie).

PETER L. BERGER Y THOMAS LUCKMANN

O rio


Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas no céu, refleti-las
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas.
- Manuel Bandeira, em "Belo belo", 1948.


http://www.elfikurten.com.br/2011/02/manuel-bandeira-estrela-da-vida-inteira.html

A voz do amor


Nessa pupila rútila e molhada,
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.
E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...
É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;
E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores...

BILAC, Olavo. Antologia: Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. 'Alma Inquieta'. (Coleção a obra-prima de cada autor).


A palavra destino


Deixai vir a mim
a palavra destino.
Manhã de surpresas, lascívia e gema.
Acasos felizes, deslizes.
Ovo dentro da ave dentro do ovo.
Palavra folha e flor.
Deixai vir a mim palavra
e seus versos, reversos:
metamorfose,

Deixai vir a mim
a palavra pão-de-consolo.
Livre de ataduras, esparadrapos,
choques elétricos
e sutis guardanapos em seco engolidos socos.
Deixai vir a mim
a palavra intumescida pelo desejo .
a palavra em alvoroço sutil, ardil
e ave na folhagem da memória.
A palavra estremecida entre a palavra.
A palavra entre o som
mas entre o silêncio do som.
Deixai vir a mim
a palavra entre homem e homem.
E a palavra entre o homem
e seu coração posto à prova
na liberdade da palavra coração.
Deixai vir a mim
a palavra destino.
- Lindolf Bell, em "O Código das Águas”. 1ª ed., São Paulo: Global editora, 1984.

Mistério

Mistério
Alumbram ares, alumbra
o meio-dia, relumbra,
e não vejo o sol.
Já de presença em presença
tudo se me transparenta,
e não vejo o sol.
Perdido nas transparências
vou de reflexo a fulgor,
e não vejo o sol.
E ele na luz se desnuda
e a cada esplendor pergunta,
e não vê o sol.
- Octavio Paz, em “Transblanco: em Torno a Blanco de Octavio Paz”. [tradução Haroldo de Campos]. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

Misterio
Relumbra el aire, relumbra,
el mediodía relumbra,
pero no veo al sol.
Y de presencia en presencia
todo se me transparenta,
pero no veo al sol.
Perdido en las transparencias
voy de reflejo a fulgor,
pero no veo al sol.
Y él en la luz se desnuda
y a cada esplendor pregunta,
pero no ve al sol.
- Octavio Paz

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sibir


gostaria de ler a doutrina do tsahal em inglês ou francês. Penso que a meta, a prioridade não é mais eliminar a capacidade bélica do inimigo (a existência de uma ameaça externa sobre-dimensionada é útil politicamente ) e sim atingir a motivação (no caso árabe , a estreita relação entre famílias, clãs ...usando para isso a prisões arbitrárias, tortura -comum em todo o OM ,bombardeamentos de infra-estruturas, residencias onde haja alguém tido como inimigo de Israel -avisando minuto antes para pularem a janela.Em suma quebrar a espinha do inimigo. Para isso as leis democráticas de Israel não devem ser aplicadas em territórios ocupados em vias de anexação ou prisões a céu aberto.(terrorismo de Estado ?)Leis militares se aplicam nesses territórios contra tropas sem fardas , terroristas (o que diz a convenção de Genebra numa situação dessas .1)Israel não declarou guerra a Palestina , está só se defendendo de grupos criminosos fortemente armados por potencias estrangeiras e tendo que enfrentar uma imprensa hostil a Israel . "esses góis pró  filistin, insistem em ficar nos locais onde nossos mísseis estão limpando Israel dessas ervas daninhas, nossas espadas são para defender-nos. Não haverá um novo nosso holocausto "disse um sionista .

Wilson Roberto Nogueira

Solemnia Verba


Disse ao meu coração: Olha por quantos
Caminhos vãos andámos! Considera
Agora, desta altura, fria e austera,
Os ermos que regaram nossos prantos...
Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E a noite, onde foi luz a Primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
Semeador de sombras e quebrantos!
Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do pensar tornado crente,
Respondeu: Desta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se isto é vida,
Nem foi demais o desengano e a dor.


Antero de Quental, in "Sonetos

A la guerra me lleva


Miguel de Cervantes Saavedra

A la guerra me lleva
mi necesidad;
si tuviera dineros
no fuera en verdad.

A la guerra me lleva

Aventura interior

"Para que público de crianças ferozes estava eu a executar exercícios tão perigosos? Via as molduras descontínuas passando por todas as cores do espectro, chaminés de mármore branco, acordeões e , alternativamente, o granizo, as plantas ciliadas e a ave-lira. Esperai, naufrágios; suspirai, trombetas marinhas ao som das quais serei um dia recebido pelo meu irmão, aquele encantador molusco que tem a propriedade de voar debaixo de água."


*da página 133.Bretton, André. Aventura interior
Andréia Carvalho Gavita