sábado, 12 de dezembro de 2015

Poemas para a Palestina

Ocuparam minha pátria
Expulsaram o meu povo Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram Dividiram Humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias
Sequestraram minhas esperanças
Algemaram meus sonhos Quando recusei todas as barbáries Eles...mataram um terrorista


Mahmud Darwish
Enquanto a "pedalada" da Dilma foi adiantando créditos de bancos públicos para pagar direitos sociais, os quais foram devidamente devolvidos, as tais "pedaladas" do Richa e do Fruet são com a apropriação dos recursos previdenciários dos trabalhadores, sem qualquer previsão de devolução. São coisas diferentes, enquanto o governo federal assume sua responsabilidade social ao bancar o risco com suas pedaladas, os nossos governos estadual e municipal demonstram toda sua irresponsabilidade com o futuro de milhares de famílias.
Esses fundos não vão aguentar. Deixar de contribuir hoje, como faz o Fruet, ou sacar recursos, como fez o Richa, é uma tremenda sacanagem e um verdadeiro crime contra a população, porque seremos nós que teremos que pagar essa conta daqui a alguns anos.



 André Castelo Branco Machado via Sismuc Sindicato

RESUMO DA REUNIÃO

Ontem, dia 10 de dezembro, foi realizada uma reunião do Comitê Distrital do PCdoB, na região central de São Paulo, para a discussão da conjuntura nacional. Conforme o camarada Nivaldo Santana, vivemos numa situação internacional adversa, com a grave recessão iniciada nos Estados Unidos em 2007, que posteriormente atingiu a Europa e a América Latina. Nesse contexto de crise econômica, que se traduz no crescimento dos índices de inflação e desemprego (apenas no Brasil, foram cortadas 500 mil vagas na construção civil, fato verificado também em outros setores de nossa economia), ocorre também o desgaste dos governos progressistas, que causou a derrota da esquerda na Argentina, na Venezuela e a escalada golpista no Brasil.

O risco de golpe de estado em nosso país é fortalecido pela hegemonia da direita no Congresso Nacional, no Judiciário, pela campanha difamatória diária dos meios de comunicação contra Dilma, Lula e o PT e pelo crescimento da extrema-direita, que fará nova manifestação pró-impeachment no dia 13 de dezembro, mesma data da implantação do AI-5, durante a ditadura militar. A maioria dos empresários brasileiros, hoje, é favorável ao golpe de estado, assim como boa parte da população brasileira, afetada pela crise econômica e desinformada pela mídia.

Os próprios governos de Lula e Dilma colaboraram, indiretamente, para o desenrolar da crise (esta observação é minha, não do camarada Nivaldo), por não conscientizar politicamente os trabalhadores e a juventude nos últimos 13 anos, não investir na organização popular e não regulamentar a mídia, por acreditar, ingenuamente, que ganhar o governo federal significaria conquistar o poder. O Executivo é apenas parte do aparelho de estado e a burguesia conseguiu fazer o cerco ao governo federal a partir das demais instituições, não hegemonizadas pelo PT, como o Ministério Público, a Polícia Federal, o STF etc., que traduzem, dentro do aparelho de estado, os interesses da grande burguesia. O governo Dilma encontra-se fragilizado (aqui, novamente, a interpretação é minha) por ter minoria no Congresso Nacional, mas também por adotar uma política econômica profundamente equivocada, frustrar anseios de mudança e não conseguir dialogar com a sociedade.

A crise é muito grave sim e o seu desfecho é imprevisível. Qualquer aposta hoje seria aposta de alto risco. Uma eventual vitória dos golpistas significaria uma derrota histórica para a classe trabalhadora brasileira e um retrocesso nas conquistas obtidas pela sociedade brasileira nas últimas três décadas de democracia, sobretudo para os mais pobres, as mulheres, os jovens, os negros e os homoafetivos, cujos direitos já são atacados hoje pelas bancadas da bala, do boi e da bíblia no Congresso Nacional.

A vitória dos golpistas no Brasil teria profunda repercussão internacional, sobretudo na América Latina, ameaçando os governos progressistas da região e isolando novamente Cuba. Seria a derrota do MERCOSUL, da Unasul, da Celac e o retorno da OEA (onde os Estados Unidos têm direito de voto e de veto) e fortalecimento da Aliança para o Pacífico, nova versão da ALCA. As empresas públicas brasileiras, a começar pela Petrobrás e Banco do Brasil, seriam privatizadas a troco de banana e a legislação trabalhista, “flexibilizada”, para favorecer ao máximo o lucro dos patrões. Programas sociais como ProUni, FIES, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida etc. seriam extintos, com previsível escalada de violência da Polícia Militar contra eventuais protestos.

O Brasil se afastaria dos BRICs e da Autoridade Nacional Palestina para cair nos braços dos Estados Unidos e de Israel, alterando a correlação de forças no mundo. Enfim, a situação é gravíssima e não diz respeito apenas ao Brasil, mas às forças progressistas em todo o mundo. O que podemos fazer, nesta situação adversa? Os camaradas presentes na reunião concordam que é preciso investir em todas as frentes – no Congresso Nacional, onde o PCdoB e Jandira Feghali fazem a diferença, no STF e sobretudo nas ruas, nos atos organizados pela Frente Brasil Popular e Frente Brasil sem Medo. Nosso partido jogará toda a sua força para fazermos grandes manifestações no dia 16, em todo o país, contra o golpe de estado e em defesa da democracia. Em tempo: quando for conversar com os seus amigos sobre a crise, não fale apenas da defesa da democracia, que para muita gente é uma coisa abstrata, mas sobretudo da defesa dos programas sociais implementados por Lula e Dilma, ameaçados pelos golpistas.

Claudio Daniel 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

REFLEXÕES NA MADRUGADA INSONE



"Sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora
e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB", escreveu Michel Temer na carta à Dilma, revelada pelo craque Jorge Bastos Moreno. E eram confiáveis o vice e seu partido? A carta repleta de mágoas me causou algumas impressões:
1) Temer escancarou a importância da distribuição de cargos nesse já carcomido sistema de presidencialismo de coalizão. Há pelo menos três parágrafos com referências a nomeações e distribuição de emendas. Tenho a impressão de que já fomos mais discretos (ou cinicos).
2) O vice ameaça Dilma, apresentando-se como o nome capaz de unificar o país, já que seria o único a dialogar com a oposição. Não é à toa que ele cita DEM, PSB e PV, legendas com colorações ideológicas variadas. Temer se coloca como herói do impeachment, para aglutinar o apoio de quem se sente desconfortável com as manobras de Eduardo Cunha. Vai ser difícil acreditar na imagem legalista que o vice gosta de exibir publicamente.
3) Se há cinco anos o vice se sente desrespeitado pela presidente, por que aceitou encabeçar com ela a chapa da reeleição? E, tendo feito, esperou pela mais grave crise institucional para desembarcar do governo e despejar suas mágoas. Claramente, o vice abraça a possibilidade de assumir a Presidência. Sublinha, inclusive, seu programa econômico, que sugere ter respaldo da sociedade.
3) Vejo, nas entrelinhas, uma velha estratégia masculina de
inverter culpa e sugerir que foi "obrigado a trair". (Esta é uma observação de gênero. Muitos não entenderão.)
4) Por fim, como se diz nos procedimentos de emergência da aviação: "Em caso de despressurização, máscaras cairão"... No Brasil, agora, está tudo às claras, sem máscaras. É questão de escolher o lado.


Flavia Oliveira é jornalista de O Globo
Minha hipótese para as causas das instabilidade em que vivemos, desde os tempos do mensalão, é a seguinte: o principal partido brasileiro, o PT, opera segundo uma lógica majoritária (culto ao lulismo, necessidade psíquica de uma "polarização imaginária" com PSDB; reivindicação de cabeça de chapa até em eleição para síndico de prédio; estabelecimento de agenda top down), enquanto o sistema político brasileiro gera uma pressão por uma lógica consensual. Quando as duas ondas não estão em sintonia, aparecem as crises, que não são infrequentes. FHC, por incrível que pareça, operava bem no modelo consociativo daí que seu governo tenha sido mais estável, mesmo com políticas de governo menos progressistas e de menor apelo popular que o PT. Os próprios escândalos de corrupção já são um sintoma dessa dissonância.

Sérgio Braga
Nenhuma novidade e todos sabiam disto. Temer e partes fisiológicas do PMDB sempre foram o que são - traíras, perguntai ao falecido Ulysses Guimarães e todos sempre conviveram com isto porque não havia outra opção. Entraram na vice do PT para se tentar evitar que fossem para o condomínio da direita do PSDB. O PT sozinho nunca teve parlamentares suficientes para governar o Brasil, mas conseguiu grandes avanços sociais possíveis e conseguiu evitar um governo entreguista do PSDB nos últimos 13 anos. A extrema esquerda e outras virtualidades delirantes da política, tipo junho de 2013, especializados em criticar 24 h por dia o único governo real e existente da esquerda competitiva, juntaram-se ao condomínio da direita no assalto ao poder, sem votos populares presidenciais e apostando sempre na teoria do caos. Dilma, o campo progressista dos partidos, inclusive setores do PMDB e dos movimentos sociais, com suas suas entidades, podem reunir força política para evitar o indesejado Desgoverno Temer-Cunha, logo Só-de-Cunha, o sonho de consumo de muitos ex-petistas raivosos, desde que não conseguiram espaços-cargos no passado, até os mesmos fascistas de plantão urubólogos. Boa parte da classe dominante brasileira apresenta uma grande composição desejosa do atraso e do golpe, chegar ao poder sem votos populares. Quem sofreria e pagaria o preço do grande retrocesso seria o povo brasileiro mais carente e vulnerável.

Ricardo Costa de Oliveira
Abrindo a temporada de retrospectivas, seguem as duas maiores besteiras políticas que ouvi no ano: a) a Venezuela é uma "ditadura bolivariana" e, se a oposição ganhar, haverá uma guerra civi pois o chavistas não deixarão a oposição tomar possel; b) Cunha será preso por "corrupção" e não comandará o processo de impeachment pois a classe média brasileira é "ética" e não deixará isso ocorrer. Prevejo que a terceira será: c) se o impeachment ocorrer não será tão ruim para o PT porque Lula voltará em 2018, e não sofrerá o desgaste provocado pela crise econômica. Não me surpreende que Ciro Gomes tenha virado o novo guru "das esquerda"....O papel aceita tudo, faço votos para que todos passem o Natal soltos ou em liberdade condicional.



 Sérgio Braga

domingo, 6 de dezembro de 2015

A Dilma pode até seguir tentando um acordo possível com o Michel Temer. Pode até pagar o preço alto exigido pelo seu vice, que trama pelas suas costas a sua deposição, mas o fim será o mesmo: um impeachment, mais cedo ou mais tarde, motivado pela baixa popularidade da presidente, ou um governo e um partido em frangalhos em 2018. Não vai haver "Lula salvador" capaz de reverter esse processo, pois o Temer vai exigir que ela governe ainda mais de joelhos, contra a sua base social, e alimente uma base aliada fisiológica e corrupta. Na aparência, o acordo com o PMDB/PP é a única saída da Dilma, pois, do contrário, ela pode ter a minoria no congresso e periga perder seu mandato já no início de 2016. Mas, na realidade, a chave para essa situação não se encontra nos corredores do congresso, mas nas ruas. A Dilma precisa reconquistar seu eleitorado, a maioria do país que a elegeu e que pode dar sustentação ao seu mandato, obrigando os parlamentares a recuarem no golpe em curso. Para isso, vai precisar ser mais "coração valente" do que a "gerentona" de uma empresa em falência e que joga o custo da crise no colo de seus trabalhadores. A Dilma vai precisar falar a mesma língua do povo, mudar sua política econômica e voltar a dar argumentos para a população defender o seu mandato.

André Castelo Branco Machado


Quem vai sair de casa para reivindicar

Ricardo Costa de Oliveira__________ Quem vai sair de casa para reivindicar o PMDB, com grupos extremamente corruptos e fisiológicos no poder ? Quem quer o "Temer Já" e o "Eduardo Cunha Já" na presidência sem votos diretos ? Está claro para todos que boa parte da crise foi produzida e narrada pela direita. Boa parte da crise foi provocada pela mídia PIG, oposição legislativa irresponsável-pauta-bomba, Eduardo Cunha e Vaza Jato. Se fizerem a pergunta sobre os eleitores estarem insatisfeitos com Dilma a resposta é uma. Se perguntarem se os eleitores querem ser governados pelo Temer ou pelo Eduardo Cunha, sem os votos populares presidenciais, a resposta é outra. Quase todas as denúncias de corrupção são de atores do segundo escalão na Petrobras, empreiteiras, bancos BTG Pactual já instalados no poder corrupto desde o governo do PSDB. Se o Eduardo Cunha derrubar Dilma, ele depois derruba Temer e vai derrubar os líderes do PSDB com total facilidade porque Cunha não precisará mais de títeres para governar. As pautas fundamentalistas e atrasadas contra trabalhadores, contra a educação, movimentos sociais, mulheres, jovens, LGBT, a redução da maioridade penal, a liberação das armas, a precarização e terceirização do trabalho, o distritão, as manobras eleitorais financiadas pelos grandes capitais voltam com Cunha e cúmplices no poder.

Mauro Costa de Oliveira ____________A aliança eleitoral do PT com o PMDB foi feita para garantir a governabilidade. Os peemedebistas só estão interessados em cargos e em negociatas, aliás como fazem desde a redemocratização em 1985. Não há nenhuma afinidade política ou ideológica. Fica então pergunta, se na primeira oportunidade a máscara cai e eles querem derrubar o governo de forma golpista, de que adiantou todo o desgaste desta aliança esdrúxula e nefasta?

Célio Gallotti Guimarães________ Já está mais do que na hora de haver um pacto político pela manutenção do estado de direito. O estado de direito já foi maculado por setores do legislativo. Porém, estou muito pessimista. É alta possibilidade do  vice poder virar presidente . Acredito que este fato deva assustar a qualquer pessoa , com o mínimo de conhecimento da história de nossas instituições.


Paulo Baía____________ Michel Temer disse, sobre o processo de impedimento, que espera que ao final, independentemente do resultado, o Brasil saia unido e volte a crescer. Michel Temer não será orientador da defesa da Presidente, nem comandante do processo de impedimento. Michel é Professor e Doutor em Direito Constitucional. É um defensor da Lei e da Constitucionalidade. Ninguém espere dele posição fora da legalidade e da constitucionalidade.
Assistimos a uma tragédia iniciada há 500 anos, a explicar como um país destinado a ser paraíso foi condenado ao inferno por sua elite.
Em qual país dito democrático o destino do governo e do seu partido fica sujeito à chantagem do presidente da Câmara dos Deputados, disposto a vender caro a sua pele de infrator?
Somos espectadores de um enredo assustador, a negar a democracia que acreditamos viver, mas nem todos entendem que o espetáculo é trágico.


(Mino Carta)

La dominación masculina

PIERRE BOURDIEU. 


Enlace: http://www.ocacchile.org/…/Pierre-Bourdeu-La-dominaci%C3%B3…


Las estructuras de dominación […] son el producto de un trabajo continuado (histórico por tanto) de reproducción al que contribuyen unos agentes singulares (entre los que están los hombres, con unas armas como la violencia física y la violencia simbólica) y unas instituciones: Familia, Iglesia, Escuela, Estado.
Los dominados aplican a las relaciones de dominación unas categorías construidas desde el punto de vista de los dominadores, haciéndolas aparecer de ese modo como naturales.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Lineup, a poem by Yossi Sarid, 1940-2015



I went to a famous man’s funeral.
I didn’t recognize the young people because of their youth
and I didn’t recognize the old people because they had aged.
If there were a police lineup for me today,
I’d have a hard time identifying myself.
They’d need to have photos of me
that were posted up
at all the stations of my life
in the days when I was wanted.


Translated from Hebrew by Vivian Eden, from “Shirim Aharei” (“Poems After”), Even Hoshen 2010.



Saladino e os Assassinos



Os Assassinos foram uma seita xiita que se estabeleceu na Pérsia e na Síria,entre os séculos XI e XIII, e constituíram, no universo social e religioso islâmico daquele momento, comunidades consideradas heréticas e extremistas pela maioria moderada do Islã sunita. Seus seguidores faziam parte da “Nova Pregação” da facção ismaelita do xiismo. A cisão ismaelita surgiu em 765, quando Ismail, filho do sexto imã Jafar al-Sadiq, foi deserdado por seu temperamento extremista. O grupo que o seguiu ficou conhecido como ismaelita. Formaram uma facção secreta, ativa, coesa e organizada que, no século X, converteu a dinastia dos árabes fatímidas, (futuros) governantes do Egito, à sua fé. No entanto, a institucionalização do califado fatímida no governo do Egito levouo à moderação e forçou-lhe a adotar uma atitude de tolerância; por essa razão,uma cisão ocorreu entre os ismaelitas. Os insatisfeitos, liderado por Hasan ibnSabah, migraram para a Pérsia, onde seu movimento da Nova Pregação floresceu a partir da fortaleza de Alamut – surgiu assim a seita dos Assassinos.O imaginário que se criou em torno dessa seita era o de fanáticos hereges,que obedeciam cegamente seu líder, dando-lhe o poder sobre suas vidas e mortes. Pretendiam restaurar a pureza da comunidade islâmica, não poupando meios paraisso. Começaram então a prática pela qual ficariam conhecidos: a de atentados contra a vida de lideranças políticas hostis. Sua primeira vítima fora o vizir persa Nizam al-Mulk. Fontes ocidentais e orientais, segundo Lewis 66, apontam para os mesmos elementos na descrição dos Assassinos. Alguns membros eram tidos pelo chefe como “eleitos” para o sagrado martírio, sendo o Paraíso a recompensapor sua missão. Em rituais secretos, o chefe oferecia aos emissários assassinos uma poção que lhes anteciparia as visões do Paraíso, através do efeito do haxixin (haxixe), de onde deriva o nome da seita – Assassinos – e o significado de“homicídio” que a palavra “assassinato” adquiriu nas línguas européias.

P66 Cf. LEWIS, B., Os Assassinos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Foto de Lewis Hine Wickes (1874-1940), um sociólogo e fotógrafo norte-americano que usou sua câmera como instrumento de reforma social. Suas fotografias foram fundamentais para mudar as leis de trabalho infantil nos Estados Unidos.
Ya verán cómo este pequeño artefacto (el cinematógrafo) revolucionará la vida de los escritores. Es un ataque a los viejos métodos del arte literario. Serán necesarias nuevas formas de escribir. El cinematógrafo ha adivinado el misterio del movimiento”." 

(Leon Tolstói)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015



no brasil do século 21 (de 2015 para 2016) há muita dissolução de lama tóxica, porrada em secundarista (diga-se médio ensino), império de impeachement, contas na suíça e gestação com microcefalia. sem indignação seletiva, sim?

Adriana Zapparoli

Deus (ou minha consciência)


Deus (ou minha consciência) que me livre de um dia me julgar acima da crítica dos amigos. De achar que sou perfeito e que sempre estarei certo. Se isso acontecer terei sido vencido pelo maior de todos os meus inimigos - meu ego. Estarei cercado por oportunistas. Viverei uma vida inautêntica, de bajulações, chantagens, de vitórias sem mérito.   

A literatura hoje não passa de um hobbie meio arcaico: inútil, irrelevante, inofensivo. Como aeromodelismo, filatelia, bonsai... O que buscamos queimando as pestanas em tantos e tantos livros? Uma epifania, o santo graal, o paraíso perdido? Não sei. Eu pensei que era tudo (a revelação da máquina do mundo), hoje desconfio que é nada. Mas é um nada com cara de tudo. Há na saudade dessa aura algo da aura perdida, um vislumbre dos reflexos da idade do ouro... Não importa se é ou não irrelevante. De repente a única coisa importante na vida é a irrelevância. Pronto, confesso: sou irrelevante. E me regozijo nisso.

Will Coutinho Hamon
"O golpe não passará! Caros amigos e amigas, a situação do país é gravíssima com a ameaça de um golpe paraguaio no Brasil, via Legislativo. Dilma foi reeleita para governar até 2018. Este foi o resultado das urnas no qual o povo brasileiro manifestou por sua permanência. Não são pesquisas de empresas privadas ligadas à Globo e à Folha que têm legitimidade para dizer quem deve governar o país. Eduardo Cunha é um velho corrupto com uma longa ficha corrida de crimes e contas milionárias no exterior de dinheiro desviado. Ele não tem legitimidade para seguir presidindo a Câmara dos Deputados e só abriu o processo de impeachment contra Dilma para tirar o foco das atenções às investigações contra ele. É preciso mobilizar. A democracia brasileira está em risco. Todos os esforços concentrados para resistir a um golpe."

Do professor Thomas de Toledo



A batalha política mais que necessária e esperada. Apoiar Eduardo Cunha é apoiar tudo que existe de corrupção, mordomias e fisiologismos do poder legislativo. Os que querem o estilo Cunha na Presidência da República contra os que defendem Dilma, as eleições, a democracia, a legitimidade do voto e os avanços sociais. Façam suas escolhas. Quem quer ser governado por um Eduardo Cunha e companhias sem o respaldo do voto popular ? É o início do fim da crise econômica, que só começa a acabar com o fim da crise política. Dilma e a democracia vencem de novo.

Ricardo Costa de Oliveira

Ejercicio de artillería


Roberto Arlt

Esta historia debía llamarse no "Ejercicio de artillería", sino "Historia de Muza y los siete tenientes españoles", y yo, personalmente, la escuché en el mismo zoco de Larache, junto a la puerta de Ksaba, del lado donde terminan las encaladas arcadas que ocupan los mercaderes de Garb; y contaba esta historia un "zelje" que venía de Ouazan, mucho más abajo de Fez, donde ya pueden cazarse los corpulentos elefantes; y aunque, como digo, dicho "zelje" era de Ouazan, parecía muy interiorizado de los sucesos de Larache.

Este "zelje", es decir, este poeta ambulante, era un barbianazo manco, manco en hazañas de guerras, decía él; yo supongo que manco porque por ladrón le habrían cortado la mano en algún mercado. Se ataviaba con una chilaba gris, tan andrajosa, que hasta llegaba a inspirarles piedad a las miserables campesinas del aduar de Mhas Has. Le cubría la cabeza un rojo turbante (vaya a saber Alá dónde robado), y debía tener un hambre de siete mil diablos, porque cuando me vio aparecer con mis zapatos de suela de caucho y el aparato fotográfico colgando de la mano, me hizo una reverencia como jamás la habría recibido el Alto Comisionado de España en el protectorado; y en un español magníficamente estropeado, me propuso, en las barbas de todos aquellos truhanes que, sentados en cuclillas, le miraban hablar:

-Gran señor: ninguno de estos andrajosos merece escucharme. Dame una moneda de plata y te contaré una historia digna de tus educadas orejas, que no son estas orejas de asnos.

Y con su brazo mutilado señalaba las orejas sucias de los campesinos Yo esperaba que todos los tomates podridos que allí fermentaban por el suelo se estrellarían contra la cabeza del "zelje" de Ouazan; pero los andrajosos, que formaban un círculo en torno de él, se limitaron a reírse con gruesas carcajadas y a injuriarle alegremente en su lengua nativa; y entonces yo, sentándome en el mismo ruedo que formaban los hombres de la tribu de El-Tulat, le arrojé una moneda de plata, y el manco insigne descalzo y hediondo a leche agria, comenzó su relato, que yo pondré en asequible castellano.

En Larache, un camino asfaltado separa el cementerio judío del cementerio musulmán. El cementerio judío parece una cantera de tallados mármoles, y todos los días de la semana podréis encontrar allí mujeres desesperadas y hombres barbudos con la cabeza cubierta de ceniza, que lloran la cólera de Jehová sobre sus muertos.

El cementerio musulmán es alegre, en cambio, como un carmen; los naranjos crecen entre sus tumbas, y mujeres embozadas hasta los ojos, escoltadas por gigantescas negras, van a sentarse en un canto de la sepultura de sus muertos y mueven las manos mientras, compungidas, lloran a moco tendido.

El teniente Herminio Benegas venía a pasearse allí. Un inexperto observador hubiera supuesto que el teniente Benegas, al mirar el cementerio de la izquierda, quería conquistar a alguna bonita judía, o que, al mirar el cementerio de la derecha, pretendía enamorar a alguna musulmana emboscada en el misterio blanco de su manto. Pero no era así.

El teniente Herminio Benegas no estaba para pensar en judías ni en musulmanas. El teniente Benegas pensaba en Muza; en Muza, el usurero.

¡Pensaba en sus deudas!

Muza, el usurero, vivía en una finca que hay a la misma entrada de la puerta de Ksaba. Muza, el usurero, para contrarrestar el maravilloso tufo a queso podrido y a residuos que flotaba en el aire, tenía junto a la muralla dentada un jardín extendido apretado de limones, con "parterres" tupidos de claveles y rosales, que cinco esclavos del aduar de Mhas Has cuidaban diligentemente, mientras Muza, plácido como un santón, se mesaba la barba y miraba venir a sus clientes. Atendía a los desesperados entre capullos de rosas. Él no tenía escrúpulos en trabajar con corredores judíos. Muza se había especializado con los oficiales de la guarnición española. Cierto que a los oficiales les estaba terminantemente prohibido contraer deudas con prestamistas musulmanes, pues podían complicarse las cosas... Pero el teniente Herminio Benegas, una noche, contempló la verdosa muralla, almenada y triste, las campesinas dormidas junto a sus montones de leña seca, y, naturalmente, maldiciendo su destino, enfundado en un chilaba para cubrir las apariencias, fue y levantó el pesado aldabón de bronce que colgaba de la baja, sólida y claveteada puerta de la finca de Muza.

Siempre era a esa hora, cuando el cielo toma un matiz verdoso, que llegaban los clientes de Muza.

Tan advertido estaba su gigantesco portero -un eunuco tunecino negro y corpulento como un elefante-, que sin hablar, inclinándose humildemente, hacía pasar a la futura víctima de Muza hasta el jardín. El prestamista, bajo un arco lobulado con muescas de oro y filetes de lapislázuli, se levantaba, y besándose la punta de los dedos, acogía a su visitante con la más exquisita de las atenciones musulmanas. Haciendo sentar a su visitante en muelles cojines, le agasajaba, le acariciaba y le decía:

-Honras mi casa. Que Alá te cubra de prosperidad a ti y a tu noble familia. Hoy es un gran día para mí. ¿Cuánto necesitas? No te preocupes. Soy feliz al servirte.

Cuando Herminio Benegas respondió: "Cinco mil pesetas", Muza se lanzó a reír.

-¿Y por ese montoncito de leña seca te preocupas? Yo creía que era un incendio. ¡Nada más que cinco mil pesetas!... ¡Tú, un oficial español!... ¡Juro, por las barbas del Califa, que te llevarás diez mil pesetas de mi casa!... ¿No sabes que el Profeta ha dicho que las manos de los impíos están cerradas para la generosidad? Quiero que tu día de hoy sea hermoso y dulce. ¡Alí, Alí; tráele café a este hermoso oficial español!

Ciertamente que Benegas se llevó diez mil pesetas..., y firmó un recibo por quince mil.

-Tú no te preocupes -le había dicho Muza-. Seré contigo más bondadoso que tu padre y que tu madre, a quienes no tengo el honor de conocer.

Benegas volvió una vez, y luego otra y otra.

Un día, Muza se levantó adusto de sus cojines. Era la primera vez que Benegas veía de pie al prestamista. Muza era alto como una torre. Las barbas, que le llegaban hasta el ombligo, le daban el aspecto de un Goliath. El prestamista, tomándose con la mano un haz de estas barbas, dijo, al tiempo que se las retorcía con colérica frialdad:

-¿Qué te has creído? ¿Que yo asalto a los traficantes, como ese bandido de Raisuli? Te he tratado bondadosamente, como si fuera tu padre y tu madre. Y tú, ¿qué me has dado? ¡Papeles, papeles con tu firma!... ¡Me pagas, o iré a ver a tu coronel!...

Benegas pensó que podía embutir todas las balas de su revólver en la barriga de aquel monstruo, pero también pensó que podían fusilarlo. Y apretando los dientes, vencido, pidió:

-Dame tres días de plazo..., cuatro...

Muza se dejó caer sobre los cojines y respondió:

-Hasta el domingo estaré en mi finca de Guedina. El lunes, si no me has pagado, veré a tu coronel.

Y no terminó de pronunciar estas palabras, cuando frío, negro y exquisitamente homicida, el teniente vio aparecer a su lado al eunuco tunecino, que le acompañó hasta la puerta de calle, arqueando profundas zalemas.

El teniente Ruiz estaba quitándose las botas cuando Benegas entró a su cuarto. Ruiz se quedó con las manos olvidadas en los cordones de la bota al mirar el contraído semblante de Benegas:

-¿Qué te ha dicho Muza?

-El lunes verá al coronel.

Ruiz comenzó a quitarse las botas, y dijo:

-Mañana saldremos para los bosques de Rahel

-¿Rahel?

-Sí; hay que terminar los ejercicios de tiro en la parcela de Guedina.

Benegas se recostó en su cama. Estaba perdido si el prestamista veía al coronel. Y Muza no era hombre de andarse con bromas. Había metido en cintura a más de un bravucón de Larache. Se decía que una de sus hijas estaba en el harén del Califa.

¿Qué hacer?

Ruiz ya se había dormido. Benegas apagó la luz.

Por la ventana enrejada entraba una claridad festiva, reticulada. ¿Qué hacer? Benegas se levantó y abrió despacio la puerta. Allá, en el fondo del patio, se veía el escritorio del coronel, iluminado. Benegas se decidió. Cruzó el patio y se detuvo frente al cuerpo de edificio que ocupaba el coronel. Un centinela se cuadró frente a él. Benegas trepó unas escaleras y golpeó con los nudillos en una puerta.

Una voz ronca respondió:

-Adelante.

Benegas entró. Recostado en un sofá, con la chaqueta desprendida, el coronel Oyarzún parecía estudiar con la mirada las cotas de un mapa verde que estaba allí frente a sus ojos. Era un hombre pequeño, canijo, rechupado. Lo miró al teniente, y comprendió que el hombre iba en busca de auxilio: Entonces se incorporó y, ya sentado en el sofá, dijo:

-Pase teniente -le señaló una silla-. Siéntese.

Benegas obedeció. Tomó una silla y se sentó frente al coronel. Pero el coronel no parecía tener mucha voluntad de hablar. Callado, miraba tristemente el suelo. Y sin saber por qué, Benegas sintió lástima por aquel hombre flaco y canijo. ¿Sería verdad lo que se murmuraba: que el coronel se había aficionado al haschich? Cierto es que allí el haschich andaba en muchas manos...

-¿Qué le pasa?

Benegas comenzó a contar al coronel la historia de su enredo financiero con Muza. Por un instante pensó en contarle una mentira al coronel: que Muza le había pedido los planos de las baterías que defendían el valle Lukus; pero, rápidamente, comprendió que el coronel podía adivinar su mentira o tratar de aprovecharla. Mejor era decir la absoluta verdad.

El coronel, sentado en la orilla del sofá, le escuchaba, levantando de tanto en tanto sus grandes ojos pardos. Cuando Benegas terminó su relato, el coronel se puso de pie resueltamente. Tenía todo el aspecto de un mico triste. Benegas, rígidamente cuadrado, esperó su sentencia. El coronel encendió un cigarrillo, miró melancólicamente el mapa de las cotas, y dijo:

-Hay siete tenientes en este cuerpo en la misma situación que usted. ¡Esto es intolerable! Mañana salimos a cumplir ejercicios de batería en los bosques de Rahel. Guedina está atrás. No me causaría mucha gracia que cayera algún proyectil, por equivocación, sobre la finca de Muza..., aunque, en verdad, mucho no se perdería. Buenas noches, teniente.

Benegas, tieso, saludó. Había comprendido.

La parcela de Guedina se extendía por el valle, y allí, en su centro, se veía el castillete con sus torrecillas de piedra, perteneciente a Muza, el prestamista. Más allá se extendían las colinas pizarrosas, empenachadas de borbotones de verdura rojiza y verde, y allá lejos, en una loma, el lienzo de cielo estaba cortado por la línea azulenca de los bosques de Rahel.

Muza, sentado en el tondo de su parque, bajo las ramas de un naranjo con Aischa a su lado, probaba unas cortezas de limón confitado, que Aischa, soportando en un plato, le ofrecía, sonriendo, de rodillas.

Fue un silbo de pirotecnia; Muza miró, sorprendido, en rededor, cuando un obús estalló sobre la cresta del bosque.

Aischa, temblorosa, apretó contra él su juventud; pero Muza, espantado, se puso de pie, y no había terminado de hacerlo cuando un estampido más próximo levantó del suelo una columna de fuego y de tierra; y Aischa, desmayada de terror, cayó sobre el césped. Muza la miró un instante sin verla y echó a correr hacia adentro del parque.

Su terror no conocía límites porque era un hombre pacífico. Sabía que varias baterías estaban haciendo ejercicio de tiro más allá de la cortina azulenca del bosque de Rahel; pero de allí a...

Esta vez el impacto fue decisivo. El obús alcanzó el vértice de la torre de piedra, y la torre de piedra de su hermosa finca se levantó por los aires como si la hubiera arrancado una tromba por los cimientos; luego se desmoronó en una lluvia de cascotes, y un grupo de criadas, de mujeres sin velo, de esclavos, salió del pórtico principal chillando y arrastrando las criaturas consigo. Las mujeres entraron en el ala derecha del parque.

Otro estampido hizo temblar el suelo. Los muros de piedra del antiguo castillo, que había pertenecido al cheik de Rahel, se resquebrajaron; una teoría de columnitas, aventada al espacio por la explosión, fue a derramar sus tallos de mármol en un estanque; nuevamente una cortina de proyectiles barrió el suelo y los pocos lienzos de muralla que quedaban en pie bajo el sol de la tarde temblaron y cayeron.

Muza se dejó caer al suelo y comenzó a llorar. Comprendía. Los siete tenientes del cuerpo de artillería, los siete hombres que él había beneficiado con sus préstamos, bombardeaban deliberadamente su hermosa finca. No vacilaron en matarle a él, a sus nueve esposas, a sus diecisiete criados. Como en una pesadilla lo veía al maldito teniente Benegas, rodeado de sus soldados, incitándolos a concluir la obra destructora con un asalto a la bayoneta.

Las lágrimas corrían por el barbudo semblante del gigantesco Muza. Pero el fuego de las baterías parecía enconado rabiosamente sobre las ruinas; algunos proyectiles habían roto los caños del estanque; a cada explosión las piedras volaban entre espesas nubes de humo negro y polvo; por sobre el césped se podían ver los muebles destrozados por la explosión, los cojines despanzurrados. Cada proyectil arrancaba de la tierra surtidores de cascajos.

Muza, escondido ahora tras un árbol, miraba aterrorizado esta completa destrucción de sus bienes.

Evidentemente, los tenientes de artillería eran gente terrible.

Nuevamente le pareció al prestamista ver al teniente Benegas rodeado de soldados adustos, dispuestos a escarbarle en el vientre con la punta de sus bayonetas. Y el terror creció tanto en él, que de pronto se puso a gritar como un endemoniado, y ya no le bastó gritar, sino que con peligro de su propia vida corrió hacia las ruinas de la finca. Las mujeres del bosque le gritaban que se detuviera, que le iban a herir los cascos de los proyectiles que otra vez podían caer; pero Muza, sordo, desesperado, quería acogerse a sus bienes despedazados, y espoloneado por el furor que hacía girar el paisaje ante sus ojos como una atorbellinada pesadilla de piedra y de sol, dando grandes saltos se introdujo entre las ruinas; su cuerpo chocó pesadamente contra una muralla, la muralla osciló y los cuadrados bloques de granito se desmoronaron sobre su cabeza. Muza, el prestamista, dejó para siempre de facilitar dinero a los cristianos.

Veinticuatro horas después el coronel presentó un sumario al Alto Comisionado, y el Alto Comisionado se excusó ante el Califa:

-Ocurrió que durante la marcha el retículo de un telémetro se corrió en su visor a consecuencia de un golpe, lo que determinó un error de cálculo en el "reglage" del tiro. Era de felicitarse que la desgracia de Guedina no hubiera provocado más muertes que la de Muza, víctima no de los proyectiles, sino de su propia imprudencia.

El Califa, infinitamente comprensivo, sonrió levemente. Luego dijo:

-Me alegro de que el asunto no tenga mayor trascendencia, porque Muza no pertenecía a la comunidad marroquí, sino argelina.

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