domingo, 13 de março de 2016

1848: Revolução de Março na Áustria



No dia 13 de março de 1848, burgueses, trabalhadores e universitários de Viena rebelaram-se contra o poder da dinastia dos Habsburg. Dois dias mais tarde, imperador Ferdinando teve que reconhecer sua derrota.


Príncipe Metternich foi obrigado a renunciar

No ano de 1848 ocorreram várias revoluções na Europa. A 24 de fevereiro, em Paris, artesãos, universitários, trabalhadores e a Guarda Nacional haviam se rebelado contra a miséria e destituído o rei para proclamar a Segunda República. A revolta seguinte começou em 13 de março, em Viena. Trabalhadores e universitários se revoltaram contra 30 anos de opressão, censura e perseguição do conservador príncipe austríaco Klemens Wenzel Metternich.

Desde o Congresso de Viena, em 1815, ele era o homem mais poderoso nos países da Aliança Alemã. Mas o povo estava cansado da opressão e reuniu-se em Viena para protestar, em primeiro plano, contra a censura. A violência escalou depois que os militares dispararam contra a multidão, causando várias vítimas fatais.

Os manifestantes foram às barricadas, enquanto a rebelião eclodia também nos bairros operários. Em toda a cidade ouviam-se tiroteios e estabelecimentos comerciais eram saqueados. Como o governo não estivesse preparado para tanta disposição de luta dos manifestantes, dois dias mais tarde mandou recolher as tropas aos quartéis.

No dia 15 de março de 1848, o imperador Ferdinando aprovou a liberdade de imprensa, garantiu uma nova Constituição e a formação de uma guarnição civil armada, atendendo, assim, às "exigências de março" dos manifestantes. A consequência foi a composição de uma comissão de cidadãos, formada por 24 burgueses que ocuparam a administração de Viena.

Paris e Viena contagiam Berlim

Sem condições de governar, o imperador Ferdinando foi retirado de Viena; o príncipe Metternich renunciou e se exilou na Inglaterra. As revoltas em Paris e Viena contagiaram Berlim. A 18 de março de 1848, o povo reunido diante do palácio do rei Frederico Guilherme 4º exigiu liberdade de imprensa e de opinião, o fim da censura e a constituição de um Parlamento prussiano.

A violência escalou da mesma maneira como em Viena. Cerca de 4 mil manifestantes com armas rudimentares foram confrontados com um contingente de 15 mil militares fortemente armados. Mas venceram. Quatro dias depois, o imperador recolheu suas tropas e reconheceu a vitória dos revolucionários. Humilhado, foi obrigado a honrar no palácio os 230 mortos na revolução. No dia 21 de março, anunciou então a unidade nacional.

Sua medida seguinte foi a composição de um gabinete liberal e o anúncio de uma Assembleia Nacional dois meses depois. A Prússia, que junto a Rússia e Áustria havia fomentado a rebelião, deveria tornar-se monarquia constitucional. A revolução alemã, que foi apenas parte de um fenômeno pan-europeu, havia sido vitoriosa. No dia 18 de maio foi empossada a Assembleia Nacional, com 649 deputados das 39 províncias, inclusive a Prússia e a Áustria.

Sua tarefa era redigir uma Constituição democrática para todo o território alemão, introduzindo um sistema de governo centralizado. A nova carta magna, divulgada em dezembro do mesmo ano, é considerada pelo historiador alemão Wolfgang Mommsen como "mais moderna do que os direitos fundamentais de Weimar e, eventualmente, que a Lei Fundamental de 1949, afinal, inspirada na de 1848".

Autoria Frank Gerstenberg


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sábado, 12 de março de 2016

"Lula, aqui tá Russell, melhor você Voltaire pra casa, bater um Platão, tomar um Schopenhauer e ir Montaigne um plano infalível para convencer o tal juiz. Descartes a ideia de entrar para um ministério porque vai pegar Mao. O Dirceu já se Foucault com isso. Se baterem na sua porta com um mandado de prisão, manda enfiar no Hegel. E reza pro seu Engels da guarda te proteger. Não Marx toca. Deleuze?"

Leo Gonçalves


PENSE




A CRISE ECONÔMICA É MUNDIAL. O MAIS RECENTE CAPÍTULO DA CRISE POLÍTICA (TENTATIVA DE GOLPE) BRASILEIRA. NÃO VEJO QUALQUER SOMBRA DE JUSTIÇA EM OPÇÕES DE ENFRENTAMENTO A ELAS NAS QUAIS O POVO TENHA QUE APERTAR AINDA MAIS O CINTO QUE LHE SUSTENTA OS ANDRAJOS PARA QUE BANQUEIROS, INVESTIDORES, EMPRESÁRIOS CORRUPTOS, EMISSORAS DE TELE-MANIPULAÇÃO E TELE-IMBECILIZACAO, POLÍTICOS FISIOLÓGICOS E TODOS AQUELES QUE ORBITAM AO SEUS REDORES MANTENHAM SEUS PRIVILÉGIOS. EXCESSÃO AO FATO DE QUE EU ME IGUALE A ELES (E, NESSE SENTIDO, NÃO SEJA ALGUÉM SUFICIENTEMENTE ÉTICO PARA RECRIMINAR A CORRUPÇÃO NO MEU PAÍS), OU, QUE ACEITE PASSIVAMENTE O PAPEL DE FANTOCHE, MARIONETE, MASSA DE MANOBRA A SERVIÇO DOS SEUS INTERESSES.

Will Coutinho Hamon

Derradeiro Baile dos Romanov

Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.
Alexander kororiov para a Gazeta Russa
Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.
Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.
Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.
Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.
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fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno

Um grande baile de fantasia aconteceu em fevereiro de 1903 no Palácio do Inverno, em São Petersburgo. Hoje, o espaço onde foi celebrado o último baile imperial abriga o museu Hermitage.


La guerra de los mil años


Alain Gresh

Le Monde Diplomatique

Irak arde. Pueden verse allí las consecuencias de la ignorancia estadounidense sobre el campo de batalla -Faluya poco se parece a una ciudad de Texas, mucho menos a Marsella o a Tolón, liberadas en 1944- o de la arrogancia de una gran potencia. Más profundamente, sin embargo, este chasco es consecuencia directa del concepto de "guerra contra el terrorismo" lanzado por el presidente George W. Bush, después del 11 de septiembre.

En este marco de pensamiento, cada incidente en Irak se ordena lógicamente: los ataques en el "triángulo suní" sólo pueden ser producto de nostálgicos del régimen de Sadam Hussein o de terroristas internacionales vinculados a Al Qaeda; la resistencia de Moqtada Al-Sadr, el resultado de la influencia iraní, uno de los miembros del Eje del Mal; toda acción armada, la prueba de que "ellos" odian los valores occidentales. Tal como lo explica ingenuamente un cabo estadounidense en Irak: "Debemos matar a los malos (1)". Pero cuantos más "malos" mata Estados Unidos, más malos surgen de las ruinas de cada inmueble bombardeado, de cada aldea sometida a allanamientos sistemáticos.

El drama iraquí también podría comprenderse de manera diferente y mucho más simple. Contentos por haberse librado de una dictadura particularmente odiosa y haber acabado con sanciones que durante 13 años vaciaron al país de su sustancia, los iraquíes aspiran simplemente a vivir mejor, libres e independientes. No se ha cumplido ninguna de las promesas de la reconstrucción, la electricidad se corta a menudo, la inseguridad perdura, la miseria se extiende. Las tropas estadounidenses perpetraron el último ataque brutal contra un Estado ya debilitado por los múltiples embargos, dejando que los ministerios ardieran y disolviendo el ejército, según el modelo que habían aplicado en 1945 en... Japón. Por otra parte, los iraquíes no quieren vivir bajo el yugo de un ocupante, cuyos únicos intereses -sospechan- son petroleros y estratégicos. El tiempo de la colonización ha terminado. En Irak, la revuelta de los años veinte contra el ocupante británico, celebrada desde hace décadas, dejó en la memoria de todos una marca tan indeleble como la Resistencia o la Liberación en Francia. Los iraquíes comparten esta aspiración a la independencia con los demás pueblos y no es necesario sondear su "psicología" o su "alma", someter el Corán y el islam a complejas exégesis para comprenderla. Tampoco es necesario ver en ese país un puesto de avanzada de la cruzada contra el "terrorismo internacional". El comportamiento de los iraquíes es absolutamente racional y la única solución es una retirada rápida de las tropas estadounidenses y el retorno del país a la plenitud de su soberanía.

La manera en que los dirigentes de una gran potencia interpretan un hecho acontecido en una región del mundo determina sus decisiones estratégicas y diplomáticas: ¿Qué beneficios obtendremos? ¿Qué harán nuestros enemigos? ¿Q uiénes son nuestros aliados? Durante varias décadas, la "Guerra Fría" sirvió de paradigma para explicar la evolución planetaria. Al producirse un cambio en una lejana comarca, los estrategas de ambos bandos, los investigadores y los periodistas se preguntaban: ¿Es bueno para la URSS? ¿Es bueno para Estados Unidos? Las consecuencias de esta visión en blanco y negro pudieron medirse a propósito de dos conflictos de los años setenta y ochenta, el de Nicaragua y el de Afganistán.

En julio de 1979, los sandinistas toman el poder en Managua, tras una larga lucha armada que pone fin a la dictadura de la familia Somoza. Lanzan un programa de audaces reformas sociales, especialmente en materia agraria. Se respetan las libertades fundamentales y se permiten los partidos políticos de oposición. Surge la posibilidad de sacar al país de la pobreza y el subdesarrollo. Pero el gobierno estadounidense no lo entiende así. Para él, esta derrota de uno de los aliados de Estados Unidos se reduce a un avance del comunismo y la URSS en su "coto de caza" centroamericano. La CIA provee de armamento a viejos soldados somocistas. Desde Honduras, estos "combatientes de la libertad" libran una guerra a ultranza, sin dudar en la utilización del terrorismo contra el régimen, mientras que Washington intenta movilizar a la opinión pública y a sus aliados contra el peligro totalitario en América Central. La Habana, y en menor medida Moscú, intensifican su ayuda a los sandinistas. Desde entonces, Nicaragua se ve atrapada en el enfrentamiento Este-Oeste. La presión permanente de Estados Unidos, el empobrecimiento del país como consecuencia de sanciones económicas, desembocarán finalmente en la derrota de los sandinistas en las elecciones del 25 de febrero de 1990. De un día para otro, Washington dejará de interesarse en Nicaragua y abandonará a sus antiguos protegidos. El país se hundirá en la miseria, pero nunca será "comunista".

El caso de Afganistán es aún más emblemático. En abril de 1978, aunque aliado de la URSS, el régimen es derrocado por un golpe de Estado comunista. El nuevo poder lleva a cabo, de manera brutal, reformas radicales en este país conservador y se enfrenta a una fuerte oposición, especialmente en las regiones rurales. Washington comienza a armar a los muyahidin. En diciembre de 1979, el ejército soviético invade Afganistán, cambia la dirección del país: una operación de tipo colonial condenada por la comunidad internacional. Pero Estados Unidos y Occidente quieren ver en ello la prueba de la voluntad hegemónica de los soviéticos, la confirmación de las intenciones seculares del Kremlin de proyectarse hacia "los mares cálidos", hacia el Golfo. La nueva administración Reagan encuentra allí la oportunidad de "hacer sangrar" al ejército rojo, incluso al precio de una alianza con el diablo. Con la ayuda de los servicios secretos pakistaníes y saudíes, armará a los fundamentalistas más radicales, en detrimento de la oposición moderada. Se opondrá a todos los intentos de acuerdo político y diplomático apadrinados por Naciones Unidas, y prolongará deliberadamente el conflicto (2). Ya se sabe cuál fue el resultado. Los soviéticos deciden retirarse de Afganistán pero, tras su victoria, Estados Unidos se desentiende del destino del país y de las redes islamistas radicales que contribuyeron a instalar con la ayuda de un tal Osama Ben Laden. Abandonado, Afganistán se hunde primero en la guerra civil, antes de caer, en 1996, en manos de los talibanes.

Ahora se sabe que, lejos de corresponder a un gran proyecto de expansión, la decisión soviética de intervenir en Afganistán fue tomada por una dirección política dividida, preocupada ante todo por evitar que un país fronterizo, tradicionalmente aliado, cayera en manos de islamistas extremistas. Se sabe también que, pese a sus apariencias de potencia militar, la URSS era incapaz de amenazar al mundo y menos aún de dominarlo. Sin embargo, en Occidente se agitó continuamente el fantasma de la amenaza soviética para movilizar a la opinión pública. En 1983, dos años antes de la llegada de Mijail Gorbachov al poder en Moscú, Jean-François Revel, siempre perspicaz, anunciaba el fin de las democracias incapaces de luchar contra "el más temible de estos enemigos externos, el comunismo, variante actual y modelo acabado del totalitarismo (3)"... Este "modelo acabado" tenía sólo unos años de vida.

Por supuesto, la clave de lectura "Este-Oeste" era pertinente. Tanto Estados Unidos como la URSS defendían sus intereses de grandes potencias, pero la vida política de cada país no se reducía a un gran tablero de ajedrez en el cual se enfrentaban la Casa Blanca y el Kremlin, la primera apoyando sin remordimientos dictaduras latinoamericanas o la Indonesia de Suharto, el segundo interviniendo brutalmente en Hungría (1956) o en Checoslovaquia (1968). Este simplismo llevaba a subestimar las realidades nacionales, no tan fác ilmente reductibles, y todos los demás desafíos planteados a la humanidad: deterioro medioambiental, pobreza crónica, proliferación de nuevas enfermedades -especialmente el sida-, etc. El mundo salió finalmente de la guerra fría, Estados Unidos ganó, pero los desafíos continúan. Y las causas de la inestabilidad también.

En busca de un enemigo

El fin de la Unión Soviética dejó huérfanos no sólo a los militares y a los servicios de inteligencia estadounidenses (y por extensión occidentales) -privados de un enemigo que justificaba su existencia y su presupuesto ilimitado-, sino también a todos los centros de investigación estratégicos que habían señalado seriamente la superioridad estratégica de Moscú, incluso pronosticado una invasión soviética de Europa Occidental. Pero, ¿con qué podía reemplazarse el "imperio del mal?"

A comienzos de los años noventa, la teoría del "fin de la historia" lanzada por el académico estadounidense Francis Fukuyama, que proclam aba la victoria definitiva del liberalismo occidental condenado a extenderse por todo el planeta, sólo tuvo un éxito limitado. Una fracción de la derecha conservadora, la misma que se había opuesto a distender las relaciones con la URSS y a todo acuerdo con Mijail Gorbachov, buscaba en cambio "un nuevo enemigo estratégico". Anunció que Estados Unidos, aunque sin rival, era ahora amenazado por fuerzas oscuras, aún más peligrosas que el comunismo: el terrorismo, los Estados canallas, las armas de destrucción masiva. Paralelamente, cada vez más pensadores y periodistas diagnosticaban el ascenso en potencia de un nuevo adversario, el islam, que disponía a la vez de una "fuerte ideología" y de una base potencial de más de 1.000 millones de seres humanos.

En 1993, el estadounidense Samuel Huntington popularizó el "choque de civilizaciones (4)". "Mi hipótesis -escribía el profesor estadounidense- es que en el nuevo mundo, los conflictos no tendrán esencialmente como origen l a ideología o la economía. Las grandes causas de divisiones de la humanidad y las principales fuentes de conflictos serán culturales. Los Estados-Naciones continuarán desempeñando el papel principal en los asuntos internacionales, pero los principales conflictos políticos mundiales enfrentarán a naciones y grupos que pertenecen a civilizaciones diferentes. El choque de civilizaciones dominará la política mundial".

Pero estábamos todavía en el campo de la especulación, ninguna de estas doctrinas tuvo consenso entre las elites. Hubo que esperar al 11 de septiembre para que se instalara la idea de que Occidente estaba nuevamente comprometido en una guerra mundial, que sucedía a la guerra fría y a la II Guerra Mundial. Traumatizada por los ataques contra el World Trade Center y el Pentágono, la opinión pública estadounidense se sumó a la "guerra contra el terrorismo", una guerra en la cual "quien no está con nosotros está en contra de nosotros". Sin embargo, ¿quién es est e nuevo enemigo que reemplaza al comunismo y al nazismo? ¿El terrorismo? Pero el terrorismo no es una ideología sino apenas un método de acción, y resulta difícil percibir qué vínculo une a los independentistas corsos, los del IRA y Al Qaeda. ¿Al Qaeda? Pero el combate contra esta organización peligrosa corresponde a los servicios policiales, no a la movilización guerrera (ver el artículo de Olivier Roy, págs. 24 y 25). ¿Los Estados canallas? Si es abusivo incluir en el mismo Eje del Mal a Corea de Norte e Irán, también es difícil ubicar las amenazas que esos Estados ejercen regionalmente en el mismo nivel que hasta hace poco representaba la Unión Soviética.

Sin embargo, lo que se perfila cada día con más nitidez, a través de los objetivos designados y de las campañas ideológicas, es un choque entre dos civilizaciones, islam y Occidente. Con excepción de Corea del Norte y Cuba, los países en el punto de mira de Estados Unidos -Irak, Irán, Siria, Sudán- son todos musul manes; la ayuda incondicional de Washington al gobierno de Ariel Sharon confirma esta posición tomada. La "civilización" está en guerra contra la "barbarie", proclama el presidente Bush. "El mundo se ha dividido en dos bandos, responde Osama Ben Laden, uno tras la bandera de la cruz, tal como dijo el jefe de los infieles Bush, y otro tras la bandera del islam".

Ellos y nosotros

Si esta teoría es verdadera, ningún acuerdo es entonces posible ya que "ellos" nos odian, no a causa de lo que hacemos, sino porque rechazan nuestros ideales de libertad y democracia; es inútil pues decidir una prioridad a la solución de tal o cual injusticia que afecta al mundo musulmán. Por otra parte, esta concepción induce a una estrategia de guerra. Implica inscribir cada enfrentamiento en un conflicto de civilizaciones, un conflicto eterno, sin solución: la lucha de los palestinos, un atentado terrorista en Java, la resistencia en Irak, un incidente antisemita en un liceo parisin o, un motín en los suburbios, son percibidos como elementos de una ofensiva general del islamismo. Estamos inmersos, en todos los frentes, incluido el frente interno, en una guerra mundial.

El general William G. "Jerry" Boykin, un ex integrante de las fuerzas Delta (unidad de intervención antiterrorista del ejército estadounidense) fue designado, en junio de 2003, subsecretario adjunto de inteligencia del Departamento de Defensa de Estados Unidos. Es un cristiano evangélico, que declaraba en Oregón que los radicales islámicos odiaban a Estados Unidos "porque somos una nación cristiana, porque nuestros cimientos y nuestras raíces son judeocristianos. Y el enemigo es un tipo que se llama Satán (5)". En otra ocasión, proclamaba: "Nosotros, el ejército de Dios, en la casa de Dios, en el reino de Dios, hemos sido educados para esta misión"; y, a propósito de la guerra en Somalia contra los jefes de guerra musulmanes: "Sabía que mi Dios era más grande que el suyo, sabía que mi Dios era un verdadero Dios y el suyo un ídolo (6)". Tras estas declaraciones, el general pidió disculpas, conservó su puesto y pudo mostrar su talento "exportando" a Irak el sistema carcelario instalado en Guantánamo, con los resultados conocidos en materia de torturas (7). Si bien el secretario de Defensa Donald Rumsfeld primero lo defendió, Condoleezza Rice, la asesora de Seguridad Nacional, debió aclarar: "Esta no es una guerra entre religiones". Sin embargo, cuesta creerla al leer los testimonios de los torturados en Irak, que eran obligados a abjurar de su religión o a comer cerdo (8).

Numerosos medios de comunicación estadounidenses, o a veces europeos, no ocultan tampoco su islamofobia. Ann Coulter es una de las más populares comentaristas de la derecha estadounidense, cuyos libros son best sellers; con frecuencia es invitada a programas de las grandes cadenas informativas de televisión y radio, desde Good Morning America hasta The O'Reilly Factor. Según el la, dentro de 10 años los musulmanes habrán tomado el poder en Francia. "Cuando combatíamos el comunismo -explica- había asesinos y gulags, está bien, pero eran blancos y estaban en su sano juicio. Ahora, estamos en guerra contra verdaderos salvajes". Y precisa: "Sufrimos los ataques de musulmanes salvajes y fanáticos desde hace 20 años. No es Al Qaeda quien tomó rehenes de nuestro país en Irán. No fue Al Qaeda la que puso una bomba en una discoteca de Berlín-Oeste, la que llevó a Ronald Reagan a bombardear Libia". Pero Libia no es islamita. "Usted puede sostener ese argumento, pero yo sigo viendo musulmanes que matan gente (9)".

"Deberíamos ser conscientes de la superioridad de nuestra civilización, señalaba satisfecho el primer ministro italiano Silvio Berlusconi, el 26 de septiembre de 2001, (...) un sistema de valores que ha brindado a todos los países que lo adoptaron una gran prosperidad que garantiza el respeto de los derechos humanos y las libertades religiosa s". El presidente del Consejo Italiano estimó que debido a la "superioridad de los valores occidentales", éstos iban a "conquistar nuevos pueblos", precisando que esto "ya se había producido con el mundo comunista y una parte del mundo islámico, pero que, desgraciadamente, una parte de éste último quedó 1.400 años atrás (10)".

Jean-François Revel, en su libro La obsesión antiamericana: dinámica, causas e incongruencias, se alegra del hecho de que George W. Bush y varios dirigentes europeos hayan acudido a mezquitas después del 11 de septiembre, para evitar especialmente en Estados Unidos que los árabe-estadunidenses se convirtieran en blancos de "represalias indignas". Y afirma: "Este escrúpulo democrático honra a estadunidenses y europeos, pero no debe cegarles ante el odio por Occidente de la mayoría de los musulmanes que viven entre nosotros (11)". Está escrito con todas las letras, la "mayoría de los musulmanes". Se ignora si el filósofo propone expulsarlos...

Estas declaraciones tienen eco en la opinión pública. La guerra fría, especialmente en los años ochenta, movilizó poco y fue sobre todo una cuestión de estados mayores; el comunismo ya había perdido gran parte de su fuerza de atracción y el espantajo rojo ya no suscitaba grandes cazas de brujas. La guerra contra el terrorismo evoca otras resonancias: una parte de la opinión pública occidental y musulmana está dispuesta a creer que los conflictos actuales encubren un choque entre civilizaciones. El mundo ya no se dividiría entonces en fuertes y débiles, ricos y pobres, pudientes y desposeídos, sino en "ellos" y "nosotros". Cada país occidental renunciaría al concepto trasnochado de la "lucha de clases" para alistarse en las filas de la "lucha contra el otro". Se libraría entonces una guerra de mil años cuyo único resultado sería afianzar el desorden establecido.


NOTAS:

(1) Citado en "GI's in Iraq are asking: Why are we here?", International Herald Trib une, 12-08-04.

(2) Diego Cordovez, Selig S. Harrison, Out of Afghanistan. The Inside Story of the Soviet Withdrawal, Oxford University Press, Oxford, 1995.

(3) Jean-François Revel, Comment les démocraties finissent, Grasset, 1983.

(4) Samuel Huntington, "The Clash of Civilizations", Foreign Affairs, vol. 72, N° 3, 1993.

(5) Los Angeles Times, 16-10-03.

(6) Ibid.

(7) Sidney Blumenthal, "The religious warrior of Abu Ghraib", The Guardian, Londres, 20-05-04.

(8) "New images amplify abuse at Iraq prison", Reuters, 21-05-04.

(9) The Independent, Londres, 16-08-04.

(10) Le Monde, 28-09-01.

(11) Jean-François Revel, La obsesión antiamericana: dinámica, causas e incongruencias, Ediciones Urano, Barcelona, 2003.

"A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores"

   Karl Marx


Já fracassou politicamente o protesto de amanhã 13/03 porque conseguiram afastar qualquer pessoa racional do centro político, com radicalismos de extrema direita. Uma base social de autoritários contra a democracia e as eleições, composta também por fascistas, sectários de direita, funcionários da Globo, do PIG e de partidos de direita, bolsonaretes, empresários neoliberais, pastores milionários fundamentalistas e integralistas não é representativa para horizontes mais amplos. A movimentação nas redes sociais indica um número bem menor do que nas maiores movimentações do ano passado. Mesmo que em alguns lugares a concentração possa se parecer com eventos de Nuremberg, com a ajuda do foco dirigido pela mídia engajada de extrema direita golpista, a perda do centro político já selou o fracasso deste movimento aos extremos da direita. Sem o apoio do centro político não se desloca o poder no Brasil.

Ricardo Costa de Oliveira
Carlos Ruggi

No fim da ditadura, Ulysses Guimarães chamava a Constituição escrita pelos militares de “A Carta dos 3 patetas”. Essa petição contra Lula é a petição dos três patetas.

O problema é que há gente na rua disposta a se matar por conta dessa irresponsabilidade jurídica. Daqui a muitos anos, isso será lido nas faculdades de direito como um exemplo de desmoralização das funções públicas de um promotor. Mas, nesse momento, a peça jurídica é um fósforo aceso num paiol de pólvora. E talvez a intenção seja essa mesmo: levar os petistas para rua, provocar o caos. E inflar a marcha do dia 13 da extrema-direita. Da mesma forma que Moro em Curitiba, o promotor Conserino gosta de camisas pretas. na Itália, eram o uniforme dos fascistas de Mussolini.
Fontes na Justiça dizem que dificilmente um juiz acatará pedido tão esdrúxulo. Tenho cá minhas dúvidas. Afinal, estamos em São Paulo e às portas de um golpe jurídico-midiático.


 Curitiba, PR, Brasil ·


The day after: Juiz federal justiceiro suspende atividades da Lava-PT-a-Jato, posto que não é contra a corrupção e seu ator mor torna-se desnecessário; setores do MP: idem; garantias trabalhistas. uma a uma, são derrubadas; Globo renova a concessão e ganha mais contratos milionários; Veja segue sendo a Veja, porém turbinada com dinheiro da propaganda oficial; aposentadorias e salário mínimo congelados; educação pública privatizada e/ou "enxugada" (conforme a região e os interesses locais); Universidades públicas encolhem e nova reforma é realizada; ProUni, naturalmente veio para ficar e deve ser ampliado; blogs progressistas tornam-se alvo da justiça; sindicatos são pulverizados e insistem que negociar com patrão é a melhor forma de "conseguir vitórias"; SUS é desmantelado; Aquíferos e Amazônia seguem a mesma direção do Pré-Sal e haverá Senadores que defendam que no futuro, tal como o petróleo, a água e a biodiversidade não serão tão necessárias; políticas para a diversidade serão extintas pelos novos Ministros da Educação, da Cultura e da Economia, ambos ex-funcionários do World Bank; desemprego atingirá a média confortável de 30%, mantendo massa de reserva e, ao mesmo tempo, garantindo um número controlável de indigentes.

Valéria Arias

A crise da governança da democracia representativa,

Felipe González, ex-presidente do Governo da Espanha (1982-1996), manifestou nesta quinta-feira seu apoio e reafirmou sua amizade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que na sexta-feira passada foi obrigado pela Polícia Federal a depor sobre sua suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras, enquanto realizavam buscas em sua casa e na sede de seu instituto. “Fiquei chocado pela forma como se deu a condução coercitiva e o depoimento de Lula. Não acredito que ele tenha se negado a depor antes, de modo que me pareceu desnecessário o uso da coerção”, disse González, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em uma entrevista coletiva na Universidade de São Paulo (USP), onde assumiu a cátedra José Bonifácio, do centro Ibero-americano. O socialista alertou sobre o que ele chama de "Governo dos juízes"; ou seja, quando a aplicação da lei pelo Judiciário busca influenciar a política e substituir o Executivo e o Legislativo.

O socialista espanhol acredita que existirá “um antes e um depois” da Operação Lava Jato, “um novo cenário que definirá comportamentos diferentes, tanto de responsabilidades políticas como de responsabilidades empresariais”. 

O ex-mandatário  frisou a importância de que os três poderes da democracia representativa – o Executivo, Legislativo e Judiciário – estejam em equilíbrio. Para ele, o mais sensível é o Judiciário, que precisa ser independente ao aplicar a lei, mas que pode sofrer distorções durante o desenvolvimento democrático. Especialmente quando, segundo ele, existe um “Governo dos juízes”.

“O que vejo é que a política, como em todas as partes, se degradou. Novos atores precisam inclusive se apresentar como antipolíticos. Então os juízes podem acabar se transformando em heróis que representam a emoção e a aspiração das pessoas, e em um poder muito mais importante do que o que emana da vontade popular”, explicou. E acrescentou: “Gosto dos juízes, mas prefiro os que se dirigem às pessoas por meio de sentenças, resoluções e autos judiciais. São os mais sérios e respeitáveis”.

Presunção de inocência

González argumentou que a Justiça “não deve se voltar ao possível acusado, mas à aplicação da lei”. “A Justiça deve ser justa. E se é justa, é exemplar para todos igualmente. Mas quando se fala de exemplaridade, o pensamento é que com alguns deve-se ser mais exemplar do que com outros. E isso não é aplicação da Justiça”. Ao finalizar, relembrou: “Existe uma presunção de inocência sobre a qual se baseia o Estado democrático de direito”.


Felipe González  
"Sempre há três gerações que se sucedem. A primeira descobre um Deus. A segunda levanta um templo estreito e o prende lá dentro. A terceira cai em indigência e retira pedra a pedra da casa de Deus para construir, com esses materiais, miseráveis e sórdidas cabanas".
 (Rilke, no Diário Florentino)
Pelo que li da convenção do PMDB de hoje, o impedimento ainda é evitável. Mas, ou a Dilma adota a "agenda Temer" e joga o PT para escanteio, ou perde o mandato. Estarei equivocado? Veja o artigo do Delfim: "Estamos presos numa armadilha. Sem a perspectiva de equilíbrio fiscal num prazo de três a quatro anos, não haverá a confiança necessária para promover a volta dos investimentos, e com ele, o crescimento e o emprego. E sem a volta do crescimento e do emprego não haverá equilíbrio fiscal. Presidente, reconheça seus erros. Assuma o seu protagonismo. Leve ao Congresso, enquanto é tempo, as propostas de reformas constitucionais e infraconstitucionais que darão funcionalidade à economia brasileira e convoque, como fez na guerra ao Aedes aegypti, a sociedade para apoiá-las.

É hora de enfrentar a esquerdopatia eleitoral oportunista que esconde o corporativismo do PT. É ela que parasita o seu governo e se opõe às mudanças estruturais. Sem isso será impossível cooptar a oposição civilizada para ajudar a reconstruir o desenvolvimento econômico do Brasil." Mais claro, impossível.

Sérgio Braga


sexta-feira, 11 de março de 2016

"Os jornalistas observam freqüentemente com muita satisfação que os universitários precipitam-se para a mídia, solicitando uma análise crítica, mendigando um convite, protestando contra o esquecimento a que são relegados e, ao ouvir seus testemunhos bastante terrificantes, somos levados a duvidar de fato da autonomia subjetiva dos escritores, artistas e dos cientistas.”

(BOURDIEU, P. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1997, p.87)
"Quando a direita religiosa se conjuga com a ideologia política conservadora e o poder corporativo, não apenas legitima a intolerância e as formas antidemocráticas de correção política, mas também abre caminho a um crescente autoritarismo que ridiculariza facilmente os apelos à razão, à discordância, ao diálogo e ao humanismo secular"

(BAUMAN, Zygmunt. Medo líquido. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 147)

La balanza de los Balek


Heinrich Böll

En la tierra de mi abuelo, la mayor parte de la gente vivía de trabajar en las agramaderas1. Desde hacía cinco generaciones, pacientes y alegres generaciones que comían queso de cabra, papas y, de cuando en cuando, algún conejo, respiraban el polvo que desprenden al romperse los tallos del lino y dejaban que éste los fuera matando poco a poco. Por la noche, hilaban y tejían en sus chozas, cantaban y bebían té con menta y eran felices. De día, agramaban el lino con las viejas máquinas, expuestos al polvo y también al calor que desprendían los hornos de secar, sin ningún tipo de protección. En sus chozas había una sola cama, semejante a un armario, reservada a los padres, mientras que los hijos dormían alrededor en bancos. Por la mañana la estancia se llenaba de olor a sopas; los domingos había ganchas, y enrojecían de alegría los rostros de los niños cuando en los días de fiesta extraordinaria el negro café de bellotas se teñía de claro, cada vez más claro, con la leche que la madre vertía sonriendo en sus tazones.

Los padres se iban temprano al trabajo y dejaban a los hijos al cuidado de la casa; ellos barrían, hacían las camas, lavaban los platos y pelaban papas: preciosos y amarillentos frutos cuyas finas mondas tenían que presentar luego para no caer bajo sospecha de despilfarro o ligereza.

Cuando los niños regresaban del colegio debían ir al bosque a recoger setas o hierbas, según la época; asperilla, tomillo, comino y menta, también dedalera, y en verano, cuando habían cosechado el heno de sus miserables prados, recogían amapolas. Las pagaban a un pfennig2 o por un kilo pfennig en la ciudad, los boticarios las vendían por veinte pfennigs a las señoras nerviosas. Las setas eran lo más valioso: las pagaban a veinte pfenngs por kilo y en las tiendas de la ciudad se vendían a un marco veinte. En otoño, cuando la humedad hace brotar las setas de la tierra, los niños penetraban en lo más profundo y espeso del bosque, y así cada familia tenía sus rincones donde recoger las setas, sitios cuyo secreto se transmitía de generación en generación.

Los bosques y las agramaderas pertenecían a los Balek; en el pueblo de mi abuelo los Balek tenían un castillo, y la esposa del cabeza de familia de cada generación tenía un gabinete junto a la despensa donde se pesaban y pagaban las setas, las hierbas y las amapolas. Sobre la mesa de aquel gabinete estaba la gran balanza de los Balek, un antiguo y retorcido artefacto, de bronce dorado, ante el cual habían esperado los abuelos de mi abuelo, con las cestitas de setas y los cucuruchos de amapolas entre sus sucias manos infantiles, mirando ansiosos cuántos pesos tenía que poner la señora Balek en el platillo para que el fiel de la balanza se detuviera exactamente en la raya negra, aquella delgada línea de la justicia que cada año había que trazar de nuevo. La señora Balek después tomaba el libro de lomo de cuero pardo, apuntaba el peso y pagaba el dinero, en pfennigs o en piezas de diez pfennigs y, muy rara vez, de marco. Y cuando mi abuelo era niño allí había un bote de vidrio con caramelos ácidos de los que costaban a marco el kilo, y cuando la señora Balek que en aquella época gobernaba el gabinete se encontraba de buen humor, metía la mano en aquel bote y le daba un caramelo a cada niño, cuyos rostros enrojecían de alegría como cuando su madre, en los días de fiesta extraordinaria, vertía leche en sus tazones, leche que teñía de claro el café, cada vez más claro hasta llegar a ser tan rubio como las trenzas de las niñas.

Una de las leyes que habían impuesto los Balek en el pueblo, era que nadie podía tener una balanza en su casa. Era tan antigua aquella ley que ya a nadie se le ocurría pensar cuándo y por qué había nacido, pero había que respetarla, porque quien no la obedecía era despedido de las agramaderas, y no se le compraban más setas, ni tomillo ni amapolas; y llegaba tan lejos el poder de los Balek que en pueblos vecinos tampoco había nadie que le diera trabajo ni nadie que le comprara las hierbas del bosque. Pero desde que los abuelos de mi abuelo eran niños y recogían setas y las entregaban para que fueran a amenizar los asados o los pasteles de la gente rica de Praga, a nadie se le había ocurrido infringir aquella ley: los huevos se podían contar, se sabía cuánto se tenía hilado midiéndolo por varas y, por lo demás, la balanza de los Balek, antigua y de bronce dorado, no daba la impresión de poder engañar; cinco generaciones habían confiado al negro fiel de la balanza lo que con ahínco infantil recogían en el bosque.

Si bien entre aquellas pacíficas gentes había algunos que burlaban la ley, cazadores furtivos que pretendían ganar en una sola noche más de lo que hubieran ganado en un mes de trabajo en la fábrica de lino, a ninguno se le había ocurrido la idea de comprarse una balanza o fabricársela en casa. Mi abuelo fue el primero que tuvo la osadía de verificar la justicia de los Balek que vivían en el castillo, que poseían dos coches, que siempre le pagaban a un muchacho del pueblo los estudios de teología en el seminario de Praga, a cuya casa, cada miércoles, acudía el párroco a jugar al tarot, a los que el comandante del departamento, luciendo el escudo imperial en el coche, visitaba para Año Nuevo, y a los que en 1900 el emperador en persona elevó a la categoría de nobles.

Mi abuelo era laborioso y listo; se internaba más en los bosques que los otros niños de su estirpe, se aventuraba en la espesura donde, según contaba la leyenda, vivía Bilgan, el gigante que guarda el tesoro de los Balderar. Pero mi abuelo no tenía miedo a Bilgan: se metía hasta lo más profundo del bosque y, ya de niño, cobraba un importante botín de setas, e incluso encontraba trufas que la señora Balek valoraba en treinta pfennigs la libra. Todo lo que vendía a los Balek mi abuelo lo apuntaba en el reverso de una hoja de calendario: cada libra de setas, cada gramo de tomillo, y, con su caligrafía infantil, apuntaba al lado lo que le habían pagado por ello; desde sus siete años hasta los doce, dejó inscrito cada pfennig. Y cuando cumplió los doce llegó el año 1900 y, para celebrar que le emperador les había concedido un título, los Balek regalaron a cada familia del pueblo un cuarto de libra de café auténtico del que viene del Brasil; también repartieron tabaco y cerveza a los hombres, y en el castillo se celebró una gran fiesta: la avenida de chopos que va de la verja al castillo estaba atestada de coches.

El día anterior a la fiesta repartieron el café en el gabinete donde hacía casi cien años que estaba instalada la balanza de los Balek, que se llamaban ahora Balek von Bilgan, porque, según contaba la leyenda, Bilgan, el gigante, había vivido en un gran castillo allí donde ahora están los edificios de los Balek.

Mi abuelo muchas veces me había contado que, al salir de la escuela, fue a recoger el café de cuatro familias: los Chech, los Weidler, los Vohla y el suyo propio, el de los Brüchen. Era la tarde de Año Viejo: había que adornar las casas, hacer pasteles, y no se quiso prescindir de cuatro muchachos para enviarlos al castillo a recoger un cuarto de libra de café.

Fue así como mi abuelo fue a sentarse en el banquillo de madera del gabinete, y esperando que Gertrud, la criada, le entregara los paquetes de octavo de kilo, previamente pesados, cuatro bolsas, fue que le dio por mirar la balanza en cuyo platillo izquierdo había quedado la pesa de medio kilo; la señora Balek von Bilgan estaba ocupada con los preparativos de la fiesta. Y cuando Gertrud fue a meter la mano en el bote de vidrio de los caramelos ácidos para darle uno a mi abuelo, vio que estaba vacío: lo llenaba una vez al año y en él cabía un kilo de los de un marco:

Gertrud se echó a reír y dijo:

-Espera, voy a buscar más.

Y, con los cuatro paquetes de octavo de kilo que habían sido empaquetados y precintados en la fábrica, se quedó mi abuelo delante de la balanza en la que alguien había dejado la pesa de medio kilo. Tomó los cuatro paquetitos de café, los puso en el platillo vacío y su corazón empezó a latir precipitadamente cuando vio que el negro indicador de la justicia permanecía a la izquierda de la raya, el platillo con la pesa de medio kilo seguía abajo y el medio kilo de café flotaba a una altura considerable; su corazón latía aún con más fuerza que si, apostado en el bosque, hubiese estado aguardando a Bilgan, el gigante; y buscó en el bolsillo unos guijarros de esos que siempre llevaba para disparar con la honda contra los gorriones que picoteaban entre las coles de su madre... tres, cuatro, cinco guijarros tuvo que poner al lado de los cuatro paquetes de café antes de que el platillo con la pesa de medio kilo se elevara y el indicador coincidiera, finalmente, con la raya negra. Mi abuelo sacó el café de la balanza, envolvió los cinco guijarros en su pañuelo, y cuando Gertrud regresó con la gran bolsa de a kilo llena de caramelos ácidos que debían durar otro año para provocar el rubor de la alegría en los rostros de los niños, y ruidosamente los metió en el bote, el muchacho permaneció pálido y silencioso como si nada hubiese ocurrido. Pero mi abuelo sólo tomó tres paquetes de café y Gertrud miró asombrada y asustada al pálido muchacho al ver que tiraba el caramelo ácido al suelo, lo pisoteaba y decía:

-Quiero hablar con la señora Balek.

-Querrás decir Balek von Bilgan -replicó Gertrud.

-Está bien, quiero hablar con la señora Balek von Bilgan.

Pero Gertrud se burló de él y mi abuelo volvió de noche al pueblo, dio el café que les correspondía a los Chech, los Weidler y los Vohla, e hizo ver que aún tenía que ir a hablar con el párroco.

Pero se fue con los cinco guijarros envueltos en el pañuelo, camino adelante. Tuvo que ir muy lejos hasta encontrar quien tuviera una balanza, quien pudiera tenerla; en los pueblos de Blaugau y Bernau nadie la tenía, ya sabía eso, los atravesó y luego de caminar dos horas a oscuras llegó a la villa de Dielheim donde vivía el boticario Honig. Salía de casa de Honig el olor a buñuelos recién hechos y cuando Honig abrió la puerta al muchacho aterido de frío, su aliento olía a ponche y llevaba un cigarro húmedo entre los labios. Oprimió un instante las manos frías del muchacho entre las suyas y dijo:

-¿Qué sucede? ¿Han empeorado los pulmones de tu padre?

-No, señor, no vengo en busca de medicinas; yo quería…

Mi abuelo abrió el pañuelo, sacó los cinco guijarros, se los mostró a Honig y dijo:

-Querría que me pesara esto.

Miró asustado para ver qué cara ponía Honig, pero como no decía nada, no se enfadaba ni le preguntaba nada, añadió:

-Es lo que le falta a la justicia.

Y al entrar en la casa caliente, se dio cuenta de que llevaba los pies mojados. La nieve había traspasado su viejo calzado, y al cruzar el bosque las ramas le habían sacudido la nieve encima; estaba cansado y tenía hambre, y de repente se echó a llorar porque pensó en la gran cantidad de setas, de hierbas y de flores pesadas con la balanza a la que faltaba el peso de cinco guijarros para la justicia. Y cuando, sacudiendo la cabeza y con los cinco guijarros en la mano, Honig llamó a su mujer, mi abuelo pensó en la generación de sus padres y en la de sus abuelos, en todas aquellos que habían tenido que pesar sus setas y sus flores en aquella balanza, y le embargó algo así como una gran ola de injusticia y se echó a llorar aún más, y se sentó sin que nadie se lo dijera en una silla de la casa de Honig, sin fijarse en los buñuelos ni en la taza de café caliente que le ofrecía la buena y gorda señora Honig, y no cesó de llorar hasta que el propio Honig volvió de su tienda y, todavía sopesando los guijarros con una mano, decía en voz baja a su mujer:

-Cincuenta y cinco gramos, exactamente.

Mi abuelo anduvo las dos horas de regreso por el bosque, dejó que en su casa lo azotaran, y calló; tampoco contestó cuando le preguntaron por el café; se pasó la noche echando cuentas en el trozo de papel en el cual había apuntado todo lo que entregara a la actual señora Balek von Bilgan y cuando vio la medianoche, cuando se oyeron los disparos de mortero del castillo, el ruido de las carracas y el griterío jubiloso de todo el pueblo, cuando la familia se hubo abrazado y besado, mi abuelo dijo en el silencio que sigue al Año Nuevo:

-Los Balek me deben dieciocho marcos y treinta y dos pfennigs.

Y de nuevo pensó en todos los niños que había en el pueblo, pensó en su hermano Fritz que había recogido muchas setas, en su hermana Ludmilla, pensó en cientos de niños que habían recogido para los Balek setas, hierbas y flores, y no lloró esta vez, sino que contó a sus padres y a sus hermanos lo que había descubierto.

Cuando el día de Año Nuevo los Balek von Bilgan concurrieron a misa mayor con sus nuevas armas -un gigante sentado al pie de un abeto- en su coche ya campeando sobre azul y oro, vieron los duros y pálidos rostros de la gente mirándolos de hito en hito. Habían esperado ver el pueblo lleno de guirnaldas, y que irían por la mañana a cantarles al pie de sus ventanas, y vivas y aclamaciones, pero, cuando ellos pasaron con su coche, el pueblo estaba como muerto; en la iglesia, los pálidos rostros de la gente se volvieron hacia ellos con expresión enemiga, y cuando el párroco subió al púlpito para decir el sermón, sintió el frío de aquellos rostros hasta entonces tan apacibles y amables, pronunció pesaroso su plática y regresó al altar bañado en sudor. Y cuando, después de la misa, los Balek von Bilgan salieron de la iglesia, pasaron entre dos filas de silenciosos y pálidos rostros. Pero la joven Balek von Bilgan se detuvo delante, junto a los bancos de los niños, buscó la cara de mi abuelo, el pequeño y pálido Franz Brücher y, en la misma iglesia, le preguntó:

-¿Por qué no llevaste el café a tu madre?

Y mi abuelo se levantó y dijo:

-Porque todavía me debe usted tanto dinero como cuestan cinco kilos de café -y sacando los cinco guijarros del bolsillo, los presentó a la joven dama y añadió-: Todo esto, cincuenta y cinco gramos, es lo que falta en medio kilo de su justicia.

Y antes de que la señora pudiera decir nada, los hombres y mujeres que había en la iglesia entonaron el canto:

"La Justicia de la tierra, oh, Señor, te dio muerte..."

Mientras los Balek estaban en la iglesia, Wilhelm Vohla, el cazador furtivo, había entrado en el gabinete, habían robado la balanza y aquel libro tan grueso, encuadernado en piel, en el cual estaban anotados todos los kilos de setas, todos los kilos de amapolas, todo lo que los Balek habían comprado en el pueblo. Y toda la tarde del día de Año Nuevo, estuvieron los hombres del pueblo en casa de mis abuelos contando; contaron la décima parte de todo lo que les habían comprado... pero cuando habían ya contado muchos miles de marcos y aún no terminaban, llegaron los gendarmes del comandante del distrito e irrumpieron en la choza de mi abuelo disparando y empuñado las bayonetas y, a la fuerza, se llevaron la balanza y el libro. En la refriega murió la pequeña Ludmilla, hermana de mi abuelo, resultaron heridos un par de hombres y fue agredido uno de los gendarmes por Wilhem Vohla, el cazador furtivo.

No sólo se sublevó nuestro pueblo, sino también Blaugau y Bernau, y durante casi una semana se interrumpió el trabajo de las agramaderas. Pero llegaron muchos gendarmes y amenazaron a hombres y mujeres con meterlos en la cárcel, y los Balek obligaron al párroco a que exhibiera públicamente la balanza en la escuela y demostrara que el fiel de la justicia estaba bien equilibrado. Y hombres y mujeres volvieron a las agramaderas, pero nadie fue a la escuela a ver al párroco. Estuvo allí solo, indefenso y triste con sus pesas, la balanza y las bolsas de café.

Y los niños volvieron a recoger setas, tomillo, flores y dedaleras, mas cada domingo, en cuanto los Balek entraban a la iglesia, se entonaba el canto "La Justicia de la tierra, oh señor, te dio muerte", hasta que el comandante del distrito ordenó hacer un pregón en todos los pueblos diciendo que quedaba prohibido aquel himno.

Los padres de mi abuelo tuvieron que abandonar el pueblo y la reciente tumba de su hijita; emprendieron el oficio de cesteros, no se detenían mucho tiempo en ningún lugar, porque les apenaba ver que en todas partes latía mal el péndulo de la justicia. Andaban tras el carro que avanzaba lentamente por las carreteras, arrastrando una cabra flaca; y quien pasara cerca del carro a veces podía oír que dentro cantaban: "La Justicia de la tierra, oh Señor, te dio muerte". Y quien parara a escucharlos también podía oír la historia de los Balek von Bilgan, a cuya justicia faltaba la décima parte. Pero casi nadie escuchaba.



FIN

1. Agramadera: Máquina que realiza el agramado. Es decir: que maja el cáñamo o el lino para separar la fibra del tallo.
2. Pfenning: Unidad monetaria alemana, igual a un céntimo de marco.

Biblioteca Digital Ciudad Seva

domingo, 6 de março de 2016

1951: Revisado Estatuto de Ocupação da Alemanha


No dia 6 de março de 1951, foi revisado o Estatuto de Ocupação, imposto à República Federal da Alemanha pelos três Aliados ocidentais.

Posse de Adenauer em 1949

Depois do final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha derrotada foi ocupada pelos Aliados. Enquanto o Leste alemão passou ao controle da então União Soviética, a parte ocidental foi dividida pela Grã-Bretanha, França e Estados Unidos. Depois de 1945, aconteceu nestas zonas de ocupação ocidentais um renascimento em todos os setores da vida alemã, principalmente o político e econômico.

Os principais líderes políticos eram Konrad Adenauer, da União Democrata Cristã, e Kurt Schumacher, do Partido Social Democrata. Konrad Adenauer havia sido prefeito de Colônia entre 1917 e 1933, quando foi deposto pelos nazistas. Depois da guerra, as forças de ocupação lhe devolveram o cargo.

Acordo de paz

Em 1945, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a União Soviética promoveram uma conferência em Potsdam, em que acertaram a composição de um conselho (com a participação também da França e da China), para preparar o acordo de paz com os aliados da Alemanha na Segunda Guerra.

Este conselho foi incumbido de resolver problemas territoriais e a questão alemã, além da desmilitarização no território alemão, a desnazificação e o julgamento dos criminosos de guerra. Apesar da divisão em zonas, do ponto de vista econômico a Alemanha deveria ser vista como um todo.

Entre as tarefas do conselho, estavam o pagamento das reparações por danos à União Soviética e as medidas para trazer ao país os alemães que viviam na Polônia, na então Tchecoslováquia e na Hungria.
Passo a passo, a busca pela soberania

Adenauer tomou posse como o primeiro chefe de governo da Alemanha Ocidental em 1949. Em outubro do mesmo ano, foi fundada a República Democrática Alemã, de regime comunista. O temor do chefe de governo alemão-ocidental era uma aproximação entre a França e a União Soviética.

Por isso, suas primeiras medidas concentraram-se na busca de uma sólida aliança com as nações ocidentais, a fim de reconquistar a confiança dos Aliados e assim, passo a passo, a soberania alemã.

Em setembro de 1949, havia entrado em vigor o Estatuto da Ocupação. Nele, as potências aliadas ocidentais regulamentaram a nova situação no país. Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França concediam soberania limitada à Alemanha Ocidental, mas continuavam controlando os armamentos, o comércio exterior e a segurança das forças de ocupação.

Os aliados ocidentais se reservaram o direito de retomar o poder em caso de não-cumprimento dos compromissos internacionais e de ameaças à ordem democrática e à segurança da Alemanha Ocidental. Numa carta dirigida aos altos comissários dos Aliados em 1º de março de 1951, Adenauer abriu caminho para a concessão de mais soberania à jovem república.

Criação do Ministério do Exterior

Na carta aprovada pelo gabinete de governo e pelo Parlamento (Bundestag), o chefe de governo reconheceu a dívida externa alemã. Seguiu-se então a revisão do Estatuto de Ocupação, que havia entrado em vigor em setembro de 1949.

Na revisão, os Aliados admitiram plenos poderes à Alemanha em questões de comércio exterior e economia monetária e uma autonomia limitada na política externa. Em consequência, foram permitidas a recriação do Ministério do Exterior e a retomada das relações diplomáticas com países não-comunistas.

Em março de 1951, o chanceler Konrad Adenauer assumiu o cargo de Ministro do Exterior. O Estatuto de Ocupação foi cancelado pelos Aliados em 1955, depois da assinatura dos Tratados de Paris, em que a Alemanha Ocidental tornou-se um país soberano. Em junho de 1955, Adenauer transmitiria a pasta do Exterior a Heinrich von Brentano.

 (rw)



aleteia

uma boa tradução de "aleteia" é desesquecimento; o desvelar do que estava encobrido (ou encoberto, se você for chatão); é o oposto do conceito de verdade como "adequatio" - que é a "verdade" no sentido de correção, que a ciência usa; em termos filosóficos "o correto nem sempre é o verdadeiro"; falando nisso, a aleteia - pensando cá na leitura que o heidegger faz - está ligada a um outro conceito, a tal da "maiêutica" do platão, mas vista por uma perspectiva pré socrática. porque falo isso? bem, porque a tal da aleteia é meu tema de estudo, a poética. e porque desconfio que esse povo da pf deve ter feito direito - que usam os terminhos conceituais porque são bonitinhos e com uma propriedade indevida - eita raça (conheço um pessoal do direito que é foda, mas, a maioria formada nas uniesquinas da vida, são sofríveis).

William Teca

Biografia de Karl Marx

Homem de Ciência e Lutador Socialista
“…Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da natureza humana [...] Marx descobriu também a lei específica que move o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa criada por ele”. Mas ele não se contentava com os estudos,com as brilhantes conclusões a que chegava como resultado de suas investigações. O que considerava a verdadeira missão de sua vida? “…Marx era, acima de tudo, um revolucionário. Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista, contribuir para a emancipação do proletariado. A luta era seu elemento.” (Engels, discurso no túmulo de Marx em 17/3/1883).
O interesse pelo estudo, pela pesquisa, para entender os fenômenos em sua essência e não apenas em sua aparência, acompanhou desde a mais tenra idade Karl Einrich Marx, que nasceu em Treves (Prússia, Alemanha) no dia 5 de maio de1818. O pai, Einrich Marx e a mãe, Henriqueta Pressburg eram de origem judaica. Os primeiros estudos foram no Liceude Treves, mas ele não se limitava aos ensinamentos da escola. Freqüentava a casa de Ludwig de Westafalen, funcionário do governo prussiano e homem de vasta cultura. Outro fator também atraía o garoto: uma bela menina, Jenny, filha do sábio amigo e também muito interessada em beber na fonte do conhecimento. Com ela, Marx casar-se-ia aos 26 anos e viveria a vida inteira.
Em 1835, foi para a Universidade de Bonn mas logo se transferiu para a de Berlim,“centro de toda cultura e de toda a verdade”, como a classificava o filósofo Hegel. Foi nela que depois de muito estudo, muita reflexão, se tornou um jovem hegeliano. Marx dedicou-se ao estudo da filosofia, do direito, da história, da geografia e expressava essa ânsia de saber nas cartas ao pai e em poesias.
Abandonou cedo os estudos de Direito para aprofundar os conhecimentos filosóficos e obteve o título de doutor em1841. Tentou uma vaga de livre docente,mas as universidades prussianas não simpatizavam com livres pensadores.
A oportunidade de trabalho surgiu quando um grupo de liberais da Renânia fundou um jornal, a Gazeta Renana e convidou os jovens hegelianos para a redação. Constatou então que para escrever sobre questões da atualidade, como as teorias do socialismo francês e as questões agrárias da Renânia, não bastava o saber filosófico, tornando-se necessário estudar a fundo a Economia Política e o Socialismo.
Os estudos da economia política e do socialismo levaram Marx a romper com a visão hegeliana e aderir ao comunismo. Em outubro de 1843, morando em Paris com Jenny, com quem se casara em setembro daquele ano, escreveu em Anais Franco-alemães, publicação que dirigiu: “…O sistema de lucro e do comércio, da propriedade privada e da exploração do homem, acarreta no seio da sociedade atual, um dilaceramento que o antigo sistema é incapaz de curar porque ele não cria nem cura, mas apenas existe e goza”.
Anais Franco-alemães publicou um trabalho intitulado Esboço de uma Crítica da Economia Política, que Max classificou de genial. Era de autoria de Friedrich Engels, que por sua vez acompanhava com admiração os escritos de Marx. Os dois se encontraram em Paris em setembro de 1844, ocasião em que nasceu uma amizade e uma parceria ímpares e fundamentais para a elaboração da teoria do socialismo científico (Sobre Engels,veja A Verdade nº 47).
Até ser expulso da França em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx conviveu com os operários, conheceu seus movimentos, os socialistas utópicos e teóricos como Proudhon, com quem estabeleceu uma polêmica.
Proudhon escreveu A Filosofia da Miséria, obra em que criticava os utópicos, que pretendiam construir uma nova ordem social “sobre os sentimentos paradisíacos de fraternidade, de amor, de abnegação”. Propunha ação concreta, mediante a criação de grupos de produção autônomos, que trocariam entre si os produtos criados por eles, prescindindo da moeda e estabelecendo relações de cooperação e solidariedade. As atividades seriam organizadas de acordo com as necessidades da Comunidade .
Marx respondeu em A Miséria da Filosofia que Proudhon não compreendeu que as relações sociais entre os homens estão estreitamente ligadas às forças produtivas. No capitalismo, à medida que a burguesia se desenvolve, surge um novo proletariado; uma luta é travada entre a classe proletária e a burguesia, dado o caráter contraditório do sistema, pois as mesmas condições nas quais se produz a riqueza se produz a miséria. A única solução justa, diz Marx, porque provém da situação real, é organizar a classe oprimida para tornar a luta consciente. No decorrer dessas lutas é que nascerá a nova sociedade; aliás, ressalta, isso só poderá se suceder quando as forças produtivas tiverem atingido elevado grau de desenvolvimento.
O Manifesto Comunista e a organização do proletariado
Expulso de Paris, Marx foi para Bruxelas, onde ingressou na Liga dos Comunistas, organização dos operários alemães imigrados, à qual já pertencia Engels. A Liga definiu seus princípios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de dar-lhes forma e fundamentação teórica. Nasceu o Manifesto do Partido Comunista publicado em 1848, que se tornou a bíblia do movimento operário revolucionário. O Manifesto trata de três temas essenciais:
1- a história do desenvolvimento da burguesia. Sua obra positiva e negativa;
2- a luta de classe e o papel do proletariado;
3- a ação revolucionária dos comunistas.
Mal é editado o Manifesto Comunista, eclode a revolução de 1848, que destrona a monarquia reinstalada na França pela burguesia, e se espalha por toda a Europa. Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas. Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionário e participou de várias batalhas. Com a derrota, deixou o país. Ambos foram viver na Inglaterra, Marx em Londres e Engels em Manchester, mas comunicavam-se diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois. Nesse período Marx se dedicou à elaboração de O Capital, sua principal obra, e aos contatos com o movimento operário.
A idéia surgiu da correspondência entre militantes operários da Inglaterra e da França e em setembro de 1864 se fundou a Associação Internacional de Trabalhadores. A mensagem inaugural, redigida por Marx, destaca a necessidade de uma ação econômica e política da classe operária em favor da transformação da sociedade. Marx dedicou-se á Internacional de 1865 a 1871, ano em que ela foi dissolvida, graças à ação dos anarquistas seguidores de Michael Bakunine (ativista russo).
Pai doce, terno e indulgente
Foi a Internacional que levou o jovem militante Paul Lafargue a conhecer Marx, de quem se tornou discípulo, amigo, admirador e genro, pois se casou com Laura, uma de suas três filhas (O casal Marx/Jenny teve seis filhos – quatro meninas e dois meninos-, dos quais só três meninas sobreviveram [Jenny, Laura e Eleanor]).
É Lafargue quem detalha aspectos da vida pessoal de Marx, destacando sua energia incansável para os estudos e para a ação. Seu cérebro não parava e durante as caminhadas que faziam no final da tarde, discorria sobre questões relativas ao capital, obra que estava elaborando na época e da qual só redigiu o I Volume, tendo Engels escrito os dois seguintes, a partir das anotações que o amigo deixou.
Quando cansava do trabalho científico, lia romances, dramaturgia, conhecia de cor as obras de Shakespeare ou álgebra (chegou a escrever um trabalho sobre cálculo infinitesimal). Os domingos eram reservados para as filhas, uma exigência delas. “Pai doce, terno e indulgente, não dava ordens, pedia as coisas por obséquio, persuadia-as a não fazer aquilo que contrariasse seus desejos. E como era obedecido! As filhas não o chamavam de pai e sim de ‘mouro’, apelido que lhe deram por causa de sua cor mate, de sua barba e dos cabelos negros”.
O proletariado tomou o céu de assalto
Em fins de 1870, o proletariado francês voltava a efervescer e uma insurreição se anunciava. O Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores avaliou que não havia amadurecimento das condições objetivas para assegurar o poder da classe operária e implantar o socialismo e emitiu resolução redigida por Marx, apelando para que “… utilizem, tranqüilamente e com energia, os meios que lhes oferecerem as liberdades republicanas a fim de poderem efetivar a organização de sua própria classe. Isso lhes proporcionará forças novas e gigantescas para a renascença da França e a realização da tarefa comum: a libertação do proletariado”.
Mas os operários parisienses não deram ouvidos; cansados da política antidemocrática, humilhados, no dia 18 de março de 1871 tomaram o poder e instalaram a Comuna de Paris, anunciando as primeiras medidas de construção de uma sociedade socialista. A duração foi efêmera, mas rica de experiências que Marx consolidaria na sua obra A Guerra Civil na França.
A Internacional deu todo o apoio possível ao proletariado francês em luta, tanto durante a guerra, como depois, protegendo os exilados e denunciando ao mundo a cruel repressão que a burguesia desencadeou sobre os operários parisienses e suas famílias.
Os últimos anos
Foram de sofrimento, com as doenças que lhe atingiram e à mulher, Jenny, que faleceu no dia 2 de dezembro de1881. Ao tomar conhecimento do fato, Engels comentou: “O mouro morreu também”. E não se enganava. Já debilitado, com problemas pulmonares , no dia 14 de março de 1883, o genial pensador faleceu repentinamente enquanto repousava numa cadeira em seu aposento de trabalho.
No sepultamento, sem cerimonial, como era seu desejo, junto à esposa, colaboradora e companheira de toda a vida, Engels discursou: “… É praticamente impossível calcular o que o proletariado militante da Europa e da América e a ciência histórica perderam com a morte deste homem…”
Legado e atualidade do marxismo
“Os filósofos buscam interpretar o mundo, enquanto nós queremos transforma-lo”, assim diferenciava Marx o materialismo histórico e dialético da filosofia clássica e mesmo da hegeliana. E o marxismo tem sido, de fato, guia para ação dos movimentos revolucionários dos trabalhadores em todo o mundo.
Apressada, a burguesia comemorou a derrocada dos regimes ditos socialistas da URSS e do leste europeu no final dos anos 80 e início da década de 90 e chegou a propalar o “fim da história”, deixando de observar que a tragédia se deu exatamente porque os dirigentes, atraídos pelo canto de sereia burguês, se desviaram do marxismo que norteou a Revolução Bolchevique de 1917, dirigida por Lênin, um genial discípulo de Marx.
Mas não demorou e o champanhe foi substituído por lágrimas, em decorrência dos conflitos que se sucederam nos quatro cantos do mundo e atingiram o centro do imperialismo.
Ao contrário, a evolução do capitalismo só tem comprovado as teses marxistas e seu caráter científico.
Globalização: por que a surpresa?
Nas suas jogadas de marketing, os teóricos da burguesia e seus meios de comunicação apresentaram a chamada “globalização” como algo novo, avassalador, que suplantaria qualquer resistência e bloquearia qualquer tentativa de transformação social. Ora, o capitalismo tem caráter mundial desde o seu surgimento: o que foram as grandes navegações? A colonização? É de sua essência, como afirmou o Manifesto Comunista, no ano de 1848: “… Pela exploração do mercado mundial, a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países.”
Os fatos recentes comprovam também que quanto mais se desenvolve, mais o capitalismo “forja as armas que o levarão à morte”. A produtividade é cada vez maior, mas o avanço tecnológico que a possibilita produz um exército permanente de desempregados e comprime os salários dos que permanecem na ativa, reduzindo assustadoramente o número de consumidores. Por isso, as crises se repetem em ciclos cada vez menores e atingem tanto a periferia como os países centrais. Seu declínio e a vitória do proletariado são, portanto, inevitáveis.
Essa vitória não é automática, entretanto. Ela carece da ação do proletariado consciente e organizado enquanto classe “para si”, tendo à frente os comunistas, “parcela mais decidida e avançada dos partidos operários de cada país” e que têm uma visão internacionalista, capaz de fomentar a união mundial dos oprimidos, realizando a conclamação com que Marx e Engels concluíram o manifesto: “Proletários de todos os países,uni-vos”.
Através dos séculos
Para finalizar essa tarefa hercúlea, falar sobre Marx em uma página queda a minha pena, incapaz de expressar algo diferente ou que se aproxime, pelo menos, do que proferiu Engels ante o túmulo em que foi depositado o corpo do grande pensador e herói do proletariado: “…o homem mais odiado e caluniado pela burguesia morreu venerado e querido, chorado por milhões de trabalhadores da causa revolucionária. Seu nome viverá através dos séculos e, com ele, sua obra”.


Luiz Alves Biografia de Karl Marx,

DEFINICIONES

La televisión, fabrica de tontos/ Amor de madre, el más sincero /El odio, un veneno/ El chisme, ejercicio infame/ Defecar, una satisfacción gratuita/ Prostitución, oficio más antiguo /Políticos y banqueros, la octava plaga/ La risa, remedio gratis/ La envidia, cáncer del cerebro y fabrica de ulceras/ Amor de mujer, un privilegio que suele durar instantes sublimes/ El matrimonio, una rutina/ Vivir, un privilegio/ Dormir, una pérdida de tiempo imprescindible/ Neuronas, células infatigables en mentes alertas, muy escasas en cerebros estúpidos/ Oxigeno, cuando le pongan precio es el remedio para acabar con los pobres/ Un moco, objeto pegajoso en la nariz difícil de soltar con los dedos/ La mentira, culpa que debía merecer cadena perpetua/ Amistad, concepto sagrado/ La mosca, insecto persistente/La estatura del hombre se mide de la cabeza al cielo/ Un camello, un caballo con espalda duplicada/ El vicio de jugar, alimento de los tahúres, además de laboratorio de falsas ilusiones/ Las guerras, invención diabólica de las multinacionales de armas/ Retrato de anciano, desilusión / Un catarro, ganas de morirte/ El cáncer, una traición a la vida/Nacer feo, una obligación de destacarte/ Un implante de seno o de culo, falsificaciones de la naturaleza/ Genios, los únicos autorizados a ser autosuficientes/ Mujer bella con inteligencia, un bingo en la lotería/ Adán y Eva, el primer divorcio/ Nerón, un tocador de arpa que se inspiraba con el fuego/ La Gioconda, auto retrato de un travesti/ Un multimillonario, la suma de cien mil pobres/ Suegras, categoría de mujer mas vilipendiada/ Poemas de Bécquer, la mejor receta para enamorar/ David no venció a Goliat, su derrota fue provocada porque el gigante descubrió en medio del duelo que era el momento de salir del closet/ Saturno no tiene anillos, son aretes regalados por el Sol/ Napoleón no era un maniático con su pose de la mano cruzada en el pecho, era rascándose las ladillas en el pecho/Perdonar no es un Don, es una debilidad/Amar es un triunfo de los sentidos/ Los críticos de arte y literatura son artistas fracasados/ La risa, remedio infalible contra la tristeza/Pensar duele pero es preferible a ser estúpido/ Una caricia, expresión de la ternura/ Chaplin, Einstein y Mozart habrían merecido no morir jamás/ El vuelo del moscardón de Korsakov es algo semejante en música al mini relato de Monterroso sobre el dinosaurio./ El caballo de Atila es mas famoso en la historia que su dueño, invento el plaguicida mas eficaz contra la yerba/ Prefiero a un malvado inteligente que a un estúpido/ Catalina la Grande paso a la historia no por su reinado si no porque padecía fuego uterino/ La muerte es una prostituta que ataca por la espalda/ Amar siempre será preferible a odiar.

Jose Miguel  Garofalo

Derechos de autor registrados en Facebook -José Miguel Garofalo 6/marzo/2016

Espelho

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Mi alma incorrecto
Lleno de miseria y el dolor
La tristeza negro adornado
Mármol paredes
Flash de Nervi a través Damare
Mi estómago está lleno de saturación
Viejas heridas Neizleci
Un nuevo yo más cambios
La pasión que desgasta fijada
Cuando tenía que crece
Envenena mi estrella brillante
Las heridas que no cicatrizan
Me duele todo el cuerpo es frágil
Quiero extraer el aire
Al caer la noche para ser blanco
Para detener el sufrimiento

Svetlan Lazarevic

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Vamos pesquisar as genealogias políticas das personalidades públicas da lava jato durante a operação coercitiva "ilegal" contra o Ex-Presidente Lula no aeroporto de Congonhas. A hereditariedade político-ideológica é uma das principais características das mentalidades conservadoras de direita e seletivas dos operadores da lava jato, muitos são filhos dos velhos sistemas tradicionais anti-modernidade. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é filho do deputado estadual da ARENA Osvaldo dos Santos Lima, promotor, vice-prefeito em Apucarana e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, em 1973, no auge da ditadura, quando as pessoas não podiam votar e nem debater livremente. O avô foi Luiz dos Santos Lima, comerciante e juiz em São Mateus do Sul na época do coronelismo local. A partir daí encontramos esta família na Genealogia Paranaense (V1, 543 e V4, 437) situada nas oligarquias da Lapa entre latifundiários escravistas, família aparentada ao Barão dos Campos Gerais e outros membros da classe dominante tradicional desta região. A Lapa já forneceu Flavio Suplicy de Lacerda, ministro da educação autoritário na ditadura militar e Ney Braga. Esta gente sempre teve participação na reprodução do poder arcaico e desigual do Brasil. A atual prefeita da Lapa é Leila Klenk, a primeira mulher a assumir o cargo, eleita pelo PT.

Ricardo Costa de Oliveira

PT - KEYNESIANO. NUNCA MARXISTA!


É comum vermos pessoas associarem o PT ao socialismo científico de Karl Marx, o que é um engano. Nos últimos dias, após os escândalos da política nacional ligada ao ex presidente Lula, vemos com facilidade memes circulando na internet, satirizando a situação e comparando o PT ao Comunismo. O caso é que o PT não tem nada de Comunismo. O PT nunca seguiu um modelo econômico marxista, mas sim keynesiano. Vamos ver o porquê:
"O keynesianismo é uma teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keynes, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo atingir o pleno emprego.
Os conceitos da política macroeconômica keynesiana não só foram usados nos principais países capitalistas ao longo do século XX, como foram também um dos expoentes da política econômica da extrema direita brasileira que governou o país no regime militar. Os resultado da megalomania governista dos keynesianos do regime militar, no entanto, todos conhecem: Duas décadas de inflação e estagnação.
Principais características do Keynesianismo:
- Defesa da intervenção estatal na economia, principalmente em áreas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar.
- Defesa de ações políticas voltadas para o protecionismo econômico.
- Contra o liberalismo econômico.
- Defesa de medidas econômicas estatais que visem à garantia do pleno emprego. Este seria alcançado com o equilíbrio entre demanda e capacidade de produção.
- O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e recessão econômica.
- A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que não haja crescimento e descontrole da inflação.
Vale ressaltar que Keynes era contrário à estatização da economia, como havia ocorrido nos países socialistas após a Revolução Russa de 1917. Ele defendia o sistema capitalista, porém acreditava que deveria haver ações e medidas de controle por parte do Estado.

O keynesianismo foi usado na História, principalmente durante as crises que ocorreram no século XX. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi a doutrina econômica que deu suporte ao plano New Deal do presidente Roosevelt, voltado para tirar a economia norte-americana da profunda crise provocada pela Quebra da Bolsa de Valores de 1929 (Grande Depressão).
Os países europeus, cujas economias estavam estraçalhadas no final da Segunda Guerra Mundial, também recorreram aos fundamentos do keynesianismo para tirar suas economias da crise. Nesta situação era de fundamental importância à interferência do Estado, como fonte de promoção do desenvolvimento econômico e social."

 Igor ‎Fuser

Mía



Rubén Darío

Mía: así te llamas.
¿Qué más harmonía*?
Mía: luz del día,
Mía: rosas, llamas.

¡Qué aroma derramas
en el alma mía
si sé que me amas,
¡oh Mía!, ¡oh Mía!

Tu sexo fundiste
con mi sexo fuerte,
fundiendo dos bronces.

Yo triste, tú triste...
¿No has de ser entonces
mía hasta la muerte?
* La palabra "harmonia" escrita con "h" por el autor en el texto original.
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