sábado, 3 de fevereiro de 2018

JUROS DE 300% AO ANO



Todos os bancos cobram isso. Para o credito pessoal e o cartâo de credito.Significa 25% ao mês. Quem fez compras de 100 reais, antes de sair da loja, está devendo 125.
O presidente do Banco Central garantiu:"Estamos estudando uma grande mudança".Quando devia estar fazendo mestrado, informa a condição de estudante.Ha quase 2 anos no cargo."Que Republica''.

HF

O TERRORISMO INTERNO ASSUSTADOR: TRAFICANTES E MILICIANOS,ALIADOS E IRMANADOS.


Quando se enfrentavam, disputavam todos os territorios, o confronto era diario e intransferivel, a comunidade vivia em panico. As mortes por "balas perdidas"não tinham autores, só vitimas.Os bandidos que enriquecem com as drogas, não queriam concorrencia, embora os lucros fossem cada vez mais astronomicos.

Os milicianos se organizaram como "empresarios", para substituir o Estado, (com maiuscula ou minuscula)que cobra impostos e abandona a comunidade. Só que ao contrario dos traficantes, os milicianos querem tudo, invadem todos os setores, não atuam apenas nos morros, têm preferencia pela planicie.E não matavam.

Por acaso, os milicianos "descobriram " o roubo de cargas ,que ha algum tempo tambem seduzira os traficantes. Aí, traficantes e mlicianos compreenderam que eram aliados naturais.E partiram para a união, passando a aterrorizar os mais diversos bairros, como fizeram na semana passada.Longe dos morros.

PS-E a repressão policial militar, encarregada de defender e garantir os cidadãos?
PS2- Esses já descobriram ha muito tempo, que precisam voltar para casa, e que traficantes e milicianos são inimigos crueis e selvagens, não perdoam.
PS3- Uma resposta esclarecedora:por que 80% dos PM assassinados, estavam de folga?
PS4- Conclusão: todos têm seu lado. Às vezes, a mesma escolha de traficantes e milicianos.
PS5-Por que traficantes e milicianos são tão bem informados?


Canto Di Carcerato

LULA E OS TRIBUNAIS


Helio Fernandes
Ontem á tarde, advogados do ex-presidente confirmaram caminhos da defesa. Houve inversão do roteiro, esperado até mesmo pelo TRF 4. O primeiro recurso foi entregue e protocolado ontem mesmo no STJ. Surpresa, principalmente dos juristas de aluguel.

Mas a defesa de Lula não abriu mão de recorrer ao proprio TRF4. Só que deixou esse tribunal para depois, mais tarde, com uma inovação:duas petições diferentes para os 3 desembargadores. Uma contestando o relator. A outra, diminuindo a importancia dos votos seguintes, com mais carga contra o desembargador revisor. Não existe previsão do tempo.

E finalmente trazendo o STF para o centro dos acontecimentos. Ninguem tinha duvida, de um lado ou do outro, que a ultima palavra seria mesmo do STF.
PS- Importante para a liberdade de Lula, para a sua candidatura e até para o seu futuro não presidenciavel.
PS2- O plenario do STF votou ha meses sem muita convicção: na segunda condenação, PODE SER determinada a prisão. O placar, 6 a 5, mostra a falta de convicção.
PS3- Alem do condicional PODE SER, dois ministros já mandaram libertar condenados a segunda vez. E nada surprendente, que o prorio STF inverta o 6 a 5, que ficaria 5 a 6.
PS4-Com royalties para Machado de Assis, "a confusão é geral".
PS5- Às 19,47,o vice presidente (plantonista )do STJ, que havia recebido o HC preventivo de Lula, NEGOU ime- diatamente. Não ficou nem 2 horas e decidiu.Impressionante.


TEMER EM DAVOS



Tem que ser entre aspas, a mistificação é colossal: "O Brasil está de volta. Um país mais aberto, mais prospero, com muito mais oportunidades e democracia". Todos os presidentes falam em horas marcadas antecipadamente, para que se organizem e todos saibam.

Temer falou para 22 pessoas, incluindo alguns funcionários. Nenhum jornalista estrangeiro. Brasileiros, 4, sendo 2 da Globo News, que iam fazer um programa, normalmente feito no Brasil, sem o presidente corrupto.


Temer desceu, não despregou do rosto aquele sorriso supérfluo. Ficou conversando animadamente (?) com Moreira Franco.

Battle on the Ice - Sergei Prokofiev / Los Angeles Symphonic Winds

COM LULA OU SEM LULA, AGORA E NA ELEIÇÃO DE 2018(1)


HELIO FERNANDES
Essa colocação já estava definida ha muito tempo. Numa lista indefinida mas existente, a mediocridade e a falta de credibilidade dominavam e preenchiam a despudorada relação dos que pretendiam se elevar de ignorados a presidenciaveis. E até se julgando vencedores, sem credenciais, sem passado, presente, e seguramente sem futuro. Pelo menos politico.

Com o descaso, o desinteresse e até o desprezo da opinão publica, foram surgindo nomes os mais descaracterizados,disparatados, despreparados.Mas com a voracidade do exibicionismo de um momento ou de um instante, que pretendiam prorrogar pelo maior tempo possivel. Entravam e saíam do noticiario, eles mesmos chamavam isso de estrategia.

Sem esquecimento ou exaltação, um nome se fixou indelevelmente, ninguem conseguiu supera-lo: Luiz Inacio Lula da Silva.Nos mais diversos partidos ou legendas, os candidatos que são ou se pretendem presidenciais, não escondiam nem escondem:para se elegerem,precisam derrotar o ex-presidente.
Tão evidente essa supremacia, que aderiram á "solução"unica: afasta-lo da disputa, torna-lo inelegivel. Já tratei do assunto em profundidade, com enorme repercussão, contra e a favor. Como a conspiração contra ele, continua em gestação, esperemos o que acontecerá.
Com a excitante presença ou ausencia eleitoral de Lula, o Datafolha publicou sua ultima pesquisa,"fechada"depois do julgamento de Porto Alegre. Lula não perdeu 1 voto, o Instituto se viu diante de um problema: em diversas simulações para o primeiro e segundo turno(que haverá de qualquer maneira), Lula ganhava de todos e de qualquer um.


O JORNALISTICO DO DATAFOLHA E OS QUE JÁ CONSIDERAM O FIM DO LULA (2)


Helio Fernandes
Diante desse dilema, preferiram não enganar a comunidade, optaram por publicar os resultados encontrados, COM Lula ou SEM Lula. O cidadão-contribuinte-eleitor, mesmo com um presidente no cargo que alem de corrupto, não representa nem de longe a democracia, não perde em informação, favorecido pela opção do Instituto.
Este reporter, convencido de que o jogo ainda está sendo jogado, e que se a democracia for mantida, Lula não perde para ninguem, examino os supostos adversarios usando meus proprios dados e informações. (E não levando em consideração o que dizem os juristas de aluguel: "Lula pode concorrer, ganhar, tomar posse, mas não governa". É muita audacia e confissão da conspiração judiciaria). Vamos á analise, SEM LULA.
Por enquanto, com alguns nomes, pois é quase impossível considerá-los presidenciáveis. Hoje, citarei alguns dos que são ou se consideram presidenciáveis.

Marina Silva- Será a provavel favorita. Teve 20 milhões de votos em 2010, 19 milhões em 2014. Os 35% do Lula serão esquartejados, ela ficará com 15 ou18% .Somando
mais de 30% no primeiro turno. Não esquecendo: sem Lula.

Ciro Gomes- Herdará muito voto do Lula. É a terceira candidatura, perdeu pra ele mesmo. Agora está mais comedido e menos agressivo com pessoas e bem preparado e competente em problemas

Geraldo Alckmin- Só coloco o nome dele, se apresenta como candidato, não chega a 10%. Desde 1994 morando e trabalhando no Palacio Bandeirantes. Disputou a presidencia em 2006, não foi para o segundo turno. Agora, se passar de 5 ou 6%, ninguem do PSDB acreditará.

Luciano Huck- Nunca foi candidato para valer. Acabou de vender sua riquissima e luxuosa mansão na Costa Verde. Dizem que é para financiar a campanha. Tem que deixar o programa de TV, até 7 de abril. Desiste antes.

Jair Bolsonaro- Foi sempre o candidato do medo. E com toda a razão. Defende o que o mundo tem de pior, a começar pela tortura, arrogancia e incompetencia. Era elogiado por não ser acusado na Lava-Jato. Vem caindo bastante depois da acusação de desonestidade e da fortuna mensal que ele e os 3 filhos recebem dos cofres publicos. Não tem uma chance em 1 milhão de ser presidente. Ficará sem mandato parlamentar, voltará a ser um inexpressivo capitão da rererva.

Joaquim Barbosa- Está tentando ser presidenciavel ou vice de Dona Marina. É um enganador, e quando ministro do STF, um engavetador de processos. Com um deles ficou 43 meses foi despachando outros que chegavam muito depois. Denunciei o fato ainda na Tribuna da Imprensa, uma semana depois se deu por impedido, devolveu o processo sem relatar. Carreirista nato.

PS- Impossivel definição mais ou menos correta, numa eleição visivelmente anti-democratica.
PS2- Como os falsos ou supostos presidenciáveis crescem diariamente, deixo o resto para terminar amanhã.


MAGISTRADOS NO BANCO DOS REUS, PRESIDENCIAVEIS À PROCURA DE VOTOS PERDIDOS(3)


Helio Fernandes
Faltam 8 meses para a eleiçao deste outubro que se aproxima, e o assunto tem prioridade absoluta. Nenhuma surpresa, 146 milhões de cidadãos estão inscritos para escolherem 27 governadores,54 senadores, 513 deputados federais, 1 presidente da Republica.
Apesar de serem todos cargos importantes e com enorme vantagem numerica, mesmo sendo apenas 1, a supremacia, a superioridade, e o super poder do presidente da Republica, supera o interesse, a preocupação e a ambição dos que querem continuar no poder. Ou conquista-lo, qualquer que seja o metodo utilizado na disputa.

Diante de um candidato que parecia e aparecia como invencivel, optaram pelo que consideraram a unica "solução":a justiça afasta-lo, retira-lo da disputa, considera-lo inelegivel. Facilimo obter a vitoria, com o auxilio e a participação de magistrados, já altamente vulneraveis não só pelos super salarios, (uma vergonha) acrescido da luta ingloria pelos "penduricalhos". Que fazem crescer mais ainda o já ultrapassado TETO fixado para os salarios do proprio STF.
Nem quero ir mais longe a respeito de duvidosas, contraditorias e irresponsaveis decisões de magistrados de todas as instancias, não haveria espaço. Mas não posso deixar de registrar e comentar a "sentença" inominavel e nada inviolavel.:
"È INADMISSIVEL DESACATAR A JUSTIÇA OU AGREDI-LA"
Concordo inteiramente, mas a justiça está tão desmoralizada, que é impossivel esquecê-la ou defendê-la. Escrevo e continuarei escrevendo sobre o assunto, para impedir que se consolide a DITADURA DO JUDICIARIO, a pior de todas.
Voltemos então ao que já fizemos nos dois comentarios anteriores: examinar as chances dos que se julgam presidenciaveis.

Henrique Meirelles-Depois de enriquecer "milagrosamente" no Banco de Boston, veio para o Brasil, fazer carreira politica. Presidente do BC com Lula, sem oportunidade foi presidir o Conselho de Administração, do grupo JBS. Lá mesmo conheceu Temer. Ministro da Fazenda, se julga presidenciavel. Está com 2%, diz:"Assim que me lançar, o mercado me joga para cima"
Rumores: se deixar o cargo até 7 de abril, seria substituido por Delfin Neto. 12 anos Ministro da ditadura, de 1967até 1985.(Com interrupção de 4 anos,para ser embaixador na França).
João Doria-Estrategista do nada e do vazio, é presidenciavel desde que Alckimin o elegeu prefeito.Começou a se desgastar assim que tomou posse. Agora tenta o governo de SP, mas o vice se fortaleceu com o possivel ou provavel apoio de Alckmin. Doria só tem Plano B, sem votos.
Manuela Davila- Simpatica, bonita, charmosa,mas o PC do B, não elege nem um senador.

Alvaro Dias- Tem uma vida politica e eleitoral, deputado federal,governador, senador,na reeleição teve 67% dos votos do Paraná.Nenhuma acusação ou restrição.Fica longe do segundo turno,o que pode ser considerado surpreendente.
Artur Virgilio-Dos melhores curriculos. Diplomata de carreira, serviu em varios paises. Deputado federal, senador destacado,prefeito eleito e reeleito de sua terra, Manaus.Quer disputar previas,Alckmin se considera candidato natural.

Michel Temer-Pretende manter o suspense. Está no cargo sem voto, e se manteve por causa da ligação espuria com Gilmar Mendes, que alguns chamam de magistrado. Temer não precisa se desincompatibilizar.
PS- È a terceira analise, por enquanto. Mas ainda escreverei muito sobre o assunto.
PS2- Não tenho candidato, não favoreço ninguem, meu objetivo, todos sabem, é moralizar a justiça, detesto ditadura, provei isso a vida toda.
PS3- Minha obsessão e convicção é a democracia.Se isso beneficiar alguem,não me beneficiará em nada.O país será o grande vencedor.

PS4- Com royalties para Churchill:" A democracia é o pior dos regimes, excluidos naturalmente, todos os outros".

HF

Asnos estúpidos


Isaac Asimov

Naron, de la longeva raza rigeliana, era el cuarto de su estirpe que llevaba los anales galácticos. Tenía en su poder el gran libro que contenía la lista de las numerosas razas de todas las galaxias que habían adquirido el don de la inteligencia, y el libro, mucho menor, en el que figuraban las que habían llegado a la madurez y poseían méritos para formar parte de la Federación Galáctica. En el primer libro habían tachado algunos nombres anotados con anterioridad: los de las razas que, por el motivo que fuere, habían fracasado. La mala fortuna, las deficiencias bioquímicas o biofísicas, la falta de adaptación social se cobraban su tributo. Sin embargo, en el libro pequeño nunca se había tenido que tachar ninguno de los nombres anotados.
En aquel momento, Naron, enormemente corpulento e increíblemente anciano, levantó la vista al notar que se acercaba un mensajero.

-Naron -saludó el mensajero-. ¡Gran Señor!

-Bueno, bueno, ¿qué hay? Menos ceremonias.

-Otro grupo de organismos ha llegado a la madurez.

-Estupendo, estupendo. Hoy en día ascienden muy aprisa. Apenas pasa año sin que llegue un grupo nuevo. ¿Quiénes son?

El mensajero dio el número clave de la galaxia y las coordenadas del mundo en cuestión.

-Ah, sí -dijo Naron- lo conozco.

Y con buena letra cursiva anotó el dato en el primer libro, trasladando luego el nombre del planeta al segundo. Utilizaba, como de costumbre, el nombre bajo el cual era conocido el planeta por la fracción más numerosa de sus propios habitantes.

Escribió, pues: La Tierra.

-Estas criaturas nuevas -dijo luego- han establecido un récord. Ningún otro grupo ha pasado tan rápidamente de la inteligencia a la madurez. No será una equivocación, espero.

-De ningún modo, señor -respondió el mensajero.

-Han llegado al conocimiento de la energía termonuclear, ¿no es cierto?

-Sí, señor.

-Bien, ese es el requisito -Naron soltó una risita-. Sus naves sondearán pronto el espacio y se pondrán en contacto con la Federación.

-En realidad, señor -dijo el mensajero con renuencia-, los observadores nos comunican que todavía no han penetrado en el espacio.

Naron se quedó atónito.

-¿Ni poco ni mucho? ¿No tienen siquiera una estación espacial?

-Todavía no, señor.

-Pero si poseen la energía termonuclear, ¿dónde realizan las pruebas y las explosiones?

-En su propio planeta, señor.

Naron se irguió en sus seis metros de estatura y tronó:

-¿En su propio planeta?

-Si, señor.

Con gesto pausado, Naron sacó la pluma y tachó con una raya la última anotación en el libro pequeño. Era un hecho sin precedentes; pero es que Naron era muy sabio y capaz de ver lo inevitable, como nadie, en la galaxia.

-¡Asnos estúpidos! -murmuró.

FIN

"Silly Asses", 1957


Biblioteca Digital Ciudad Seva

As democracias bipolares e a teoria do buzzy mosquito.

 Nada a ver com dengue ou febre amarela. O problema é que há poucos anos atrás havia um certo consenso na literatura de que o Brasil era uma democracia "consolidada", o PC tinha ótimo desempenho, e que o desafio era aperfeiçoar as instituições participativas, inclusive digitais. Agora,parece haver quase uma unanimidade em sentido contrário: a democracia está em perigo e ninguém quer nem ouvir falar de participação, muito menos digital. Estou apenas aguardando a autorização da Pippa Norris ou da IDEA para começar a empregar uma nova noção de democracia: as democracia bipolares, para enquadrar o caso brasileiro até moda em contrário.. Nesses casos, a reforma política prescrita é eleger um psicólogo para a presidência do sanatório geral, já que em semi-parlamentarismo, cláusula de barreira, tipificação da sonegação fiscal e do caixa 2 como crimes hediondos, fim dos privilégios burocráticos, devolução ao consumidor-motorista das multas cobradas sem identificação visual do delito por painel eletrônico etc. ninguém quer nem ouvir falar por aqui.

SB

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"6":


De Hilda Hilst

Sem heroísmo nem queixa, ofereço-vos
Minha mão aberta. Agora vos pertence.
Queimada de uma luz tão viva
Como se ardesse viva sob o sol. Olhai se possível
A mão que se queimou de coisas limpas.
E se souberdes o que em vós é justiça
Podereis refazê-la como a vossa mão. E depois igualada
Aproveitá-la. A cada hora, a cada hora
E para o vosso pão.

Esquecimento



Si en un día, cuando sucede lo inesperado
se pierde la memoria, el punto de no me reconoce ...

Y si usted no toma la cara lemabrares
o mi voz ... No es que yo era el único
quien te amó ...

Entonces, ¿cómo vivir sin ser capaz de recordar
los momentos de alegría infinita, que en conjunto
Usted y yo vivo cerca de ... Si un día ya no ExSite su mente, en tus ojos, y especialmente en su piel?

Y si un día usted pierde su memoria, recuerdo cómo ... Nunca hemos sido
tan distantes el uno del otro ...?

Evan Do Carmo 5 de junho de 2011 10:19

o Filósofo




Cuando pienso en tiempos pasados
Mi mirada se pierde en la desgracia
Veo esta hora triste vacantes
Soy un apacible lago de amargura.

Mi boca no sabe de otro beso
Sin deseo activo muertos - vivos
Yo soy una figura pálida en otro tiempo
Lo que surgió de algunos asombrativo libro

Y si lloro las lágrimas son de plástico
Al llegar a la tierra que nadie escucha
Yo soy filósofo, sé de la metafísica
Alma Tisis la espera de la cicuta.

Evan do Carmo

Luta de classes não é só burgueses X proletários ou burguesia X aristocracia.


 Existem frações da classe com interesses não inteiramente coincidentes dentro de uma mesma classe. Por exemplo, na burguesia, entre rentistas e empresários.

Mais: a luta de classes não se dá apenas entre as classes de um Estado nacional. Ou seja, dentro da configuração do capitalismo internacional há interesse em destruir a burguesia industrial dos países periféricos.

E às vezes a burguesia industrial, ou parcela dela, pode dar o troco mesmo num país central. Só isso pra entender casos como Trump e a Lava Jato com sua destruição de setores estratégicos da economia nacional.

Moral da história: entre o preto e o branco há 50 tons de cinza e a análise não pode ser simplista.
OLW

A mídia corporativa faz um esforço gigantesco para transmitir a impressão de que o julgamento de Porto Alegre encerrou o jogo.


 A narrativa quase unânime em suas páginas diz que a justiça foi feita, as culpas foram provadas, a isenção do julgamento está acima de suspeita. Agora, trata-se de continuar o jogo. Por isso, o noticiário foca no "plano B" do PT e nos preparativos para a prisão de Lula.

Na tentativa pueril de esconder sua parcialidade de sempre, a mídia dá a entender que a certeza quanto à lisura do processo vem da "qualidade" do trabalho do TRF-4. Chega a ser constrangedor ver colunistas que foram entusiastas da perseguição a Lula desde seus primórdios escrevendo coisas como "eu tinha dúvidas sobre a sentença de Moro, mas os votos dos desembargadores esclareceram tudo".

Uma legião de juristas já demonstrou, com mais propriedade do que eu seria capaz, os vícios do julgamento de Lula. Ausência de provas, cerceamento do direito de defesa, constrangimento ilegal a testemunhas, enquadramento em crimes inexistentes no código penal, desvio de foro, parti pris contrário ao réu... Não falta nada. Para o condomínio golpista, porém, é fundamental impedir que estes questionamentos sejam levados em conta.

O subtexto é que, sendo justo o julgamento de Lula, é justo todo o processo político-judicial brasileiro dos últimos anos - incluídos, é claro, o golpe que derrubou Dilma Rousseff e seus desdobramentos. E será justa também a eleição de outubro, embora privada do candidato favorito.

A continuidade do processo judicial de Lula, com recursos às cortes superiores, tem muito mais o caráter de denúncia do que de esperança de uma correção das arbitrariedades até aqui praticadas. A apresentação dos recursos abre uma brecha, ainda que pequena, para a exposição dos vícios do julgamento. Mas se ilude quem pensa que STJ ou STF teriam um pingo de disposição de resistir ao cerceamento das liberdades e dos direitos que está em curso.

A mídia propaga a ideia de que o STJ poderia adiar ou evitar a prisão de Lula - o que já mostra o enquadramento escolhido, que despreza a exigência de revisão da sentença propriamente dita. Mas é claro que a decisão sobre prender ou não o ex-presidente não tem nada a ver com o processo legal, assim como sua condenação não teve. O que está em questão é a conveniência política e a estimativa do efeito que terá, o cálculo de custo-benefício, isto é, se aprisioná-lo mais estimula ou mais arrefece a resistência popular.

A eleição de outubro também deve ser vista como um espaço de propaganda; dificilmente como aposta para reversão do quadro. A pequena brecha que o debate eleitoral abre permite denunciar o processo em curso. Boas votações de candidatos antigolpistas ampliam os custos da manutenção dos retrocessos.

Mas está claro que a coalizão golpista não chegou até aqui para em seguida entregar o poder a alguém que não estiver alinhado com ela e contar apenas com esse capital insignificante, o apoio da maioria da população. A campanha certamente será pesada. Assim como Lula foi afastado, outros candidatos que parecerem competitivos podem sê-lo. Se ainda assim um candidato próximo do campo popular se sagrar vitorioso, ninguém sabe se tomará posse, muito menos se conseguirá governar.

Isso não é alarmismo, é realismo. A ruptura do compromisso das classes dominantes com as regras mínimas do ordenamento democrático-liberal é profunda e nada indica que está para ser revertida.

Para que o seja, é necessário alterar a correlação de forças na sociedade. É necessário investir na reorganização do campo popular e na ampliação de sua capacidade de resistência.

Isso não se faz com bravatas de palanque. Não adianta falar em "desobediência civil", como fez o senador Lindbergh Farias, sem a menor organização capaz de colocá-la em marcha. Também é sem sentido reclamar, como vi parte da esquerda antipetista fazendo, que Lula obedeceu à absurda determinação de entregar o passaporte, porque ele estaria se submetendo à ordem imperante e injusta. Desobediência civil não é porra-louquice ou martírio individual.

Há mais de cem anos, Rosa Luxemburgo escrevia que "é impossível propagar a greve de massas como meio abstrato de luta assim como é impossível propagar a revolução. A revolução e a greve de massas são conceitos que enquanto tais significam apenas a forma exterior da luta de classes, que só têm sentido e conteúdo em situações políticas bem determinadas". ("Desobediência civil", claro, bem poderia entrar na lista de exemplo da pensadora polonesa.)

Ou seja: o necessário é investir no trabalho político e assim construir as condições de uma ação mais ofensiva dos grupos dominados. Infelizmente, a noite que se abateu sobre o Brasil será longa e superá-la exigirá muita luta. Sonhar com uma saída milagrosa é só isso: sonho.

Luis Felipe Miguel

ai pro Tapetão?


A unica novidade nestas ultimas sondagens e que, Lula exclusive, Ciro Gomes torna-se um candidato competitivo nas esquerda e Bolsomito se desmancha do ar, o que também não deixa de ser ruim para as pretensões do PT num eventual segundo turno. Portanto, já esta mais do que na hora dos companheiro do PT começarem a discutir a serio a possibilidade de uma frente de esquerda porque a tendencia e que mais pra frentemente a pressão da mídia lavajatista imparcial se intensifique ainda mais sobre o lulismo e seus aliados no chamado centrão do pmdb, já que no presidencialismo de coalizão todos os atores políticos tem mais ou menos um instinto suicida latente, no meu modesto entender.
SB


SOBRE O DATAFOLHA PÓS-DECISÃO TRF-4




Não mudou nada.
Absolutamente nada em relação ao fim de novembro de 2017.
As intenções de voto de Lula e dos demais candidatos variaram dentro das margens de erro de cada um deles. Sem Lula não há ganhos significativos para ninguém.
Todo o resto que se disser sobre os números ou o sobre instituto será chute ou arroubo ideológico.
Agora, o fato de nada ter mudado não é pouco. Ao contrário, é muito informativo.
Informa que apesar de toda mobilização de equipes e horas de cobertura da mídia, todas páginas, tempo de rádio, tempo de televisão, programas, debates, emissões de opiniões, etc.
Toda a mobilização dos setores judiciários nos três níveis. Todo o circo montado para a emissão de três votos autocratas absolutamente iguais.
Tudo isso junto. Tudo isso foi incapaz de mover as intenções de voto do eleitor brasileiro.
Será que agora vão passar a olhar para a opinião pública de verdade e perceber a diferença que existe em relação à opinião publicada? O eleitor não se interessa pela opinião publicada nos palácios do judiciário e nas salas de redações.
Será que se prenderem Lula as intenções de voto mudam? Se mudarem, serão para melhor ou pior para ele? Meu chute é que melhora para ele.
Os palácios estão cada vez mais distantes das ruas. Isso explica a imutabilidade das preferências do eleitor médio brasileiro de hoje.
EUC

Quase 20 anos de Virtuous Circle...


Todo mundo fala em crise do presidencialismo de coalizão (a brasileira), mas eu acho isso uma balela, ou seja, não vejo crise nenhuma. Senão, vejamos. A esquerda almeja eleger um presidente, porque acha que a vitória de um líder popular é o caminho mais curto e fácil para chegar ou reconquistar o poder (teoria dos freios e contrapesos). A direita defende o presidencialismo porque considera mais fácil neutralizar politicamente um líder popular eleito para o Executivo do que um partido de esquerda de massa politizado, com bancadas fortes e influentes no parlamento (teoria dos freios e contrapesos). E o centro fisiológico defende o sistema porque acha que é a melhor forma de chantagear os extremos para manter-se no poder e no controle do Congresso usufruindo benefícios clientelistas, qualquer que seja o presidente eleito (teoria dos freios e contrapesos). De forma que a perspectiva é a de que o sistema dure muito tempo ainda e, com ele, o poder supostamente neutro e moderador das autoridades judiciais, sempre pautadas, para dizer o mínimo, por nossa mídia corporativa. Não é à toa que o Tiririca disse que estava desiludido e ia abandonar a política; suas expectativas de campanha foram inteiramente frustradas pelos fatos observáveis, o que causa a revolta, como se sabe. Não resta alternativa àqueles que não acreditam que a democracia seja um mero valor instrumental, a não ser desfilar sua impotência no facebookis ou postar fotos de gatinhos no Instagram...
SB

domingo, 28 de janeiro de 2018

TEMER: "TODOS OS MEUS DETRATORES ESTÃO PRESOS"



Helio Fernandes

Apesar dele ser corrupto, mistificador, sem crediblidade, ninguem entendeu a sua afirmação satisfação. Na verdade os que cumprem condenações até elevadissimas, sempre foram da mais completa intimidade e até amizade.
Eduardo Cunha, Geddel, Henrique Eduardo Alves, Rocha Loures (o homem que corria pelas ruas com mala de dinheiro) alem de "amigos de 50 anos", assessores que tiveram que ser afastados. Será que Temer erra tanto em português que considera DETRATOR elogio? Só pode ser.

Acolito, socio, parceiro, o grande companheiro da conspiração parlamentar que elevou um vice decorativo a ocupante do Planalto, Alvorada e Jaburu, o ex-presdente da Camara é insuperavel. O domingo 23 de abril de 2016, inesquecivel, recorde de audiencia na televisão.

No fim desse domingo, tudo combinado. Cunha levava em maõs o processo ao senado, lá demoraria muito menos. Hoje Temer pensa (?) na reeleição, seu grande amigo está condenado a 400 anos de prisão. A unica tentativa de ajuda : recebendo de madrugada o bandido Joesley Batista que confessou que ajudava Cunha com dinheiro, recomendou: "TEM QUE MANTER ISSO,VIU".
Geddel Ministro, traumatizou o país com aquelas malas com 51 milhões em dinheiro. Tinha sido preso antes, a juiza lhe disse: "O senhor é um criminoso ascendente". Está preso ha muito tempo não sairá nunca mais.
Henrique Eduardo Alves, presidente da Camara e ministro do Turismo, trocou tudo por uma cela minima, e uma incerteza em relação `a condenação. Sabe que será alta.

PS-Impressionante a impunidade do presidente corrupto. Com provas surgindo de todos os lados, nada lhe acontece.

PS2- Usa o dinheiro roubado do contribuinte, para ficar em liberdade. Uma excrescencia, que tambem não deve saber o que é.

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