quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Notícias da semana nas universidades apontam para o fim de bolsas do CNPQ, o fim de vários recursos, o arrocho salarial, o fim da gratuidade no ensino, cortes generalizados em várias áreas até setembro, ameaças contra a liberdade de pensamento no universo dos sem razões contra os que tomam partidos nas grandes causas humanas, sociais e políticas. A universidade é um espaço de reprodução mesmo e boa parte dos professores são de origens sociais conservadoras e de pensamento raso de direita. Um pequeno grupo circulando nos sindicatos do ANDES é formado por ex-petistas rancorosos, trotsquistas, ultra-esquerdistas e afins, que até poderiam significar um bom grupo crítico se não tivessem passado os últimos 13 anos juntos e em coro aos professores preconceituosos de direita, os fascistas enrustidos do voto-nulo, os neoliberais e mesmo monarquistas, todos juntos, contra Dilma, Lula e o PT, mesmo com todos avanços em duras condições nos governos do PT. Essa turma do ANDES e CONLUTAS ficou 13 anos despolitizando e desinformando os professores da base. Dividiram a CUT e foram para a completa inexpressão. CONLUTAS fracassou e pequenos partidos de extrema esquerda não elegem ninguém fora de guetos sectários. O governo anterior do PT, mesmo com contradições, conseguiu avanços na expansão das bolsas acadêmicas na pós, a expansão de universidades, ifets, que garantiram tantos concursos, vagas e empregos para muitos, a criação da categoria docente de associado com aumento real nos salários, a progressão ate titular sem a perda da aposentadoria, tudo significou avanços. Agora o impacto do golpe será pesado para todos os Dilma-Haters sentirem as misérias do golpismo ignoradas antes por tantos. Não foi por falta de aviso que as universidade chegarão ao fundo do poço com os inimigos da educação de direita do governo golpista.

RCO

sexta-feira, 28 de julho de 2017

1794: Robespierre é executado na guilhotina


No dia 28 de julho de 1794, o revolucionário francês Maximilien de Robespierre foi guilhotinado, após boatos de endurecimento da Lei do Terror. Sua morte marcou o começo da última fase da Revolução Francesa.


      Paris Place de la Concorde (picture-alliance/dpa/M. Tödt)

"Os reis, aristocratas e tiranos, independentemente da nação a que pertençam, são escravos que se revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a humanidade, e contra o legislador do universo, a natureza", declarou em 24 de abril de 1793 Robespierre, uma das figuras mais importantes da Revolução Francesa.

O jovem advogado Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794) pretendia mudar o destino da França. Desde o início de sua carreira política, destacou-se pela firmeza e pela forma radical de defender suas ideias. Influenciado por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele pleiteava um Estado voltado para o bem comum e a vontade geral, estabelecido em bases democráticas. "O indivíduo é nada; a coletividade é tudo", afirmava, lembrando o famoso Contrato Social de Rousseau.

Político "incorruptível"

Robespierre ajudou a fundar e foi líder do Partido Jacobino na Convenção Nacional (parlamento francês de 1792 a 1795). Seus discursos captavam o espírito da França revolucionária. "É natural que o bom senso avance lentamente. O governo viciado encontra nos preconceitos, nos costumes e na educação dos povos um poderoso apoio. O despotismo corrompe o espírito humano a ponto de ser adorado e, à primeira vista, torna a liberdade suspeita e terrível", afirmara no discurso Contra a Guerra.

Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – compunham seu slogan predileto. Robespierre tornou-se famoso como político sério e "incorruptível". Seu objetivo era eliminar oa privilégios e instituições do Antigo Regime. Ele propagou ideias revolucionárias para a época, como o sufrágio universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória, e imposto progressivo segundo a renda.

"Os habitantes de todos os países são irmãos; os diferentes povos devem se apoiar mutuamente como cidadãos de um Estado. Quem oprime uma nação declara-se inimigo de todas as nações. Quem faz guerra contra um povo, para impedir o progresso da liberdade e sufocar os direitos humanos, deve ser perseguido por todos os povos. Não apenas como inimigo comum, mas como assassino rebelde e bandido."

A lei da guilhotina

Proclamada a república, em 1792, Robespierre mostrou sua nova face. Não hesitou muito para selar o destino do rei, aprisionado por revolucionários. Luís 16 foi julgado, condenado e, a 21 de janeiro de 1793, decapitado na guilhotina. Robespierre justificava o reinado do terror, o qual "nada mais é do que a justiça rápida, violenta e inexorável. É, portanto, uma expressão da virtude".

A pretexto de defender a revolução, os jacobinos instalaram um regime de terror na França em 1793-1794. Sob o comando de Robespierre, a Constituição foi suspensa e foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. Esses órgãos descambaram depois para a conspiração e execução na guilhotina de membros do próprio partido jacobino, como Georges-Jacques Danton (1759-1794), confundindo inimigos e aliados.

A guilhotina funcionava sem parar. Com a ameaça de morte pairando sobre todos, deputados moderados da Convenção Nacional tramaram a prisão de Robespierre e seus colaboradores mais próximos. Em 28 de julho de 1794, deram aos ilustres prisioneiros o mesmo destino que estes haviam dado ao rei Luís 16: a guilhotina.

De um despotismo para outro

Robespierre havia assumido poderes ditatoriais. Calcula-se que o terror jacobino causou dezenas de milhares de vítimas, entre elas o químico Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794). Em apenas 49 dias, mandou-se executar 1.400 pessoas. No final, o terror engoliu os terroristas. Um ano após a morte de Robespierre, a França obteve um novo governo, comandado por cinco "diretores".

O chamado Diretório representou o fim da supremacia e do terror dos jacobinos. Em 1795, a Convenção promulgou uma nova Constituição, que, segundo seu relator, Boissy d'Anglas, centrou-se em "garantir a propriedade do rico, a existência do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de todos".

De 1795 a 1799, o poder foi organizado sob a forma de uma república colegiada de notáveis, tendo o Diretório como poder executivo. Nesse período, a França mergulhou numa nova crise econômica e social, agravada por ameaças externas. Para manter seus privilégios políticos, a burguesia entregou o poder a Napoleão Bonaparte, que o exerceu com o mesmo absolutismo que havia sido derrubado pela Revolução Francesa.

Autoria Catrin Möderler (gh)


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segunda-feira, 24 de julho de 2017

O que me deixa mais perplexo é entender a fúria de boa parte de uma geração com menos de 30 anos nas jornadas de junho de 2013, na crítica destrutiva ao PT em 2014, nos coxinhaços de 2015 e saber que no dia de hoje, apenas um grupo de Senadoras com mais de 50 anos foi a única força social e política na defesa dos direitos trabalhistas das mais jovens e dos mais jovens, que ainda teriam pela frente muitos anos de direitos trabalhistas em suas vidas e trajetórias. Cadê todas aquelas gentes urbanas raivosas de 2013, cadê aquelas jovens mulheres líderes do MPL, tão badaladas e discutidas em 2013, tão energizadas contra os 0,20 centavos do Haddad, cadê a turma da Sininho nos protestos do Rio de Janeiro, cadê as mulheres e jovens dos coxinhaços quando souberem que nem o direito de ficarem gestantes em ambientes salubres terão, suas filhas e netas ficarão na insalubridade, precarização e terceirização, que sina para ess(e)as jovens. Cadê os manifestantes que cercaram o Congresso e o Itamaraty em tempos idos ? Cadê Marina e Luciana Genro hoje ? Alô feministas. Tudo isso também mostra a diferença imensa entre uma velha senhora como Dilma e o golpista Temer, seus ministros, seus congressistas tão misóginos e tão dispostos a roubarem o que podem dessas jovens massas trabalhadoras com menos de 30 anos de idade. Agora saberão que Dilma não era mesmo igual a Temer e o inverno do assalto, congelamento e desmonte dos serviços públicos só vai arrebentar mesmo no final desse ano.
RCO
Minha análise no Jornal do Brasil - Ricardo de Oliveira, da UFPR, também acredita no acirramento do confronto, e critica Moro, afirmando que a condenação pelo juiz revela a “instrumentação politiqueira da Lava Jato”: “Só vai acirrar ainda mais os ânimos e desacreditar ainda mais as instituições. Eles estão passando a mensagem de que não há mais democracia no Brasil, e isso só piora a crise que o sistema já vive, com as denúncias contra o [presidente Michel] Temer, a liberação do Aécio [Neves] e do [Rodrigo] Rocha Loures, mostrando que ainda existe uma casta privilegiada no país, que usa as instituições de maneira aparelhada”, completou...Para Ricardo, a decisão de Moro em não prender o ex-presidente é uma forma de amenizar o conflito. E acrescenta: “Essa decisão do Moro sem nenhuma prova, apenas joga mais água no moinho do confronto, no qual por um lado alguns são soltos com provas, e por outro, condena Lula no caso de um triplex que nunca foi dele. É um absurdo do ponto de vista jurídico e apenas mostra um ativismo ideológico dos operadores, que deixaram de ser juízes para serem ativistas partidários”...Ricardo destaca que existe um cronograma dos fatos.“Como Moro é um ativista, ele manipula as datas de acordo com o cálculo político e escolheu hoje em função desses fenômenos: o dia seguinte da votação trabalhista, e o dia da votação contra Temer no CCJ. O Moro sempre teve lado e interesse. Isso está mais do que claro agora”, finalizou.
RCO
A sociologia dos clubes mostra o mais antigo e tradicional deles, o Curitibano, fundado em 1881 pelo empresário schumpeteriano Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, o homem burguês metamorfoseado das antigas famílias senhoriais e escravistas do litoral, no século XIX. O Curitibano se tornou muito grande e frequentado, com elites e decadentes, de modo que um grupo de novos ricos, de origem imigrante, principalmente de origem alemã, juntos com alguns nomes tradicionais, alguns barrados no Curitibano, criassem em 1927 o Graciosa Country Club como um espaço mais exclusivo. O Castelo do Batel se relaciona com a Família Lupion, também novos ricos e novos poderosos datados somente na metade do século XX, casados com troncos paranaenses antigos, como a família Ferreira do Amaral da Lapa. o que é a norma da classe dominante brasileira, o novo casando com o antigo-tradicional, o moderno sempre junto do arcaico. A Sociedade Garibaldi foi criada no final do século XIX pelos imigrantes italianos. Desapropriada durante a Segunda Guerra Mundial, retornou depois para seus associados. A Vice-Governadora Cida Borghetti, conselheira do Comitê dos Italianos no Exterior, possui conexões com membros da Sociedade Garibaldi, como Walter Antonio Petruzzielo, pai do Vereador Pierpaolo Petruzziello, também inseridos nessas políticas ítalo-brasileiras. O casamento da Deputada Estadual Maria Victoria Borghetti Barros, da mais importante oligarquia política familiar emergente de Maringá, com extravagantes intervenções na Sociedade Garibaldi, casamento kitsch, é explicado pelas conexões sociais, étnicas e políticas. Foi o espaço possível no meio tradicional curitibano. Ainda hoje reaças apontam que se o sobrenome não está, ou não descende na Genealogia Paranaense, não é CDT, classe dominante tradicional. O casamento hoje será ovacionado por populares, ainda mais depois que o associaram com os golpistas de plantão convidados. A ver.

 RCO
Genealogia política do Desembargador João Pedro Gebran Neto, TRF4. Genealogias revelam quem somos e como é feita a estrutura social. Gebran Neto é filho de Antonio Sebastião da Cunha Gebran, advogado, que começou a trabalhar com 14 anos de idade na Assembleia Legislativa do Paraná até alcançar o cargo de Diretor-Geral em 1979. Faleceu em 2004, antes do escândalo dos Diários Secretos ainda impunes. Naquela época dos avôs, antes dos concursos, era comum que filhos de altos funcionários começassem a trabalhar cedo nas instituições dos pais, na ALEP, no Tribunal de Contas, no Tribunal de Justiça, nos cartórios, na mídia, como podem ler no nosso livro "Na Teia do Nepotismo". Antonio Sebastião era sócio e foi diretor do Clube Curitibano. Participou da OAB e foi ex-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados. Profissional respeitado naquele meio e nome de praça em um dos lugares mais pobres, carentes e de alta criminalidade em Curitiba, na Cidade Industrial. A população mais negra, índia, mestiça no entorno da praça, é bem desigual e diferente da população e dos luxos dos Tribunais. O logradouro homenageando o pai de Gebran Neto foi proposto pelo vereador Felipe Braga Cortes, com quem Gebran Neto participou de movimentos políticos na juventude. A mãe do Desembargador Gebran Neto é Maria de Lourdes Pires Gomes, filha de Alcyon Pires Gomes, do comércio. O avô paterno, João Pedro Gebran, também foi Diretor-Geral da Assembleia Legislativa do Paraná desde 1955, antes fora Diretor dos Serviços Legislativos e no Estado Novo foi Secretário do Conselho Administrativo do Paraná. O casamento de João Pedro Gebran, em 1924, é que abriu as portas da classe dominante tradicional paranaense. Fenômeno conhecido em que jovens de origem migrante, no caso Libanês, com potencial e bem sucedidos, casam com jovens das velhas famílias do "Antigo Regime", que assim se prolongam e cooptam os novos elementos. Gebran passou também a se relacionar com a poderosa e antiga rede social e política de sua esposa, Francisca Cunha, a Chiquinha, filha do Coronel Francisco Cunha, Prefeito da Lapa na República Velha (Genealogia Paranaense, IV, 390). O avô do Coronel Francisco Cunha foi o Comendador Manuel Antonio da Cunha, primeiro Prefeito da Lapa, em 1833, por sua vez casado com Joaquina Teixeira Coelho, filha do 1º Capitão-Mor da Lapa, ainda no período Colonial, o português Francisco Teixeira Coelho. Todas essas famílias do poder local da Lapa, com origens históricas no latifúndio escravista, eram aparentadas entre si, a família Braga, do Governador Ney Braga, a família Lacerda, do Reitor e Ministro da Educação no começo da Ditadura, Flávio Suplicy de Lacerda e outras. Como as mesmas famílias controlam o poder executivo, legislativo e judiciário ao longo de suas genealogias. Como a estrutura social do século XVIII é reproduzida e transmitida ao longo das gerações e dos casamentos. Como o antigo, arcaico e tradicional convive com o novo, moderno e as mudanças continuam e preservam a dinâmica social de exclusão do passado. Gebran Neto vai ser o relator e vai julgar Lula, já condenado arbitrariamente, politicamente e sem nenhuma prova por Moro, em mais uma típica manifestação de lawfare desse poder judiciário ? O que pode acontecer de novo ? Com a palavra nos autos Gebran Neto. Na foto, na minha casa, Raymundo Faoro poderia nos referir como filhos do estamento burocrático transitando pelo tempo. Colegas do Colégio Militar de Curitiba, 1976, Villas Boas, médico, Gebran Neto, desembargador, Mussi, FAB, Ricardo, sociólogo e genealogista. Para (re)conhecer este fenômeno genealógico devemos estar familiarizados e presentes ao lado dele.
RCO
Mais uma genealogia política. Desembargador contra Professoras . Judiciário prejudicando Educação. Quando falam que na Finlândia um professor do ensino ganha o mesmo que um juiz é porque reconhecem a importância da educação em uma sociedade desenvolvida, com menos pobreza, desigualdade, crime e mais cidadania, produtividade, democracia e direitos para todos. Precisamos de bons magistrados, como temos alguns e não de uma “casta privilegiada” contra a sociedade, contra a educação, típica de lugares atrasados. O desembargador Ruy Cunha Sobrinho era filho de Renato Cunha, que foi vereador e presidente da Câmara de Londrina. Ruy Cunha Sobrinho é casado com a procuradora do Estado Vera Grace Paranaguá, filha do falecido ex-prefeito de Londrina Dalton Paranaguá. O casal recebe bem do Estado e pode pensar nos pobres professores, que não ganham nem auxílio-moradia. Ruy Cunha Sobrinho recebeu o nome do seu tio Ruy Cunha, que foi deputado estadual eleito em 1947. Neto de Eurides Cunha, deputado estadual, deputado federal, prefeito de Jaguariaíva e de Curitiba no fim da República Velha. Todos formados em direito e grandes proprietários. Bisneto do Coronel Domingos Antonio da Cunha citado na Monografia (UFPR: 2016, 62) de Mariana Coelho Maximino - Ex-Senhores de Escravos, Elites e Negros Livres no Paraná do Imediato Pós-Abolição: “Em comissão de Campo Largo aparece Domingos Antonio da Cunha, que teve 12 escravizados. Domingos Antonio da Cunha, foi deputado liberal por Campo Largo em 1880/81, 82/83, 84/85, 86/87 e industrial do mate, também aparece congratulando a proclamação da República. Mostrando a posição de um ex-senhor de escravo, de uma elite escravista por possuir muitos escravos, que conseguiu se perpetuar na vida social e política durante o período Republicano”. Entendedores entenderão.
RCO
Mais um dia normal no Golpistão. Aumento abusivo na gasolina pra pagar o rombo do propinoduto das emendas dos deputados golpistas comprados na última leva, tentativa de exportação do golpe para a Venezuela no Mercosul do usurpador ilegítimo brasileiro sem votos, enésima denúncia de corrupção na Operação Quadro Negro homologada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, envolvendo as famílias neptocratas, nepotismo cleptocrata, da República do Paraná, com Richa, Traiano, Plauto, Tiago Amaral na Valor de Rossoni, tudo sob as barbas dos justiceiros inertes da República do Paraná e sua farsa a jato.

 RCO
Uma análise dos comentários de direita nas mídias informativas e redes sociais abertas revela uma “opinião pública” de direita produzida e ainda pré-iluminista no Brasil. Quem produz a opinião pública de direita ? Existe um exército de robôs e comissionados nos cargos legislativos, executivos, judiciários e nas empresas privadas em que a opinião política é cuidadosamente controlada e manipulada. O funcionário só ganha o emprego se demonstrar servilismo, subalternidade e submissão aos donos do poder. Milhares de cargos comissionados em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, empresas, rádios, jornais e veículos dependentes das concessões e irrigados pelo dinheiro público o tempo todo. O jornalista deve sempre comprovar a sua opinião em respeito ao atestado ideológico baixado pelos editoriais reacionários de patrões, o jovem advogado perscrutado o tempo todo no espaço jurídico controlado por famílias jurídicas do poder nos escritórios de advocacia e no sistema judicial, o servidor público que só melhora um pouco o salário com a aceitação e subordinação de um cargo comissionado concedido pelos superiores de direita na estrutura das prefeituras, governos do estado e governo federal. Por isso a direita odeia tanto os concursos públicos que produzem estabilidade, carreiras próprias com luz própria e não dependência e servilismo. Daí o ódio da direita no Paraná e no Brasil contra os professores e contra educação. Para os poderosos a alta cultura, a cultura crítica deve ser reduzida ao senso comum de direita pré-moderno. Somente concursados e com currículos mais qualificados possuem independência e autonomia para produzirem uma opinião crítica. O quem indica ainda é mais forte do que o quem estuda, a provisoriedade de um cargo comissionado, terceirizado e precarizado vale mais para a direita poder explorar os trabalhadores do que investimentos em ciência, tecnologia, cultura e conhecimentos profundos. Ainda mais em épocas de dominação golpista o projeto da direita é a tentativa de destruição de carreiras estáveis e concursos públicos para tentarem destruir a autonomia do pensamento crítico. Por mais que tentem deter a modernidade, a direita sempre perderá porque a história não é carroça abandonada e sim um carro alegre, cheio de um povo contente.


RCO
Membros do MBL loteiam cargos comissionados nas administrações de direita, como se esperava depois do golpe. A direita é quem mais usa e abusa do Estado máximo para seu extrativismo estatal e suas leis de vantagens máximas, em detrimento da maioria trabalhadora. O jornalista que escreve editoriais neoliberais pelo Estado mínimo e vive das concessões, favores, benesses e créditos públicos, o grande proprietário que precisa do Estado para defender seus milhares de hectares e de propriedades que ele nunca visitará, o banqueiro que sempre precisou do Estado para criar moeda, altas taxas de juros e que nunca tocará fisicamente tanto dinheiro assim, o militar fascista indisciplinado, fracassado no Exército e que emprega toda a família no legislativo para nunca produzirem ou educarem ninguém, o jurista que cria o problema burocrático artificial para ele resolver e vender lucrativamente a solução no aparelhamento estatal, o comerciante que explora ao máximo seus funcionários e paga uma miséria aos trabalhadores para sonegar renda e comprar imóveis bregas ocultos em Miami reclamando do Estado brasileiro, o alto funcionário público ganhando acima do teto, os cartorários viciados, os nepotes das famílias políticas brasileiras que nunca estudaram nada, enfim, todo esse bando de parasitas sociais altamente remunerados, os que mais mamam nos orçamentos e erários estatais, os que mais dependem do Estado para seus privilégios, mordomias, sinecuras e prebendas são os mais hipócritas ao indicarem o Estado mínimo para o resto pobre da sociedade e negarem as políticas sociais públicas para os mais necessitados, os mais explorados dos trabalhadores, os que mais precisam do Estado para educação, saúde, segurança e cidadania.

RCO
O coronel Thompson Flores foi morto, em 1897, lutando em Canudos e é o trisavô do Desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre. Canudos foi a maior batalha travada no território brasileiro, com cerca de 30.000 mortos, imortalizada por Euclides da Cunha no livro Os Sertões e ainda hoje uma das maiores vergonhas e injustiças cometidas contra camponeses analfabetos, que lutaram bravamente. Dos veteranos do Exército de Canudos no Rio de Janeiro, sem tetos detrás do Ministério da Guerra, surgiu o léxico "favela", uma invenção da desigualdade e pobreza urbana da República no Brasil. Da família Thompson Flores conhece-se a genealogia com muitos desembargadores, Presidente da Província do Rio Grande do Sul, militares, juristas e diplomatas. Lembrai-vos de Canudos. Eu tenho antepassados e parentes que lutaram em quase todas as guerras do Brasil e pelo menos dessa vergonha eu não tenho porque nenhum dos meus lutou por lá. Está na hora de corrigirmos esses erros do passado que lançaram o país no assim chamado 3° mundo. Deveriam ter construído escolas, universidades, hospitais em Canudos e não um vergonhoso massacre inglório contra brasileiros pobres.

RCO

domingo, 16 de julho de 2017

A ÉTICA NOS TRIBUNAIS


Por Márcio José Tokars

A primeira lição que se espera de um sábio é a humildade, por isto num tribunal onde juízes se digladiam, não ecoa o bom senso e quando algum deles se julga vencedor de uma competição, pela truculência verbal, o tribunal se torna uma vitrine de horrores e vaidades onde quem sai perdendo é a sociedade.

Não existe serenidade onde a emoção supera a razão. Força se mede nos ringues e não nos tribunais. A prepotência é a expressão máxima da pessoalidade, por isto os juízes devem ser humildes e qualquer um que se julgue acima dos outros, se coloca abaixo de todos.

O serviço público que o sistema judicial presta é o equilíbrio. A fala do julgador deve ser mansa e segura, mostrando a maturidade e a civilidade que ele faz valer. O juiz é um instrumento de controle, por isto lhe são vedados o descontrole e a destemperança. É proibido ao juiz se apaixonar pela causa, porque a origem grega da palavra “paixão” é “pathos”, que significa doença, catástrofe ou excesso.

O juiz é o guardião maior dos valores mais sagrados da educação. Quando um juiz se altera, sempre perde a razão, pois se entrega à emoção, que é a expressão da pessoalidade e não do pensamento jurídico. A fala do juiz deve expressar equilíbrio. A altercação, ao contrário é a expressão biológica do medo. A alteração pública do estado de ânimo é transtorno que não se espera dos magistrados. Sábios, líderes e autoridades legítimas não precisam pedir para serem ouvidos, quando o fazem, confessam que não o são.

O magistrado que se deixa levar pela emoção desonra a toga, pois coloca o homem acima dela, que simboliza a razão. Por isto a missão do juiz não é fazer justiça, mas fazer o direito, honrar os pressupostos e garantias processuais. É do processo, e não do homem que o conduz, que deve emergir a justiça.

Saber discordar ou ficar vencido é uma arte reservada aos sábios. Nada é mais revelador acerca de uma pessoa, que a forma dela expressar uma divergência, por isto os debates nos julgamentos não comportam atitudes incompatíveis com a dignidade da toga, mesmo quando evocadas a título de retórica na defesa das boas causas. Ali só cabe a técnica, não são disputas pessoais. Neles a força não está no tom de voz, nem na quantidade de palavras ditas ou escritas, mas sim nos fundamentos jurídicos. Nos ringues impera a técnica da força, mas nos tribunais deve imperar a força da técnica, ou seja, a força da lei que todos juraram obedecer, e não a força dos indivíduos. Por isto o voto do titular mais antigo ou do substituto mais moderno tem o mesmo valor.

É a força da ética; do decoro; da urbanidade e do respeito mútuo que mantém a serenidade e a dignidade dos cargos públicos, que estão acima das questões pessoais. O real poder do juiz está em não precisar demonstrá-lo. A razão jurídica se sustenta por si, por isto os bons juízes não levantam a voz. Quando um juiz se esforça para chamar à atenção, ele não é digno dela. Apelar para ser ouvido o ridiculariza, fragiliza o cargo e desmoraliza o órgão, por isto a ética exige serenidade dos julgadores, assegurada pelo freio deontológico da suspeição. Tribunais não são locais de confronto entre julgadores.
Sob o viés psicanalítico a exaltação é uma tentativa de sublimar a frustração pela impotência. A rudeza é um grito desespero, na esperança de recuperar a autoestima corroída pela intolerância aos próprios limites.

Nos colegiados os relatores não se manifestam para convencer seus pares, mas tão somente para expor o fundamento da sua convicção. Magistrados não tem obrigação de conquistar o voto alheio, pois não são políticos.

O direito de divergir é a base da democracia; construída pela diferença entre os iguais, pelo livre pensamento e manifestação. A liberdade de julgar conforme seus fundamentos é a garantia de todas as outras liberdades do Estado de Direito. Sufocar divergências é a tática do totalitarismo, que muitas vezes age com uma sutileza diabólica, sob os aplausos efusivos da massa hipnotizada por abusos maquiavélicos muito sedutores, pois são feitos solenemente em nome da lei.

Vanessa Fontana | 12 de julho de 2017 às 11:24 pm | Tags: Ética nos Tribunais, blog da vanessa fontana, direito, Juiz de Direito Márcio José Tokars | Categorias: ética, Ciência Política, Direito, Justiça | URL: http://wp.me/paM6W-1kC

sábado, 15 de julho de 2017

Assionara Souza

O negócio é deixar a vida dos ricos impraticável. Botar pimenta no escargot; fundir o motor das lanchas; misturar farinha na branca; fluido de freio na pintura nova do carro; vaiar e jogar ovo na porta da igreja. Vai ficar tão difícil ser rico que alguns vão pedir pra ser pobre.


(GRAP: Grupo Revolucionário Amelie Poulain)

Canción de una amada

1. Lo sé, amada: ahora se me cae el pelo por mi vida salvaje,
y me tumbo en las piedras. Me veis beber el aguardiente más
barato, y camino desnudo al viento.

2. Pero hubo un tiempo, amada, en que fui puro.

3. Tuve una mujer que era más fuerte que yo, como la hierba
es más fuerte que el toro: se vuelve a erguir.

4. Ella vio que yo era malo, y me amó.

5. No preguntó a dónde conducía el camino, que era su camino,
y quizás iba hacia abajo. Cuando me dio su cuerpo, dijo:
esto es todo. Y fue mi cuerpo.

6. Ahora ya no está en ningún lado, desapareció como una
nube cuando ha llovido, la abandoné y cayó, pues ése era su camino.

7. Pero de noche, a veces, cuando me veis beber, veo su cara,
pálida en el viento, fuerte y vuelta hacia mí, y me inclino ante
el viento.

 BERTOLT BRECHT

Biblioteca Digital Ciudad Seva


AS BARRICADAS DE ANNA ŚWIRSZCZYŃSKA


 Escrito por Piotr Kilanowski (tradução e nota). 


Anna Świrszczyńska (leia-se algo como Xfirchtchinska, ou Xifirchtchínska numa versão que seria mais fácil de se ler por aqui) foi uma poeta polonesa que nasceu em 1909 na cidade de Varsóvia. Também foi dramaturga e notada autora de versos para crianças. Publicou os primeiros poemas em 1930, sendo que seu livro de estreia foi publicado em 1936. A experiência da guerra, principalmente a participação no Levante de Varsóvia, em 1944, transformou sua linguagem poética. Embora tivesse recebido prêmios em concursos literários clandestinos durante a II Guerra, seu novo estilo foi caraterizado pelo rompimento com o anterior.

Sua nova forma poética era privada das ricas metáforas, das estilizações para o polonês antigo e dos elementos grotescos que marcaram seus poemas escritos antes e durante a II Guerra. Ela mesma, na introdução ao volume de Poezje wybrane (Poemas seletos) de 1973, considerava que cada poema precisava de uma forma singular para expressar seus conteúdos e que o papel do artista era continuamente criar seu próprio estilo e simultaneamente destruí-lo, para criar um estilo novo e próprio. E, de acordo com essa afirmação, podemos rastrear a história dos estilos criados e destruídos na obra de Świrszczyńska: os poemas de antes da guerra, marcados com a educação artística que recebeu em casa – seu pai foi pintor, escultor e pesquisador de folclore, –, cintilam com variadas cores do idioma, estilizações na linguagem renascentista ou barroca e uma mistura de humor e seriedade.

Mas suas duas faces poéticas mais conhecidas têm a ver com a poesia feminista e com o relato poético da experiência do Levante de Varsóvia. Por mais que sejam expressas de maneiras diferentes, são inseparavelmente relacionadas entre si. A visão da guerra e da destruição da cidade, contida no volume Eu construía a barricada (Budowałam barykadę), são um raro exemplo de poesia testemunhal feminina polonesa. Seus poemas feministas são muito marcados pela experiência do corpo e da corporalidade, cuja percepção, indubitavelmente, foi influenciada pelo trabalho de enfermeira na guerra urbana.

Embora o livro Jakiegoż to gościa mieliśmy (Mas que hóspede que nós tivemos), escrito pelo famoso poeta Czesław Miłosz (1911-2004), tentasse colocar seu nome e poesia no alto panteão poético polonês, a recepção de Świrszczyńska, por causa de sua coragem e revoluções estilísticas, até hoje enfrenta dificuldades.

Seus poemas feministas, como os dos volumes Jestem baba (Sou mulher) ou Szczęśliwa jak psi ogon (Feliz como o rabo do cachorro), que de modo inédito, inventivo e despudorado apresentam tanto a sexualidade quanto a corporalidade feminina em suas glórias e sofrimentos, até hoje são vistos com certa reserva. A apresentação do mundo da mulher, por meio de compartilhar e comunicar suas experiências tão diferentes do sempre representado mundo masculino, e sua concepção da mulher, minam a visão estereotipada. A linguagem excessivamente simplificada e, por isso, inovadora na sua capacidade de comunicar, o choque que causou ao falar de modo direto sobre suas experiências da corporalidade, sobre a guerra e sobre ser mulher ainda causam perturbação, mesmo depois de transcorridas mais de três décadas desde a sua morte, em 1984.

O volume Eu construía a barricada, cujo tema é o Levante de Varsóvia, publicado pela primeira vez em 1974, trinta anos após a revolta, além de ser um relato poético testemunhal, é também a prova de um estilo que evita monumentalismo ao falar da guerra. É comparável talvez à Pamiętnik z Powstania Warszawskiego (As memórias do Levante de Varsóvia), escrito em prosa pelo poeta Miron Białoszewski (1922-1983) e publicado em 1970. Tanto essa obra quanto a de Świrszczyńska fogem do páthos com o qual se costumava apresentar a guerra até então. Predomina nelas a visão do ser humano comum. Mesmo quando aparecem heróis, estes são diferentes dos protagonistas sobre-humanos das epopeias antigas e modernas. Pelo contrário, o que os faz heroicos é a sua humanidade. No país que cultiva lendas heroicas, muitas delas relacionadas com o martírio do Levante de Varsóvia, relatos deste tipo dificilmente ganham popularidade. No caso de Eu construía a barricada, a questão é mais problemática ainda, pois lidamos com a guerra sob a ótica de uma mulher. Observamos nesta saga vários papéis, predominantemente femininos: uma enfermeira no hospital, que morreria para poder poupar sofrimentos aos outros; uma mulher que enfrenta o pelotão de fuzilamento; um casal de irmãs aleijadas cuja motivação de se manterem vivas é cuidarem uma da outra; uma servente que carregava comadres no hospital do Levante; uma escoteira cujo último desejo envergonhado é ser enterrada não com sua farda, mas com um vestido de rendas que nunca teve oportunidade de usar na vida; e um ser humano, cuja vontade de sobreviver o faz roer um muro para se enterrar nele e viver como uma centopeia.

A poeta apresenta várias cenas, diálogos e monólogos que nos mostram a vida do cotidiano do Levante entre tiroteios, mortes, fuzilamentos e batalhas. Observamos como a guerra desfaz os relacionamentos familiares, sociais e humanos. Os sonhos, as esperanças, as decepções e a cruel realidade da cidade agonizando sob o bombardeio são apresentados diretamente, por meio de recortes, que ajudam a formar um panorama. Nos tempos da agonia de Aleppo, da guerra que devassa as cidades do Leste da Ucrânia, da ainda fresca memória de Sarajevo, a Editora Dybbuk nos brinda com este relato poético sobre a guerra urbana de 70 anos atrás, tão antigo e tão atual ao mesmo tempo, consciente de que é preciso trazer os dybbuks, os espectros do passado, de volta, na esperança de poder exorcizá-los no presente. A edição bilíngue conterá fotos do Levante e deverá ser publicada no septuagésimo terceiro aniversário do início do Levante de Varsóvia, no mês que vem.



O oficial alemão toca Chopin

O oficial alemão
caminha pela cidade morta,
tropel das botas
e eco.

Entra na casa morta,
não há porta,
passa na soleira pelos corpos
das pessoas mortas.

Chega ao piano,
bate
na tecla.

O som flui pelas janelas sem vidros
pela cidade morta.
O oficial senta.
Toca Chopin.



O soldado alemão

Hoje de noite choravas no sono,
sonhavas com teus filhos
na cidade distante.

Levantaste de manhã, farda, capacete,
metralhadora no ombro.

Foste jogar vivas no fogo
as crianças alheias.



Esperando o fuzilamento

Meu medo fica mais poderoso
a cada segundo
sou poderosa
como um segundo de medo
sou um universo de medo
sou
o universo.

Agora quando
estou no paredão
e não sei se fecho os olhos
ou se não fecho.

Agora quando
estou de pé no paredão esperando
o fuzilamento.



O sonho da escoteira

Quando já me tiverem fuzilado,
nem tudo ainda vai terminar.

Vai se aproxima
o soldado que me fuzilou,
e dirá: tão jovem,
que nem a minha filha.

E abaixará a cabeça.



O homem e a centopeia

Eu vou sobreviver.

Vou encontrar o porão mais profundo,
me trancar e não deixar ninguém entrar,
vou cavar uma toca no chão,
mastigar os tijolos com os dentes,
vou me esconder no muro, entrar no muro,
como uma centopeia.

Todos vão morrer, mas eu
vou sobreviver.



Carregava comadres

Fui servente num hospital
sem remédios e sem água.
Carregava comadres
com pus, sangue e fezes.

Amava pus, sangue e fezes,
eram vivos como a vida.
A vida ao redor
estava cada vez mais escassa.

Enquanto perecia o mundo
eu era apenas um par de mãos que entregavam
a um ferido uma comadre.

fonte :


"Dois napolitanos: Giambattista Vico (1668-1744) e Domenico de Masi estiveram presentes durante meu almoço regado a boa conversa e risos ontem, durante o FLICAMPOS, em Ponta Grossa. Ambos fazem parte da bibliografia de diversos artigos e livros que escrevi... Estes entornos dos eventos são de uma riqueza destamanha onde o tempo (piano, piano) ganha uma rapidez inusitada. Foi muito bom constatar synthonias, com o Domenico, em torno de algumas palavras fundamentais, como a palavra "Felicidade" , por exemplo. A mesa foi farta em todo sentido, novos e velhos amigos re-unidos pela leitura e pelo programa da Feira do Livro."

GK 06/05/12
"VIERNES SANTO ACOMODO LENTAMENTE LAS ESPINAS AL BORDE DE MI PLATO DE LEJOS, LA SAMARITANA APRUEBA ESTE BANQUETE CON UN CALIZ DE COMPASIÓN DOS CEDROS EN CRUZ ACOMPAÑAN MI SILENCIO. Y EL ROSTRO ESQUIVO DE CRISTO PARECE QUE SANGRA MENOS. 

Gloria Kirinus."

Canção de Outono

de Cecília Meireles

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão…

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…


 "Separo lana con lana, algodón con algodón, lino con lino, chalina con chalina, azul con amarillo. Aparece una foto, un poema en un bolsillo, una estampa, un recado para un nombre desconocido... Un ropero en sus mudos cajones guarda miles de recuerdos. ¿Quién se atrevería a decir que el ropero no tiene corazón de madre?"

GK
"Mais poetas no Poder Legislativo do Planeta Terra para que esta lei vire decreto: "(...)Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. " Carlos Drummond de Andrade, na obra Lição de coisas."
"Lima está llorando. Digo, en Lima está lloviendo. Llorar y llover en muchas lenguas tienen el mismo DNA. En portugués: chorar e chover. Miren como es en francés y en italiano... No hay caso, las analogías y metáforas nos bañan con poesía desde las primeras miradas y primeros milagros... Esta lluvia de Lima (algo raro aquí, amigos del Brasil) ya me invitó a tejer con el hilo de la admiración. Como era una vez..."

GK