segunda-feira, 7 de outubro de 2013

“Democracia sem educação e educação sem liberdade são antinomias em teoria, que desfecham, na prática, em fracassos inevitáveis.”


- Anísio Teixeira, citação consta no livro Anísio Teixeira: educador singular, de Hermano Gouveia Neto, p. 82.
Pasión del movimiento,
la tierra es tu caballo.
Cabálgala. Domínala.
Y brotará en su casco
su piel de vida y muerte,
de sombra y luz, piafando.
Asciende. Rueda. Vuela,
creador de alba y mayo.
Galopa.

MIGUEL HERNANDEZ

O povo Latino-Americano

"Nunca, em nossa história, nos faltaram tanto a lucidez e a clarividência indispensáveis para equacionar os nossos problemas. Nunca foi tão escasso o sentido de bem comum, a noção de interesse público, que é o ponto de vista do povo inteiro. O que nos sobra, nesses tristes dias, são as vozes de irresponsáveis só sensíveis aos interesses minoritários, às razões do lucro. É a consciência culposa do colonizado, querendo reiterar o velho projeto do Brasil servil."


- Darcy Ribeiro, “O povo Latino-Americano”, (p. 22). Brasília, nº 2, 1991, pp. 15-29.
"O Mundo é um livro imenso, que Deus desdobra aos olhos do Poeta! Pela criação visível, fala o Divino invisível sua Linguagem simbólica. A Poesia, além de ser vocação, é a segunda das sete Artes e é tão sublime quanto suas irmãs gêmeas, a Música e a Pintura! Vem da Divindade a sua essência musical. Mas, meus Senhores, ninguém queira tomar como Poesia qualquer estrofe, pois há muitas Poesias sem estrofes e muitíssimas estrofes sem Poesia... Ser Poeta, não é somente escrever estrofes! Ser Poeta, é ser um “geníaco”, um “filho assinalado das Musas”, um homem capaz de se alçar à umbela de ouro do Sol, de onde Deus fala ao Poeta! Deus fala através das pedras, sim, das pedras que revestem de concreto o trajo particular da Idéia! Mas a Divindade só fala ao Poeta que sabe alçar seus pensamentos, primando pela grandeza, pela bondade, pela glória do Eterno, pelo respeito, pela moral e pelos bons costumes, na sociedade e na família! Existe o Poeta de loas e folhetos, e existe o Cantador de repente. Existe o Poeta de estro, cavalgação e reinaço, que é capaz de escrever os romances de amor e putaria. Existe o Poeta de sangue, que escreve romances cangaceiros e cavalarianos. Existe o Poeta de ciência, que escreve os romances de exemplo. Existe o Poeta de pacto e estrada, que escreve os romances de espertezas e quengadas. Existe o Poeta de memória, que escreve os romances jornaleiros e passadistas. E finalmente, existe o Poeta de planeta, que escreve os romances de visagens, profecias, e assombrações."


- João Melchíades (personagem), de Ariano Suassuna, em "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta". 8ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2006, p. 239.
Alexandre O'Neill

Congresso de gaivotas neste céu 
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo. 
Querela de aves, pios, escarcéu. 
Ainda palpitante voa um beijo. 

Donde teria vindo! (Não é meu...) 
De algum quarto perdido no desejo? 
De algum jovem amor que recebeu 
Mandado de captura ou de despejo? 

Ler mais:
http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=967

domingo, 6 de outubro de 2013

Não há literatura sem memória

"Não há literatura sem memória. A pátria de todo escritor é a infância. Acho que o momento da infância e da juventude é privilegiado para quem quer escrever. É onde a memória sedimenta coisas importantes: as grandes felicidades, os traumas, as alegrias e também as decepções. Certamente não estou falando da lembrança pontual e nítida. O que interessa é a memória desfalcada, a memória não lembrada. Isso é bom para a literatura porque aí é que se instala o espaço da invenção."

- Milton Hatoum - in: “Não há literatura sem memória”. [Entrevista concedida a Luiz Henrique Gurgel]. Na ponta do Lápis. Ano IV, n. 8. AGWM Editora e Produções editoriais, p. 2-4, Junho/2008, p. 4.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lavoura arcaica

“... rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando aberto para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é.”


- Raduan Nassar,  1975.
trying to manage piskojisi society that corrupt minds, but it s not aware of is the start of parasites
"Quando se confundem cidadão e consumidor, a educação, a moradia, a saúde, o lazer aparecem como conquistas pessoais e não como direitos sociais. Até mesmo a política passa a ser uma função do consumo. Essa segunda natureza vai tomando lugar sempre maior em cada indivíduo, o lugar do cidadão vai ficando menor, e até mesmo a vontade de se tornar cidadão por inteiro se reduz."


- Milton Santos
 “Creio que as condições da história atual permitem ver que outra realidade é possível. Essa outra realidade é boa para a maior parte da sociedade. Nesse sentido, a gente é otimista. A gente é pessimista quanto ao que está aí. Mas é otimista quanto ao que pode chegar.”


- Milton Santos

sábado, 28 de setembro de 2013

Idealismo


Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E é por isso que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor quea Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
-- Alavanca desviada do seu futuro --

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!


- Augusto dos Anjos, in "Eu e outras poesias". 42ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

O Eichmann do Boa Vista



Dia destes fui assistir o filme “Hanna Arendt”, que entre outras coisas retrata o processo de escrita do livro “O julgamento de Eichmann em Jerusalém”. Filme bacana, mesmo para quem, como eu, não se sente lá muito convencido da teoria do Totalitarismo da filósofa alemã. Mas não se pode negar que a ideia da banalidade do mal é um viés explicativo interessante: para Arendt o funcionário da SS nazista Eichmann era um medíocre membro da engrenagem do mal, sem plena consciência do que fazia, era apenas uma pequena expressão da banalidade do mal.

É possível encontrar pequenos “Eichmanns” por ai. Dos seus lugares de poder, por mais diminutos que sejam, colocam toda sua medíocre capacidade com vigor e energia em favor das engrenagens do mal. É possível encontrá-los por ai no serviço público também. Negar um direito, enganar um cidadão, defender com unhas e dentes o chefe de turno, são as características da vez destes pequenos “Eichmanns”. Claro que nada como comandar a saída de vagões de judeus para a morte, porque a exigência do momento não é essa. Mas defender com orgulho a política de saúde do governo, na mesma toada em que informa ao paciente que a consulta com o especialista só vai ser marcada para dali a um ano, ou explicar as grandes ações do governo na educação, com a mesma desenvoltura e alegria com a qual nega uma vaga na creche para uma mãe.

Claro que não estou falando da maioria. A maioria trabalha em troca do seu salário, e sofre também com o funcionamento destas engrenagens que negam direitos aos cidadãos. Mas esta minoria não. Não consigo avançar muito em especulações sobre suas motivações, mas podem passar pela vontade de acender de posto, obter privilégios, se livrar do trabalho considerado por eles mais penoso, como o contato direto com a população, com os pacientes, com os alunos, não sei. Talvez a ideia de que estejam apenas cumprindo o seu dever, pois medíocres que são, não possuem capacidade de questionar, de levantar impeditivos éticos de qualquer natureza para a tarefa que lhes foi confiada.


Anos atrás topei com um pequeno “Eichmann” destes. Ontem a reencontrei. Lembro bem da convicção com que me explicava as maravilhas feitas pelo governo de plantão, enquanto negava um direito meu. Simples assim. Servil e convicta. Em outro tempo poderia estar fechando os ferrolhos dos vagões em uma estação de trem, certa de estar cumprindo o seu dever.

Pastores da Noite

“E, se não fôssemos nós, pontais ao crepúsculo, vagarosos caminhantes dos prados do luar, como iria a noite – suas estrelas acendidas, suas esgarçadas nuvens, seu manto de negrume – como iria ela, perdida e solitária, acertar os caminhos tortuosos dessa cidade de becos e ladeiras? Em cada ladeira um ebó, em cada esquina um mistério, em cada coração noturno grito de súplica, uma pena de amor, gosto de fome nas bocas de silêncio, e Exu solto na perigosa hora das encruzilhadas.”


- Jorge Amado

Farewell of Slavianka.

 

This is an inspiring song
Recalling the aggressor pressing the border
Soldiers leave their homes to the train
Setting off with this song to the front
Singing it to defend Moscow in 1941
Singing it to take Berlin in 1945
Russia firmly erect and unite as one
Even with decades of difficulties and hardship
(Chorus)
If one day
Enemy dare
For our motherland
Rise up and commit into this holy war!

The wheat fields rolling
Motherland is big step moving forward
Overcoming the hardship
Praising the hardworking
Defending the happiness and peace
Overcoming the hardship
Praising the working party
Defending the happiness and peace

(Chorus)

[Chinese Sub]
这是一首振奋人心的歌曲
忆起当年侵略者压过边境
们告别了家园 登上火
这首歌伴随他们出征
四一年唱着它保卫莫斯科
四五年唱着它进柏林
罗斯站起来 万众一心
多少年经风霜 历艰辛
(副歌)
假如有一天
敌人来侵犯
们为祖国
奋起投入神圣的战争!

田野麦浪滚滚
祖国大跨步向前进
战胜那灾难
赞美那劳动
卫住幸福与安宁
战胜那灾难
赞美那劳动
卫住幸福与安宁

(副歌)

[Russian Sub]
Этот марш не смолкал на перронах
когда враг заслонял горизонт.
С ним отцов наших в дымных вагонах
Поезда увозили на фронт.
Он Москву отстоял в сорок первом,
В сорок пятом шагал на Берлин,
Он солдатом прошел до Победы
По дорогам нелегких годин.
Припев:
И если в поход
Страна позовет
За край наш родной
Мы все пойдем в священный бой! (2 раза)
Шумят в полях хлеба.
Шагает Отчизна моя
К высотам счастья,
Сквозь все ненастья —
Дорогой мира и труда.
Припев:
И если в поход
Страна позовет
За край наш родной

Мы все пойдем в священный бой!

Прощание славянки - Proshchanye Slavyanki


Вальс юнкеров (Белый вальс) - Жанна Бичевская
Val's junkerov (Belyj val's) - Zhanna Bichevskaja

Вальс юнкеров, или белый вальс

Под громкое троекратное раскатистое "Ура!"
Присягу императору давали юнкера.
Каникулы весенние, в собраньях вечера.
Этот вальс вас убаюкивал, опьянял вас, юнкера.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Струится вощеный паркет.
Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
В семнадцать мальчишеских лет.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Все было, как будто вчера,
Этот вальс не забыт, этот вальс помнит вас,
Юнкера, юнкера, юнкера.

А после под воем шрапнели мальчишки по Дону прошли.
Зашитые в полы шинели частицы российской земли.
В бензиновом асфальтовом, в парижском ряду
Этот вальс вас успокаивал, отводил от вас беду.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Наивный, как весна,
Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Тогда юнкерам не до сна.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Струится вощеный паркет.
Этот вальс не забыт, этот вальс помнит вас,
В семнадцать мальчишеских лет.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Оркестра военного медь.
Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
До сих пор продолжает звенеть.

Этот вальс, этот вальс, этот вальс,
Все было,как будто вчера.
Этот вальс не забыт, этот вальс помнит вас,

Юнкера, юнкера, юнкера.
Sólo quien ama vuela. Pero, ¿quién ama tanto
que sea como el pájaro más leve y fugitivo?
Hundiendo va este odio reinante todo cuanto
quisiera remontarse directamente vivo.

MIGUEL HERNANDEZ

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O PRIMEIRO CZAR DA DINASTIA ROMANOV


O ano é 1613, Mikhail Czernichovscki Fyodorovich Romanov, 16 anos esta em uma pequena vila chamada Domino, fora de Kostroma. os Romanov foram exilados pelo czar Boris Godunov, mas ainda eram considerados parte dos boiardos, ou seja, da antiga aristocracia russa. A dinastia Rurik terminara com a morte do Czar Fiodor e Boris Godunov, temendo perder o trono, decidiu acabar com a familia Romanov. as inumeras perseguiçoes obrigaram os pais de Mikhail a refugiarem-se em conventos, adotando a vida monástica. O Czar Fiodor, que morrera, descendia do Czar Ivan IV,chamado o terrível. Ivan encomendara a construção da catedral de São Basílio em Moscou e gostou tanto do resultado do trabalho que mandou cegar o arquiteto para que ele nunca mais pudesse construir outra obra prima como aquela. A catedral de São Basílio, seguramente um dos edifícios mais belos do mundo, ainda hoje ornamenta a Praça Vermelha, encantando a todos com suas cúpulas coloridas em forma de cebola.
Os poloneses queriam acabar com Mikhail, por temer que ascendesse ao trono, mas o garoto foi salvo por Ivan Susanin que mesmo preso pelos poloneses, submetido a torturas, das quais acabou por morrer, não indicou o paradeiro do futuro soberano da Rússia , Mikhail quando czar doou aos descendentes de Susanin metade da aldeia de Domnino, situada a 80 quilômetros de Moscou. Além disso, a sua família, da mesma maneira que todas as gerações posteriores de herdeiros do herói, ficou isenta do pagamento de impostos ao Estado .
Mãe e filho se mudaram, então, para o Mosteiro Ipatiev, por motivo de segurança.
Mikhail foi eleito por unanimidade czar da Rússia por uma assembleia nacional em 21 de fevereiro de 1613, mas somente em 24 de março que os representantes da assembleia encontraram o Czar, junto à sua mãe no Monastério de Ipatiev, próximo à Kostroma. Marta protestou, alegando que seu filho era muito jovem para tal responsabilidade em tempos tão conturbados.Mikhail acabou por aceitar o trono após as súplica dos boiardos, que declararam que se continuasse a negá-lo, seria responsabilizado pela destruição da Rússia.Mikhail, tornou-se então o primeiro czar Romanov.
A capital estava em um estado tão calamitoso que Mikhail precisou esperar por algumas semanas no Mosteiro da Santíssima Trindade de São Sérgio, antes que finalmente pudesse se acomodar em Moscou. Foi coroado em 22 de julho. A primeira tarefa do novo Czar foi livrar a nação do alto nível de roubos. Teve que lidar depois com a Suécia (tratado de Stolbova, 17 de fevereiro de 1617) e a Polônia, resultando na trégua de Deulino (1 de dezembro de 1618). Um resultado importante de tal trégua foi o retorno do pai do czar, que estava no exílio. A partir de então, seu pai passou a dirigir o governo até a sua morte, enquanto que Mikhail ficou em uma posição de subordinado.


Hejus Ben Hur - Colaborador História Agora

Os anjos de Sodoma



Eu vi os anjos de Sodoma escalando
um monte até o céu
E suas asas destruídas pelo fogo
abanavam o ar da tarde
Eu vi os anjos de Sodoma semeando
prodígios para a criação não
perder seu ritmo de harpas
Eu vi os anjos de Sodoma lambendo
as feridas dos que morreram sem
alarde, dos suplicantes, dos suicidas
e dos jovens mortos
Eu vi os anjos de Sodoma crescendo
com o fogo e de suas bocas saltavam
medusas cegas
Eu vi os anjos de Sodoma desgrenhados e
violentos aniquilando os mercadores,
roubando o sono das virgens,
criando palavras turbulentas
Eu vi os anjos de Sodoma inventando a

loucura e o arrependimento de Deus

Plínio Marcos

Noite

A noite sacudia as árvores dormidas
e afagava a plumagem dos pássaros nos galhos.
Lembro que o vento espertava o silêncio no ar
e na quilha dos barcos afogados.
Noite que chamava os mortos
e fazia chegar a mim o seu chamado
do ermo em que jazia.
Noite em que do céu caiu o fruto da vida e não colhemos.
Noite despojada de todos os artifícios.
Despregada da grande árvore do nada
e carregada de tudo
em viagem para um tempo sem fim.


- Paulo Plínio Abreu, em "Poesia". 2ª ed., Belém: EDUFPA, 2008.
Inferno, eterno inverno, quero dar
Inferno, eterno inverno, quero dar
Teu nome à dor sem nome deste dia
Sem sol, céu sem furor, praia sem mar,
Escuma de alma à beira da agonia.
Inferno, eterno inverno, quero olhar
De frente a gorja em fogo da elegia,
Outono e purgatório, clima e lar
De silente quimera, quieta e fria.
Inverno, teu inferno a mim não traz
Mais do que a dura imagem do juízo
Final com que me aturde essa falaz
Beleza de teus verbos de granizo;
Carátula celeste, onde o fugaz
Estio de teu riso – paraíso?

Mário Faustino


Carpe diem


Que faço deste dia, que me adora?
Pega-lo pela cauda, antes da hora
Vermelha de furtar-se ao meu festim?
Ou colocá-lo em música, em palavra,
Ou grava-lo na pedra, que o sol lavra?
Força é guarda-lo em mim, que um dia assim
Tremenda noite deixa se ela ao leito
Da noite precedente o leva, feito
Escravo dessa fêmea a quem fugira
Por mim, por minha voz e minha lira.

(Mas já se sombras vejo que se cobre
Tão surdo ao sonho de ficar – tão nobre.
Já nele a luz da lua – a morte – mora,
De traição foi feito: vai-se embora.)


- Mário Faustino, em "Poesia completa e traduzida". (Organização, introdução e notas de Benedito Nunes). São Paulo: Editora Max Limonad, 1985.