sábado, 18 de outubro de 2014

RONDÓ DO MUITO TRISTE



Da triste vida que eu vivo
o menos triste é a tristeza.
Muito mais triste é a incerteza,
essa falta de motivo
para viver como eu vivo
só de surpresa em surpresa,
cada vez mais sendo presa
das coisas de que me privo
e sujeito, embora esquivo,
às ordens da natureza:
causadora, com certeza,
desse gosto negativo
da triste vida que eu vivo.

 Guilherme de Almeida

Galešnjak

Galešnjak

Ako imaš dobro srce,
od nesebičnosti,
prevelike izloženosti
i darivanja,
neutaživi će ga iscrpiti.

Ako imaš hrabro srce,
od neustrašivosti,
gorde nesalomljivosti,
i zaštitničke brzopletosti,
kada bude trebalo,
za tebe će se umoriti.

Ako imaš srce,
prepuno bezuvjetne ljubavi,
zbog pustoši,
i neuzvraćene istovjetnosti,
usamljenim će se nazivati.

Ali ne brini,
unatoč svim,
tvojega srca usponima i padovima,
svih okrenutih leđa tamnim sjenama,
tvojoj od svih dragih neshvaćenosti
i poput otoka,
ljepotom nadahnutoj osamljenosti,
shvatit ćeš da živiš život,
i kada ti duša jeca.

Tvoja je snaga u tome,
da nisi poput njih,
i jednostavno si sretan,
jer u tvojim grudima,
još uvijek ima srca.

tekst: Željka Niković Hasan



Мол, судьбу бунтаря и поэта


Променял на колпак поварской.
За то, что я не подвержен зажимам
И с унисексом, увы, не дружу,
И еще не воюю с режимом,
И еще не курю анашу.
И что, согласно традиции русской,
Помереть раньше срока не смог.
И все рвался с тропиночки узкой,
По которой ползёт русский рок.
Отвечаю им всем, при народе,
Что за долгие годы и дни
Уж если я и мечтал о свободе,
То, в том числе, и от их болтовни.
И всегда, если мог, избавлялся
От того, что мешало ходьбе.
И при этом собой оставался,
И гулял только сам по себе.
И, не спросясь у эстетов совета,
Сам решал, куда плыть кораблю.
Меня очень не любят эстеты — за это
Я их тоже не очень люблю.


А. В. Макаревич

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A nebulosa facista.

" O elitismo é um aspecto típico de qualquer ideologia reacionária, à medida que estas são fundamentalmente aristocráticas. Ao longo da história, todo elitismo aristocrático ou militarista implicou desprezo pelos mais fracos."

 Umberto Eco

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Povos indígenas, no caminho de Edgar Morin


' Existe em todos os continentes, incluindo Europa (Roma), uma miríade de povos cada com uma identidade forte, sua língua, seus mitos, crenças. ' Entre elas, as sociedades de caçadores-coletores são a primeira testemunha de humanidade ultimate que tem diasporee do globo para 50.000 anos da pré-história e que as empresas apareceram 9 ou 8 mil anos atrás foram exterminados ou relegados durante sua expansão.
Estas são pequenos povos dispersada sem defesa. Lévy-Bruhl viu nesse pensamento místico e mágico, infantil e irracional. Na verdade, eles têm um pensamento racional, técnico e prático que os torna capazes de fazer arcos, flechas, zarabatanas, implementar estratégias de refinado para caçar, saber as virtudes das plantas para se alimentar e curar.
Há uma riqueza incrível de conhecer pessoas que disse "primeiro" e know-how que a etno-pharmacologues estão apenas começando a explorar. Os xamãs têm capacidades psíquicas que não fomos capazes de manter.
Como salvar a humanidade, tão rica em sua pobreza, se patético, tão inocente? "Você vai descobrir lendo as páginas de forma 75 e 79. O texto é mais completo, eu extraiu o principal. Finalmente, eu acho.


 Editora  Fayard, 2011.


[#cantoparaná] Trio Quintina - Samba em Curitiba

Y la sociedad calla…




Son las manos que tocan espinas
son los pasos que no encuentran sendero,
es el corazón que sangra y que grita
arrancaron vidas, truncaron sueños.

Son las noches de desvelo al pie de la cama
es el tiempo que pasa en silencio,
hijos que crecen bajo tu mirada
y hoy deseas detener el tiempo.

Es el dolor de muchos padres
que hoy no encuentran consuelo,
por qué les enseñas a tomar decisiones
a no callar sus ideales
a luchar por eso que traemos dentro.

Hoy son muchos brazos que se encuentran vacíos
somos muchos padres los que nos dolemos,
¡Que sigue de esta barbarie!
¿Acaso es delito querer ser alguien?
¿Acaso es delito reclamar tus derechos?
la historia está llena de luchas…
pero nada justifica arrancar la vida
de quien como estandarte solo llevaba sus sueños.

Y la sociedad calla…mientras se estremece el cielo
las interrogantes saltan a la vista,
las oraciones no dan consuelo
la incertidumbre invade el aire,
Nada pasa todo es silencio…

Yo en mi estandarte también tengo colgados mis sueños
¡pido paz para México!,
!pido paz para mi tierra!
!pido paz para Guerrero!

Autor: Constantina Gómez García
MORU*S

07/10/2014
Publicado por Poesía Indignada en 20:23

 
 http://www.chiapasparalelo.com/noticias/chiapas/2014/10/justicia-a-normalistas-de-ayotzinapa-exigen-universitarios-de-chiapas/

ARTE DE AMAR


Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.
Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.


  Thiago de Mello

ORACIÓN


Si el cuerpo que me das para el combate
se desnuda de galas y atavíos.
Si el volumen que irradia entre los ríos
es materia que tiembla y se debate
entre el dolor y el goce, pues su guerra
es membrana o pulmón o dulce espina.
Yo no sé si dejarlo allá en su esquina
tras el alma aferrándose a la tierra.
¿No será el abandono su destino
cuando el alma lo encuentra en los zarzales
con la misma pasión con que lo invoca?
Ese cuerpo que empujas al camino
y al punto se entreteje en sus eriales,
arderá con el eco de tu boca.

©Antonio Arroyo Silva
Твое лицо мне так знакомо,
Как будто ты жила со мной.
В гостях, на улице и дома
Я вижу тонкий профиль твой.
Твои шаги звенят за мною,
Куда я ни войду, ты там,
Не ты ли легкою стопою
За мною ходишь по ночам?
Не ты ль проскальзываешь мимо,
Едва лишь в двери загляну,
Полувоздушна и незрима,
Подобна виденному сну?
Я часто думаю, не ты ли
Среди погоста, за гумном,
Сидела, молча на могиле
В платочке ситцевом своем?
Я приближался - ты сидела,
Я подошел - ты отошла,
Спустилась к речке и запела...
На голос твой колокола
Откликнулись вечерним звоном...
И плакал я, и робко ждал...
Но за вечерним перезвоном
Твой милый голос затихал...
Еще мгновенье - нет ответа,
Платок мелькает за рекой...
Но знаю горестно, что где-то
Еще увидимся с тобой.


Александр Блок. 1908 г.


Mediocridade


No infinito coberto de eternas belezas,
Como átomo perdido, incerto, solitário,
Um planeta chamado Terra, dias contados,
Voa com os seus vermes sobre as profundezas.
Filhos sem cor, febris, ao jugo do trabalho,
Marchando, indiferentes ao grande mistério,
E quando um dos seus é enterrado, já sérios,
Saúdam-no. Do torpor não são arrancados.
Viver, morrer, sem desconfiar da história
Do globo, sua miséria em eterna glória,
Sua agonia futura, o sol moribundo.
Vertigens de universo, todo o seu só festa!
Nada, nada, terão visto. Partem do mundo
Sem visitar sequer o seu próprio planeta.

Jules Laforgue 


Trad.: Régis Bonvicino

A Mulher Ausente

A razão de eu me gostar
Eu gosto da minha forma no mundo
Porque representa uma fagulha,
Porque mostra um instante doce e perverso
Da ideia, do gesto e da realização
De Deus no Universo.
Eu gosto dos erros que pratico
Porque vejo a pureza colocada na minha essência
Desde o Início
Lutar contra todo o mal que em mim existe
E ser tão maior, que sobre a minha miséria
Ela ainda persiste
Eu gosto de espiar
O meu olho direito
Ver o esquerdo chorar,
De sentir a minha garganta se enrolar de dor
Porque em troca de tanta cousa dolorosa
Ele construiu em mim uma cousa gloriosa,
Que é o amor.

- Adalgisa Nery, in: A Mulher Ausente, 1946.


"Descobri cedo que, se você quiser viver de escrever, é preciso ter tenacidade", declarou o escritor Siegfried Lenz, morto nesta terça-feira (07/10), numa entrevista. Genialidade era, para ele, uma qualidade sobrestimada. Ele era também um representante convicto do estilo convencional de narrativa cronológica. "A vida passa cronologicamente, por que deveria ser diferente num romance?", indagava.

Lenz nasceu em 17 de março de 1926 em Lyck, na então Prússia Oriental, na época território alemão. Na Segunda Guerra Mundial, ele caiu em cativeiro britânico e trabalhou como intérprete. Depois da guerra, Lenz começou seus estudos em Hamburgo, mas os interrompeu para se tornar redator do jornal Die Welt. Nessa época, casou-se com Liselotte, uma pintora e ilustradora que morreu em 2006. Em 1951, Lenz passou a viver do seu trabalho como escritor.
Fonte : Deutsche Welle

Queda do Muro

“o colapso da antiga Alemanha Oriental não seria mérito do movimento por direitos civis do país, mas decorrência da fraqueza financeira da União Soviética, segundo o ex-chanceler, que negociou a reunificação alemã com os russos.” do ex-chanceler federal Helmut Kohl, também chamado de "chanceler da Reunificação", é até hoje uma figura cultuada em seu partido, a União Democrata Cristã (CDU),fonte : Deutsche Welle
"O começo de um livro sofre de um grande problema: falta música. Que sorte tem o filme cujo início é apoiado por uma abertura sonora que promete o que posteriormente é cumprido ou não, mas que de qualquer forma atrai imediatamente o espectador."


Heinrich Steinfest, Der Allesforscher. Editora Piper

Puentes, caminos


Los coches van lanzados por el puente
el fulgor dorado de un vidrio en un punto exacto
es el único signo duradero de la existencia
una mujer sola que avanza sonriente
a paso vivo por la acera
lleva marcado ese signo en su rostro
antes del desencanto de la llegada
puentes y caminos unen
y separan
¿qué furtivo microscopio podría vislumbrar
en el cerebro de una hormiga
su intrepidez infinita

ante el graznido ominoso de un cuervo?

 Jüri Talvet......Estonia

domingo, 5 de outubro de 2014

To be a poet — is the same
As when by truth of life
You scar your own tender flesh,
And with the blood of feelings
Caress the souls of others.

To be a poet — to sing freedom,
As you know it best
The song of night gale doesn't hurt him -
His song is always the same.

Canary mimicking someone's voice -
Pitiful and silly bauble
World needs real songs — so sing like only you can
Even if you sound like a frog.

Mohammed has overdone it in Quran
When he forbade strong drink
That is why the poet will not stop
Drinking wine before he goes to the torture

And when a poet goes to his lover,
And finds her lying with another
He, kept by life-sustaining liquid,
Won't send a knife into her heart.

But, burning up with jealous recklessness,
Will whistle on the way back home
"So what, so I will die a vagabond,
On this earth such fate is also known."

Serguei Iessenin


I do not regret, and I do not shed tears,
All, like haze off apple-trees, must pass.
Turning gold, I'm fading, it appears,
I will not be young again, alas.

Having got to know the touch of coolness
I will not feel, as before, so good.
And the land of birch trees, - oh my goodness!-
Cannot make me wander barefoot.

Vagrant's spirit! You do not so often
Stir the fire of my lips these days.
Oh my freshness, that begins to soften!
Oh my lost emotions, vehement gaze!

Presently I do not feel a yearning,
Oh, my life! Have I been sleeping fast?
Well, it feels like early in the morning
On a rosy horse I've galloped past.

We are all to perish, hoping for some favor,
Copper leaves flow slowly down and sway...
May you be redeemed and blessed for ever,
You who came to bloom and pass away...

  Serguei Iessenin
(1924-1925)


Hooligan (1919)



Rain is cleaning with wet brooms
Willows' poop in the meadows
Wind, you can spit armfuls of leaves -
I am a hooligan, just like you

I love it when the blue thickets,
Like bulls with heavy step,
Stomachs wheezing with leaves,
Soil the knees of the tree trunks

Here it is, my red flock!
Who could sing to you better than I?
I can see the twilight licking human footprints...

My Russia, wooden Russia!
I am the only one to sing to you
I have fed with berries and mint
the sadness of my beast's poems

Let the night bring the moon's pitcher
Draw up the milk of the birch grove!
Looks like the church near by
Wants to strangle someone with the hands of its crosses!

Something sinister walks the hills,
Drips thief's spite into our garden
But I myself am a bandit and a cad
And by blood — a horse thief

Who ever saw how boil in the night
Legions of the bird-cherry trees?
I was born to the night in the blue roads
To stalk the dark with my knives

Oh, The yellow bush of my head has withered
I got sucked into the poetry prison
Sentenced to turn the grindstones of the verse
In penal servitude of feelings

But don't fret, crazy wind,
Keep spitting leaves in the meadows
The label "poet" won't erase me,
Even in my songs, I am, like you, a hooligan.

 Serguei  Iessenin
(1921, translated from Russian by Alec Vagapov)


Good-bye Baku



Good-bye, Baku! So, I shall never see you…
And I’m afraid of fate, my southern land.
The heart is under hand and it’s so near.
And now I feel two simple words: my friend.
Good-bye, Baku! Oh, Turkic sky, good-bye!
The blood is very cold, I’m weak, you see…
But I can promise you, I’ll keep in mind
The tender wave of Caspian great sea.
Good-bye, Baku! Good-bye, my simple song…
For the last time I’ll hug my friend, I’ll stroke
His head. It’s like a golden rose. So long
It’ll nod to me in choking lilac smoke…

Serguei Iessenin

1925
(Translated from the Russian by Alexei Artemov)