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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

"Agora, perguntava-me de novo: amo-a? Ou melhor, respondi-me novamente, pela centésima vez, que a detestava. Sim, odiava-a! Havia momentos (sobretudo depois das nossas conversas) em que teria dado metade da minha vida para estrangula-la! Juro-o. Se tivesse sido possível, ainda há momentos, cravar-lhe no peito um punhal bem afiado, julgo que o teria empenhado de boa vontade."


Fiódor Dostoiévski, O jogador

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Crime e Castigo

"Onde foi que eu li que alguém condenado à morte diz ou pensa, uma hora antes de sua morte, que se ele tivesse que viver em uma rocha alta, numa saliência tão estreita que ele teria espaço somente para ficar de pé, e o oceano, a escuridão perpétua, a solidão perpétua, a tempestade perpétua em volta dele, se ele tivesse que permanecer de pé num metro quadrado de espaço por toda a sua vida, mil anos, pela eternidade, seria melhor viver assim do que morrer de uma vez. Apenas viver, viver e viver! A vida, qualquer que seja ela!"
― Fiódor Dostoiévski, Crime e Castigo


“Where is it I've read that someone condemned to death says or thinks, an hour before his death, that if he had to live on some high rock, on such a narrow ledge that he'd only room to stand, and the ocean, everlasting darkness, everlasting solitude, everlasting tempest around him, if he had to remain standing on a square yard of space all his life, a thousand years, eternity, it were better to live so than to die at once. Only to live, to live and live! Life, whatever it may be!”

― Fyodor Dostoyevsky, Crime and Punishment

Fonte : Literatura russa para brasileiros
"Eu sou um tolo com coração e sem cérebro, e você é um tolo com cérebro mas sem coração; e nós somos ambos infelizes, nós ambos sofremos."
- Fiódor Dostoiévski, O Idiota

“I am a fool with a heart but no brains, and you are a fool with brains but no heart; and we’re both unhappy, and we both suffer.”

― Fyodor Dostoyevsky, The Idiot

segunda-feira, 24 de março de 2014

"Religião! Eu admito a vida eterna e talvez a tenha admitido sempre. Vamos que a consciência seja inflamada pela vontade de uma força superior, que a consciência olhe para o mundo e diga: ‘Eu existo’ - e que de repente essa força superior lhe tenha prescrito destruir-se, porque lá isso é muito necessário para algo - e até sem explicações para quê -, que eu admito tudo isso, no entanto lá vem outra vez a eterna pergunta: nesse caso, para que se faz necessária minha resignação? Será que não podem simplesmente me devorar, sem exigir de mim o elogio àquele que me devorou?"


- Fiódor Dostoiévski, O Idiota, p. 464. Tradução de Paulo Bezerra. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013


"Durante toda a vida, eu não podia sequer conceber em meu íntimo outro amor, e cheguei a tal ponto que, agora, chego a pensar por vezes que o amor consiste justamente no direito que o objeto amado voluntariamente nos concede de exercer tirania sobre ele."

- Fiódor Dostoiévski, Memórias do subsolo (Записки из подполья), 1864.