sábado, 11 de março de 2017

Leandro Karnal como historiador excelente p falar de contextos, sempre adorei suas impressões sobre os descobrimentos navegação, etc. Mas como preter filosofo, tem atuado mais na auto ajuda tipo um Lair Ribeiro p q esquerdas se conformem e que direitas que ao menos se acham preenchidos de ensino universitário não tanto se radicalizem. O jantarzinho com o Moro talvez o convença de que essa Petrofagia  é  justificável sob pena de no jantar o Karnal ser preso p obstrução na Justiça...então é' o reality show e o pretexto p abandonar o q resta de discurso de esquerda e partir de vez p auto ajuda moral politica.

Eyrimar Fabiano Bortot
Dilma, a depuseram num golpe, pois não houve qualquer ílicito qual se locupletasse ou vantagem pecuniária ilícita da qual se apropriou, (como a expulsão de um pai ou mãe que põe na mesa refeição p os filhos c dinheiro da poupança). Park Yun a sul coreana ainda que houvesse prova foi uma amiga que se beneficiou de um ilícito p aquele pais, o erário ou a informação  privilegiada teve beneficiário. Aqui afirmamos foi golpe de fato. La' podemos dizer q foi impeachment pois foi uma corte judicial que deu a ultima palavra (até ' por que não houve apelos a interesses escusos p parte da defesa) e aqui apenas senadores adversários e interessados no esbulho pós Dilma como já  pilham e assaltam o trabalhador como se tem visto....


Já participei de muitas entrevistas em todos os veículos da mídia e sabemos como funcionam. A grande mídia é um partido político de interesses dos dominantes, uma indústria cultural extremamente lucrativa e com agenda própria, uma máquina de hegemonia cultural e informativa, diretamente organizando a dominação, a direção, a conformação de ideias e opiniões na dinâmica dos conflitos das classes sociais. O intelectual geralmente é usado e abusado, dirigido e direcionado nestas dimensões dos poderes da mídia. Quando o chamam, o poder da mídia muitas vezes já determinou qual fala querem, em qual discurso o querem encaixar, o que aproveitam e como enquadram o intelectual na rede de interesses deles. A cada geração alguns intelectuais sempre se vendem, tal como Fausto e Mefisto, tema já clássico e recorrente na banalização da miséria da condição humana em relação aos podres poderes.

Ricardo Costa de Oliveira

O que teria sobrado do projeto comunista depois de 100 anos da Revolução Bolchevique.


"Sobrou os direitos trabalhistas e o estado do bem estar social em alguns países."

Aí alguém respondeu:

"O comunismo nunca defendeu os interesses do classe trabalhista. Em todas os países comunistas sempre houve os salários mais baixos, sem acesso os bens de consumo. É só comparar a vida dos trabalhadores do leste europeu, satélites da Rússia, com o nível dos trabalhadores de oeste Europeu. Os que sobraram de países ditos comunistas - China, Cuba e Coreia do Norte é onde tem os piores salários do mundo hoje. Em China tem que construir fábricas com grades devido o alto índice de suicídios entre os trabalhadores. Um trabalhador Cubano ganha US$40,00 por mês. Quem melhor defendeu os trabalhadores foram países que permitiam a atuação de sindicatos como Estados Unidos , Inglaterra, os países escandinavos, etc. Embora essas conquistas são agora ameaçados devido a desregulamentação iniciado por Thatcher e Reagan."
Bom, aí como acordei sem pressa, antes de levar meu cachorro, que se chama Marx, pra fazer xixi, tasquei:
"Você que tem que colocar as coisas dentro do contexto. As revoluções comunistas ocorreram nos países mais atrasados do mundo. Quando houve a revolução na Rússia, que tinha abolido a servidão apenas em 1870, seu PIB era algo em torno de 7% do dos EUA. No ano de 1950 já era perto de metade, isso depois de uma guerra civil e tendo sofrido a maior devastação entre as potências beligerantes na 2ª Guerra Mundial (com o fim do comunismo, seu PIB caiu para perto do patamar inicial, o que não deixa de ser significativo, não é?). E não é só isso: a URSS atingiu em bem pouco tempo índices de desenvolvimento social inimagináveis: era o país do maior índice de leitura per capita do mundo. Livros de poesias, de poeta novo, superavam a marca de um milhão de exemplares fácil fácil. Quanto a China, no momento da revolução, 2/3 dos chineses andavam nus, pois nem ao vestuário tinham acesso. Hoje, lá na China, os salários na indústria são maiores do que no Brasil -- e olha quanto chinês existe! Quanto a Cuba, hoje, temos que ver o câmbio pelo PPP (paridade de poder de compra) e não pelo valor nominal. De toda forma, em Cuba não há moradores de rua, como os há em Nova York e até em Estocolmo. Qualquer cubano tem acesso a saúde e educação de qualidade. Nos EUA, todo filho de servente de pedreiro pode fazer medicina ou engenharia? Em Cuba, se ele quiser, pode. Por fim, quanto aos sindicatos livres no Ocidente. Eles foram sempre livres? Não, qualquer associação do trabalhadores para defesa de seus interesses era duramente reprimida na Inglaterra "liberal". Foi depois de muito sangue derramado que se conquistaram sindicatos livres, na Inglaterra, nos EUA, na Suécia, aqui. E, aliás, foi isso que eu também quis dizer, com certa ironia: nossos parcos direitos trabalhistas no Ocidente foram conquistados por militantes de esquerda, boa parte deles ligados a sindicatos e partidos comunistas. E o estado do bem-estar social... não lhe parece mais que coincidência que justamente nos países escandinavos, vizinhos da terrível URSS, é que se tenha construído no capitalismo os sistemas de maior igualdade social? Pois foi o medo da revolução que fez os proprietários dos meios de produção resolveram dar alguns anéis aos trabalhadores para preservarem intactos os dedos. E não é a toa que, quando esse medo refluiu (com Reagan e Thatcher), eles foram correndo buscar esses anéis de volta."

Bom dia, camaradas!

Luiz Fernando Emediato ________________Grande Otto!

Clóvis Manfrini Souto Calado_____________ Não perco mais meu tempo com esses idiotas anticomunistas (se forem anticomunistas pobres aí é que não perco mesmo). Sou intransigente, intolerante e extremamente arrogante contra esses pascácios.

Otto Leopoldo Winck___________________ Como o assunto podia se perder na caixa de comentários lá, trouxe pra cá. Mas eu também não tenho muita paciência. Hoje foi uma exceção.
Frederico Augusto Messias Vieira Sim, explicar tendo que fazer uma síntese de tudo que percebemos ao longo de muitas reflexões e leituras dá preguiça demais! E, ainda que tenha paciência, questões emocionais ligadas a orgulho e baixa autoestima são muros que merecem outras abordagens que a argumentação intelectual. Educação e afeto são as únicas saídas, na minha opinião. Adorei sua resposta! Abs.

Marcelo Moraes______________________ É....O comunismo não funcionou porque o ser humano gosta de ficar sonhando em ser milionário, mesmo sabendo que será eternamente pobre, e nesse caso, financeiramente, espiritualmente e mentalmente.

Paulo Pena_______________________ Muito bem colocado!

Salvio Koerich Nienkotter____________ perfeito, otto. o estado de bem-estar social não foi obra de benevolência dos europeus, mas concorrência direta com os países comunistas: resultou do medo que tinham de revoluções intestinas e/ou de ver debandar sua força de trabalho para plagas mais alvissareiras, mais justas, a saber, as plagas soviéticas.

Gabriel Tarragô ____________________perfeito!!

Fábio Nin ________________________Muito boas as considerações,Otto. Eu pessoalmente tenho visto pouquíssimas discussões aqui sobre uma data tão importante quanto os 100 anos da revolução russa. Sim, com certeza: se temos direitos trabalhistas, agradeça-se à esquerda. Como é possível vermos até hoje análise simplórias sobre uma questão tão complexa, literalmente central, dentro da história da humanidade nos últimos 200 anos? É de doer. Acho também incrível que em 2017 exista gente com críticas contundentes ao comunismo sem ao mínimo ter uma postura crítica em relação ao capitalismo. Até quando vamos aceitar a idiotice de justificar um possível sucesso do capitalismo pelos exemplos da Europa Ocidental, Estados Unidos e Austrália sem levar em conta os também capitalistas Bolívia, Haiti, Libéria? São países que formam a periferia do capitalismo, que formam aliás a maioria absoluta dos países do mundo

Fernanda Marianne Alves___________ O Marx estava com pressa pra fazer xixi...

Fernanda Marianne Alves ___________Mas tudo bem, a resposta compensa...

Otto Leopoldo Winck _____________Hahaha... Bom, agora ele já mijou até dizer chega.

Paulo Pignanelli__________________ Toda e qualquer face humana do capitalismo foi conquista do socialismo, arrancado na luta e com muito sangue, e mais, em Cuba todos os direitos básicos, alimentação, saúde, educação e moradia estão garantidos, não sem grande sacrifico do povo cubano que se orgulha do pais e da revolução, apesar dos maiamistas de plantão, sempre de olho na Flórida e suas máfias

Odair Bermelho Por que você escreveu : " Sobrou os direitos...." e não " Sobraram os direitos..."?

Ava Carminati____________________ O que sobrou? ...

Otto Leopoldo Winck _____________A resposta é a "o que sobrou".

Ivan Justen Santana_______________ A concordância é opcional nesses casos.

Otto Leopoldo Winck_____________ Ivan Justen Santana Taí o mestre. Eu fui por instinto.

Sueli De Souza LIma _____________Muito lúcida e precisa sua resposta!

Fabiane Lopes de Oliveira_________ Espetáculo!!!

Otto Leopoldo Winck ____________Isso não significa que não houve problemas na construção do socialismo real. Sim, houve. E não foram poucos. Mas precisamos elevar o nível do debate para além de frases feitas e chavões. Afinal de contas, o Brasil, país de grande extensão territorial e população, tinha tudo para ser hoje uma potência global. A Rússia é. A China é. O Brasil não. Será que não faltou por aqui uma revolução "bolchevique"? Imagina o nível de nossa educação e tecnologia se tivéssemos tido nossa revolução.

Fabiane Lopes de Oliveira_________ O Brasil estava no caminho de ser, por meio do BRICS
Mas com o desmanche do atual (des)governo.... estamos de novo fora desta possibilidade...

Otto Leopoldo Winck _____________Com a renda do petróleo aplicada na educação chegaríamos fácil lá.

Geraldo Silva Jardim ______________muito boa cacetada!!!!
Todo mundo vive reclamando do tal do "efeito bolha" e, quando ele começa a ser rompido, a gritaria é geral. Esse algoritmo que comanda o comportamento humano realmente é muito complicado; é preciso modificá-lo urgentemente, antes que ele nos leve a um beco sem saída evolutivo...

Sergio Braga 

DE OPORTUNISTA EM OPORTUNISTA, O GOLPE ENCHE O PAPO.


Por Luis Felipe Miguel

"Eis que Leandro Karnal posta uma foto tomando um vinho com o "amigo juiz Sérgio Moro", a quem classifica de "gente inteligente". Conclui: "Discutimos possibilidades de projetos em comum".
Não há como justificar. Adaptando algo que disse Lolitchen Csrez, é como se, em pleno regime militar, um conhecido intelectual "de esquerda" confraternizasse com o delegado Fleury. Tá bom, são circunstâncias bem diferentes, Moro (até onde sabemos) não está arrancando as unhas de ninguém. Mas, num caso como no outro, são operadores principais e símbolos de escaladas repressivas, com a restrição a direitos e liberdades a quem fica do lado "errado" de uma divisão ideológica e política...


HÁ anos que afirmo: académicos-"escritores" alimentados obsessivamente pela ideologia da imagem e do sucesso, usam a filosofia, a história, a ARTE-da representação e as técnicas manipuladoras da pastorícia etc para um dos mais predadores-negocismos da actualidade brasileira___GUROLOGIA-mediática____, arrastando massas ávidas para as micropolíticas identirárias-déspostas com máscaras de " respostas para a vidinha" ! Cristalização/aniquilamento dos sentidos e sedentarização tremenda do pensamento!

Luís Serguilha

sexta-feira, 10 de março de 2017

1957: EUA aprovam Doutrina Eisenhower


No dia 9 de março de 1957, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um pacote de sugestões conhecido como Doutrina Eisenhower.


 Bildergalerie amerikanische Präsidenten (AFP/Getty Images)

O presidente norte-americano Dwight Eisenhower ressaltara, num pronunciamento diante do Congresso em 5 de janeiro de 1957, que o Oriente Médio havia atingido uma nova fase crítica em sua história.
"Nas últimas décadas, muitos países na região não conseguiram a autonomia completa; outras nações desempenharam um papel autoritário, ameaçando a segurança na área. Mas desde a Primeira Guerra Mundial houve movimentos positivos pela independência e os Estados Unidos saúdam essas iniciativas", destacou o chefe de Estado e governo.

Eisenhower, entretanto, estava preocupado com a nova intromissão das potências coloniais na região (o conflito pelo Canal de Suez, entre britânicos e franceses, e o avanço de Israel) e acusava o "comunismo internacional" de agravar e inclusive manipular a situação. Para contrabalançar o suposto avanço do poder soviético na região, Eisenhower sugeriu ao Congresso uma resolução para prestar apoio econômico e militar ao Oriente Médio.

O pacote de medidas foi aprovado no dia 9 de março de 1957 e passou a ser conhecido como a Doutrina Eisenhower. Na realidade, ela repetia os princípios da Doutrina Truman, editada dez anos antes, beneficiando a Grécia e a Turquia. Depois da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Ocidente, e da Organização do Tratado do Sudeste Asiático (Seato), em 1955 havia sido criado o Pacto de Bagdá, fechando a frente contra a União Soviética.

Intervenção dos EUA

No conflito do Oriente Médio em 1956, o fornecimento de armas por Moscou havia aumentado a influência soviética sobre a Síria e o Egito. Depois da derrubada da monarquia no Iraque pelos militares, em 1958, e da advertência do presidente conservador do Líbano, Kamil Chamoun, para o perigo de um golpe socialista em seu país, os EUA resolveram intervir diretamente, através do envio de fuzileiros navais por três meses a Beirute.

A missão norte-americana no Líbano foi criticada, pois a Doutrina Eisenhower permitia apenas intervenção em caso de ameaça à segurança externa. Na realidade, o interesse de Washington era econômico, devido à riqueza petrolífera da região. Apesar de não quererem mais uma missão como a de 1958 no Líbano, os EUA tentaram conquistar os países da região através de apoio político e econômico. E essa fórmula, a longo prazo, surtiu mais efeito do que a Doutrina Eisenhower.

A Jordânia conseguiu estabilizar sua situação depois da reviravolta no Iraque, o Egito se distanciou da União Soviética – alguns anos mais tarde, inclusive, fez as pazes com Israel, enquanto as nações do Golfo se aliaram a Washington. Devido a este apoio incondicional a Israel, muitas nações árabes ainda hoje veem com ceticismo as intenções de Washington. A aplicação da Doutrina Eisenhower ao pé da letra só teria aumentado essa aversão.

Autoria Peter Philipp

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1915: Dirigíveis bombardeiam Londres

No dia 19 de janeiro de 1915, a Alemanha passou a empregar uma nova arma contra o Reino Unido na Primeira Guerra Mundial: os dirigíveis.


 London, Weltkrieg 1915, Nachtlichter gegen Zeppeline (picture-alliance/arkivi)

Os dirigíveis alemães começaram a lançar bombas sobre Londres seis meses depois do início da 1ª Guerra Mundial. Nos anos seguintes, os zepelins do Império Alemão realizaram 51 operações aéreas contra a Inglaterra, causando a morte de 58 soldados e 500 civis.

É um número relativamente pequeno, considerando o total de vítimas dos ataques aéreos durante a 2ª Guerra Mundial. Mesmo assim, o dia 19 de janeiro de 1915 modificou completamente a 1ª Guerra, como escreve o historiador alemão Olaf Groehler: "Significou o fim da imagem que milhões de pessoas faziam de uma guerra. Até aí, valia a divisão entre a linha de frente e a retaguarda. Mas, a partir de agora, a população tinha de aceitar que podia ser alvo de bombardeios, da mesma forma como os soldados no front."

O entusiasmo do conde

Os ataques aéreos tornaram-se possíveis graças ao invento do conde Ferdinand von Zeppelin. Aos 25 anos, foi enviado pelo rei para observar a Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Lá, viajou num balão para analisar as vantagens de atacar os inimigos do céu e anotou que "nenhum meio é mais eficiente para conquistar uma região desconhecida ocupada pelo inimigo".

De volta à Alemanha e entusiasmado com a ideia, Zeppelin começou a divulgar seu projeto junto a amigos e pessoas influentes, que o ajudaram a reunir 800 mil reichsmark, a moeda da época. No dia 2 de julho de 1900, "o charuto de prata" fez seu voo inaugural sobre o lago Constança. Seu nome: LZ 1. Às críticas de "colossal bobagem técnica", o conde Zeppelin respondia: "Meus veículos em pouco tempo serão os mais seguros".

Até o LZ 3 correu tudo bem, mas o quarto exemplar caiu enquanto fazia testes perto de Stuttgart. Com a ajuda de propaganda nacionalista, no entanto, Zeppelin conseguiu tornar-se um herói nacional e reunir uma considerável soma em dinheiro. Até escolares ajudaram a reunir dinheiro. O bolo foi engrossado com subvenções estatais e ajuda dos militares, que haviam reconhecido o potencial do novo veículo na iminente guerra contra a Inglaterra e a França.

Dirigível vai à guerra

A Primeira Guerra Mundial foi um grande negócio para a fábrica de Zeppelin em Friedrichshafen, no sul da Alemanha. Entre 1909 e 1914, Exército e Marinha haviam encomendado 13 dirigíveis. A partir daí, nos quatro anos que durou a guerra, foram solicitados mais 88. O próprio conde Zeppelin, general de cavalaria, chegou a se oferecer, aos 76 anos, como piloto ao imperador alemão.

No início da guerra, o monarca alemão ainda hesitava em atacar os ingleses devido ao seu parentesco com a família real. A pressão de seus militares, porém, foi maior. A única condição imposta pelo imperador foi evitar que certas regiões fossem atingidas, como o Palácio de Buckingham. Na realidade, uma exigência sem sentido, como demonstrou a prática.

Um dos pilotos ressaltou mais tarde que, na noite da primeira ofensiva, ninguém tinha noção de que cidade estavam atacando. A confirmação veio apenas nos jornais ingleses na manhã seguinte. Mas o desenvolvimento do sistema de defesa também foi rápido.

Em pouco tempo, os "charutos" tornaram-se alvos das baterias antiaéreas. Pelo tamanho do zepelim, cada tiro era um acerto. Não demorou para que os militares alemães desistissem de usar dirigíveis, bem antes do final da guerra.

Autoria Gerda Gericke (rw)


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sábado, 4 de março de 2017

“Si acaso”

Podía ocurrir.
Tenía que ocurrir.
Ocurrió antes. Después.
Más cerca. Más lejos.
Ocurrió, no a ti.

Te salvaste porque fuiste el primero.
Te salvaste porque fuiste el último.
Porque estabas solo. Porque la gente.
Porque a la izquierda. Porque a la derecha.
Porque llovía. Porque había sombra.
Porque hacía sol.

Por fortuna había allí un bosque.
Por fortuna no había árboles.
Por fortuna una vía, un gancho, una viga, un freno,
un marco, una curva, un milímetro, un segundo.
Por fortuna una cuchilla nadaba en el agua.

Debido a, ya que, y en cambio, a pesar de.
Qué hubiera ocurrido si la mano, el pie,
a un paso, por un pelo,
por casualidad,
¡Ah, estás! Directamente de un momento todavía entreabierto.
La red tenía un solo punto, y tú a través de ese punto.
No dejo de asombrarme, de quedarme sin habla.
Escucha
cuán rápido me late tu corazón.

Wislawa Szymborska©

De "Si acaso" 1978        


Versión de Abel A. Murcia
El cantar tiene sentido,
entendimiento y razón,
la buena pronunciación
del instrumento al oído.

Yo fui marino que en una isla
de una culisa me enamoré,
y en una noche de mucha brisa
en mi falucho me la robé.

La garza prisionera
no canta cual solía
y cantar en el espacio
sobre el dormido mar,
su canto entre cadenas
es canto de agonía,
¿por qué te empeñas pues, Señor,
su canto en prolongar?

Allá lejos viene un barco
y en él viene mi amor.
Se viene peinando un crespo
al pie del palo mayor.

A ti vuelvo de nuevo, mar querido,
y lejos de ti, ¡cuánto fui desdichado!
Lo que puede sufrirse lo he sufrido
y lo que puede llorarse lo he llorado.

Y ese cadáver que por la playa rueda,
y ese cadáver, ¿de quién será?
Ese cadáver debe ser de algún marino
que hizo su tumba en el fondo del mar.

El cantar tiene sentido,
entendimiento y razón.

Canto popular venezolano.
Yo vengo de otro siglo,
Con dos X y un tango
No pude ser un indio,
Destiño negro y blanco.

Yo vengo de otro siglo,
Con la voz en la cara,
Con la sombra de un bicho,
Y este gesto en la espalda
Y traigo de otro siglo,
La esencia de un ombligo,
Un sapo traicionero,
Anécdotas de perros,
Y un sueño retroactivo,

Yo vengo de otro siglo,
Con un poco de todo,
Solo y sin acomodo,
Empuño moneditas y corro colectivos,
Arrastro de otro siglo,
Cierto autoritarismo,
Enojo prepotente y machismo,
Aunque en forma decreciente,

Y traigo de otro siglo,
Baranda de fomentos,
Kerosén, eucaliptus, azufre,
linimento, chicles y ceniceros.

Y traigo de otro siglo,
Mi suerte capicúa,
Y abajo de la púa,
Fritura de vinilo.

Yo vengo de otro siglo,
Me estoy acostumbrando,
Con dos X y un tango,
Perdón si no me ubico.

Yo vengo de otro siglo,
“ Toro serrano ”,
Vengo desde el olvido,
“ Con un dios escondido ”,
Y a yuyo de suburbio perfumando,

Yo vengo de otro siglo,
Hablando con mis muertos,
Y no porque estoy loco,
Porque si fuese un loco
Ni loco lo andaría diciendo.

Y traigo de otro siglo,
Platillos y poetas,
Colores de un equipo,
Dolores de bandera
Terapia de besitos.

Y traigo de otro siglo,
Mi suerte capicúa,
Y abajo de la púa,
Fritura de vinilo.

Yo vengo de otro siglo,
Me estoy acostumbrando,
Con dos X y un tango,
Perdón si no me ubico.

Yo vengo de otro siglo,
Me estoy acostumbrando
Perdón si no me ubico.
Con dos X y un tango.

Alejandro Del Prado


                

“Adiós Capitán”


Hasta aquí
que no existimos, vino un vivo
para certificar tu muerte,
cómo si dejar de respirar necesite de rubrica que lo confirme.
Los vivos, que presumimos de estarlo,
somos así.
Gustamos de datar el tiempo,
el tiempo del primer aliento,
del postrer hálito en la voz.
Datamos el día con su hora
y la causa que te ha matado,
nos agrada decir de qué morimos,
o más bien,
de qué se mueren los demás.
Siendo tan imbéciles que olvidamos
anotar el motivo
por el cual
estuvisteis aquí.
Los vivos,
somos unos impresentables.
Y unos mamarrachos.

En aquel maletín de cuero
van las hojas que de forma legal
le ponen fecha al finiquito.
Ya ves, todo saldado,
antes de partir las cuentas claras,
se van, os vais, te vas.
Te lo anota no sea que te equivoques,
que nadie te avise de que te has muerto.

Pero el vivo, que fue muy educado
cuando llegó dijo buenos días,
le acompaño en el sentimiento,
y ¿a qué hora fue el deceso?

Rellenó su papel,
que para eso le pagan,
para anotar el nombre,
con suerte sin faltas de ortografía,
la hora y el día, el mes,
este año en curso y el motivo de la despedida.

Vino un vivo a certificar tu muerte
Capitán,
y yo,
hasta el último momento esperé
que te levantaras a romperle la cabeza,
y después,
le dieras una patada en el culo.

No fue así.

Carpe Diem.

               


Busco la leña al Sol,
Junto a mis cabras voy,
Cosas de un soñador.

Busco en el pastizal
Angelitos de Dios,
Cosas de un soñador

Golpes de manos doy,
Abro mi pecho en dos,
Cosas de un soñador.

Mi destino es curar,
Lo supe antes de ver,
Cosas de un soñador.

Ellos están aquí,
Los niños santos son,
Cosas de un soñador.

Hongos y sanación,
Humo de otro color,
Cosas de un soñador.

Ay, María! Tan llena de Sol.
Ay, ay, ay, ay, María! Tan llena de voz.

Lisandro Aristimuñol©


“Las Malvinas”


Tiene las alas salpicadas de islotes
Es nuestra bella del mar.
La Patria la contempla desde la costa madre
con un dolor que no se va.

Tiene las alas llenas de lunares,
lobo roquero es su guardián.
La patria la contempla. Es un ángel sin sueño
la patria junto al mar.

Tiene el pecho de ave sobre la honda helada.
Ave caída es su igual.
El agua se levanta entre sus alas.
Quiere y no puede volar.

El pingüino la vela. La gaviota le trae
cartas de libertad.
Ella tiene sus ojos en sus canales fríos.
Ella está triste de esperar.

Como a mujer robada le quitaron el nombre:
lo arrojaron al mar.
Le dieron otro para que olvidara,
que ella no sabe pronunciar.

El viento es suyo; el horizonte es suyo.
Sola, no quiere más.
sabe que un día volverá su hombre
con la bandera y el cantar.

Cautiva está y callada. Ella es la prisionera
que no pide ni da.
Su correo de amor es el ave que emigra.
La nieve que cae es su reloj de sal.

Hasta que el barco patrio no ancle entre sus alas,
ella se llama Soledad.


José Pedroni©
Los viejos amores que no están,
la ilusión de los que perdieron,
todas las promesas que se van,
y los que en cualquier guerra se cayeron.
Todo está guardado en la memoria,
sueño de la vida y de la historia.

El engaño y la complicidad
de los genocidas que están sueltos,
el indulto y el punto final
a las bestias de aquel infierno.

Todo está guardado en la memoria,
sueño de la vida y de la historia.

La memoria despierta para herir
a los pueblos dormidos
que no la dejan vivir
libre como el viento.

Los desaparecidos que se buscan
con el color de sus nacimientos,
el hambre y la abundancia que se juntan,
el mal trato con su mal recuerdo.

Todo está clavado en la memoria,
espina de la vida y de la historia.

Dos mil comerían por un año
con lo que cuesta un minuto militar
Cuántos dejarían de ser esclavos
por el precio de una bomba al mar.

Todo está clavado en la memoria,
espina de la vida y de la historia.

La memoria pincha hasta sangrar,
a los pueblos que la amarran
y no la dejan andar
libre como el viento.

Todos los muertos de la A.M.I.A.
y los de la Embajada de Israel,
el poder secreto de las armas,
la justicia que mira y no ve.

Todo está escondido en la memoria,
refugio de la vida y de la historia.

Fue cuando se callaron las iglesias,
fue cuando el fútbol se lo comió todo,
que los padres palotinos y Angelelli
dejaron su sangre en el lodo.

Todo está escondido en la memoria,
refugio de la vida y de la historia.

La memoria estalla hasta vencer
a los pueblos que la aplastan
y que no la dejan ser
libre como el viento.

La bala a Chico Méndez en Brasil,
150.000 guatemaltecos,
los mineros que enfrentan al fusil,
represión estudiantil en México.

Todo está cargado en la memoria,
arma de la vida y de la historia.

América con almas destruidas,
los chicos que mata el escuadrón,
suplicio de Múgica por las villas,
dignidad de Rodolfo Walsh.

Todo está cargado en la memoria,
arma de la vida y de la historia.

La memoria apunta hasta matar
a los pueblos que la callan
y no la dejan volar
libre como el viento.


León Gieco©
A Poesia não se Inventou para Cantar o Amor A poesia não se inventou para cantar o amor — que de resto não existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na memória, pela sedução do ritmo, as leis da tribo. A adoração ou captação da divindade e a estabilidade social, eram então os dois altos e únicos cuidados humanos: — e a poesia tendeu sempre, e tenderá constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que estão interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupação do nosso tempo fosse o amor — ainda admitiríamos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor é um sentimento extremamente raro entre as raças velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar só este casal clássico) já não se repetem nem são quase possíveis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, cépticas, portanto egoístas, e movidas pelo vapor e pela electricidade. Mesmo nos crimes de amor, em que parece reviver, com a sua força primitiva e dominante, a paixão das raças novas, se descobrem logo factores lamentavelmente alheios ao amor, sendo os dois principais aqueles que mais caracterizam o nosso tempo: o interesse e a vaidade. Nestas condições, o amor que voltou a ser, como na Grécia, um Cupido pequenino e brincalhão, que esvoaça, surripiando aqui e além um prazer fugitivo — é removido para entre os cuidados subalternos do homem, muito para baixo do dinheiro, muito para baixo da política... É uma ocupação, sem malícia o digo, que se deixa para quando acabar o dia verdadeiro e útil, e com ele os negócios, as ideias, os interesses que prendem. «Já não há hoje nada de produtivo a fazer? Já não há nada de sério em que pensar?... Bem! Então, um pouco de perfume nas mãos, e abra-se a porta ao amor que espera!» A isto está reduzida a Vénus fatal e vencedora!
Ora quando uma arte teima em exprimir unicamente um sentimento que se tornou secundário nas preocupações do homem — ela própria se torna secundária, pouco atendida e perde a pouco e pouco a simpatia das inteligências. Por isso hoje, tão tenazmente, os editores se recusam a editar, e os leitores se recusam a ler, versos em que só se cante de amor e de rosas. E o artista que não quer ser uma voz clamando no deserto e um papel apodrecendo no armazém, começa a evitar o amor como tema essencial da sua obra.

Eça de Queirós©


el circo ha llegado para quedarse.
la mujer barbuda te abre el corazón
mientras los trapecistas se juegan tus recuerdos.
hay un domador de los sueños que vendiste,
hay una vidente que te augura un mal pasado,
los niños roban monedas a sus padres
y preguntan por el faquir que durmió en tu sonrisa,
mientras toda la gente que un día te quiso
compra casas, planta tomates, hace que vive.
los días de lluvia el circo es fangoso
como tu inocencia,
los leones apuestan sus cuchillos desgastados
a que no serás capaz de regresar a casa,
hay un caballo que ignora que no existe el perdón.
y tú vestido de oportunidades perdidas
pasas por la taquilla de los que han sido olvidados
y tratas de fijar tu boca vidriosa
en respuestas que ya no te conciernen.
el circo repite función los martes,
tú crees en el amor verdadero,
y mientras tratas de anclar al pecho la Luna
el cielo se hace añicos en cada poema.


Rubén Romero Sánchez© 

Pie calzado de poesía
Tiene el pueblo caminando,
Camisa de jornalero,
Pecho abierto, brazo en alto.

Aguafuerte de la vida
Que se niega al holocausto;
Padre, madre, hermano, niño,
Corazón encabritado.

Ay de la pala y el pico,
Ay del madero y los clavos,
La herradura y el martillo,
Ay la cuchara y el plato.

En sus manos la herramienta
Quejumbrosa del trabajo,
Que donde pisan sus pies
Va el amor multiplicado.

En los bolsillos la espiga,
Tierra oscura en los zapatos,
Son un solo largo grito,
Son un solo grito largo.

En sus manos la herramienta
Quejumbrosa del trabajo
Que donde pisan sus pies
Va el amor multiplicado.

Ay de la pala y el pico...

En sus manos la herramienta...


Teresa Parodi©

A CHARLY



… más al gato Fidel y

otros queridos compadres.

Perro al bombo que atorra sobre alfombra

y engrupe resguardar mi apartamento.

Que vive sin yugar y morfa en forma,

sin ladridos, ni pulgas ni espamento.

La va de superao el can rasposo

junando el techo desde su catrera.

¿Le dio vuelta el marote alguna cocker

o se hace el bocho de la vida fiera?

Anda mejor que yo, qué duda cabe;

él apoliya sin hacer gambeta,

guadaña el morfi sin doblar la esquina

y si apuran deschavo última clave:

es un fiolo de raza bacaneta

que te afana de amor, como una mina.

gingko

MAESTRA DE QUINTO

Mina primera que abrojó mi anhelo,

¿tras cuántos grises quedaron encendidos

tus ojos, faroleando en mi desvelo

de mapas y deberes corregidos?

Te arrimo el randevú de mi parola,

un sencillo tanguito, cachusiento,

a vos, que me enchufaste en la zabiola

estos truchos palotes de mis versos.

Porque segunda madre y primer sueño,

dulce maestra de mi quinto grado,

siento aromas de tiza y pizarrón.

Y en este examen por sentirme dueño

de regresar a pibe, retardado,

hoy te bato mi caliente metejón.

gingko

LABERINTO CANCHERO

A Jorge Luis Borges.


"El que dice burgués pronuncia Borges",

tartamudeó el chicato, despacioso,

junando al cielo con cara de pirado

careteando al fingir hacerse el oso.

Los giles daban huevos por ficharlo:

poderlo franelear, enchabonados

a escracharse con él. El cholulaje

la juega de arrastrón en cualquier lado...

Pero el Yoryi fue un seso de primera,

un pensante entrenao de ponga y meta;

un marote a bastón yirando el mundo.

Que a veces se zarpó, como cualquiera,

y nos dio embole con su manganeta

de viejo sobrador, turro y profundo.

gingko

LA FLACA

(In memorian sin soneto ni sanata)

La jugaba de Freud y Tallaferro,

también de Marx y Catulín Castillo.

Tenía miga en el bocho la sofaifa

chamuyando balurdos que dan brillo.

De mufas, yo que sé, una ponchada...

Sabía el antes, el después y el que sé cuánto.

/Reciclaba fangotes de mi abuela

pa' batir mi porqué del desencanto/

Si andaba shome, con orsai del cuore

y embroyao de recuerdo el cablerío,

se acodaba a mi estaño, madrugada,

a escabiarnos una lágrima de olvido.

Lástima el punto que traía de arrastre,

un pinta casoriao, de verso y calma,

que le hizo un curro chambón del amorío

y le rompió hasta el himen de su alma.

Era pinga la flaca, era muy pierna;

casi fue dueña de mi lado izquierdo,

ternura inolvidable de amueblada...

De no haber sido por su chamuyeta

que cinchaba a Lenín con Pirandello,

no la habría tumbado la pesada.

gingko

PUNTO FINAL

Se afeitó como pudo, era la hora.

Armó el bagayo y se quedó esperando.

La parca le batió “venga la llave,

se acabó tu pensión. Vamos andando”.

Y olvidao entre nubes y angelitos

escurre que en La Nada no hay fandango:

reventó con tres millones en el bolso

y Dios no le da bola, ni coimeando.


Eduardo Pérsico©

A veinte minutos de cualquier parte

A veinte minutos de cualquier parte

los periódicos gratuitos enseñan sus titulares rojos

y las asistentas ecuatorianas sueñan con hombres musculados que las levantan
del suelo y se las llevan a los paraísos arbolados de las urbanizaciones de lujo

libros forrados con papel marrón se abren por la página en que el protagonista encuentra por fin fortuna en los labios de una mujer melena escarlata y
cintura de bailarina que habla cinco idiomas y no conoce ninguno

escolares dormidos imaginan lecciones de inglés y aritmética saltando de sus mochilas como ejércitos defensores de un universo invadido por nombres extraños

hay rezos que murmuran hombres de camiseta blanca y zapatos de oficio sucio que rebuscan esperanza en los callos de sus manos y ocultan los ojos vidriosos de ahuyenta-penas con gafas de humo

los cupones de lotería saltan en el bolsillo de sirenas perfumadas de lavanda
que leen los poemarios viejos pegados debajo de las palancas de los frenos de emergencia

y los obreros en paro cantan internacionales asustadas por mercados invisibles que les conducen a ninguna parte.

Mara Nefill©


Nota: dicen que en el metro de Madrid puedes llegar a cualquier parte en veinte minutos. Tal vez. Yo aún no lo he conseguido. Quizá es que las estaciones que elijo como destino no son las adecuadas. O debería subir en otra para llegar a ellas. Probablemente sea eso.