segunda-feira, 15 de agosto de 2016


Todos sabem que a concentração de renda é muito grande no Brasil e a concentração de patrimônios é ainda maior. Um raro levantamento em São Paulo constata que 1% dos donos de imóveis concentra 45% do valor imobiliário. Há 820 mil imóveis nas mãos do 1% de proprietários mais ricos. Cada um tem, em média, 37 imóveis, ou R$ 33 milhões em patrimônio. A desigualdade é histórica, estrutural, politicamente ampliada e reproduzida a cada geração. A própria declaração de bens dos candidatos nas eleições representa uma ficção
de inimputáveis do abuso do poder econômico.

Ricardo Costa de Oliveira
Все, чем я жил за столько лет отсюда,
За столько верст от памяти твоей,
Ты вызовешь, не совершая чуда,
Не прерывая сговора теней.
Я первый гость в день твоего рожденья,
И мне дано с тобою жить вдвоем,
Входить в твои ночные сновиденья
И отражаться в зеркале твоем.
Арсений Тарковский.


A trégua de Natal



Véspera de Natal de 1914. A Europa estava em plena Primeira Guerra Mundial, mas soldados alemães e britânicos organizaram um cessar-fogo não oficial ao longo de toda a frente ocidental. O início da "Trégua de Natal" foi na região de Ypres, na Bélgica, onde as tropas adversárias decoraram as trincheiras, trocaram presentes e jogaram uma partida de futebol.

Fatos políticos marcam a história das Olimpíadas

Zeitgeist: Fatos políticos marcam a história das Olimpíadas

Desde a instrumentalização dos Jogos pelos nazistas, em 1936, o ideal de uma competição esportiva sem interferências políticas se mostra uma utopia. Confira um histórico sobre a presença política nos Jogos Olímpicos.


"O importante não é vencer, mas participar", diz o slogan criado pelo Barão de Coubertin, o idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna. A ideia logo se revelou tão utópica quanto a de que as competições possam transcorrer estritamente separadas da política.Os primeiros Jogos marcadamente políticos trancorreram em 1936, em Berlim. O partido nazista, no poder, percebeu o potencial propagandístico do evento e o usou para apresentar uma imagem positiva do regime ao mundo. Hitler queria mostrar que, sob sua liderança, a Alemanha era uma nação em paz e em ascensão econômica, na qual a comunidade internacional podia confiar. A repressão política à oposição e à imprensa, bem como a perseguição aos judeus, foram atenuadas ou disfarçadas. Elas teriam sido mais do que suficientes para um boicote dos demais países ou mesmo para privar a Alemanha do direito de sediar os Jogos.

Já os Jogos de Helsinque, em 1952, viram a estreia de uma potência olímpica: a União Soviética (URSS). Era a Guerra Fria ocupando o palco esportivo. E como nas guerras frequentemente todos os meios são válidos para se chegar à vitória, logo as competições viraram um espaço para o jogo sujo do doping, que ganhou uma nova dimensão a partir dos anos 1960. Os controles médicos para verificar se atletas competiam dopados só foram introduzidos em 1968, nos Jogos do México.

Esse foi também o ano em que um país-satélite da URSS, a Alemanha Oriental, passou a competir com delegação própria (em 1956, 1960 e 1964 houve uma única delegação alemã, reunindo atletas dos dois lados). Também os alemães-orientais haviam percebido o potencial dos "diplomatas esportivos" para sua aceitação como nação e consequente fim do isolamento internacional. O resultado foi a criação de um sistema estatal de doping que explica o sucesso excepcional dos atletas alemães-orientais.

Em 1972, em Munique, o uso político dos Jogos ganhou uma nova dimensão quando um grupo terrorista palestino tomou como reféns 11 membros da delegação de Israel. O objetivo declarado era chamar a atenção para a situação nos territórios palestinos ocupados, e o resultado foi uma tragédia. A operação de resgate da polícia alemã foi um fiasco que terminou com a morte de todos os reféns, cinco dos oito terroristas e um policial.

Em 1976, 16 países africanos boicotaram os Jogos de Montreal para protestar contra a participação da Nova Zelândia, que havia furado o boicote internacional à África do Sul ao permitir que sua seleção de rugby jogasse contra o selecionado sul-africano.

Em 1980, foi a vez de os Estados Unidos boicotarem os Jogos de Moscou em reação à intervenção da URSS no Afeganistão. Nações muçulmanas também aderiram ao boicote. Ao todo, o gesto dos EUA foi acompanhado por 41 países. O troco veio em 1984, nos Jogos de Los Angeles, quando a União Soviética e boa parte do bloco comunista ficaram de fora da competição em solo americano.

Os Jogos de 1980 foram os últimos a sofrerem com boicotes de grandes dimensões. Mas nem por isso os Jogos Olímpicos se livraram das manifestações políticas, como mostram as manifestações contra a presença chinesa no Tibete durante a jornada da tocha olímpica que antecedeu os Jogos de Pequim em 2008; e também os protestos contra o governo do presidente interino Michel Temer, no Rio de Janeiro, em 2016.
A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

Data 15.08.2016

Autoria Alexandre Schossler
Assuntos relacionados Jogos Olímpicos
Palavras-chave coluna Zeitgeist, Jogos Olímpicos

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sábado, 13 de agosto de 2016

A um Poeta Menor de la Antologia


(um poema vital de Borges)

¿Dónde está la memoria de los dias
que fueron tuyos en la tierra, y tejieron
dicha y dolor y fueron para ti el universo?
El río numerable de los años
los ha perdido; eres una palabra en un índice.
Dieron a otros gloria interminable los dioses,
inscripciones y exergos y monumentos y puntuales historiadores;
de ti sólo sabemos, oscuro amigo,
que oíste al ruiseñor, una tarde.
Entre los asfodelos de la sombra, tu vana sombra
pensará que los dioses han sido avaros.
Pero los días son una red de triviales miserias,
¿y habrá suerte mejor que ser la ceniza,
de que está hecho el olvido?
Sobre otros arrojaron los dioses
la inexorable luz de la gloria, que mira las entrañas y enumera las grietas,
de la gloria, que acaba por ajar la rosa que venera;
contigo fueron más piadosos, hermano.
En el éxtasis de un atardecer que no será una noche,

oyes la voz del ruiseñor de Teócrito.

As aristocracias dissolvem-se, diz um eloqüente irmão d'armas. É a verdade. A ação democrática parece reagir sobre as castas que se levantam no primeiro plano social. Os próprios brasões já se humanizam mais, e alguns jogam na praça sem notarem que começam a confundir-se com as casacas do agiota.
Causa riso.
Tremem, pois, tremem com este invento que parece abranger os séculos — e rasgar desde já um horizonte largo às aspirações cívicas, às inteligências populares."


Machado de Assis
Cuando le dije que la pasión,
por definición, no puede durar
¿cómo iba yo a saber
que ella se iba a echar a llorar?
“No seas absurdo -me regañó-
esa explicación nadie te la pidió
así que guárdatela,
me pone enferma tanta sinceridad”.
Y así fue como aprendí
que en historias de dos
conviene a veces mentir,
que ciertos engaños son
narcóticos contra el mal de amor.
Yo le quería decir que el azar
se parece al deseo
que un beso es solo un asalto
y la cama un ring de boxeo,
que las caricias que mojan la piel
y la sangre amotinan
se marchitan cuando las toca
la sucia rutina.
Yo le quería decir la verdad
por amarga que fuera,
contarle que el universo era más
ancho que sus caderas.
Le dibujaba un mundo real
no uno color de rosa,
pero ella prefería escuchar
mentiras piadosas.
Y, cuando por la quinta cerveza, le hablé
de esa chica que me hizo perder
la cabeza, estalló:
“¿vas a callarte de una vez, por favor?”


Joaquín Sabina

Un día de estos




Gabriel García Márquez

El lunes amaneció tibio y sin lluvia. Don Aurelio Escovar, dentista sin título y buen madrugador, abrió su gabinete a las seis. Sacó de la vidriera una dentadura postiza montada aún en el molde de yeso y puso sobre la mesa un puñado de instrumentos que ordenó de mayor a menor, como en una exposición. Llevaba una camisa a rayas, sin cuello, cerrada arriba con un botón dorado, y los pantalones sostenidos con cargadores elásticos. Era rígido, enjuto, con una mirada que raras veces correspondía a la situación, como la mirada de los sordos.

Cuando tuvo las cosas dispuestas sobre la mesa rodó la fresa hacia el sillón de resortes y se sentó a pulir la dentadura postiza. Parecía no pensar en lo que hacía, pero trabajaba con obstinación, pedaleando en la fresa incluso cuando no se servía de ella.

Después de las ocho hizo una pausa para mirar el cielo por la ventana y vio dos gallinazos pensativos que se secaban al sol en el caballete de la casa vecina. Siguió trabajando con la idea de que antes del almuerzo volvería a llover. La voz destemplada de su hijo de once años lo sacó de su abstracción.

-Papá.

-Qué.

-Dice el alcalde que si le sacas una muela.

-Dile que no estoy aquí.

Estaba puliendo un diente de oro. Lo retiró a la distancia del brazo y lo examinó con los ojos a medio cerrar. En la salita de espera volvió a gritar su hijo.

-Dice que sí estás porque te está oyendo.

El dentista siguió examinando el diente. Sólo cuando lo puso en la mesa con los trabajos terminados, dijo:

-Mejor.

Volvió a operar la fresa. De una cajita de cartón donde guardaba las cosas por hacer, sacó un puente de varias piezas y empezó a pulir el oro.

-Papá.

-Qué.

Aún no había cambiado de expresión.

-Dice que si no le sacas la muela te pega un tiro.

Sin apresurarse, con un movimiento extremadamente tranquilo, dejó de pedalear en la fresa, la retiró del sillón y abrió por completo la gaveta inferior de la mesa. Allí estaba el revólver.

-Bueno -dijo-. Dile que venga a pegármelo.

Hizo girar el sillón hasta quedar de frente a la puerta, la mano apoyada en el borde de la gaveta. El alcalde apareció en el umbral. Se había afeitado la mejilla izquierda, pero en la otra, hinchada y dolorida, tenía una barba de cinco días. El dentista vio en sus ojos marchitos muchas noches de desesperación. Cerró la gaveta con la punta de los dedos y dijo suavemente:

-Siéntese.

-Buenos días -dijo el alcalde.

-Buenos -dijo el dentista.

Mientras hervían los instrumentos, el alcalde apoyó el cráneo en el cabezal de la silla y se sintió mejor. Respiraba un olor glacial. Era un gabinete pobre: una vieja silla de madera, la fresa de pedal, y una vidriera con pomos de loza. Frente a la silla, una ventana con un cancel de tela hasta la altura de un hombre. Cuando sintió que el dentista se acercaba, el alcalde afirmó los talones y abrió la boca.

Don Aurelio Escovar le movió la cara hacia la luz. Después de observar la muela dañada, ajustó la mandíbula con una cautelosa presión de los dedos.

-Tiene que ser sin anestesia -dijo.

-¿Por qué?

-Porque tiene un absceso.

El alcalde lo miró en los ojos.

-Está bien -dijo, y trató de sonreír. El dentista no le correspondió. Llevó a la mesa de trabajo la cacerola con los instrumentos hervidos y los sacó del agua con unas pinzas frías, todavía sin apresurarse. Después rodó la escupidera con la punta del zapato y fue a lavarse las manos en el aguamanil. Hizo todo sin mirar al alcalde. Pero el alcalde no lo perdió de vista.

Era una cordal inferior. El dentista abrió las piernas y apretó la muela con el gatillo caliente. El alcalde se aferró a las barras de la silla, descargó toda su fuerza en los pies y sintió un vacío helado en los riñones, pero no soltó un suspiro. El dentista sólo movió la muñeca. Sin rencor, más bien con una amarga ternura, dijo:

-Aquí nos paga veinte muertos, teniente.

El alcalde sintió un crujido de huesos en la mandíbula y sus ojos se llenaron de lágrimas. Pero no suspiró hasta que no sintió salir la muela. Entonces la vio a través de las lágrimas. Le pareció tan extraña a su dolor, que no pudo entender la tortura de sus cinco noches anteriores. Inclinado sobre la escupidera, sudoroso, jadeante, se desabotonó la guerrera y buscó a tientas el pañuelo en el bolsillo del pantalón. El dentista le dio un trapo limpio.

-Séquese las lágrimas -dijo.

El alcalde lo hizo. Estaba temblando. Mientras el dentista se lavaba las manos, vio el cielorraso desfondado y una telaraña polvorienta con huevos de araña e insectos muertos. El dentista regresó secándose las manos. “Acuéstese -dijo- y haga buches de agua de sal.” El alcalde se puso de pie, se despidió con un displicente saludo militar, y se dirigió a la puerta estirando las piernas, sin abotonarse la guerrera.

-Me pasa la cuenta -dijo.

-¿A usted o al municipio?

El alcalde no lo miró. Cerró la puerta, y dijo, a través de la red metálica.

-Es la misma vaina.

FIN



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Crepúsculo


[Poema - Texto completo.]

Gaspar Núñez de Arce
El Sol tocaba en su ocaso,
y la luz tibia y dudosa
del crepúsculo envolvía
la naturaleza toda.
Los dos estábamos solos,
mudos de amor y zozobra,
con las manos enlazadas,
trémulas y abrasadoras,
contemplando cómo el valle,
el mar y apacible costa,
lentamente iban perdiendo
color, transparencia y forma.
A medida que la noche
adelantaba medrosa,
nuestra tristeza se hacía
más invencible y más honda.
Hasta que al fin, no sé cómo,
yo trastornado, tú loca,
estalló en ardiente beso
nuestra pasión silenciosa.
¡Ay! al volver suspirando
de aquel éxtasis de gloria,
¿qué vimos? Sombra en el cielo,
y en nuestra conciencia sombra.



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La que era sorda



Gibrán Jalil Gibrán

Había una vez un hombre rico desposado con una joven sorda por completo.

Una mañana, mientras desayunaban, ella le dijo:

-Ayer visité el mercado y exhibían vestidos de seda de Damasco, velos de la India, collares de Persia y brazaletes de Yemén. Parece que las caravanas acaban de traer todo eso a nuestra ciudad. Y ahora mírame, yo en harapos, siendo la esposa de un hombre rico. Debo comprar alguno de esos hermosos objetos.

-Querida -contestó el esposo, aún ocupado con su café matinal- no existe razón alguna por la cual tú no vayas al mercado y compres todo lo que tu corazón desee.

-¡No! -protestó la esposa sorda-. Siempre dices no, no. ¿Es necesario que aparezca en harapos ante nuestros amigos, avergonzando así a tu fama y a mi gente?

-No he dicho que no -dijo el esposo-; puedes ir libremente a la plaza del mercado y comprar la vestimenta más hermosa y las joyas que hayan llegado a nuestra ciudad.

Pero otra vez la esposa equivocó la lectura de sus palabras y replicó:

-De todos los hombres ricos tú eres el más miserable. Me niegas toda belleza y hermosura mientras las otras mujeres de mi edad caminan por los jardines de la ciudad ataviadas con ricos vestidos. -Y comenzó a llorar. Y mientras sus lágrimas caían sobre su pecho gritó otra vez: -Tú siempre me dices no, no, cuando deseo un vestido o una joya.

Entonces el esposo, conmovido, se levantó, y sacando de su bolsa un puñado de oro, se lo entregó y con dulzura le dijo:

-Ve al mercado, querida mía, y compra todo lo que desees.

Desde ese día la joven y sorda esposa cada vez que deseaba algo aparecía ante su esposo con una perlada lágrima en los ojos, y él en silencio tomaba un puñado de oro y lo ponía sobre sus faldas.

Pero ocurrió que la joven se enamoró de un joven cuyo hábito era realizar largos viajes. Y cuando él partía ella se sentaba a llorar.

Cuando el esposo la hallaba llorando decía en su corazón: “Debe haber llegado una nueva caravana con prendas de seda y joyas raras”.

Y sacaba otro puñado de oro y se lo entregaba.

FIN



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domingo, 31 de julho de 2016


O único plano pérfido dos atuais golpistas e picaretas no Congresso de Cunha-Temer é a tentativa de destruição e saque dos legados de Getúlio Vargas (CLT, legislação trabalhista), JK (desenvolvimentismo), João Goulart (agenda social e sindicalização rural), Geisel (infraestrutura petrolífera nacional ), Ulisses Guimarães (Constituição Cidadã) e Lula-Dilma (Estado de Bem-Estar Social). Desde já todas as medidas políticas e jurídicas neste governo ilegítimo de golpistas, com justiça de exceção, devem ser vistas com suspeição, ilegalidade e estas medidas dos golpistas devem ser revertidas no retorno ao regime legal da democracia, cuja legitimidade e respeitabilidade são fundamentadas nos resultados das eleições pelo voto popular.


RCO

Etudes


Cobardía



Amado Nervo

Pasó con su madre. ¡Qué rara belleza!
¡Qué rubios cabellos de trigo garzul!
¡Qué ritmo en el paso! ¡Qué innata realeza
de porte! ¡Qué formas bajo el fino tul…!

Pasó con su madre. Volvió la cabeza:
¡me clavó muy hondo su mirar azul!

Quedé como en éxtasis…
Con febril premura,
«¡Síguela!», gritaron cuerpo y alma al par.

…Pero tuve miedo de amar con locura,
de abrir mis heridas, que suelen sangrar,
¡y no obstante toda mi sed de ternura,
cerrando los ojos, la dejé pasar!

MÁS POEMAS DE AMADO NERVO

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sábado, 30 de julho de 2016




Vivemos fenômenos globais de superficialidade xenófoba demencial. O tal Trump elabora todo um discurso contra imigrantes e o sujeito é neto de um imigrante alemão, filho de uma escocesa e casado com uma imigrante eslovena. Da mesma maneira no Sul do Brasil alguns bisnetos de imigrantes elaboram um discurso minoritário, separatista e racista. Só não é imigrante quem tem genealogia na sociedade desde a sua formação colonial, os seus antepassados já estavam no país na época da independência, a sua língua étnica é a língua nacional e oficial do país. Fundadores e povoadores nunca precisaram de passaportes porque eles criaram o país a partir deles mesmos em primeiro lugar, ainda que com pesadas violências contra nativos e cativos. Não há mais lugar para racismos, preconceitos e xenofobia na contemporaneidade.

Ricardo Costa de Oliveira

Reflexo


Olha: vem sobre os olhos
Tua imagem contemplar,
Como as madonas do céu
Vão refletir-se no mar
Pelas noites de verão
Ao transparente luar!
Olha e crê que a mesma imagem
Com mais ardente expressão
Como as madonas no mar
Pelas noites de verão,
Vão refletir-se bem fundo,
Bem fundo — no coração!
.
- Machado de Assis, em “Marmota, 23 mar. 1858”. In: ASSIS, Machado. “Toda poesia de Machado de Assis”.[Organização Cláudio Murilo Leal]. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.


Russian Folk Festival 2014