O poema "O Cisne", não deixa de ser uma especie de
símbolo do Modernismo/Modernidade na literatura: que remete, não resta a menor
dúvida, às reflexões sobre Paris realizadas posteriormente por Walter Benjamin:
a questão do flâneur (Baudelaire era flâuner) e confirmando às idéias do
próprio Baudelaire naquilo que ele observa de maneira certeira e objetiva: “A
modernidade é o transitório, o fugaz, o contingente, a metade da arte, cuja
metade restante é eterna e imutável”.... Josealoisebahiabhzmg: Mai2012...
domingo, 21 de outubro de 2012
"Acredito que estou no inferno, portanto estou
nele."
"A ação não é vida, mas sim uma maneira de gastar as
forças."
"A vida é uma farsa que toda a gente se vê obrigada a
representar."
"A nossa pálida razão esconde-nos o infinito."
"A moral é a debilidade do cérebro."
A mão na pena vale a mão na enxada.
De manhã, eu tinha o olhar tão perdido e a postura tão
morta, que aqueles que encontrei talvez não me vissem.
"Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível.
Fixava vertigens."
"É preciso reinventar o amor, toda a gente sabe."
“Eu é um outro.”
"Ninguém é sério aos 17 anos."
"O poeta faz-se vidente através de um longo, imenso e
sensato desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de
sentimento, de loucura; ele procura nele mesmo, ele esgota nele todos os
venenos, para só guardar as quintessências."
Por delicadeza, perdi a minha vida.
Os beijos são como pepitas de ouro e de prata encontradas na
terra sem ter qualquer valor em si e que são preciosas por indicar que há uma
mina por perto.
"Que vida! A autêntica vida está ausente. Não estamos
no mundo."
Uma noite, sentei a Beleza no meu colo. - E a achei amarga.
- E a xinguei.
20/10/1854 - Arthur Rimbaud, França, poeta e aventureiro
francês.
Apenas os sábios possuem ideias; a maior parte da humanidade
é possuída por elas."
"A consciência é o pulso da razão: as suas pulsações
são outras tantas advertências."
"A imaginação não passa de um modo da memória,
emancipado da ordem do tempo e do espaço."
"Nunca ninguém foi um grande poeta sem ter sido ao
mesmo tempo um grande filósofo."
"Os críticos frequentemente são pessoas que teriam sido
poetas, historiadores, biógrafos, etc., se tivessem podido; colocaram o seu
talento à prova aqui e ali e não conseguiram. Sendo assim, tornaram-se
críticos."
"O melhor médico é aquele que mais esperança
infunde."
"Prosa: palavras na sua melhor ordem; poesia: as
melhores palavras na melhor ordem."
"Quem se vangloria de ter conquistado uma multidão de
amigos nunca teve um."
"Senso comum num grau incomum é o que o mundo chama de
sabedoria."
"Vi demonstrarem uma grande intolerância em defesa da
tolerância."
21/10/1772 - Samuel Taylor Coleridge, poeta inglês.
sábado, 20 de outubro de 2012
O HOMEM QUE ROUBOU A MONA LISA
Affonso Romano de Sant’Anna
A Mona Lisa virou assunto de novo. Até na novela “Avenida
Brasil”tinha personagem com esse nome. E a imprensa divulgou ,há dias, que
descobriram outra Mona Lisa, dessa vez mais jovem, feita pelo próprio Da Vinci.
E nessa trilha de novidades sobre o antigo quadro, revelou-se que botaram um
especialista no Louvre só para velar por ela. Entrevistaram o tal rapaz que é o
curador da (velha) Mona Lisa no Louvre, o qual revelou estar apaixonado pela
mítica pintura de Leonardo. Não só apaixonado, está traumatizado: acaba de
descobrir que aquele quadro com a sua deusa, vai morrer um dia, pois a figura
apresenta uma fenda na testa, fenda que tentam tapar com material extraído de
peixe.
Aproveito essa onda de Mona Lisa para uma revelacão. Certa
vez no Museu do Prado ( ou Louvre?) descobri uma Mona Lisa na qual ninguém
prestava atenção. Estava numa sala secundária, não tinha admiradores, ninguém
para vê-la, só eu. Fiquei impressionado. Quase escrevi um tormentoso ensaio ou
crônica sobre essa solidão. E me perguntava: e se um dia se descobrissem que
aquela pobre criatura era do Leonardo?
De outra feita, por causa daquela cena que se repete sempre
no Louvre escrevi uma crônica intitulada “De que ri a Mona Lisa?”. Ironizava
aquela multidão que ficava ali fotografando o quadro sem se dar conta que do
lado esquerdo da Gioconda, havia dezesseis quadros de renascentistas de
primeiro time. Do lado direito, dez quadros de Rafael, Andrea del Sarto e
outros. E na frente, mais dez Ticianos, além de Veronses,Tintoretos e vários
quadros do proprio Da Vinci. Para mim a jovem de Leonardo estava rindo do
público, da carneirada de turistas ali pastando sua imagem.
Deu-se, então, que por causa de estudos que eu estava
fazendo sobre o pândego Marcel Duchamp, que andou pintando e bordando com aquele
icone, até usando palavrões para detratá-la, descobri um livro dedicado só à
estrela do Louvre: “Mona Lisa- a história da pintura mais famosa do mundo”de
Donaldo Sasson. Você sabia que em1887 já brincavam com aquele quadro,? Que um
tal de Sapeck, foi o primeiro a botar rolos de fumaça saindo de um cachinbo na
boca na moça? Você sabia que praticamente todos os pintores retomaram a figura
da jovem? Malevich, Leger, Magrite,Dali, Dubuffet, o colombiano Fernando
Botero, o japones Yasumasa Morimura fizeram quadros a partir daquela imagem, e
que um publicitário, em 1915, usou a figura da Mona Lisa como rótulo de
laxante?
A moça invadiu todos os gêneros. Romances, poemas e filmes.
Quem nunca ouviu Nat King Gole cantar Mona Lisa? E foi até sequestrada. Sim, por
um decorador italiano chamado Vincenso Peruggia (que havia trabalhado no
Louvre) e que na manhã de 21 de agosto de 1911 retirou o quadro da moldura
doada pela condessa Bear, botou a obra debaixo de um casaco e se mandou.
Houve quase um luto nacional quando os parisienses
descobriram a lacuna. O quadro ficou na clandestinidade até 1913 quando Perugia
tentou vendê-lo/devolvê-lo, alegando que havia feito aquele gesto por razõe
patrióticas, pois Leonardo era italiano. Dizem que Gabriele Danunzio, sempre exibido,
morreu de inveja da ideia e do feito desse Perugia. Dizem, no entanto, que este
tinha pensado em roubar “Marte e Venus”de Mantegna, porque a elogiavam muito
esse quadro, mas quando soube que Mona Lisa valia mais, trocou de ideia.
Mas o mais notável depois da fama provisória de Peruggia e
sua prisão, foi o retorno do quadro à França. Em todas as estações onde o trem
que vinha da Italia com o quadro tinha que parar, armava-se uma grande
procissão para ver a Gioconda como se ela fosse uma santa milagrosa. E Vincenzo
Peruggia teve uma pena de três anos que foi diminuida para doze meses. E ficou
célebre. Em 1947, ao morrer, afinal, ele tinha em sua biografia esse feito
incrível-“o homem que roubou a Mona Lisa”.
(Estado de Minas, 21.10.2012)
declaração de amor
Uma definição
amor é uma luz à
noite atravessando o nevoeiro
amor é uma luz à
noite atravessando o nevoeiro
amor é uma tampinha de cerveja
pisada no caminho
do banheiro
amor é a chave perdida da sua porta
quando você está bêbado
amor é o que acontece
uma vez a cada dez anos
amor é um gato esmagado
amor é o velho jornaleiro na
esquina que
desistiu
amor é o que você acha que a outra
pessoa destruiu
amor é o que desapareceu junto
com a era dos navios encouraçados
amor é o telefone tocando,
a mesma voz ou uma outra
voz mas nunca a voz
correta
(...)
pisada no caminho
do banheiro
amor é a chave perdida da sua porta
quando você está bêbado
amor é o que acontece
uma vez a cada dez anos
amor é um gato esmagado
amor é o velho jornaleiro na
esquina que
desistiu
amor é o que você acha que a outra
pessoa destruiu
amor é o que desapareceu junto
com a era dos navios encouraçados
amor é o telefone tocando,
a mesma voz ou uma outra
voz mas nunca a voz
correta
(...)
Bukowski por Koproski
Assinar:
Postagens (Atom)