segunda-feira, 14 de março de 2011
Ó homem! Presta atenção!
Que diz a meia-noite em seu bordão?
"Eu dormia, dormia...
Fui acordada de um sonho profundo:
profundo é o mundo!
E mais profundo do que pensa o dia.
Profundo é o seu sofrimento-
E o prazer- mais profundo que a ansiedade.
A dor diz : "Passa , momento ! "
Mas quer todo o prazer eternidade-
Quer profunda, profunda eternidade ! "
Nietzshe. "Assim falou Zaratustra "
Que diz a meia-noite em seu bordão?
"Eu dormia, dormia...
Fui acordada de um sonho profundo:
profundo é o mundo!
E mais profundo do que pensa o dia.
Profundo é o seu sofrimento-
E o prazer- mais profundo que a ansiedade.
A dor diz : "Passa , momento ! "
Mas quer todo o prazer eternidade-
Quer profunda, profunda eternidade ! "
Nietzshe. "Assim falou Zaratustra "
Certa vez, disse a um espantalho
"deves estar cansado de permanecer
aí nesse campo solitário !"
E ele respondeu: "O prazer de espantar
é profundo e duradouro, e jamais dele
me canso. "
Após um minuto de reflexão, disse:
"Isso é verdade, pois eu mesmo já
conheci esse prazer. "
Ele respondeu:"Só podem conhecê-lo
aqueles que estão cheios de palha. "
Depois, deixei-o, sem saber se me
elogiara ou dirigira ofensa
Passou-se um ano,durante o qual o
espantalho se tornou um filósofo.
E, quando passei novamente perto
dele, vi dois corvos fazendo ninho
debaixo de seu chapéu . "
Gibran Khalil Gibran
"deves estar cansado de permanecer
aí nesse campo solitário !"
E ele respondeu: "O prazer de espantar
é profundo e duradouro, e jamais dele
me canso. "
Após um minuto de reflexão, disse:
"Isso é verdade, pois eu mesmo já
conheci esse prazer. "
Ele respondeu:"Só podem conhecê-lo
aqueles que estão cheios de palha. "
Depois, deixei-o, sem saber se me
elogiara ou dirigira ofensa
Passou-se um ano,durante o qual o
espantalho se tornou um filósofo.
E, quando passei novamente perto
dele, vi dois corvos fazendo ninho
debaixo de seu chapéu . "
Gibran Khalil Gibran
Quando o amor vos chamar, segui-o
Embora seus caminhos sejam agrestes e
escarpados;
E, quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa
ferir-vos;
E,quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
como o vento devasta o jardim.
Gibran Khalil Gibran
Embora seus caminhos sejam agrestes e
escarpados;
E, quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa
ferir-vos;
E,quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
como o vento devasta o jardim.
Gibran Khalil Gibran
domingo, 13 de março de 2011
O Ébrio
Tornei-me um ébrio
e na bebida busco esquecer
aquela ingrata
que eu amava
e que me abandonou
Apedrejado pelas ruas,
vivo a sofrer
Não tenho lar
e nem parentes,
tudo terminou
Só nas tabernas é que
encontro meu abrigo
Cada colega de infortúnio
é um grande amigo
Que embora tenham como eu
seus sofrimentos,
Me aconselham
e aliviam os meus tormentos.
Gilda de Abreu.
(Na voz de Ataulfo Alves)
e na bebida busco esquecer
aquela ingrata
que eu amava
e que me abandonou
Apedrejado pelas ruas,
vivo a sofrer
Não tenho lar
e nem parentes,
tudo terminou
Só nas tabernas é que
encontro meu abrigo
Cada colega de infortúnio
é um grande amigo
Que embora tenham como eu
seus sofrimentos,
Me aconselham
e aliviam os meus tormentos.
Gilda de Abreu.
(Na voz de Ataulfo Alves)
O Derrotado invencível
-Gigantes!
(Moinhos
de vento...)
-Malina
mandinga,
traça
d'espavento!
(Moinhos e moinhos
de vento...)
-Gigantes!
Seus braços
de aço
me quebram
a espinha,
me tornam
farinha?
Mas brilha
divino
santelmo
que rege
e ilumina
meu valimento.
Doído
caído
perdido
curtido
morrido
eu sigo
persigo
o luar
intento:
pela justiça no mundo
luto, iracundo.
Carlos Drummond de Andrade
(Moinhos
de vento...)
-Malina
mandinga,
traça
d'espavento!
(Moinhos e moinhos
de vento...)
-Gigantes!
Seus braços
de aço
me quebram
a espinha,
me tornam
farinha?
Mas brilha
divino
santelmo
que rege
e ilumina
meu valimento.
Doído
caído
perdido
curtido
morrido
eu sigo
persigo
o luar
intento:
pela justiça no mundo
luto, iracundo.
Carlos Drummond de Andrade
...Surreal...
O menino caiu dentro do riu, tibum,
ficou todo molhado de peixe...
A água dá rasinha de meu pé.
Manoel De Barros
ficou todo molhado de peixe...
A água dá rasinha de meu pé.
Manoel De Barros
Erotomania(psicologia): mania de crerem-se amados
Hal tasmaaina Sahil Ahzani ?(árabe)
Tu ouves o rincho de minhas mágoas?
Schaf.(alemão)
Ovelha(pessoa de escassa inteligência)
Anti li!(árabe)
você é minha !
Kull aam venti habibati (árabe)
A cada ano você é minha amada
"Ver não é pensar e pensar não é ver "
Marilena Chauí
"Na natureza inata dos homens encontra-se o pendor para a tirania e a opressão mútua."
Ibn Khaldun
Hal tasmaaina Sahil Ahzani ?(árabe)
Tu ouves o rincho de minhas mágoas?
Schaf.(alemão)
Ovelha(pessoa de escassa inteligência)
Anti li!(árabe)
você é minha !
Kull aam venti habibati (árabe)
A cada ano você é minha amada
"Ver não é pensar e pensar não é ver "
Marilena Chauí
"Na natureza inata dos homens encontra-se o pendor para a tirania e a opressão mútua."
Ibn Khaldun
O Beijo e o Vinho
Tu te lembras, estouvada
quando, sem modos, sem pejo
enchendo a boca de vinho.
passaste, de vagarinho,
á minha bocca, num beijo?
Achei a idéia engraçada
e original o manejo:
a tua bocca encarnada,
a me beijar, de mansinho,
sorrindo pelo meu beijo,
toda manchada de vinho...
Desde esse dia eu não vejo,
para minh'alma embriagada,
outra bocca em meu caminho.
A causa, entanto, estouvada,
dessa embriaguez de desejo,
mais doce o teu carinho,
não pudeter decifrada:
-Não sei se foi o teu beijo...
-Não sei se foi o teu vinho.
Luiz Edmundo.
Anuário do Jornal do Brasil.1925
quando, sem modos, sem pejo
enchendo a boca de vinho.
passaste, de vagarinho,
á minha bocca, num beijo?
Achei a idéia engraçada
e original o manejo:
a tua bocca encarnada,
a me beijar, de mansinho,
sorrindo pelo meu beijo,
toda manchada de vinho...
Desde esse dia eu não vejo,
para minh'alma embriagada,
outra bocca em meu caminho.
A causa, entanto, estouvada,
dessa embriaguez de desejo,
mais doce o teu carinho,
não pudeter decifrada:
-Não sei se foi o teu beijo...
-Não sei se foi o teu vinho.
Luiz Edmundo.
Anuário do Jornal do Brasil.1925
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