quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Nikolái Bujarin



 Político, economista y filósofo marxista revolucionario ruso. Fue apresado varias veces y participó activamente en la Revolución de Octubre (1917). Además, se opuso a la colectivización agrícola forzada.


Fue detenido y ejecutado por su oposición a la política de Stalin, acusado durante la Gran Purga de una supuesta conspiración para ejecutar un golpe de Estado armado contra el gobierno de Stalin.

Nuestro sol matutino de cada día

Bei Dao (Beijing, 1949)



Los frágiles brazos de la hierba sostienen el Sol
Gente de diferente color de piel se encamina hacia ti
Convergen en rayos de luz; tu voz de campana
Sacude la nieve acumulada en la cúspide hasta derramarla
Profundo es el temblor del miedo y el pesar de las arrugas
El espíritu no puede otra vez ocultarse tras una pantalla
El libro abre ventanas; da libertad a las parvadas para volar en círculos
El viejo árbol ha dejado de roncar, ya no echa nuevos brotes
Atar las ágiles pantorrillas del hijo
Pocas mujeres vuelven desde una ducha lejana
Bajar las estrellas y la interminable luz de la Luna
Cada persona tiene la libertad de su nombre
Cada quien su propia voz, su amor, su deseo
Ponerse de pie en la pesadilla del témpano
Al amanecer se derrite, permanece en la oscuridad
Cada persona lleva su propia sombra
Se vuelve pesado el recuerdo bajo sus pies
Al irse poco a poco desaparece
Todos los brazos se unen en el horizonte
Cada historia tiene un nuevo principio
Pues entonces comencemos


Versiones del chino de Alejandro Pescador

domingo, 27 de outubro de 2013

Exercícios de fé | Dominical



i.
Preciso que Deus me guie até o seu paiol
e que do alto dos ocasos
brilhe a pedra fundamental
onde me lavo
em fogo, estrela
bruta e ampla -
crer que meus pés caminham
até a próxima explosão.

ii.
Todo domingo. Uma confissão
de que todo domingo
é uma fraude
sem missais.

iii.
Preciso que o deus venha
áspero, desesperançado
nuns olhos de Clarice.

iv.
Que se redescubra o fogo.
Roberta Tostes Daniel



Вечерняя песня (Слушай Ленинград)

Stalingrad 2013 - Trailer #2 (HD)

Palabra De Borges

Вечерняя песня (Слушай Ленинград)



Музыка: В.Соловьев-Седой
Слова: А.Чуркин

Город над вольной Невой,
Город нашей славы трудовой
Слушай, Ленинград,
Я тебе спою
Задушевную песню мою

Здесь проходила, друзья,
Юность комсомольская моя.
За родимый край
С песни молодой
Шли ровесники рядом со мной

С этой поры огневой
Где-бы вы не встретились со мной,
Старые друзья,
В вас я узнаю
Беспокойную юность свою

Песня летит над Невой,
Засыпает город дорогой,
В парках и садах
Липы шелестят,
Доброй ночи, родной Ленинград.

Песни о городах




Lavoura arcaica

"O tempo, o tempo é versátil, o tempo faz diabruras, o tempo brincava comigo, o tempo se espreguiçava provocadoramente, era um tempo só de esperas, me guardando na casa velha por dias inteiros; era um tempo também de sobressaltos, me embaralhando ruídos, confundindo minhas antenas, me levando a ouvir claramente acenos imaginários, me despertando com a gravidade de um julgamento mais áspero, eu estou louco!"


- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.

Pastores da Noite

 “E, se não fôssemos nós, pontais ao crepúsculo, vagarosos caminhantes dos prados do luar, como iria a noite – suas estrelas acendidas, suas esgarçadas nuvens, seu manto de negrume – como iria ela, perdida e solitária, acertar os caminhos tortuosos dessa cidade de becos e ladeiras? Em cada ladeira um ebó, em cada esquina um mistério, em cada coração noturno grito de súplica, uma pena de amor, gosto de fome nas bocas de silêncio, e Exu solto na perigosa hora das encruzilhadas.”

- Jorge Amado

sábado, 26 de outubro de 2013

De que sedas se fizeram os teus dedos,
De que marfim as tuas coxas lisas,
De que alturas chegou ao teu andar
A graça de camurça com que pisas.

De que amoras maduras se espremeu
O gosto acidulado do teu seio,
De que Índias o bambu da tua cinta,
O oiro dos teus olhos, donde veio.

A que balanço de onda vais buscar
A linha serpentina dos quadris,
Onde nasce a frescura dessa fonte
Que sai da tua boca quando ris.

De que bosques marinhos se soltou
A folha de coral das tuas portas,
Que perfume te anuncia quando vens
Cercar-me de desejo a horas mortas.


(José Saramago)

O vinho



As redondezas do vinho. As asperezas do vinho.
As veleidades do vinho. As veludezas do vinho.
As calorias do vinho. Os labirintos do vinho.
As branquidades do vinho. As verdolências do vinho.
As rosaledas do vinho. As inverdades do vinho.
As bordalesas do vinho. As borgonhesas do vinho.
As fluidezas do vinho. As espessuras do vinho.
Os jaguardentes do vinho. As águas duras do vinho.
As florisbelas do vinho. As florisfeias do vinho.

Os operários do vinho. As excelências do vinho .
As sonolências do vinho. Os maremotos do vinho.

- Murilo Mendes, em "Convergência". São Paulo: Duas Cidades, 1970.

http://www.elfikurten.com.br/2013/08/murilo-mendes-colecionador-de-tempos-e.html

A HISTÓRIA MUDA, O INIMIGO MUDA - CINEMA:




A propaganda política e ideológica entendida como fenômeno da sociedade e da cultura de massas, consolidou-se nas décadas de 1920-1940, com o avanço tecnológico dos meios de comunicação. A primeira metade do século XX foi marcada pela ascensão e consolidação dos regimes que utilizaram os meios de comunicação de massas como instrumentos de propaganda política... e de controle da opinião pública. Ficando evidente antes, durante e depois da segunda guerra.

As ameaças feitas por Kim Jong-il, 30, á Coréia do Sul e aos Estados Unidos fazem da republica norte coreana o novo inimigo histórico nas telas de cinema americano.

Na sexta-feira dia 05 de abril estreou nos cinemas do Brasil o filme “Invasão à Casa Branca”. Nele mostra um terrorista norte-coreano tomando de assalto a Casa Branca, lá ele mantém o presidente americano (Aaron Eckhart) como refém.

NAZISTAS – 1938 até hoje:
Filmes: “Casablanca”(1942), “Os Doze Condenados” (1967), “Os Caçadores da Arca Perdida”(1981), “A lista de Schindler” (1993)
Mesmo com a derrota de Hitler, os nazistas nunca saíram das telas do cinema, apenas foi adaptado a novas ondas estéticas.

SOVIÉTICOS – 1940-70 e 1980 até hoje:
Filmes: “Moscou Contra 007” (1963), “Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), “Rocky IV” (1985), “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer” (2013)
Misteriosos e capazes de ameaçar o poderio militar e cientifico dos americanos. Após a dissolução da URSS, viraram terroristas.

TRAFICANTES – 1985 - 1990:
Filmes: “Máquina Mortífera”(1987), “Tango & Cash” (1989), “Os Bons Companheiros” (1990)
O então Presidente Ronald Reagan declarou guerra as drogas, Hollywood foi atrás de vilões interessados em lucrar com psicoativos.

TRAÍDORES DA PÁTRIA – 1990 – 2000:
Filmes: “Duro de Matar 2” (1990), “A Rocha” (1996), “O Suspeito da Rua Arlington” (1999)
Terroristas como “Unabomber” e o ataque a Oklahoma City, em 1995, mostram que o inimigo não tem sotaque estrangeiro e não mora em outro território.

ÁRABES – 1992 – 2012:
Filmes: “True Lies” (1994), “Nova York Sitiada” (1998), “Syriana” (2005), “A Hora mais Escura” (2012)
Antes de 2001, eram os inimigos bidimensionais. Após o 11 de setembro, evitou estereótipos que causassem fúria nos radicais islâmicos.

NORTE-COREANOS – 2010 – hoje:
Filmes: “Salt” (2010), “Amanhecer Violento” (2012), “G.I. Joe – Retalição” (2013), “Invasão a Casa Branca” (2013)
Os dois últimos lideres fazem ameaças constantes a Coréia do Sul, Japão e aos EUA.

Kacá Patricio – Equipe História Agora

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Fonte: Questões & Debates, Curitiba, n. 38, p. 101-131, 2003. Editora UFPR, Jornal Folha de São Paulo.

MODO DE PRODUÇÃO ASIÁTICO



“O papel de Engels na elaboração do conceito de ‘modo de produção asiático’ foi bem menor do que o de Marx. No Anti-Dühring (1878), Engels reafirmou a necessidade de organização das obras de irrigação no Oriente como elemento que explica o surgimento dos Estados despóticos. Ele via no despotismo oriental a mais primitiva forma de Estado, por basear-se na mais elementar das formas de renda: a renda em trabalho. O livro mencionava também que as comunidades aldeãs da Índia haviam evoluído da propriedade comunal tribal ao parcelamento da terra e ao surgimento de diferenças de riqueza entre os indivíduos, devido à distribuição desigual do produto das trocas intercomunitárias. [...] Engels sugeria a existência de dois caminhos históricos para o surgimento do Estado: o que conduz ao despotismo oriental, no qual se mantêm a existência das comunidades tribais e pela evolução das forças produtivas, levando ao desenvolvimento do escravismo.”

CARDOSO, Ciro Flamarion S. in: Sociedades do Antigo Oriente próximo, p. 15, 16.


Robson Bertasso,

Administração História Agora.

CARDOSO, Ciro Flamarion S. Sociedades do antigo Oriente próximo. São Paulo: Ática, 1986. 93 p.

PARA O MAURÍCIO TRAGTENBERG



mineiro era meu avô
o mouro morreu de silicose
meu pai, andaluz carpinteiro
de pulmonar enfisema

aló irma, cambiei, pois ligo não
agora sei, juro ema, sobre o rancor
então vamos tragar afeto, doçuras
mamãe diz tergüel, ouçam o fonema

administrando bem a auto sugestão
podemos tomar lcd brasileiro
sem susto, talvez plasma
aí o buraco menor é que abala

dá vontade
mas e a impotência
diante dos lábios cínicos
e do can ivete?

em extrema dieta
os abduzidos sussurram
tem muito mau
há lito no espaço

LUIZ FERNANDO VENEGAS

(trecho do Aeronave Chega Birutas Tremulam - 2014)

Ironia sentimental


Coaxar dos sapos, quando a noite é calma,
sem jardins simbolistas, nem repuxos cantantes,
nem rosas místicas na sombra, nem dor em verso...
Coaxar dos sapos, longamente,
quando o céu palpita na moldura da janela,
num mistério doce, num mistério infinito,
e em cada estrela há um lábio, um lábio puro que treme,
e um segredo na luz que palpita, palpita...


- Augusto Meyer, em “Coração verde”, Porto Alegre: Globo, 1926.
Sinto a vida calefar pelos poros. Não posso conter o apelo de minha anatomia.
Sou o veículo frágil das hipóteses desconexas, das crenças céticas, dos hermetismos confessos.
Sou corpo que não cabe em recipientes.
Sou o títere das articulações engessadas.
Sou eu mesmo o meu próprio simulacro.


Autor: Ézio Deda

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A FONTE

Adoro essa música do Echo and the Bunnymen, e acabei traduzindo a letra. Dedico ela aos meus amigos, homens-coelhos...

A FONTE

Adormeci ao pé do Monte.
Dos rios que atravessamos,
Eu sonhei com a fonte
E a moeda que atiramos.

Agora só estou contando
Os sonhos perdidos na curva
Uma moeda na fonte
É só isso que custa?
Só isso mesmo que custa?

Eu vou como os oceanos vão
Engoli marés em alto-mar
Enterrei aquela emoção
Que não consegui libertar

Bebi cada uma das poções
De A até a mim
E isso foi devoção
Será que aquele era eu?
Eu mesmo, no fim?

Que jeito de desperdiçar seus desejos
Trocando “alguma coisa” por “de alguma forma”
O que eu não daria pra provar seus beijos,
Ah, sim
Aqui e agora, aqui e agora,
Aqui e agora, você está me ouvindo agora?

Será que haverá trovão?
O raio fará jus?
Vou me ajoelhar em admiração
Num túnel de luz?

Será que vou me abater?
E desistir da luta onde fosse
Quando for a minha vez
De ser chamado de noite
Chame de noite...

Chorei até a fonte secar
Escalei a montanha mais alta
Aleluia... Aleluia...
Até te encontrar

Letra: Ian McCulloch
Gravada por Echo and the Bunnymen no Cd “The Fountain”

Tradução/versão brasileira: Fernando Koproski
 “A poesia, como a litteratura em geral, está muito acyma dessas seitas ou dessas receitas. Quando eu adopto o soneto como molde e a orthographia etymologica como opção esthetica e politica, não o faço por me achar dono da verdade, e sim por me achar investido no direito de escolha, essencial ao livre arbitrio e ao intellecto humano e humanista.”