sábado, 27 de julho de 2013

Russian GYPSY Songs

Amazing Old Russian Jewish Music Video

Bei mir bist du schoen - Ella Fitzgerald

My Yiddishe Momme (sung in yiddish) Regine Zylberberg

"Jüdischer Tango: Ich hab' kein Heimatland"

Russian tango from Paris: Vertinsky: Tango Magnolia, c.1929

Pjotr Leschenko - "Tchernye glaza", tango !

Les Yeux Noirs/ Otchi Tchernye - Red Army Choir

Red Russian Army Choir -Smuglyanka Moldavanka

Red Army Choir: Kalinka.

КАТЮШA (Katyusha) - Red Army Choir

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Give the dogs meat...

Vladimir Vysotsky - 

Give the dogs meaty rations -
Maybe they'll fight then to munch them.
Give the hungover kvas and

Who knows? They might end up drunken.
To keep the crows from bloating
Put scarecrows in more places.
So lovers grow more doting
Give them space for embraces.

Throw grains upon the ground now -
Shoots might grow from those seeds then.
Okay, I'll stay within bounds now -
Only give me my freedom!

They gave the dogs a fillet -
They didn't pounce upon it.
They gave the drunks some spirit -
They said they didn't want it.

They scare the crows - whatever!
The crows don't bat an eyelid.
Couples are brought together -
They'd be better off divided.

They watered all the seeds and
No wheat grew - that's the ticket!
Yesterday they gave me freedom -
Now what shall I do with it?
________________________________
© Margaret & Stas Porokhnya. Translation, 2008

.

Capricious Horses

terça-feira, 23 de julho de 2013

Un poème



Bien placés bien choisis
quelques mots font une poésie
les mots il suffit qu’on les aime
pour écrire un poème
on ne sait pas toujours ce qu’on dit
lorsque naît la poésie
faut ensuite rechercher le thème
pour intituler le poème
mais d’autres fois on pleure on rit
en écrivant la poésie
ça a toujours kékchose d’extrème
un poème

Raymond Queneau

Source: Poetica.fr

Poème classé dans Authenticité, Créativité, Le poète, Raymond Queneau.

A une femme

Paul VERLAINE



A vous ces vers de par la grâce consolante
De vos grands yeux où rit et pleure un rêve doux,
De par votre âme pure et toute bonne, à vous
Ces vers du fond de ma détresse violente.

C'est qu'hélas ! le hideux cauchemar qui me hante
N'a pas de trêve et va furieux, fou, jaloux,
Se multipliant comme un cortège de loups
Et se pendant après mon sort qu'il ensanglante !

Oh ! je souffre, je souffre affreusement, si bien
Que le gémissement premier du premier homme
Chassé d'Eden n'est qu'une églogue au prix du mien !

Et les soucis que vous pouvez avoir sont comme
Des hirondelles sur un ciel d'après-midi,
- Chère, - par un beau jour de septembre attiédi.




Origens do totalitarismo

 [...]

"A sociedade competitiva de consumo criada pela burguesia gerou apatia, e até mesmo hostilidade, em relação à vida pública, não apenas pelas camadas sociais exploradas e excluídas da participação ativa no governo do país, mas acima de tudo entre a sua própria classe. O longo período de falsa modéstia, em que a burguesia se contentou em ser a classe social dominante sem aspirar ao domínio político, relegado à aristocracia, foi seguido pela era imperialista, durante a qual a burguesia tornou-se cada mais hostil às instituições nacionais existentes e passou a exigir o poder político e a organizar-se para exercê-lo. Tanto a antiga apatia como a nova exigência de direção monopolística e ditatorial resultavam de uma filosofia para a qual o sucesso ou o fracasso do indivíduo em acirrada competição era o supremo objetivo, de tal modo que o exercício dos deveres e responsabilidades do cidadão era tido como perda desnecessária do seu tempo e energia. Essas atitudes burguesas são muito úteis àquelas formas da ditadura nas quais um "homem forte" assume a incômoda responsabilidade de conduzir os negócios públicos; mas constituem um obstáculo para os movimentos totalitários, que não podem tolerar o individualismo burguês ou qualquer outro tipo de individualismo. Os elementos apáticos da sociedade burguesa, por mais que relutem em assumir as responsabilidades de cidadãos, mantêm intacta a sua personalidade, pelo menos porque ela lhes permite sobreviver na luta competitiva pela vida."


- Hanna Arendt.  | Origens do totalitarismo –

Desobediência Civil

[...]

Penso que, tendo sido alfabetizados, deveríamos ler o melhor da literatura e não ficar repetindo para sempre nosso bê-a-bá e nossos monossílabos, sentados a vida inteira na primeira fila da sala de aula. A maioria dos homens fica satisfeita se consegue ler ou ouvir outros lerem um único livro, a Bíblia, persuadidos talvez por sua sabedoria, e pelo resto de suas vidas põem-se a vegetar e a dissipar suas faculdades com aquilo que se chama de leitura fácil.


[THOREAU, Henry. Desobediência Civil. Tradução de Sérgio Karam. Porto Alegre: L&PM, 2011. p. 69]

O Barco e o Passageiro

O Barco e o Passageiro

Manhae Han Yong-un
1879 – 1944
Monge Budista e Poeta

Eu sou um barco.
Você, meu passageiro.

Você me trata com pés lamacentos.
Eu cruzo o rio, apertando-o em meus braços.

Quando você está em meus braços,
Eu não me importo
Se o rio é profundo, superficial ou rápido.

Se você não vem,
Espero, desde manhã até a noite,
Exposto a ventos, úmido de neve ou chuva.

Quando chegar outro banco,
Você se vai, sem olhar para trás.
Sei porém, que um dia você volta.
Então envelheço, esperando por você, dia e noite.

Eu sou um barco.
Você, meu passageiro.


O Barco e o Passageiro

Manhae Han Yong-un
1879 – 1944
Monge Budista e Poeta

Eu sou um barco.
Você, meu passageiro.

Você me trata com pés lamacentos.
Eu cruzo o rio, apertando-o em meus braços.

Quando você está em meus braços,
Eu não me importo
Se o rio é profundo, superficial ou rápido.

Se você não vem,
Espero, desde manhã até a noite,
Exposto a ventos, úmido de neve ou chuva.

Quando chegar outro banco,
Você se vai, sem olhar para trás.
Sei porém, que um dia você volta.
Então envelheço, esperando por você, dia e noite.

Eu sou um barco.
Você, meu passageiro.

Manhae Han Yong-um

Individualidade

Kim Kwang-söp (1905~1977)

Embora vindo de um vale pobre da montanha

Nascido como um seixo
Para jamais ser uma grande rocha

Ou

Fluindo como um córrego
Para jamais ser amplo como o mar

Você terá momentos de voares infinitos.


Ponteio

Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse o amor ou dinheiro...

Era um, era dois, era cem
Vieram prá me perguntar:
"Ô voce, de onde vai, de onde vem?
Diga logo o que tem pra contar"...

Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol, nem vento...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar...

Era um dia, era claro, quase meio
Era um canto falado sem ponteio
Violência, viola, violeiro
Era morte ao redor, mundo inteiro...

Era um dia, era claro, quase meio
Tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio
Só sabia das ondas do mar...

Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola, ponteio!
Meu canto não posso parar, não!...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar...

Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém
Prometendo um novo ponteio...

Certo dia que sei, por inteiro
Eu espero não vá demorar
Esse dia estou certo que vem
Digo logo o que vim pra buscar...

Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar prá cantar...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar...

(“Ponteio”, de Edu Lobo, canção vencedora do terceiro Festival da Record, em 1967).

Veja também:
http://semioticas1.blogspot.com.br/2013/04/o-novo-jards_8633.html