domingo, 21 de abril de 2013



'Adquirimos o hábito de viver antes de adquirir o pensar. Nessa corrida que todos os dias nos precipita um pouco mais para a morte, o corpo mantém esta vantagem inalterável.''
-Albert Camus.

saudação em polonês aos amigos



Przyjacielu...to coś co trudno zastąpić,
coś czego nie chce się utracić,
coś co się chroni, a często coś...
o co zabiega się ze wszystkich sił.

Życzę Ci, aby Twoje życie pełne było małych i wielkich skarbów.
STO LAT

Amigo... é algo que é difícil de substituir,algo que você não quer perder, algo que protege, e muitas vezes algo... o que se passa com todas as minhas forças.
Desejo-lhe que sua vida foi cheia de pequenos e grandes tesouros.

CEM ANOS


''Adquirimos o hábito de viver antes de adquirir o pensar. Nessa corrida que todos os dias nos precipita um pouco mais para a morte, o corpo mantém esta vantagem inalterável.''
-Albert Camus.


Walter Benjamin, traduzido pelo poeta Vasco Graça Moura.

"(...)
Mas à tua beleza não foi dado
qual morte a abrir teu juvenil estado
crescer e nomear-se em cada instante?"



"O humano só pode ser compreendido pelo humano – até onde pode ser compreendido; e compreensão importa em maior ou menor sacrifício da objetividade. Pois tratando-se de passado humano, há que deixar-se espaço para a dúvida e até para o mistério."

- Gilberto Freyre, em "Sobrados e Mucambos", 1936, prefácio.

sábado, 20 de abril de 2013



Não procureis qualquer nexo naquilo
que os poetas pronunciam acordados,
pois eles vivem no âmbito intranquilo
em que se agitam seres ignorados.

No meio dos desertos habitados
só eles é que entendem o sigilo
dos que no mundo vivem sem asilo
parecendo com eles renegados.

Eles possuem, porém, milhões de antenas
distribuídas por todos os seus poros
aonde aportam do mundo suas penas.

São os que gritam quando tudo cala,
são os que vibram de si estranhos coros
para a fala de Deus que é sua fala.

“Neles ...nos 78 sonetos do Livro de Sonetos se compraz o autor em conceitos,metáforas e expressões de surpreendente barroquismo, barroquismo que o poeta levará à mais desabusada, e às vezes abstrusa eclosão no seu livro mais recente,Invenção de Orfeu (1952), longo poema em dez cantos, de técnicas e faturas extremamente variadas e cujo sentido profundo ainda não foi devidamente esclarecido
pela crítica e talvez não o seja nunca, pois é evidente haver nele grande carga de subconsciente a par de certas vivênvias puramente verbais. Como quer que seja, é obra poderosa, onde deparamos fragmentos de alta beleza, que são em si pequenos poemas completos." 

(Manuel Bandeira em Apresentação da Poesia Brasileira,1958)