VERBO,
O poder espargido de palavras tornam-se fortes aliadas do verso.
Conjunto de letras juntinhas seguindo o mesmo caminho alcançando a beleza exposta do dizer.
Versos; Linhas escritas transformadas em estrofes distribuidas em quadras faceis e puras entoando notas imaginarias, como se cantasse para uma imensa plateia.
O poder do dizer, a força expressiva destas letras derramadas e posteriormente levadas á oralidade.
Grita o poeta inflamando o texto, dando vida as letras que o acompanham por tempos a fio.
O pingo no (Í) ou no Jota, importa... sei lá.
Ergam-se as vozes, e deixem a poesia invadir todo espaço vazio, e feito flexa certeira, acerte o coração de todos os amantes da palavra, do verbo e do verso.
Somos feito poesia, paridos pelas palavras e acima de tudo, abençoados pelo verbo.
“E no principio era o verbo e o Verbo se fêz carne e habitou entre nós”
"METAMORFOSEANDO"
Fragmentos de versos,particulas do pensar,pedaços de vida tão inteiros.
Desejo da busca,ânsia do encontrar,desvios de trajetos,enfileirantes duvidas.
Não exclamo,sem antes interrogar a mim mesmo, toda e qualquer iniciativa,pois os meus passos seguem em busca de soluções.
Os muros podem parecer altos ao extremo, mas a vontade de atravessa-los "TEM" que ser bem maior.
E, la do outro lado, a expectativa da busca, será superior a expectativa buscada.
Todo lodo, se devidamente tratado, mostrará uma boa qualidade de água.
A metamorfose quando exploode do casulo, ganha asas e cores em tons admiráveis.
O barro vira cântaros moldados pelas mãos ageis do oleiro.
O dia vira noite e transforma o firmamento em particulas de luzes azuis.
A noite, ao retirar-se, da lugar ao mejestoso sol, que com sua imponência, anuncia sua presença em gestos desobrigada de adjetivos.
A vida, como é belo entender as tuas constantes mudanças, e aceitar que podemos "metamorfosear-mos" a cada raiar dos pedaços desta vida tão inteiros.
"O SOL DA VIDA"
Hoje acordei com uma imensa vontade de escrever e de passar através das letras a expressão do meu sentimento.Nem todos os dias são iguais.As decepções de ontem, hoje me servem de aprendizado e cauteloso eu sigo.Imagino os valores que tem tudo na vida.Tudo na vida tem preço. SERÁ? então quanto vale o pensamento de um poeta quando este se predispõe a declarar através da escrita, aquilo que de bom existe em seu ser?Talvez não valha muito, ou talvez, sejam incalculaveis os valores da inspiração.Navego nos mares da vida, remando sempre a favor da maré, escorregando por entre as forças das ondas e a "sopragem" do vento que me impulsiona.Eu só quero enxergar o que está a minha frente, pois as aguas passadas já foram cortadas pelos remos do meu viver.Alegro-me ao saber que a vida adoça o meu pensamento, aguça os meus sentidos e me dá uma injeção de ânimo vinda não sei de onde.Quero amar a todos independente se mim eles gostarem. Ao menos( mesmo esquivando-se dos meus caminhos) me respeitem e saiam da frente pois sempre sigo calcando a parte do solo que Deus me deu para seguir.Se lá na frente recorreres a mim, estender-te-ei as minhas mãos para auxilia-lo ou no minimo para apaudi-lo.Tudo é um entorce de palavras, e o cerebro as vezes dá um nó tão arrochado, que a compreensão do incompreenssivel, torna-se um emaranhado de dizeres não tão compreendidos.E a vida... teimosamente, segue seu curso te mostrando a cada dia, que o sol brilha e "alumia" o caminhar de qualquer viajor.
"MINUSCULAS VIDAS"
Bombas, mísseis, Tratados, AIDS, gripe aviária, subornos, propinas, massacres, invasão, matança e Boommmmm.
A todo instante um estouro. Ecoam cogumelos alaranjados feito Hiroshima e Nagazaki (não... nunca mais).
Amigos de quem?
Em nome de quem?... cadê respostas plausíveis inteligentes e acreditáveis?
O que vemos? Civis rasgados ao meio nos acordos burocráticos. Carbonizam,mutilam, choram más despejam sangue que lava a terra financiada pelas cores semelhantes de suas “FLAGS”, ou , talvez, trêmulas bandeiras com os mesmos vermelhos azuis e brancos, ornadas por varias estrelas.
Tudo é cinzento em meio ao estrondo que abrem valas, estilhaçam vidas,engole minúsculos corpos, cujas minúsculas vozes, ainda nem tivera tempo de aprender dizer:Mamãe, Papai...
São apenas minúsculos civis que por um “ACIDENTE DA MIRA” foram alvejadas.
Depostos em terra, tragados nas fendas do poder que tentam encobri-los com seus pedidos (inaceitáveis) de desculpas.
Como justificar atos irracionais, gananciosos, doentio e desumano?
Existem milhares formas de morrer neste mundo a pior delas é a fome.
Discursam em altos brados:
“ESTAMOS APENAS, LUTANDO PARA PROMOVER A PAZ ENTRE OS POVOS. PORÉM, INEVITAVELMENTE AS BAIXAS ESTÃO DENTRO DE UM PADRÃO ACEITÁVEL DA ESTRATEGIA TRAÇADA.
ELAS REFORÇAM A NOSSA TESE, DE QUE ESTAMOS LUTANDO PELO FIM DOS CONFLITOS E QUE OS SACRIFICIOS SÃO INEVITÁVEIS”..
Senhores “Governantes”.
Podres manipuladores do povo, e abastecidos pela miséria de quem tanto vocês prometem. Querem verdadeiramente a paz mundial? Matem-se porém; não façam sofrer as nossas minúsculas vidas, pois o preço lhe será cobrado, por um superior a ti, que quando pisou em Jerusalém era uma criança também.
Carlos Silva - poeta e cantador
Itamira- Município de Aporá(BA)
75 3448-1140
quinta-feira, 7 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Fêmea – Lambido
Fêmea
Formas curvas
Carne quente
Sedutora
Misteriosa mulher
Aconchegante
encontra cara a cara
o menino homem
Indefeso
Embriagado
Subjugado
pelos múltiplos lábios
da volúpia
Regina Bello
Formas curvas
Carne quente
Sedutora
Misteriosa mulher
Aconchegante
encontra cara a cara
o menino homem
Indefeso
Embriagado
Subjugado
pelos múltiplos lábios
da volúpia
Regina Bello
Lambido
Eu quase havia esquecido como é bom
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta…
Pausada…
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser.
Ricardo Icassatti Hermano
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta…
Pausada…
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser.
Ricardo Icassatti Hermano
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Descubrí que mi obsesión de que cada cosa estuviera en su puesto, cada asunto en su tiempo, cada palabra en su estilo, no era el premio merecido de una mente en orden, sino al contrario, todo un sistema de simulación inventado por mí para ocultar el desorden de mi naturaleza. Descubrí que no soy disciplinado por virtud, sino como reacción contra mi negligencia; que parezco generoso por encubrir mi mezquindad, que me paso de prudente por mal pensado, que soy conciliador para no sucumbir a mis cóleras reprimidas, que sólo soy puntual para que no se sepa cuán poco me importa el tiempo ajeno. Descubrí, en fin, que el amor no es un estado del alma sino un signo del zodíaco. (Memoria de mis putas tristes)
Gabriel Garcia Marques
Fonte : Revista Macondo
Gabriel Garcia Marques
Fonte : Revista Macondo
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Tua mão em mim
Você me acorda no meio da noite
e eu que navegava tão distante
cravada a proa em espumas
desfraldados os sonhos
afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis
a boca ainda salgada mas já amarga
molhada a crina
encharcados os pêlos
na maresia que do meu corpo escorre.
Cravam-se ao fundo os dedos do desejo.
A correnteza arrasta.
Só quando o primeiro sopro escapar
entre os lábios da manhã
levantarei âncora.
Mas será tarde demais.
O sol nascente terá trancado o porto
e estarei prisioneira da vigília.
Marina Colasanti,
Gargantas abertas, Editora Rocco, 1998 – Rio de Janeiro, Brasil
e eu que navegava tão distante
cravada a proa em espumas
desfraldados os sonhos
afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis
a boca ainda salgada mas já amarga
molhada a crina
encharcados os pêlos
na maresia que do meu corpo escorre.
Cravam-se ao fundo os dedos do desejo.
A correnteza arrasta.
Só quando o primeiro sopro escapar
entre os lábios da manhã
levantarei âncora.
Mas será tarde demais.
O sol nascente terá trancado o porto
e estarei prisioneira da vigília.
Marina Colasanti,
Gargantas abertas, Editora Rocco, 1998 – Rio de Janeiro, Brasil
Carinho da igual
Eu quero mais é um carinho da igual.
Beber dessa doçura ímpar feminina-letal.
Trocar tocando seios que se bicam, magnéticos.
Saborear teus cheiros de menina, elétricos.
Eu quero mais é essa doçura sem igual.
Derreter nesses carinhos não homem-sexuais.
Beijar trocando línguas que se roçam, nirvanescas.
Acariciar tua púbis de menina – e sonhar, quixotesca.
Eu quero mais é esse prazer indizível que é teu prazer também.
Esse trocar de iguais tão diferentes de tudo – e tão bom.
Essa magia incandescente que só nasce de pólos-poros-peles iguais,
Que se tocam-retocam-retrocam criando amor.
Eu quero mais é beber dessa magia de nós duas,
Nuas e eternas,
Ternamente nuas,
Virando uma.
Criando mel-de-vida.
Fabricando amor.
Notívaga Noturna
Beber dessa doçura ímpar feminina-letal.
Trocar tocando seios que se bicam, magnéticos.
Saborear teus cheiros de menina, elétricos.
Eu quero mais é essa doçura sem igual.
Derreter nesses carinhos não homem-sexuais.
Beijar trocando línguas que se roçam, nirvanescas.
Acariciar tua púbis de menina – e sonhar, quixotesca.
Eu quero mais é esse prazer indizível que é teu prazer também.
Esse trocar de iguais tão diferentes de tudo – e tão bom.
Essa magia incandescente que só nasce de pólos-poros-peles iguais,
Que se tocam-retocam-retrocam criando amor.
Eu quero mais é beber dessa magia de nós duas,
Nuas e eternas,
Ternamente nuas,
Virando uma.
Criando mel-de-vida.
Fabricando amor.
Notívaga Noturna
domingo, 26 de junho de 2011
"Eis aí uma das primeiras funções do mito: a apodixe explicativa historiográfica, a qual não revela a História apenas como sucessão de eventos dispostos no tempo e no espaço, mas como essência ilimitada, capaz de explicar-se e implicar-se, indefinidamente, conforme novas necessidades de associação com casos concretos. [...] Quando o educando passa a compreender que a imagem da Hidra se refere, analogicamente, ao pântano de Lerna enquanto forma, a apropriação de uma herança heraclida real está perfeita na sua educação: dá-se aí a catástrofe trágica da imagem mítica e a liberação extática da verdade sobre a potência brutal que a força dória, Héracles, soube domar para bem da civilização grega."
A REDESCOBERTA DO FUTURO E DA DIVERSIDADE NO EMBRIÃO DE UMA PAIDEIA PÓS-MODERNA
Teses principais
1 - Apodixe metafórica explicativa e elogio da diversidade.
- http://ensaiosde-igorbuys.blogspot.com/
A REDESCOBERTA DO FUTURO E DA DIVERSIDADE NO EMBRIÃO DE UMA PAIDEIA PÓS-MODERNA
Teses principais
1 - Apodixe metafórica explicativa e elogio da diversidade.
- http://ensaiosde-igorbuys.blogspot.com/
O sexo é sagrado…
O sexo é sagrado,
como salgadas são as gotas de suor
que brotam dos meus poros
e encharcam nossas peles.
A noite é meu templo
onde me torno uma deusa enlouquecida
sentindo teus pelos sobre a minha pele.
Neste instante já não sou nada,
somente corpo,
boca,
pele,
pêlos,
línguas,
bocas.
E a vida brota da semente,
dos poucos segundos de êxtase.
Tuas mãos como um brinquedo
passeiam pelo meu corpo.
Não revelam segredos
desvendam apenas o pudor do mundo,
descobrem a febre dos animais.
Então nos tornamos um
ao mesmo tempo em que
a escuridão explode em festa.
A noite amanhece sem versos,
com a música do seu hálito ofegante.
O sol brota de dentro de mim.
Breves segundos.
Por alguns instantes dispo-me do sofrimento.
Eu fui feliz
Cláudia Marczak
como salgadas são as gotas de suor
que brotam dos meus poros
e encharcam nossas peles.
A noite é meu templo
onde me torno uma deusa enlouquecida
sentindo teus pelos sobre a minha pele.
Neste instante já não sou nada,
somente corpo,
boca,
pele,
pêlos,
línguas,
bocas.
E a vida brota da semente,
dos poucos segundos de êxtase.
Tuas mãos como um brinquedo
passeiam pelo meu corpo.
Não revelam segredos
desvendam apenas o pudor do mundo,
descobrem a febre dos animais.
Então nos tornamos um
ao mesmo tempo em que
a escuridão explode em festa.
A noite amanhece sem versos,
com a música do seu hálito ofegante.
O sol brota de dentro de mim.
Breves segundos.
Por alguns instantes dispo-me do sofrimento.
Eu fui feliz
Cláudia Marczak
terça-feira, 21 de junho de 2011
Vida
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo
caminho, a casca dourada e inútil das horas..
Dessa forma eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta
de tempo, a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana
Quando se vê, já é sexta feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo
caminho, a casca dourada e inútil das horas..
Dessa forma eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta
de tempo, a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana
Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo ...
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.
Autoria de Henfil
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo ...
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.
Autoria de Henfil
O estrangeiro
O pintor Paul Gauguin amou a luz da Baía de Guanabara
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara
Pareceu-lhe uma boca banguela
E eu, menos aa conhecera, mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?
O amor é cego
Ray Charles é cego
Stevie Wonder é cego
E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem
Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem?
Uma arara?
Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara
Em que se passara passa passará um raro pesadelo
Que aqui começo a contruir sempre buscando o belo e o Amaro
Eu não sonhei:
A praia de Botafogo era uma esteira rolante de areia branca e óleo diesel
Sob meus tênis
E o Pão de Açúcar menos óbvio possível
À minha frente
Um Pão de Açúcar com umas arestas insuspeitadas
À áspera luz laranja contra a quase não luz, quase não púrpura
Do branco das areias e das espumas
Que era tudo quanto havia então de aurora
Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas
E uma menina ainda adolescente e muito linda
Não olho pra trás mas sei de tudo
Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo
Mas eu não desejo ver o terno negro do velho
Nem os dentes quase-não-púrpura da menina
(Pense Seurat e pense impressionista
Essa coisa da luz nos brancos dente e onda
Mas não pense surrealista que é outra onda)
E ouço as vozes
Os dois me dizem
Num duplo som
Como que sampleados num Sinclavier:
"É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai, do Filho, do Espírito Santo, amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos"
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contar o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:
É um desmascaro
Singelo grito:
"O rei está nu"
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu
E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo
("Some may like a soft brazilian singer
But I've given up all attempts at perfection")
Caetano Veloso
© Editora Gapa
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara
Pareceu-lhe uma boca banguela
E eu, menos aa conhecera, mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?
O amor é cego
Ray Charles é cego
Stevie Wonder é cego
E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem
Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem?
Uma arara?
Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara
Em que se passara passa passará um raro pesadelo
Que aqui começo a contruir sempre buscando o belo e o Amaro
Eu não sonhei:
A praia de Botafogo era uma esteira rolante de areia branca e óleo diesel
Sob meus tênis
E o Pão de Açúcar menos óbvio possível
À minha frente
Um Pão de Açúcar com umas arestas insuspeitadas
À áspera luz laranja contra a quase não luz, quase não púrpura
Do branco das areias e das espumas
Que era tudo quanto havia então de aurora
Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas
E uma menina ainda adolescente e muito linda
Não olho pra trás mas sei de tudo
Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo
Mas eu não desejo ver o terno negro do velho
Nem os dentes quase-não-púrpura da menina
(Pense Seurat e pense impressionista
Essa coisa da luz nos brancos dente e onda
Mas não pense surrealista que é outra onda)
E ouço as vozes
Os dois me dizem
Num duplo som
Como que sampleados num Sinclavier:
"É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai, do Filho, do Espírito Santo, amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos"
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contar o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:
É um desmascaro
Singelo grito:
"O rei está nu"
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu
E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo
("Some may like a soft brazilian singer
But I've given up all attempts at perfection")
Caetano Veloso
© Editora Gapa
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Os esforços dos homens para trazer as mulheres sob seu controle foram acompanhadas por medos e superstições continuando sobre os poderes das mulheres. No folclore russo, a figura mais poderosa do sexo feminino foi Baba Yaga. Embora voltada tanto para o bem quanto para o mal, Baba Yaga era acima de tudo poderosa e devia ser temida. Outras figuras femininas no folclore foram as rusalkas. Em diferentes partes do país tomou formas diferentes, mas estavam sempre a ser temidas por seus poderes sobre os homens. Moscovitas acreditava piamente em poderes mágicos. A magia das mulheres foi mais frequentemente associada com "magia negra" ou para o mal; a magia dos homens com o bem. Sem dúvida, algumas mulheres optaram por prosseguir o ocultismo, a fim de capacitar-se em uma sociedade que belittled e controlado-los. Bruxas e a punição de bruxas são um tema freqüente nos escritos da Igreja no séculos XV a XVII. Como a igreja ocidental, a Igreja Ortodoxa teve uma atitude ambivalente para as mulheres. Juntamente com a adoração da Virgem Maria era a imagem de Eva a tentadora. Mulheres e o pecado foram associados e sexualidade era suspeita. Só as mulheres de idade, após a idade de atividade sexual foram consideradas como puras e tão somente as mulheres de idade tinham permissão para assar o pão para a comunhão. O amor não era geralmente um motivo para o casamento. Ganho econômico ou social era. E assim a maioria dos casamentos eram arranjados, sem a noiva e o noivo ter visto um ao outro. Uma exceção foi Ivan, o Terrível, e sua esposa Anastasia. Sexo no casamento era, naturalmente, permitida para a procriação, mas foi proibida na véspera de feriados religiosos, em dias de jejum e durante toda a Quaresma. Antes de fazer amor com sua esposa de um homem era esperado para remover as cruzes que usavam em seus pescoços. Sacerdotes russos foram proibidos de oferecer os Sacramentos se tivessem tido relações sexuais com suas esposas na noite anterior.
fonte : https://tspace.library.utoronto.ca/citd/RussianHeritage/9.WO/WO.5.html
fonte : https://tspace.library.utoronto.ca/citd/RussianHeritage/9.WO/WO.5.html
Uma faca só lâmina
(ou serventia das idéias fixas )
Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espeswso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
No músculo de um homem
Pesando-o mais de um lado;
Qual bala que tivesse
um vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo
igual ao de um relógio
submerso em algum corpo
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,
relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;
1955
João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina, Rio de Janeiro, Alfaguara, 2007
Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espeswso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
No músculo de um homem
Pesando-o mais de um lado;
Qual bala que tivesse
um vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo
igual ao de um relógio
submerso em algum corpo
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,
relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;
1955
João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina, Rio de Janeiro, Alfaguara, 2007
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Figadal
Agora sim estou preparado pra não gostar do que quer que seja em você.Tenho tanta certeza da droga que você vai me oferecer , que nem ficarei louco. Ficarei é calmo, entre morto de ódio e de tédio, se você quer saber .Aliás, se você quer mesmo saber, compre os seus próprios livros (na hipótese de que ensinem alguma coisa depois de escritos): leia os clássificados de aluguel. Encontrei esse lugar bem quentinho pro meu deserto , onde a desolação fermenta esterelidade. Diga ao povo que fico é aqui. Nem vou me coçar. Claro que você não perderá uma chance de me encher o saco. É o pouco do muito que eu sei. Vamos...pode mandar. Mostre-me o que você quiser. Nem ligo. Tenho um fígado inteiro pra nos servir em prato frio.
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