"O
segredo do sucesso dos sites de redes sociais não é o anonimato, mas a
auto-apresentação de uma pessoa real conectada com pessoas reais. As pessoas
constroem redes para estar com outras pessoas com quem elas querem estar,
incluindo aí as pessoas que elas já conhecem ou aquelas que elas gostariam de
conhecer. Castells (2012) trata, assim, da constituição de uma sociedade em
rede auto-construída baseada em conectividade perpétua. Não é uma sociedade
puramente virtual, pois existe uma estreita ligação entre as redes virtuais e
as demais redes da vida em geral. O mundo real passa a ser um mundo híbrido, e
não um mundo virtual ou segregado, que pode separar interações on-line e
off-line. É nesse mundo que os movimentos em rede surgem, mais especificamente
em processos de transição pelos quais muitos indivíduos passam do compartilhar
sua sociabilidade para compartilhar sua indignação, esperança e luta."
terça-feira, 19 de março de 2013
1984: Tratado para devolver Hong Kong
No dia 19
de dezembro de 1984, depois de longas negociações, os primeiros-ministros da
China, Zhao Ziyang, e do Reino Unido, Margaret Thatcher, chegaram a um acordo
sobre a devolução de Hong Kong.
• Autoria Shi Ming (rw)
Os
chineses nunca haviam demonstrado pressa. Apenas aguardaram, com paciência, o
tempo passar. Eles pareciam sempre saber, ao longo de 156 anos, que Hong Kong
era e continuaria sendo território chinês. Os chineses nunca esqueceram a
humilhação por que passaram quando, em consequência da primeira Guerra do Ópio,
em 1842, o imperador chinês foi obrigado a assinar o acordo que transferia Hong
Kong "para sempre" ao domínio da Rainha Vitória no além-mar.
Naquela
época, entretanto, o território não tinha a menor semelhança com o que é hoje.
O então ministro britânico do Exterior, Lord Palmerstone, chegou a conceituá-lo
como ilha infértil com poucas casas. Em 1860, a Inglaterra ditou à China a
renúncia da região de Kowloon. E, em 1898, Londres assegurou ainda os New
Territories, uma região agrícola em volta de Hong Kong, para garantir o
abastecimento da colônia.
O acordo
de "arrendamento" imposto pelo Reino Unido previa a devolução de Hong
Kong em 99 anos (ou seja, 1997). Londres, entretanto, jamais pagou um centavo à
China. Os próprios comunistas pareceram aceitar que seu antigo território se
tornasse um centro do consumo e do capitalismo. Desde que os britânicos
mantivessem a paz e a ordem, sem despertar na população local interesses
democráticos, o sistema capitalista de Hong Hong era aceito pela China como a
galinha dos ovos de ouro.
O Tratado
de Devolução
Não houve
reações revolucionárias nem quando a Revolução Cultural começou a repercutir na
colônia britânica, em 1967. O temido "telefonema de Pequim", como era
descrita – não só teoricamente – a possibilidade de Pequim intervir a qualquer
momento, terminou nunca acontecendo.
A
história tomou novos rumos em setembro de 1982, durante a visita da
primeira-ministra Margaret Thatcher a Pequim. A "Dama de Ferro"
encontrou em Deng Xiaoping um interlocutor à altura, em termos de determinação.
Ele rejeitou seus argumentos de direitos de soberania, responsabilidade moral,
tratados, liberdade...
Thatcher
voltou para casa irritada, até mesmo deprimida, segundo palavras próprias. Dois
anos mais tarde, retornou à China para assinar o Tratado de Devolução,
elaborado por peritos de ambos os lados. Em 19 de dezembro de 1984, então, era
selado o destino de Hong Kong, que retornaria à soberania chinesa em 1º de
julho de 1997.
A
Grã-Bretanha, "mãe" da democracia, havia fracassado: era obrigada a
entregar o filé do capitalismo ao sistema comunista. Os 6,3 milhões de
habitantes de Hong Kong não haviam sido questionados sobre suas preferências.
Uma pequena vitória de Londres e faísca de esperança é o grau de autonomia
concedido por Pequim à ex-colônia britânica. O sistema econômico e o nível de
vida serão mantidos por 50 anos a partir da data da devolução e a parte
administrativa foi deixada a cargo da própria Hong Kong.
Não só a
devolução de uma colônia era um fato inédito na história. Também o conceito de
um território de dois sistemas, com políticas econômica e social ao mesmo tempo
capitalistas e comunistas, num mesmo país.
1839: China proíbe importação de ópio
Entre
1811 e 1821, o volume anual de importação de ópio na China girava em torno de
4,5 mil pacotes de 15 quilos cada (67,5 toneladas). Esta quantidade
quadruplicou até 1835 e, quatro anos mais tarde, chegou a ponto de o país
importar 450 toneladas, ou seja, um grama para cada um dos 450 milhões de
habitantes da China na época.
A
Companhia Britânica das Índias Orientais mantinha intenso comércio com os
chineses, comprando chá e vendendo o ópio trazido da Índia. A droga chegou a
representar a metade das exportações britânicas para a China. O primeiro
decreto proibindo o consumo de ópio datou de 1800, mas nunca chegou a ser
respeitado.
Em 1839,
a droga ameaçava seriamente não só as finanças do país, como também a saúde dos
soldados. A corrupção grassava. Em 18 de março, o imperador lançou um novo
decreto, com um forte apelo à população.
Advertência
imperial
Papoula
fornece a matéria prima para o ópio
Através
de um panfleto, o governo advertiu sobre o consumo de ópio. As firmas
estrangeiras foram cercadas pelos militares, que em poucos dias apreenderam e
queimaram mais de 20 mil caixas da droga na cidade de Cantão.
Principal
atingido pela proibição, o Reino Unido decretou guerra contra a China no dia 3
de novembro de 1839. Nesta primeira Guerra do Ópio, em 1840, a Inglaterra
enviou uma frota militar à Ásia e ocupou Xangai.
As
previsões se confirmaram e os soldados, corroídos pela dependência, estavam
incapacitados de defender a China. Restou o apelo aos camponeses. O imperador
os incitou a atacar os invasores com enxadas e lanças. A única vantagem dos
chineses contra os bem-armados britânicos era a superioridade numérica. Mesmo
assim, perderam a guerra.
Derrotada,
a China assinou o Tratado de Nanquim, em 1842, pelo qual foi forçada a abrir
cinco portos para o comércio e ceder Hong Kong aos britânicos (a colônia só foi
devolvida à administração chinesa em 1997). A paz, no entanto, não foi
duradoura. A segunda Guerra do Ópio começaria em 1856.
Ruh İkizim
Ruh İkizim
Yağmur yağıyor karla karışık dışarıda
Serçeler saçaklarda,
Bıldırcınlar çarparak düşmekte
Yanan sokak lambalarına.
Elerim sanki buz
Yüreğim de sevgisizlikten üşümüş öylesine.
Seni özlüyorum...
Sen ol istiyorum ellerimi, hem yüreğimi ısıtan
Tek sıcaklık, tek ateş.
Sen benim öteki yarımsın
Ruhlarımız ikiz seninle, ruhlarımız eş.
Nilüfer
Dursun
My Soul
Mate
Outside
it's raining mixed snow
Sparrows at
eaves
Quails are
bumping and falling down
To the
lighted lamps of the streets
My hands
are icy as if
So is my
heart because of loneliness so very
I missed
you
You should
be the only fire
To heat
both my hands and heart
You're the
other side of me
Our souls
are couples with you
They're twins…
Poem:Nilufer DURSUN
Translated by: Can AKIN
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