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terça-feira, 31 de julho de 2018


Faz 54 anos que eventos ocorrendo em 31/04/1964 culminam em 1/04/1964 no Golpe (civil/empresarial-militar)que nos levou a uma ditadura, retirando do poder o presidente João Goulart. Repressão, autoritarismo, mortes, tortura, corrupção escondida, vigilância dos vizinhos, a desigualdade aumentou sim, vão ler... e só em 2011 tivemos a instalação da Comissão da Verdade.
É para lembrar.
É para entender que esconderam os efeitos nocivos desse período, que não se produziu vergonha coletiva pelas ações da ditadura, é para lembrar que se escondiam cadáveres, que censuravam informações, lembrar do AI 5 que cassou mandatos e acabou com garantias do habeas corpus... teve muita perseguição àqueles que pensavam diferente e que mostrou a mesquinharia das delações, muitas , muitas vezes não verdadeiras, mas agradavam a versão da SNI ( Serviço Nacional de Informações da Ditadura)...
Ditadura nunca mais!
A exemplo da Argentina era isso que deveríamos estar lembrando, tortura nunca mais, ditadura nunca mais, extermínio nunca mais...
Mas para um país que tem dificuldade de aceitar as consequências nefastas da escravidão até hoje, do genocídio indígena, imagina refletir sobre ditadura ...

Louise  Ronconi de Nazareno

domingo, 8 de abril de 2018

kafkianas


Josef K. que foi condenado e julgado por um tribunal misterioso, em que muitos ficam em dúvida sobre a real história acontecida. A justiça questionada na obra revela a obscuridade do processo realizado contra Josef K e quão vago ele se transforma e são usadas provas absurdas contra ele durante todo o romance. O Estado é considerado arbitrário e autoritário. Demonstram que os direitos sociais do homem são tolhidos e revelam as falhas e erros o sistema judiciário. Pode-se dizer que a liberdade que é um direito de todos os direitos de ser ouvido e de defesa, nesta obra, é negada, e a aplicação o poder democrático também é alienado e impedido
Louise Ronconi de Nazareno

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Gente, existem tantos verbos para se usar, para além do to be or not to be. A voz ativa me soa tão significativa, pois ilumina o sujeito como agente e não paciente. Será que podemos diminuir a vozpassividade dos nossos textos?
Quero, sim, melhores textos.
Desejo, sim, aperfeiçoar minha própria escrita!
Põe a peruca para funcionar...
E sem a vulgaridade de dizer que se preocupar se os tempos e sujeitos verbais concordam ao longo do texto seria frivolidade. Pelamor ... fácil demais dizer que não vai usar matemática porque estuda humanas e depois não consegue nem fazer uma regra de três para achar percentagem...
Ps: não é o caso de facebook, to falando de estudos, documentos, pareceres... to falando para melhorar a comunicação não para embolar tudo... to falando de pessoas como eu que tiveram e tem acesso a escritas variadas
Ps2: to sendo julgadora, sim é sempre possível melhorar


Louise Ronconi de Nazareno

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Último dia do ano. Voltei há poucos dias da Filadélfia. Ainda não tenho uma rotina organizada e satisfatória. Estou tirando um tempo de folga de mim mesma e minhas intensidades. Pensar depois de viajar parece-me essencial. Essencial também dizer que, mesmo não vendo ou não me encontrando com as pessoas da minha vida, a minha estadia breve no exterior apenas reforçou os meus sentimentos de solidariedade e cumplicidade com amigos, manteve a certeza de que sempre é tempo de se amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que é possível aprender muito de si mesmo ao encontrar-se com os outros, que sempre se pode encantar com as pessoas e fazer novos amigos ou recuperar as intimidades com os antigos.
Por isso, se muito mudou, o que permanece é o meu desejo de querer que as pessoas sejam aquilo tudo que elas são e que se envolvam de coragem e amor para serem intensamente leves e integradas!
De resto, quero eu ser mais sujeito de meus verbos sem a dureza da arrogância e dos julgamentos fáceis...


Ps: a propósito, terminei dois livros lindos que recomendo: Inês de Minha alma (Isabel Alende) e O filho de mil homens (Valter Hugo Mãe). Este último poesia pura em objetividade. Quanta alegria com essa literatura portuguesa das várias regiões...


Louise Ronconi de Nazareno

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COXINHA

COXINHA= (s.m) gente que está se iniciando em preocupações políticas e protesta indignadamente contra tudo o que está aí no mundo, mas manifesta objetivos demasiadamente vagos e desprovidos de qualquer meta e método, acredita e replica tudo o que a mídia (e os liberal-conservadores veteranos) afirmam, crê em soluções “mágicas” rápidas e fáceis para problemas historicamente profundos e deixa sua “politização” ser guiada pela emoção, e ainda está em dúvida sobre se existem ou não opiniões neutras, tem uma dificuldade imensa de entender o que é preconceito e adora humor do tipo retaliação.
Inspirado em consciencia.blog.br Achei essa parte do coxinha importante no texto, não concordo com tudo, mas fica a dúvida.

Louise Nazareno