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domingo, 14 de julho de 2013

''Nós vivemos em uma época épica que começou com a máquina a vapor e que termina através da desintegração do átomo.(...) A poesia deverá se alimentar nas baterias nucleares e pôr a alma humana e sua angústia em um herbário?Vivemos em uma época épica e de épico nada temos.''
- Léo Ferré


''Nós vivemos em uma época épica que começou com a máquina a vapor e que termina através da desintegração do átomo.(...) A poesia deverá se alimentar nas baterias nucleares e pôr a alma humana e sua angústia em um herbário?Vivemos em uma época épica e de épico nada temos.''
- Léo Ferré

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A técnica do exílio



''Quando nos movermos mais rápido do que as nossas viagens, finalizaremos com as nossas manias deambulatórias. Sentado à minha mesa, continuo a me canalizar para um átrio literário, em que me consumo e me apeteço, num ofertório em que a vaidade do verbo pede medidas à fragilidade do conhecimento. Busco um exílio estático, sem olhos, sem mãos, sem nada que me prenda, e a minha consciência , laçada como um sapato, vai avançando pelo vocabulário adentro. Busco um pensamento sem imagem, sem movimento, sem palavra..."

  Léo Ferré

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013



O cigarro sem a gravata
Que se fuma na aurora democrata
Os remorsos nos pescoços da tigela
Com o medo que pendura a perna.
O ministério dos sacerdotes
A condolência à janela
E o cliente que talvez não se tenha.
-Nem Deus nem mestre-
O fardo pálido onde se embala
Como um pacote em frente as estrelas
Que tombam frias sobre a laje.
E esta rosa sem pétalas
E este advogado e a sua toalha.
Esta aurora que põe o véu
Pelas lágrimas que talvez se ponha
-nem Deus nem mestre-
Estas madeiras, dizemos de justiça
E crescendo em suplício
E para fornecer o sacrifício
Com o abeto do serviço
Este procedimento que ameaça
Aqueles que a sociedade rejeita
Sob pretexto do que podem ter.

-Nem Deus nem mestre -.

Essa palavra do evangelho
A que se dobra os imbecis,
Que se começa o horror civil
Da nobreza, após o estilo.

Neste grito que não tem a roseta
Esta palavra de profeta
Eu a reinvidico e vos desejo
- Nem Deus nem mestre!

___________Léo Ferré.

(Tradução Tullio Stef  Sartini )

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Je suis d’un autre pays que le vôtre, d’une autre quartier, d’une autre solitude.

Je m’invente aujourd’hui des chemins de traverse. Je ne suis plus de chez vous.

J’attends des mutants. Biologiquement je m’arrange avec l’idée que je me fais de la biologie: je pisse, j’éjacule, je pleure. Il est de toute première instance que nous façonnions nos idées comme s’il s’agissait d’objets manufacturés.

Je suis prêt à vous procurer les moules. Mais…



la solitude…



Les moules sont d’une texture nouvelle, je vous avertis. Ils ont été coulés demain matin. Si vous n’avez pas, dès ce jour, le sentiment relatif de votre durée, il est inutile de vous transmettre, il est inutile de regarder devant vous car devant c’est derrière, la nuit c’est le jour. Et…



la solitude…



Il est de toute première instance que les laveries automatiques, au coin des rues, soient aussi imperturbables que les feux d’arrêt ou de voie libre. Les flics du détersif vous indiqueront la case où il vous sera loisible de laver ce que vous croyez être votre conscience et qui n’est qu’une dépendance de l’ordinateur neurophile qui vous sert de cerveau. Et pourtant…



la solitude…



Le désespoir est une forme supérieure de la critique. Pour le moment, nous l’appellerons “bonheur”, les mots que vous employez n’étant plus ” les mots” mais une sorte de conduit à travers lequel les analphabètes se font bonne conscience. Mais…



la solitude…



Le Code civil nous en parlerons plus tard. Pour le moment, je voudrais codifier l’incodifiable. Je voudrais mesurer vos danaïdes démocraties.

Je voudrais m’insérer dans le vide absolu et devenir le non-dit, le non-avenu, le non-vierge par manque de lucidité. La lucidité se tient dans mon froc.