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sexta-feira, 25 de março de 2016

O velho ditado que um pingo é letra serve para a declarção de Barack Obama, em Buenos Aires, sobre a crise brasileira. Obama foi sacramentar seu apoio ao fascista Macri, assinou acordos de segurança (militares) e econômicos. Sobre o Brasil disse esperar que o País resolva sua crise com “maturidade” É sintomático que tenha dito isso num país viizinho, com diferenças visíveis em vários aspectos, num momento delicado como o que vivemos. Ou seja, com golpe ou sem golpe, isso pouco importa aos EUA. Vale dizer, o golpe é preferido, até porque, sai de Wall Strett, de grandes especuladores sionistas. Esse é o pingo que vale letra, de um presidente cujo governo grampeou a presidente do Brasil. O aval ao golpe. Não explicou o que significa, para ele, maturidade. Nem precisava.

Laerte Braga
Ano da graça de 1965, Magalhães Pinto, preocupado com as eleições para o governo de Minas, que considerava essencial para seus planos de ser presidente, ao perceber que a candidatura de Paes de Almedida, ex-ministro da Fazenda de JK é favorita e disparada, se vale de recursos para impugnar o candidato. O processo vai parar no STF e José Bonifácio Andrada, um dos principais líderes da ditadura, manda uma carta ao ministro Bonifácio Andrada, daquela corte, fazendo um, apelo pessoal pelo seu voto e divulga o documento. Bonifácio Andrada, uma exceção de honradez entreos andradas, se declara impedido de votar. Será que Gilmar Mendes tem idéia do que seja isso? Ou Rosa Weber que condena sem provas e é prima da mulher de Aécio? Fux já se sabe, passa as sessões plenárias tomando conta da peruca para não cair e revelar a calvície que é moral também. Paes de Almeida foi impugnado e Israel Pinheiro, que entrou em seu lugar 15 dias antes da eleição. Deu uma coça no candidato de Magalhães, Roberto Rezende. Magalhães foi o único politico a presidir o Senado sendo interditado judicialmente por dilapidação do patrimônio pessoal. Vera Fischer estava quase virando dona do Banco Nacional.

Laerte Braga

sábado, 14 de novembro de 2015



François Hollande admitiu hoje pela manhã que o Estado Islâmico foi o responsável pelos atentados brutais em Paris. Poucos momentos depois uma carta patética do grupo chegou ao jornal LE MONDE assumindo a responsabilidade e fazendo novas ameaças. O Estado Islâmico foi criado por Israel e pelos Estados Unidos com o objetivo de derrubar o governo do presidente Bashar Al Assad da Síria e se apropriarem das reservas de gás natural e petróleo daquele país. Quando a Rússia começou a bombardear posições do EI, Estados Unidos e Israel reagiram, condenaram e até o pastel do chanceler brasileiro enfiou Dilma nessa fria de condenar os ataques russos. Países da OTAN, entre os quais se inclui a França, bombardeavam alvos sírios no disfarce de atacar o EI. Na Assembléia Geral da ONU, Barack Obama propôs que os ataques fossem conjuntos desde que Bashar deixasse o poder. Putin não aceitou e dizimou bases do EI. Isso deixou a descoberto a hipocrisia dos que criaram o monstro. A retaliação veio no ataque a um avião russo, com mais de 200 civis em território egípcio com um míssil de longo alcance, que muitos observadores acreditam ter sido disparado de Israel. A cobiça pela riqueza dos países árabes não tem tamanho e nem escrúpulos. O resultado é essa barbárie, morrem civis. Não morre Obama, não morre Hollande, não morre Cameron, permanece intocado o louco Benajmin Netanyahu. Morrem inocentes. Ou percebem que a fonte do terror é Israel, ou sempre vai haver pretexto para grupos de malucos como o EI. Aqui, um comentarista da GLOBO e o apresentador do jornal, deram um jeito de ironizar a solidariedade do presidente Bashar aos franceses. São robôs de uma organização criminosa e terrorista em termos de mídia. É hora de olhar para outro lado e compreender o papel insano de Israel e dos EUA no Oriente Médio, antes que o problema crie contornos mais graves e faça mais vítimas que não os supostos donos do mundo.

 Laerte Braga

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Há um desconhecimento generalizado que somos, em tese, uma Federação. Ou seja, uma república federativa constituída de 26 estados. E na mesma medida esse desconhecimento se aplica às responsabilidades dos estados e dos municípios que formam os estados. Vira lugar comum, por isso, atribuir ao governo federal, qualquer que seja, responsabilidades que são dos estados e dos municípios. E a mídia faz coro deliberado a essa confusão. No caso da saúde, por exemplo, vamos tomar Minas para efeito de análise. O governo federal repassa as verbas, o governo de Minas desvia e os municípios ídem. A não realização de concursos públicos para médicos e todo o pessoal necessário à saúde pública de boa qualidade é negligência e muitas vezes corrupção dos governos municipais. Preferem terceirizar e prefeitos embolsam propinas das terceirizadas que prestam serviços de péssima qualidade. A falta de medicamentos também. O governo de Minas é um descalabro desde Aécio, que responde no Tribunal de Justiça, como réu, por um desvio de 4,3 bilhões de reais. Outro ítem, a segurança pública, é competência dos estados e as verbas federais são repassadas. Hoje a polícia civil é um espectro do que deveria ser. Sucateada ao extremo. Preferem usar verbas em negócios na Polícia Militar, como por exemplo, contrato de leasing para veículos, criando a sensação que a força está aparelhada. Está sim, para reprimir manifestações. A polícia militar paulista mata mais que toda a polícia norte-americana num ano. Dado público e revelado por jornais e noticiários na semana passada. As UPPs começam a fracassar no Rio, seja pela violência (onde está Amarildo?), seja pela corrupção. É um modelo importado de Israel. Lá, se volta contra palestinos, aqui contra negros, pobres e prostitutas. Esse desconhecimento gera votos equivocados, pois é alienação. A midia cumpre o papel de alienar sempre. Todas as vezes que o governo federal se viu compelido a participar do processo de policiamento numa situação de crise aguda o crime diminuiu. São dois exemplos, saúde e segurança, poderia incluir educação de primeiro e segundo graus. E outros. No Paraná, agora, o governador corrupto Beto Richa aumentou as tarifas de luz e diz que não foi ele. Foi desafiado por Requião e Gleisi, os outros dois candidatos a provar que não. Nem toca no assunto, olha para o lado. Na prática a Federação brasileira precisa ser conhecida e construída a partir de exigências populares. Do contrário vai continuar Pimenta da Veiga o mineiro que mora em Goiânia e é candidato ao governo de Minas, prometendo investimentos numa cidade e citando uma cidade de São Paulo. Não sabe nada. Nem tem interesse em saber, quer ser governador para manter o atual estado de caos. E, na propaganda criar o que não existe, como fizeram Aécio e Anastasia e fazem quase todos. É duro um trem desses. Não se conhece a Constituição do País e uma Marina da Silva pode, como esses que citei e outros, falar as bobagens que fala." ( Via Laerte Braga)