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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Vem viver comigo. Temos todos os livros de poesia que existem no mundo. Toda a música. Todos os álcoois que ardem os olhos e corrói o ódio. Curtimos até balançar como seres de uma matéria fosforescente, e diremos tantos poemas que nossas línguas se incendiarão como rosas. 

Alejandra Pizarnik

sábado, 12 de dezembro de 2015

DIAS CONTRA O SONHO


Não querer brancos rodando
em planta movível.
Não querer vozes roubando
germinais arqueada aéreas.
Não querer viver mil oxigênios
nímias cruzadas ao céu.
Não querer trasladar minha curva
sem encerar a folha atual.
Não querer vencer ao ímã
no fim a alpargata se esfiapa.
Não querer tocar abstratos
chegar ao meu último cabelo castanho.
Não querer vencer caudas brandas
as árvores situam as folhas.
Não querer trazer sem caos
portáteis vocábulos.

Alejandra Pizarnik

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Nombrarte



No el poema de tu ausencia,
sólo un dibujo, una grieta en un muro,
algo en el viento, un sabor amargo.

Alejandra Pizarnik, La extracción de la piedra de la locura. Otros poemas



sábado, 13 de abril de 2013

FORMAS





[Alejandra Pizarnik]

 
no sé si pájaro o jaula
mano asesina
o joven muerta jadeando en la gran garganta oscura
o silenciosa
pero tal vez oral como una fuente
tal vez juglar
o princesa en la torre más alta.