Existem aqueles que mesmo sabendo que existe um limite para trazer do exterior mercadorias trazem, talvez estejam tão acostumadas a pagar subornos para funcionários mal pagos ao invés de denunciá-los.Existem bairros em determinados lugares dos EEUU e da Europa que vc precisa tomar cuidado pra não ser assaltado ou currado.Mas se vc for negro ou aparentar ser árabe, saiba que a policia não vai mover um dedo se vc estiver sendo espancado em certos lugares da Itália e da Espanha.NY tinha a policia mais corrupta , violenta e ineficiente dos EUA. Os EUA em Chicago era um antro..."O Passado não remove montanhas" Se os EUA conseguiram através da força de seu povo(ameríndios,afro-aericanos, e imiganes-indocumenados ou não )mover o colosso do Estado Estadunidense para a dimensão qu tem hoje.Assim se passará com o Brasil.O pior preconceito é o introjetado, naturalizado pela própria vítima que se submete .
O meu País nos anos 20 privilegiou o transporte rodoviário ao invés do ferroviário até chegar ao abuso de transformar nossas cidades práticamente intransitáveis para os pedestres, a maioria da frota sendo guiada por apenas uma pessoa poluindo e diminuino a vida útil do asfalto.Mas chegaremos a ser o produtor mundial!A sociedade civil é fundamental para empurrar as políticas públicas para o caminho correto, sem a pressão popular a caneta do poder não escreve.Os indices de criminalidade despencaram por fora da mobilização da sociedad civil organizada.Os indices foram pesquisados junto ao IML não nos BOs.
Devemos ler todo o jornal não só a parte de esportes ou os balancetes, consultar institutos sérios que vem pesquisando o fenomeno da violência e da corrupção e paremos de ser apedeutas bancando demiurgos.Isso é tipico de uma classe supérflua que não contribui em nada para mudar a situação e que parasitaram país até hoje bebendo o sangue da nossa classe trabalhadora obrigada a entrar pelos fundos e comer os resto dos banquetes, o Brasil está voltando a ser dos brasileiros que não perderam a identidade.
Wilson Roberto Nogueira
sábado, 3 de abril de 2010
O sistema bancário brasileiro, softwares para bancos,aviação regional,agroindústria e siderurgia,prospecção em águas profundas, bioenergia,...isso é o Brasil também.
Wilson Roberto Nogueira
Todos os países tem em maior ou menor grau, alguns dos "Mundos " (1,2,3,4)dentro de suas próprias fronteiras .Nossas ilhas de excelencia são cada vez maiores, embora ainda sejam ilhas nesse país continental que é o Brasil.Nossos desafios ainda são enormes ,mas estamos lutando.E venceremos aqui ou comprando mundo afora as "eficientes"empresas dos países do primeiro mundo.
Wilson Roberto Nogueira
V A Batalha Final
Assisti a série V a vitória final. embora Trash ela passava o recado, contra o totalitarismo e em louvor aos resistentes do mundo,a alusão a bandeira(lembrando as cores nazistas ), a televisão como elemento de propaganda e de resistência,a família judia que teve o filho cooptado para a " juventude ", o velho que ensinou os pichadores a fazerem o sinal da resistência "V" de vitória ,não de visitantes.
Na época assisti como um filme de Ficção cientifica , agora não consigo assistir nenhum filme da "indústria " sem devidamente referenciá-la ao contexto.
Anos 80."Reaganomics contra o Império do mal",Liberais(no sentido clássico europeu, nos EEUU chamam conservadores, republicanos )contra Capitalsmo de Estado ou Socialismo Realmente Existente “made in Moscou”,Invasão do Afeganistão e boicote estadunidense as olimpíadas de Moscou.O filme seria a instrumentalização ideológica de ligar os invasores saúrios não só aos nazismos também aos soviéticos, não só enaltecendo os partizans ou maqui da 2 guerra mas também os mujaheddins e os Contra da Nicarágua.Isso pode ser identificado pela mensagem que finalizava a apresentação: "Dedicada aos lutadores da liberdade..." Até um filme trash é instrutivo quando olhamos para além da superfície.
Procurarei ver o filme com a lente do século XXI.Questão de gênero,corporações , mídia e poder,ideologia e poder -cooptação,multi-lateralismo ,religião, pacifismo e belicismo... o filme lança luz sobre várias questões do ponto de vista a indústria cultural estadunidense que é um poderoso braço de sua ideologia(conjunto de valores que se quer hegemônico no mundo.Padronizando a sociedade a "aldeia global" )
Com relação a isso é um fato material da historia.
Inté
Wilson Roberto Noguera
Os EUA entre os países centrais é aquele que se situa mais desfavoravelmente , principalmente nas questões sociais, o ensino fundamental e médio no país é comparável aos dos países periféricos, embora tenha o primeiro PiB do mundo o tio Sam tem muitos remendos em sua casaca.
Quanto as estatísticas "podemos torcer os números até que digam o que queremos "ou seja, dependendo dos critérios, quem entrevistamos(classe social...)poderemos sem falsear a verdade subverte-la apanhando a parte pelo todo.Qual a margem de erro dessas pesquisas,quem os patrocina...?
A matemática é uma ciência exata mas a estatística , embora empregue números não é.
é necessário fazer perguntas,levantamentos...Quais perguntas, levantamentos em que regiões,quem faz as perguntas e quem paga o serviços do pesquisadores?
O" American way of live" estoca seus inadequados loosers ou nas prisões ou enviam para morrer por mentiras e óleo nos desertos e montanhas do terceiro mundo.Os negros nas prisões e latinos na boca dos canhões,pelo menos os últimos podem usufluir de alguns privilégios da casta militar,crediários, financiamentos, planos de saúde...em troca de uma escravidão disfarçada.O contrato que o milico yanqe assina esconde letras miúdas e implícitas que dificulta a dispensa e o desligamento.
essas informações podem ser coletadas nos movimentos sociais dos EUA.Um país que tem a necessária auto-críica e com humor e também com sridade a exerce, embora o governo a quisesse calar com os Atos Patioticos e o apoio do estado a delação.a Era Bush de triste lembrança para o mundo.
Com Obama vamos ver, está arrumando a casa que o pessoal de Wall- Street os republicanos ajudaram a detonar.Fora de casa contudo nada de novo na agenda imperial.Não tem mais a bandeira da moral.
Eu amo a América do Alasca a Terra o Fogo.América para mim não é apenas os EUA.
Wilson Roberto Nogueira
Quanto as estatísticas "podemos torcer os números até que digam o que queremos "ou seja, dependendo dos critérios, quem entrevistamos(classe social...)poderemos sem falsear a verdade subverte-la apanhando a parte pelo todo.Qual a margem de erro dessas pesquisas,quem os patrocina...?
A matemática é uma ciência exata mas a estatística , embora empregue números não é.
é necessário fazer perguntas,levantamentos...Quais perguntas, levantamentos em que regiões,quem faz as perguntas e quem paga o serviços do pesquisadores?
O" American way of live" estoca seus inadequados loosers ou nas prisões ou enviam para morrer por mentiras e óleo nos desertos e montanhas do terceiro mundo.Os negros nas prisões e latinos na boca dos canhões,pelo menos os últimos podem usufluir de alguns privilégios da casta militar,crediários, financiamentos, planos de saúde...em troca de uma escravidão disfarçada.O contrato que o milico yanqe assina esconde letras miúdas e implícitas que dificulta a dispensa e o desligamento.
essas informações podem ser coletadas nos movimentos sociais dos EUA.Um país que tem a necessária auto-críica e com humor e também com sridade a exerce, embora o governo a quisesse calar com os Atos Patioticos e o apoio do estado a delação.a Era Bush de triste lembrança para o mundo.
Com Obama vamos ver, está arrumando a casa que o pessoal de Wall- Street os republicanos ajudaram a detonar.Fora de casa contudo nada de novo na agenda imperial.Não tem mais a bandeira da moral.
Eu amo a América do Alasca a Terra o Fogo.América para mim não é apenas os EUA.
Wilson Roberto Nogueira
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Somos Plurais e Ricos em Nossa Diversidade
Menos .
Na rádio ouve-se o sotaque de outros estados que não o seu ?E que caricatura grotesca faziam da maneira de falar do nordeste nas tv.Devemos falar de uma certa hegemonia no país que empurra pro gueto da invisibilidade as manifestações culturais de outros estados.Tem a ver em parte como se deu o desenvolvimento eonomico
Não demonizem tanto o tio Sam pelo que ele tem de reflexo das condições do nosso Sistema . nós reproduzimos os mesmos mecanismos de exclusão, pasteurização para tornar nossa cultura ,tão rica e complexa, mais compreensível ao padrão consumista da casse média mundal dentro dos padrões aceitaveis pelas corporações, pela indústria cultural.
Assim como o estadunidense médio não conhece o Brasil além dos estereótipos vendidos em parte por nós mesmos, nós tbm não devemos achar que a visão de mundo de um califórniano , novaiorquino, texano, de New Orleans,Miami,é o mesmo da "américa profunda" assim como o Brasil somos etnica e culturalmete multidiversos.nós contudo não compartimentamos nossas origens não sou russo-polaco-negro-sefaradim curitibano nossa miscigenação torna tais rotulações um quebra cabeça, um callding pot verdadeiro .Nossa cultura tm absorve antropofagicamente a cultura de outros lugares dando a luz ao novo ,Nosso povo e nossa soiciedade, nossa civilização está em constante evolução,somos cosmopolitas e não abandnamos nossa idetidade cultural.Dar valor ao que é nosso só quando um francês ou americano diz que presta?
Ela é brasileira e sempre será ,também é estadunidense sim senhor. Minha pátria é minha língua(como depositária de um visão de mundo que é cultural ),eusolo é Brasil levo comigo para todo lugar que vou ,por que do barro deste chão fui feito.
Wilson Roberto Nogueira
Na rádio ouve-se o sotaque de outros estados que não o seu ?E que caricatura grotesca faziam da maneira de falar do nordeste nas tv.Devemos falar de uma certa hegemonia no país que empurra pro gueto da invisibilidade as manifestações culturais de outros estados.Tem a ver em parte como se deu o desenvolvimento eonomico
Não demonizem tanto o tio Sam pelo que ele tem de reflexo das condições do nosso Sistema . nós reproduzimos os mesmos mecanismos de exclusão, pasteurização para tornar nossa cultura ,tão rica e complexa, mais compreensível ao padrão consumista da casse média mundal dentro dos padrões aceitaveis pelas corporações, pela indústria cultural.
Assim como o estadunidense médio não conhece o Brasil além dos estereótipos vendidos em parte por nós mesmos, nós tbm não devemos achar que a visão de mundo de um califórniano , novaiorquino, texano, de New Orleans,Miami,é o mesmo da "américa profunda" assim como o Brasil somos etnica e culturalmete multidiversos.nós contudo não compartimentamos nossas origens não sou russo-polaco-negro-sefaradim curitibano nossa miscigenação torna tais rotulações um quebra cabeça, um callding pot verdadeiro .Nossa cultura tm absorve antropofagicamente a cultura de outros lugares dando a luz ao novo ,Nosso povo e nossa soiciedade, nossa civilização está em constante evolução,somos cosmopolitas e não abandnamos nossa idetidade cultural.Dar valor ao que é nosso só quando um francês ou americano diz que presta?
Ela é brasileira e sempre será ,também é estadunidense sim senhor. Minha pátria é minha língua(como depositária de um visão de mundo que é cultural ),eusolo é Brasil levo comigo para todo lugar que vou ,por que do barro deste chão fui feito.
Wilson Roberto Nogueira
Fragmento.Corrupção e Poder.Remake do filme 'V"
Por favor povo,sem complexo de vira latas, Nélson Rodrigues estava certo , vamos deixar de complexos.
No Japão a yakuza é quase intocável ,não existem indices como os nossos por que os assuntos do crime organizado no Japão são solenemente ignorados.Lá no máximo uma barracuda, tubarões não .Políticos e empresários só quando caem nas malhas da imprensa e se vêem mais sujos que pão no galinheiro é que lembram dos valores do velho Japão mas não limpam mais a honra de seus ancestrais com o Sepuku,isso acabou com a vinda de MacArthur e o way of live se instalou no Japão.
A Itália , a abandonada Sicilia foi libertada pelos aliados e pela Máfia que ajudou os americanos e os libertadores ouviram em toda a Palermo . Viva Don Calló, viva laMáfia.
Período de ouro da máfia na Itália,anos 50 à 70.enfronhada em todo serviço público e na politica, lavando dineiro adoidado ,inlusive no Vaticano, caso Banco Ambrosiano.Desmoralização completa do Partido Democrtata Cristão.O povo clamava nas ruas a sociedad civil disse um basta que empoderou os lutadores da lei em torno de Falconi e da operção mãos limpas. Aliás o lixo de Nápoles e as docas da Itália são dos sindicaos ligados as Máfias.A Itália luta ;mas quando o Berlusconi para fugir de processos usa de seu poder politico para escolher o júri que será julgado...Por favor!
Para mim Morena Baccarin é brasileira e norteamericana, não sou xenofobo nem preconceituoso ,não confundir o povo americano e sua culura com o governo lutocrata e imperal de Washington.Países como o Brasil, India , Rússia, China, EUA são grandes demais para caberem em estereotipos superficiais .
Mas não dá para não ver semelhanças entre as Relações Exterioes dos USA (Ted Roosvelt_fala mansa, sorrso nos lábios e um porrete nas mãos )e os Vs."Politica de Boa vizinhança mas uma força tarefa pronta para agir caso seusintereses seam contrariados)
Os 'vs" Procuram no filme tbm "ganhar corações e mentes",cooptando lideraças e intrumetalizando poderes locais em seu beneficio ,da cadeia alimentar onde nós somos almoço.
Wilson Roberto Nogueira
No Japão a yakuza é quase intocável ,não existem indices como os nossos por que os assuntos do crime organizado no Japão são solenemente ignorados.Lá no máximo uma barracuda, tubarões não .Políticos e empresários só quando caem nas malhas da imprensa e se vêem mais sujos que pão no galinheiro é que lembram dos valores do velho Japão mas não limpam mais a honra de seus ancestrais com o Sepuku,isso acabou com a vinda de MacArthur e o way of live se instalou no Japão.
A Itália , a abandonada Sicilia foi libertada pelos aliados e pela Máfia que ajudou os americanos e os libertadores ouviram em toda a Palermo . Viva Don Calló, viva laMáfia.
Período de ouro da máfia na Itália,anos 50 à 70.enfronhada em todo serviço público e na politica, lavando dineiro adoidado ,inlusive no Vaticano, caso Banco Ambrosiano.Desmoralização completa do Partido Democrtata Cristão.O povo clamava nas ruas a sociedad civil disse um basta que empoderou os lutadores da lei em torno de Falconi e da operção mãos limpas. Aliás o lixo de Nápoles e as docas da Itália são dos sindicaos ligados as Máfias.A Itália luta ;mas quando o Berlusconi para fugir de processos usa de seu poder politico para escolher o júri que será julgado...Por favor!
Para mim Morena Baccarin é brasileira e norteamericana, não sou xenofobo nem preconceituoso ,não confundir o povo americano e sua culura com o governo lutocrata e imperal de Washington.Países como o Brasil, India , Rússia, China, EUA são grandes demais para caberem em estereotipos superficiais .
Mas não dá para não ver semelhanças entre as Relações Exterioes dos USA (Ted Roosvelt_fala mansa, sorrso nos lábios e um porrete nas mãos )e os Vs."Politica de Boa vizinhança mas uma força tarefa pronta para agir caso seusintereses seam contrariados)
Os 'vs" Procuram no filme tbm "ganhar corações e mentes",cooptando lideraças e intrumetalizando poderes locais em seu beneficio ,da cadeia alimentar onde nós somos almoço.
Wilson Roberto Nogueira
domingo, 28 de março de 2010
Uma transdisciplinaridade humanista: a síntese subjetiva positivista
Desde há alguns anos fala-se bastante em “multidisciplinaridade”, “interdisciplinaridade” e até em “transdisciplinaridade”. Essas propostas são maneiras de perceber a realidade e, mais do que isso, o próprio conhecimento científico; cada uma delas são metodologias que organizam nossos conhecimentos, tendo em vista algumas perspectivas específicas sobre a realidade.
Assim, a multidisciplinaridade afirma que as diversas áreas do conhecimento devem colaborar entre si para a resolução dos problemas; por sua vez, a interdisciplinaridade reconhece a importância de essas áreas colaborarem entre si, mas dá um passo além, no sentido de haver trocas entre elas e também no sentido de desenvolverem-se maneiras de relacionar-se com intimidade.
Tomemos como exemplo o ser humano, com todas as suas necessidades físicas, biológicas, afetivas, econômicas e assim por diante. A multidisciplinaridade afirma que cada uma dessas necessidades pode e deve ser satisfeita pela aplicação de um conhecimento específico: os problemas emocionais e afetivos pela Psicologia, o trabalho pela Economia, a saúde pela Medicina, as relações sociais pela Sociologia etc. A interdisciplinaridade afirma, por outro lado, que, além de cada uma das áreas do conhecimento cuidar de um aspecto do ser humano, elas devem dialogar entre si, procurando uma solução em comum, havendo uma troca de perspectivas e de conteúdo entre elas; assim, a Economia contribuirá para a Psicologia e a Sociologia, que contribuirão para a Medicina e a Economia etc. Em termos de método, o resultado é que nenhum nível do conhecimento superpõe-se aos demais, considerando que a realidade é formada por múltiplos níveis e, nesse sentido, é inesgotável.
Essas maneiras de lidar com o conhecimento começaram a tornar-se mais conhecidas a partir dos anos 1960, em reação a diversas limitações teóricas e práticas que a especialização excessiva e alienante trouxe para o ser humano. Ora, o interessante é que elas foram propostas há mais de 150 anos por um filósofo da ciência que já gozou de bastante fama no Brasil e no mundo, mas que há um certo tempo está injustamente desconhecido: Augusto Comte.
Comte (1798-1857), fundador do Positivismo e formulador da frase que está na bandeira brasileira – Ordem e Progresso –, no começo do século XIX percebia que os conhecimentos estavam cada vez mais especializados, cada vez mais específicos. Por um lado, não há como nem porquê evitar que isso ocorra: afinal, é precisamente esse o caminho que se deve trilhar para aumentarmos o conhecimento da realidade. Mas, por outro lado, a especialização aumenta o conhecimento em profundidade, mas diminui o conhecimento em extensão: sabemos cada vez mais sobre cada vez menos; em outras palavras, perdemos a visão de conjunto. Ora, nós precisamos da visão de conjunto para entender a totalidade da realidade e para podermos, de fato, agir. Assim, o que em um primeiro momento A. Comte propôs foi mais uma especialidade: aquela que analisaria os principais resultados de cada uma das formas de conhecimento e procuraria elaborar uma síntese deles, de maneira a fornecer uma visão de conjunto. Tal síntese seria, necessariamente, filosófica e, se hoje em dia não fosse uma palavra com uma conotação negativa, diríamos que seria uma síntese filosófica e generalista. O interessante a notar é que, a partir do momento em que se parte dessa perspectiva, que é de conjunto, modifica-se a maneira como se percebem as várias partes, surgindo novos resultados para cada um dos conhecimentos. Como dissemos antes, essa é a própria interdisciplinaridade.
Continuando a estudar o ser humano, Augusto Comte percebeu que ainda poderia ir muito além disso. Afinal, o que dissemos até agora se refere apenas aos conhecimentos científicos, mas o ser humano é mais que a inteligência, incluindo também as ações práticas e, principalmente, os sentimentos. Cada uma dessas partes deve manter-se em harmonia com as demais, para os seres humanos considerados tanto individualmente quanto em termos coletivos; além disso, uma verdadeira consideração do conjunto dos seres humanos deve incluir também o local onde vivemos, ou seja, deve incluir também o próprio planeta e o meio ambiente. Assim, o resultado é que, partindo de uma perspectiva de conjunto baseada na realidade do ser humano, a única forma de mantermos em harmonia sentimentos, pensamentos e ações é por meio do desenvolvimento do altruísmo e da generosidade, regulando nossas ações individuais e coletivas tendo em vista o bem comum. Como no final é o ser humano o centro dos sentimentos, das concepções e das ações e como essa centralidade quem atribui é o próprio ser humano, a síntese é, necessariamente, subjetiva, isto é, referente ao sujeito.
É claro que o “ir além” da interdisciplinaridade, como apresentamos, refere-se a pautar as condutas humanas a partir de um padrão moral, ético, daí orientando as elaborações intelectuais. Bem entendidas as coisas, esse “ir além” é a transdisciplinaridade a que nos referimos no início do texto.
Para concluir, vale a pena notar que as concepções de Augusto Comte, embora tenham já cerca de 150 anos, mantêm-se extremamente atuais, podendo contribuir com grande fecundidade para os grandes desafios que enfrentamos atualmente.
Gustavo Biscaia de Lacerda . é Mestre em Sociologia Política
Assim, a multidisciplinaridade afirma que as diversas áreas do conhecimento devem colaborar entre si para a resolução dos problemas; por sua vez, a interdisciplinaridade reconhece a importância de essas áreas colaborarem entre si, mas dá um passo além, no sentido de haver trocas entre elas e também no sentido de desenvolverem-se maneiras de relacionar-se com intimidade.
Tomemos como exemplo o ser humano, com todas as suas necessidades físicas, biológicas, afetivas, econômicas e assim por diante. A multidisciplinaridade afirma que cada uma dessas necessidades pode e deve ser satisfeita pela aplicação de um conhecimento específico: os problemas emocionais e afetivos pela Psicologia, o trabalho pela Economia, a saúde pela Medicina, as relações sociais pela Sociologia etc. A interdisciplinaridade afirma, por outro lado, que, além de cada uma das áreas do conhecimento cuidar de um aspecto do ser humano, elas devem dialogar entre si, procurando uma solução em comum, havendo uma troca de perspectivas e de conteúdo entre elas; assim, a Economia contribuirá para a Psicologia e a Sociologia, que contribuirão para a Medicina e a Economia etc. Em termos de método, o resultado é que nenhum nível do conhecimento superpõe-se aos demais, considerando que a realidade é formada por múltiplos níveis e, nesse sentido, é inesgotável.
Essas maneiras de lidar com o conhecimento começaram a tornar-se mais conhecidas a partir dos anos 1960, em reação a diversas limitações teóricas e práticas que a especialização excessiva e alienante trouxe para o ser humano. Ora, o interessante é que elas foram propostas há mais de 150 anos por um filósofo da ciência que já gozou de bastante fama no Brasil e no mundo, mas que há um certo tempo está injustamente desconhecido: Augusto Comte.
Comte (1798-1857), fundador do Positivismo e formulador da frase que está na bandeira brasileira – Ordem e Progresso –, no começo do século XIX percebia que os conhecimentos estavam cada vez mais especializados, cada vez mais específicos. Por um lado, não há como nem porquê evitar que isso ocorra: afinal, é precisamente esse o caminho que se deve trilhar para aumentarmos o conhecimento da realidade. Mas, por outro lado, a especialização aumenta o conhecimento em profundidade, mas diminui o conhecimento em extensão: sabemos cada vez mais sobre cada vez menos; em outras palavras, perdemos a visão de conjunto. Ora, nós precisamos da visão de conjunto para entender a totalidade da realidade e para podermos, de fato, agir. Assim, o que em um primeiro momento A. Comte propôs foi mais uma especialidade: aquela que analisaria os principais resultados de cada uma das formas de conhecimento e procuraria elaborar uma síntese deles, de maneira a fornecer uma visão de conjunto. Tal síntese seria, necessariamente, filosófica e, se hoje em dia não fosse uma palavra com uma conotação negativa, diríamos que seria uma síntese filosófica e generalista. O interessante a notar é que, a partir do momento em que se parte dessa perspectiva, que é de conjunto, modifica-se a maneira como se percebem as várias partes, surgindo novos resultados para cada um dos conhecimentos. Como dissemos antes, essa é a própria interdisciplinaridade.
Continuando a estudar o ser humano, Augusto Comte percebeu que ainda poderia ir muito além disso. Afinal, o que dissemos até agora se refere apenas aos conhecimentos científicos, mas o ser humano é mais que a inteligência, incluindo também as ações práticas e, principalmente, os sentimentos. Cada uma dessas partes deve manter-se em harmonia com as demais, para os seres humanos considerados tanto individualmente quanto em termos coletivos; além disso, uma verdadeira consideração do conjunto dos seres humanos deve incluir também o local onde vivemos, ou seja, deve incluir também o próprio planeta e o meio ambiente. Assim, o resultado é que, partindo de uma perspectiva de conjunto baseada na realidade do ser humano, a única forma de mantermos em harmonia sentimentos, pensamentos e ações é por meio do desenvolvimento do altruísmo e da generosidade, regulando nossas ações individuais e coletivas tendo em vista o bem comum. Como no final é o ser humano o centro dos sentimentos, das concepções e das ações e como essa centralidade quem atribui é o próprio ser humano, a síntese é, necessariamente, subjetiva, isto é, referente ao sujeito.
É claro que o “ir além” da interdisciplinaridade, como apresentamos, refere-se a pautar as condutas humanas a partir de um padrão moral, ético, daí orientando as elaborações intelectuais. Bem entendidas as coisas, esse “ir além” é a transdisciplinaridade a que nos referimos no início do texto.
Para concluir, vale a pena notar que as concepções de Augusto Comte, embora tenham já cerca de 150 anos, mantêm-se extremamente atuais, podendo contribuir com grande fecundidade para os grandes desafios que enfrentamos atualmente.
Gustavo Biscaia de Lacerda . é Mestre em Sociologia Política
quinta-feira, 11 de março de 2010
Somme 1916
Esta magnifica fotografía muestra claramente el cansancio, las condiciones de vida y como se vivía (malvivía) en las trincheras durante la Primera Guerra Mundial. La foto esta tomada en 1916 durante la Batalla del Somme y en ella salen hombres de la compañía A del 11º Batallón del Regimiento Cheshire..
fonte: http://www.agaudi.wordpress.com/
fonte: http://www.agaudi.wordpress.com/
As Portas do Inferno
August Rodin realizo este monumental grupo escultórico a partir de que en 1880 recibió el encargo para el futuro Museo de Artes Decorativas de París. El proyecto quedo cancelado y el escultor estuvo trabajando en esta puerta hasta su muerte en 1917. Mide 6 metros de altura, 4 de ancho y 1 de profundidad y contiene 180 figuras. La iconografía esta basada en la Divina Comedia de Dante y el poema de Baudelaire Las Flores del Mal. Rodin solo realizo una versión en yeso, después de su muerte se realizaron tres copias en bronce que están en diferentes museos. Una obra sencillamente impresionante.
Fonte: http://www.agaudi.wordpress.com/
Fonte: http://www.agaudi.wordpress.com/
Wilfred Owen se alistó como voluntario en 1915, en plena Primera Guerra mundial (Gran Guerra, la llamaban entonces) Después de algunas experiencias en batalla se le diagnostico trastorno de estrés postraumático y se le ingreso en un hospital en Edimburgo. Allí conoció al poeta Siegfried Sasson que le animó y ayudó a escribir su propia poesía. En 1918 volvió al servicio activo siendo muerto menos de una semana antes de que se firmase el armisticio. Owen retrata a la perfección el horror de la guerra, la primera guerra moderna, la primera en utilizar metralletas, cañones de enorme calibre y en abundancia, el uso de la aviación, el uso de gas mostaza, las trincheras inamovibles en una horrible guerra de posicionamiento. Sucia, interminable, pasando hambre, frío y penurias. El titulo de este poema esta sacado de unos versos del poeta latino Horacio. La versión castellana es de Miguel Imbelecio Delatorre.
DULCE ET DECORUM EST.
Torcidos, como viejos mendigos bajo sus hatos,
renqueando, tosiendo como brujas, maldecíamos a través del lodo,
hasta que donde alumbraban las luces de las bengalas nos dimos la vuelta
y hacia nuestra lejana posición empezamos a caminar afanosamente.
Los hombres marchaban dormidos. Muchos habían perdido sus botas
Pero abrumados avanzaban sobre zapatos de sangre. Todos cojos, todos ciegos;
Borrachos de fatiga, sordos incluso al silbido de las balas
Que los cansados cañones de calibre 5.9 disparaban detrás de nosotros.
“¡Gas, gas! ¡Rápido, muchachos!”; un éxtasis de desconcierto,
Poniéndonos los toscos cascos justo a tiempo;
Pero alguien aún estaba gritando y tropezando
Y ardía retorciéndose, como ahogándose en cal viva…
Borroso, a través de los empañados cristales de la máscara y de la tenue luz verde,
Como en un mar verde le vi ahogarse.
En todas mis pesadillas, ante mi impotente mirada,
Se desploma boqueando, agonizando, asfixiándose.
Si en algún sofocante sueño tú también puedes caminar
Tras la carreta en la que lo pusimos,
Y mirar sus blancos ojos moviéndose
En su desmayada cara, como un endemoniado.
Si pudieses escuchar a cada traqueteo
El gorgoteo de la sangre saliendo de sus destrozados pulmones,
Repugnante como el cáncer, nauseabundo como el vómito
De horrorosas, incurables llagas en lenguas inocentes,
Amigo mío, no volverías a decir con ese alto idealismo
A los ardientes jóvenes sedientos de gloria
La vieja mentira: “Dulce et decorum est pro patria mori”.
Wilfred Owen
Los versos de Horacio dicen así:
“DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI:
mors et fugacem persequitur virum
nec parcit imbellis iuventae
poplitibus timidove tergo.”
(DULCE Y HONROSO ES MORIR POR LA PATRIA:
la muerte persigue al hombre que huye
y no perdona de una juventud cobarde
ni las rodillas ni la temerosa espalda)
fonte: http ://www.agaudi.wordpress.com
DULCE ET DECORUM EST.
Torcidos, como viejos mendigos bajo sus hatos,
renqueando, tosiendo como brujas, maldecíamos a través del lodo,
hasta que donde alumbraban las luces de las bengalas nos dimos la vuelta
y hacia nuestra lejana posición empezamos a caminar afanosamente.
Los hombres marchaban dormidos. Muchos habían perdido sus botas
Pero abrumados avanzaban sobre zapatos de sangre. Todos cojos, todos ciegos;
Borrachos de fatiga, sordos incluso al silbido de las balas
Que los cansados cañones de calibre 5.9 disparaban detrás de nosotros.
“¡Gas, gas! ¡Rápido, muchachos!”; un éxtasis de desconcierto,
Poniéndonos los toscos cascos justo a tiempo;
Pero alguien aún estaba gritando y tropezando
Y ardía retorciéndose, como ahogándose en cal viva…
Borroso, a través de los empañados cristales de la máscara y de la tenue luz verde,
Como en un mar verde le vi ahogarse.
En todas mis pesadillas, ante mi impotente mirada,
Se desploma boqueando, agonizando, asfixiándose.
Si en algún sofocante sueño tú también puedes caminar
Tras la carreta en la que lo pusimos,
Y mirar sus blancos ojos moviéndose
En su desmayada cara, como un endemoniado.
Si pudieses escuchar a cada traqueteo
El gorgoteo de la sangre saliendo de sus destrozados pulmones,
Repugnante como el cáncer, nauseabundo como el vómito
De horrorosas, incurables llagas en lenguas inocentes,
Amigo mío, no volverías a decir con ese alto idealismo
A los ardientes jóvenes sedientos de gloria
La vieja mentira: “Dulce et decorum est pro patria mori”.
Wilfred Owen
Los versos de Horacio dicen así:
“DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI:
mors et fugacem persequitur virum
nec parcit imbellis iuventae
poplitibus timidove tergo.”
(DULCE Y HONROSO ES MORIR POR LA PATRIA:
la muerte persigue al hombre que huye
y no perdona de una juventud cobarde
ni las rodillas ni la temerosa espalda)
fonte: http ://www.agaudi.wordpress.com
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