terça-feira, 25 de agosto de 2009
Hino da Internacional Socialista
Música: Pierre Degeyter
Letra: Eugene Pottier
De pé ó vítimas da fome
De pé famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores.
Refrão:
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.
Refrão
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres...
Letra: Eugene Pottier
De pé ó vítimas da fome
De pé famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores.
Refrão:
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.
Refrão
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Os Novos Cínicos no Poder
"Há muito tempo as posições-chave da sociedade estão já dominadas por um cinismo difundido pelos comitês de gestores, pelos parlamentos, conselhos de administração, direções de empresas, comissões deliberativas, consultórios médicos, faculdades, salas dos cartórios e pelas redações. Uma certa amargura, elegante ,acompanha sua ação.pois os cínicos não são idiotas e de tempos em tempos veêm perfeitamente o Nada ao qual tudo está conduzindo.seu aparelho psíquico é suficientemente flexível para integrar, como fator de sobrevivencia, a dúvida permanente sobre a sua própria atividade.Eles sabem o que fazem,mas o fazem porque as pressões impostas pelos fatos e os instintos de conservação falam,a curto prazo,a mesma língua,para dizer-lhes que é preciso que isto seja feito.
O cinismo é a falsa consciência esclarecida.È a consciência infeliz modernizada,sobre a qual a Aufklärung agiu,ao mesmo tempo,com sucesso e como tempo perdido.esta consciência aprendeu sua lição com a Aufklärung,mas não a pôs em prática e ,sem dúvida, não pode pô-la em prática.Simultaneamente bem de vida e infeliz, ela não se preocupa mais com qualquer crítica a sua ideologia : sua falsidade já se armou com escudos reflexivos."
Peter Sloterdjik,Critique de la raison cynique,Christian Bourgois,1983
O cinismo é a falsa consciência esclarecida.È a consciência infeliz modernizada,sobre a qual a Aufklärung agiu,ao mesmo tempo,com sucesso e como tempo perdido.esta consciência aprendeu sua lição com a Aufklärung,mas não a pôs em prática e ,sem dúvida, não pode pô-la em prática.Simultaneamente bem de vida e infeliz, ela não se preocupa mais com qualquer crítica a sua ideologia : sua falsidade já se armou com escudos reflexivos."
Peter Sloterdjik,Critique de la raison cynique,Christian Bourgois,1983
domingo, 9 de agosto de 2009
15/7/2009
"O mal-estar na Universidade", por Olgária Mattos (*)
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela "Universidade da Excelência" ou do "Conhecimento" dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral.
A militarização do campus universitário da USP e a solução de conflitos através da força atestam o "esquecimento da política", substituída pela ideologia da competência, entendida segundo o modelo da gestão empresarial, com seu culto da eficiência e otimização de resultados. Também a proposta mais recente da reforma da carreira docente e do projeto da implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), respondem, cada qual à sua maneira, à "produtividade", os acréscimos salariais dos professores subordinando-se ao número de publicações e a seu estatuto- se livro, capítulo de livro, ensaio em revistas, se estas se ajustam ao "selo de qualidade" das agências de financiamento; número de congressos; soma de palestras; orientações de teses e dissertações e, sobretudo, se estas obedecem ao prazo preconizado, tanto mais exíguos quanto mais os estudantes chegam à Universidade desprovidos de pré-requisitos à pesquisa,como um conhecimento adequado do português para fins de leitura e escrita universitária, (guardadas as exceções de praxe), bem como acesso a línguas estrangeiras. De fato, a Universidade se adapta às circunstâncias do ensino médio, e o mestrado pretende contornar as deficiências da formação no ensino médio (e fundamental também), que incidem nos anos de graduação, convertida em extensão do segundo grau.
Professores e estudantes cedem precocemente a publicações, sem que haja nelas nada de relevante, e, ao mesmo tempo, devem freqüentar cursos ou prepará-los, realizar trabalhos correspondentes, desenvolver suas teses - uma vez que a quantidade consagra pontuações para futuras bolsas de iniciação científica ou aprovação de auxílios acadêmicos. Quanto aos docentes, estes se ocupam cada vez mais com tarefas de secretaria, como preenchimento de planilhas, elaboração de relatórios, propostas de inovação em cursos não obstante ainda em vias de implantação, acompanhamento de iniciação científica, organização desses congressos, participação em atividades de iniciativa discente, preenchimento de pareceres on line de um número crescente de bolsistas, e por aí vai. No que diz respeito ao ensino à distância, ele não responde à democratização da Universidade mas a sua massificação.
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela "Universidade da Excelência" ou do "Conhecimento" dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral. Este encontra-se na base da transformação do intelectual em especialista e da docência como vocação em docência como profissão. O saber técnico é o do expert que transmite conhecimentos sem experiência, cujo sentido intelectual e histórico lhe escapa. Assim como no processo produtivo a proletarização é perda dos objetos produzidos pelos produtores e perda do sentido da produção, a especialização pelo know how é proletarização do saber. Por isso o especialista moderno se comunica por fórmulas, gráficos, estatísticas e modelos matemáticos. Foucault reconhece seu primeiro representante em Oppenheimer que enunciou o projeto Mannhathan - que levou à bomba-atômica - em termos simpaticamente técnicos.
A "Universidade do Conhecimento" perverte pesquisa em produção. Quanto à educação à distância, ela não significa um apoio ao conhecimento e seu acesso a regiões distantes, mas sim o fim de toda uma civilização baseada nos valores da convivência, da sociabilidade e da felicidade do conhecimento.
* Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo
fonte:app sindicato
"O mal-estar na Universidade", por Olgária Mattos (*)
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela "Universidade da Excelência" ou do "Conhecimento" dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral.
A militarização do campus universitário da USP e a solução de conflitos através da força atestam o "esquecimento da política", substituída pela ideologia da competência, entendida segundo o modelo da gestão empresarial, com seu culto da eficiência e otimização de resultados. Também a proposta mais recente da reforma da carreira docente e do projeto da implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), respondem, cada qual à sua maneira, à "produtividade", os acréscimos salariais dos professores subordinando-se ao número de publicações e a seu estatuto- se livro, capítulo de livro, ensaio em revistas, se estas se ajustam ao "selo de qualidade" das agências de financiamento; número de congressos; soma de palestras; orientações de teses e dissertações e, sobretudo, se estas obedecem ao prazo preconizado, tanto mais exíguos quanto mais os estudantes chegam à Universidade desprovidos de pré-requisitos à pesquisa,como um conhecimento adequado do português para fins de leitura e escrita universitária, (guardadas as exceções de praxe), bem como acesso a línguas estrangeiras. De fato, a Universidade se adapta às circunstâncias do ensino médio, e o mestrado pretende contornar as deficiências da formação no ensino médio (e fundamental também), que incidem nos anos de graduação, convertida em extensão do segundo grau.
Professores e estudantes cedem precocemente a publicações, sem que haja nelas nada de relevante, e, ao mesmo tempo, devem freqüentar cursos ou prepará-los, realizar trabalhos correspondentes, desenvolver suas teses - uma vez que a quantidade consagra pontuações para futuras bolsas de iniciação científica ou aprovação de auxílios acadêmicos. Quanto aos docentes, estes se ocupam cada vez mais com tarefas de secretaria, como preenchimento de planilhas, elaboração de relatórios, propostas de inovação em cursos não obstante ainda em vias de implantação, acompanhamento de iniciação científica, organização desses congressos, participação em atividades de iniciativa discente, preenchimento de pareceres on line de um número crescente de bolsistas, e por aí vai. No que diz respeito ao ensino à distância, ele não responde à democratização da Universidade mas a sua massificação.
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela "Universidade da Excelência" ou do "Conhecimento" dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral. Este encontra-se na base da transformação do intelectual em especialista e da docência como vocação em docência como profissão. O saber técnico é o do expert que transmite conhecimentos sem experiência, cujo sentido intelectual e histórico lhe escapa. Assim como no processo produtivo a proletarização é perda dos objetos produzidos pelos produtores e perda do sentido da produção, a especialização pelo know how é proletarização do saber. Por isso o especialista moderno se comunica por fórmulas, gráficos, estatísticas e modelos matemáticos. Foucault reconhece seu primeiro representante em Oppenheimer que enunciou o projeto Mannhathan - que levou à bomba-atômica - em termos simpaticamente técnicos.
A "Universidade do Conhecimento" perverte pesquisa em produção. Quanto à educação à distância, ela não significa um apoio ao conhecimento e seu acesso a regiões distantes, mas sim o fim de toda uma civilização baseada nos valores da convivência, da sociabilidade e da felicidade do conhecimento.
* Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo
fonte:app sindicato
sábado, 1 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
El Pensador
Las nuevas pantuflas rosas de mi /mujer
tienen unos alegres pompones.
Ni una sola mancha, ni una mota
en su puntera de raso o en los late /rales.
Por la noche descansan juntas
bajo su lado de la cama.
Por la mañana, entre tiritones,
las entreveo y me sonrío.
Más tarde las miro
bajar por la escalera,
pasar apresuradas por las puertas
y trajinar en torno a la mesa,
moviéndose con decisión
¡y con un bamboleo
de sus alegres pompones!
Y colmado de felicidad hablo con /ellas
en mis adentros.
William Carlos Williams
tienen unos alegres pompones.
Ni una sola mancha, ni una mota
en su puntera de raso o en los late /rales.
Por la noche descansan juntas
bajo su lado de la cama.
Por la mañana, entre tiritones,
las entreveo y me sonrío.
Más tarde las miro
bajar por la escalera,
pasar apresuradas por las puertas
y trajinar en torno a la mesa,
moviéndose con decisión
¡y con un bamboleo
de sus alegres pompones!
Y colmado de felicidad hablo con /ellas
en mis adentros.
William Carlos Williams
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