sexta-feira, 5 de junho de 2015

Diálogos : A representatividade polìtica



3 de junho às 10:11 ·
Ricardo Costa de Oliveira _____________________A seletividade e a direção político-partidária tendenciosa nas investigações de setores do Poder Judiciário e da Polícia Federal representam os maiores problemas na ação da justiça. A tradicional direita quer discutir a maioridade penal e o Boticário, mas convenientemente esquecem a meia tonelada de coca.

Dennison de Oliveira________________________ Tae o país que prende noiado com uma pedra mas mantém no "governo" criminosos de alta periculosidade: a república já era
 http://www.cedec.org.br/files_pdf/OsBaroesdaFederacao.pdf

Juarez Oliveira _____________________________Qual tua sugestão, então?

Dennison de Oliveira _________________________Revolução - inexiste outra saída. Podia ter sido já em fevereiro

Juarez Oliveira______________________________ Você está falando em golpe?
Dennison de Oliveira Todos potenciais interessados em golpe estão felicíssimos com o atual "governo": falo em tomada do poder pelo povo e no exercício do poder no interesse do povo - como os ocupantes da ex-alep deveriam ter feito em fevereiro

Juarez Oliveira _______________________________Me explique melhor, nessa sua "revolução", qual seria o procedimento a ser adotado com o tal helicóptero e com seus donos e responsáveis?

Dennison de Oliveira___________________________ Sigo acreditando q msm após a revolução o poder judiciário será mantido, mas expurgado de todos q em algum momento receberam acima do teto constitucional: isso acabaria com 99,9% dos atuais ocupantes do judiciário q seriam substituídos por outros concursados. Isso certamente levaria ao surgimento de juízes dedicados à cumprir e fazer cumprir a lei. Com esses os PÓrrela, o Aécim e seus amiguinhos não teriam conversa

Juarez Oliveira________________________________ Mostrou imparcialidade no final. Parabéns! ... mas vc sabe e todos nós sabemos, que só existe uma maneira do povo tomar o poder.
A democracia é o pior regime político que existe. Exceto todos os outros.

Dennison de Oliveira___________________________ Engano seu: o poder foi tomado pelo povo na ex-alep em fevereiro com a adesão dos aparelhos repressivos de Estado. Só que não adiantou nada, porque o poder foi tomado mas não foi exercido: no final foram embora sem incomodar mais os eternos donos do poder. No mais inexiste democracia no Brasil, msm pq a própria republica já era faz tempo 
http://www.cedec.org.br/files_pdf/OsBaroesdaFederacao.pdf

Ricardo Costa de Oliveira________________________ Somente a democracia garante legitimidade política. O poder só pode ser tomado pelo voto e pela democracia. Somente as instituições e a democracia poderão avançar o processo político aos poucos.

Dennison de Oliveira____________________________ É paradoxal q o prof. Ricardo Costa de Oliveira o maior e mais competente pesquisador do fenômeno do nepotismo não o associe à inexistência de qualquer caráter republicano no atual regime e siga insistindo na falácia de uma democracia apenas formal - se tanto. O voto a q vc se refere é produto da urna-eletrônica-falcatrua, excrecência existente apenas no Brasil. Mais enigmático ainda é pretender q exista qq processo de avanço político em curso, quando temos a anti-reforma política do Cunha e um problema de direitos humanos sem precedentes na nossa História

Rafael Leguizamón_____________________________ Democracia é um conceito filosófico, diria alguém. Mas é também experiência. Você trabalha com uma ideia pura de democracia e de república. Algo inatingível. A nossa está engatinhando e merece reforço das instituições de fiscalização, aumento da participação popular na gestão da coisa pública e participação política em todos os níveis (conselhos, legislativo, órgãos de classe etc).

Dennison de Oliveira___________________________ Eis ae a discordância fundamental que há tempos se estabeleceu entre eu e meu querido amigo de infância Ricardo e, percebo também no seu caso caro Rafael: como pode estar engatinhando um regime que já dura 30 anos? Qual sentido em se falar em instituições de fiscalização se são dominadas pelo nepotismo?? Como falar em aumento da participação popular na gestão da coisa pública e participação política se inexiste democracia e o regime é anti-republicano? Axava que as seis vítimas fatais diárias nas mãos dos agentes do Estado e a anti-reforma política do Cunha tivesse sido suficiente para leva-los a rever suas perspectivas, mas receio que ainda não tenha sido o bastante.

Rafael Leguizamón___________________________ Professor Ricardo Costa de Oliveira: o sistema de justiça é seletivo. Pesquisam sérias em sociologia política e criminologia de vanguarda mostram que há seletividade do sistema. Quando o sistema de justiça passa a estar composto por maioria politizada à direita (assumidamente), com bandeiras e camisas da CBF em protestos, tudo pode acontecer.

Claudete Galli_______________________________ Só o que é conveniente à eles é claro.....
O ranking da representação no Congresso Nacional brasileiro: a maior bancada é a empresarial, a segunda é a ruralista, a terceira é a evangélica e a quarta é a dos donos dos meios de comunicação

Jogar o jogo



por Juca Kfouri.

Já contei as três histórias aqui, separadamente.
José Maria Marin, então presidente da FPF, em 1985, depois de ter sido governador biônico de São Paulo, me garantiu, num voo para Assunção, que era impossível sair pobre do Palácio dos Bandeirantes.
Íamos ambos a um jogo da seleção brasileira contra a paraguaia pelas eliminatórias da Copa de 1986.
Dizia ele que independentemente da vontade do político, tudo que se fazia no Estado separava 10% ao governador e não seria ele a mudar tal estado de coisas.
Nunca antes eu estivera com Marin.
Dez anos depois, recebi a visita de J.Hawilla em meu escritório, pois eu acabara de iniciar minha carreira solo depois de 25 anos de Editora Abril. Roberto Civita me pedira para parar de criticar Ricardo Teixeira, porque eu inviabilizava que a TVA fizesse contratos com a CBF.
Hawilla dizia não aguentar mais ter de acordar antes dos filhos para pegar a Folha, e esconder deles, caso tivesse alguma coluna minha contando seus malfeitos.
Jurou que não era sócio de Ricardo Teixeira e garantiu que adoraria viver num mundo em que não fosse necessário comprar cartolas, mas que ele jogava o jogo.
Tínhamos até pouco tempo antes deste encontro uma boa relação. E ele me propôs ser sócio da Traffic.
Finalmente, em 1992, eu havia sido convidado para almoçar com o engenheiro Norberto Odebrecht.
Então, além da "Placar", eu dirigia a "Playboy", que fizera reveladora reportagem sobre as empreiteiras brasileiras, de autoria do repórter Fernando Valeika de Barros.
Era demolidora. Como ilustração, um muro de ouro, lama e sangue.
O fundador de uma das maiores construtoras do país foi direto ao ponto, após elogiar a exatidão do que havia lido: "Você acha que eu gosto de ter de pagar para bandido liberar o que os governos me devem?"
Antes de responder, me lembrei da conversa com Marin.
Ao responder, com a arrogância que caracteriza a nós, jornalistas, primeiramente agradeci o elogio feito à reportagem. E em vez de responder, fiz nova pergunta: "Mas por que alguém tão poderoso como o senhor não denuncia os bandidos?".
"Porque eles acabam comigo e com milhares de empregos que mantenho no Brasil e no exterior."
Não me restou outra saída que não a de dizer que por essas e por outras é que sou jornalista, não empreendedor.
Diga-se, a bem da verdade, que em nenhum momento da realização da matéria houve qualquer pressão por parte da Odebrecht, diferentemente do que fez a CBF para negociar direitos de TV com a Abril.
Tudo isso para contar que o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras.
Além de ter um charme, um glamour, ainda maior, uma gente esperta que, de repente, vai a Suíça e fica. Presa.
E também para insistir que ou se criam novos métodos de governança ou tudo seguirá na mesma porque o Homem, como se sabe, é um projeto que não deu certo

Folha de são Paulo

Cultura japonesa



“Itadakimasu (いただきます)
Itadakimasu pode ser traduzida como “Eu humildemente recebo”. Trata-se de uma expressão usada sempre antes de saborear uma refeição. É uma forma de agradecer a todos os seres vivos que se sacrificaram ou trabalharam para que você pudesse ter a refeição que está prestes a consumir.

Sumimasen (すみません)
Sumimasen tem vários significados, tais como, “desculpe-me” e “com licença”. Esta é com certeza uma das palavras mais usuais no Japão, especialmente porque pode ser usada em diferentes situações. Serve para se desculpar, serve para chamar a atenção de alguém ou ainda para agradecer alguma gentileza.

Otsukare (お疲れ)
Otsukare significa “cansaço, fadiga”. Se você for um dekassegui no Japão, com certeza conhece bem esse termo e também conhece esse outro termo similar: “Tsukareta” (Estou exausto). Como sabemos, a carga horária de trabalho em muitas fábricas e empresas japonesas é bastante exaustiva.
Outra expressão bastante conhecida por trabalhadores no Japão é : “Otsukaresama deshita”, que pode ser traduzido como “obrigado por seu trabalho, empenho, esforço”. Essa saudação é dita após o expediente, na despedida dos colegas ao fim de mais uma jornada de trabalho.”

Tereza Yamashita

Read more: http://www.japaoemfoco.com/10-palavras-importantes-para-o…/…

Proposta inaceitável & Brinde inacessível




Sexta-feira, 05 de junho de 2015.

Proposta inaceitável & Brinde inacessível (jorgeyared.blogspot.com)

Entendo que a proposta intermediada pelos deputados da base aliada de Richa atende mais ao interesse do governo do que a dos professores e deveria ser rechaçada. Percebam professores que os deputados que costuraram esta proposta medíocre são os mesmos que enquanto vocês eram bombardeados em frente à Assembléia, no último dia 29 de abril afirmavam que “o que acontecia lá fora não era assunto deles”. Caso vocês aceitem, eles sairão como os grandes vitoriosos da sua volta à sala de aula e, certamente ganharão algum dividendo político junto às suas bases. Hoje leio uma notícia publicada no site da Gazeta do Povo e a única coisa que me vem à cabeça é que a estratégia maquiavélica do governo Richa infelizmente começa a dar resultado: O uso do tempo, da mídia e das ameaças aliadas para desgastar o fator unidade (essencial) de um movimento grevista. O que mais me chocou e surpreendeu em todo esse episódio foi o posicionamento do Tribunal de Justiça do Paraná ao não acatar a legalidade do movimento e aplicar multa diária ao sindicato da categoria desde as primeiras horas da paralisação, um verdadeiro recorde mundial. Já naquele dia percebi que os professores não teriam pela frente uma tarefa fácil, uma greve normal. Diante de um governo violento e insensível mas, habilidoso nas articulações entre os poderes, o sindicato e os milhares de professores passaram a contar apenas com meia duzia de formadores de opinião para tentar mostrar à sociedade que seu movimento alem de justo é necessário em defesa de um ensino público que se depara com um elemento predador de conquistas históricas: O atual gestor que, ao contrário de cumprir com promessas recentes de campanha, investe de maneira violenta e inescrupulosa contra a categoria. Hoje os professores indagam a si mesmos:
“Como vamos voltar para sala de aula?”
- A nossa previdência alterada;
- O trauma dos ataques de 29 de abril ainda impacta na memória;
- O não respeito à data-base com reposição da inflação garantida no primeiro dia do mês de maio permanece na proposta apresentada pelos deputados de Richa;
- As ameaças e perseguição aos diretores que apoiaram a greve também são uma realidade e, na prática, devem continuar caso ela cesse;
- E a questão dos descontos dos dias parados na folha.
O pior disso tudo é que, como resultado da propaganda maciça, muita gente entende que é hora de os professores pararem com o movimento. O que lamento é que, pela matéria que li (espero que não seja verdade) a maior preocupação hoje da APP-Sindicato nas negociações passa a ser se governo vai ou não descontar o salário e manter as faltas caso a categoria decida pelo encerramento da greve, na terça-feira, dia 9 de junho.
Caso isso aconteça mesmo vejo como uma vitória dos articuladores do mal sobre um justo movimento que nada mais solicita do que o cumprimento da lei e o reconhecimento de conquistas importantes para a educação pública.
Mas, o que fazer diante da má vontade e da insensibilidade dos poderes que se uniram contra o movimento?
Esta greve dos professores públicos paranaenses será, sem dúvida, emblemática pois atinge seriamente a confiança do povo em suas instituições. Pelo menos a minha. Não é possível que um gestor público violento, incompetente e desacreditado saia vencedor por entender que no jogo do poder vence aquele que paga mais e/ou dá benefícios a quem lhe interessa. É preciso que a sociedade entenda que o retorno das aulas nessas circunstâncias não será benéfica para os estudantes e muito menos para a educação pública paranaense. Os únicos a comemorar serão aqueles que com toda a certeza não têm, nem terão seus filhos algum dia matriculados em uma escola estadual. Os mesmos que preparam um brinde financeiramente inacessível aos professores, que com toda certeza nada terão para comemorar. JoYa



Tenho acompanhado, com desgosto, o desenrolar das negociações – se é que se pode chamar isso de negociação – entre a classe docente e o governo do Estado. Hoje, após mais uma declaração irresponsável de alguns que teimam em apequenar os professores, apetece-me dizer o seguinte:
Eu, PAI de duas crianças, estudantes da Escola Estadual Nossa Senhora das Graças, em Irati-PR, declaro publicamente que meus filhos só retornarão à escola quando os PROFESSORES decidirem, em comum acordo, retomar as atividades letivas. Portanto, só após posicionamento oficial da classe! NÃO enviarei meus filhos a uma escola sem professores, e NÃO USAREI meus filhos numa patética tentativa de pressão ou manobra política para denegrir a imagem dos professores ante a sociedade. Seria uma irresponsabilidade!
Para aqueles que vêm tentando denegrir professores, digo que, Sim, as crianças têm direito sim às aulas, mas também têm direito a uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, com PROFESSORES QUALIFICADOS, BEM PAGOS e RESPEITADOS, quer socialmente, quer pelo poder público. Considero um desrespeito aos direitos das nossas crianças, tratar seus professores e professoras como cidadãos de segunda, sem substância moral de pessoa digna, tal como se fez e se vem fazendo historicamente, culminando naquela selvageria que se viu em Curitiba no dia 29 de abril de 2015.
Entretanto, devo dizer que, diante das circunstâncias, torna-se evidente que não haverá da parte do Estado qualquer proposta de reajuste que atenda ou que chegue perto do percentual pretendido pelos professores. Infelizmente! O governo, de forma inédita (¿), tem a benevolência dos poderes legislativo e judiciário e, prolongar a greve por mais tempo, tende a desgastar a classe e não o governador. Talvez seja momento de avaliar e negociar o possível, deixando o resto para outras demandas e batalhas futuras. Digo isso a partir do resultado das discussões sobre a previdência. Não só o Estado venceu, como também o Judiciário já sacou a sua parte... adivinhem quem vai perder de novo...

 Joaquim J M Morais