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sábado, 16 de março de 2013

ele se deita no túmulo



Sobre as cinzas dos astros, as indivisas da família, estava
O pobre personagem, deitado, após haver bebido a gota de
Nada que falta ao mar. (o frasco vazio, visão, loucura, tudo
o que resta do castelo?) O Nada tendo partido, resta o
castelo da pureza (ou os dados – acaso absorvido)

(Stéphane Mallarmé /Tradução de José Lino Grünewald)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Introduzir-me em tua história

Introduzir-me em tua história
é como herói intimidado
se o tendão nu tiver tocado
algum tufo de território
a geleiras atentatório
não sei que pueril pecado
não há de ter silenciado
de  rir bem alto de vitória
dize-me se feliz eu deixo
trovão e rubis sobre o eixo
de ver que o fogo no ar se exploda
por entre os reinos mais bizarros
para morrer púrpura a roda
da única vésper de meus carros.

1886
Stéphane Mallarmé.(trad  :Augusto de Campos)
in.Poesia da recusa.editora Perspectiva