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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

“Fornovo, 29 de abril de 1945. O hipomóvel e arcaico Exército Alemão se rende à totalmente mecanizada e motorizada Força Expedicionária Brasileira: "Para todos, mas em especial para os admiradores da eficiência militar alemã, deve ter sido paradoxal perceber que, mesmo ao final da guerra, o exército que criou o conceito da Blitzkrieg ainda dependia, em larga escala, de carroças e carretas tracionadas a cavalo, para transporte e tração de material de guerra e logístico. Oficialmente, a artilharia do Exército Alemão era quase toda hipomóvel, bem como praticamente todas divisões de infantaria. Mesmo ao final da Segunda Guerra Mundial, em sua maior parte, o Exército Alemão era exatamente como quase todas unidades do Exército Brasileiro, antes da guerra: hipomóveis. A modernidade da Blitzkrieg, entre os alemães, sempre teve que coexistir com vários dos métodos e recursos da Primeira Guerra Mundial, sendo necessário empregar centenas de milhares de cavalos para deslocar toda logística e boa parte do material de guerra de suas divisões de infantaria".

 Pg. 156 do livro "Extermine o Inimigo: Blindados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial" de Dennison de Oliveira disponível em https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=24316 Acervo do OCIAA no US National Archives .


domingo, 7 de junho de 2015

Memória da violência


Os professores da rede pública de ensino do Estado do Paraná em greve debatem aqui no Facebook em antecipação à votação que deverá ser encaminhada na assembléia da próxima terça feira: continuar ou não continuar com a greve? É uma decisão terrível para a qual inexiste qualquer resposta viável: tanto prosseguir quanto encerrar a greve não são opções. Ambas são alternativas igualmente péssimas diante de um desgoverno de corruptos, ladrões e estupradores, auxiliado por um anti-judiciário lacaio do poder que nega aos grevistas os mesmos direitos que não hesita em atribuir a si mesmo, tudo legitimado por uma anti-assembleia de capachos e bandidos que se recusa a julgar deputados estelionatários e corruptos. A greve só seria opção viável se estivéssemos em um Estado Democrático de Direito, mas estamos vivendo um regime anti-republicano, anti-democrático, inconstitucional, anti-povo e anti-trabalhador. A conclusão a que se pode chegar é que ficou caríssimo para o movimento dos professores ter trocado a vitoriosa revolução de fevereiro pela atual greve fracassada. É duvidoso que os professores do Paraná consigam repetir o milagre de fevereiro: seria como de novo andar sobre a água. Mas se o fizerem e conseguirem repetir o milagre de novamente ocupar o plenário da ex-alep, com a anuência dos aparelhos repressivos de Estado como ocorreu em fevereiro, espera-se que desta vez façam a coisa certa: exerçam o poder legislativo em nome do povo e no interesse da categoria e do Estado do Paraná promulgando sem mais delongas as leis de que tanto carecemos e pondo fim a um regime político insuportável e inaceitável. Seu exemplo pode desencadear por todo país a mudança a que todos aspiramos. Independentemente do que venha a acontecer na terça-feira nossos corações e nossos pensamentos estarão com os professores da rede pública de ensino do Estado do Paraná.


Dennison de Oliveira

segunda-feira, 4 de maio de 2015

"Desde a Guerra do Contestado os paranaenses não viam aeronaves atacando civis. Desde a ditadura militar não víamos assembleia legislativa tão submissa ao poder executivo e tão distante dos ideais do povo. E talvez jamais tenhamos visto poder tão autocrático, impiedoso, corrupto e criminoso como esse a que insistimos em chamar de "governo" do Paraná. Ou o Paraná acaba com a quadrilha richa e seus ladrões, estelionatários e estupradores ou a quadrilha richa acaba com o Paraná: ao final nada restará." 


Prof. Dennison de Oliveira/ Depto História da UFPR.

terça-feira, 25 de junho de 2013


Se não posso liderar não é minha revolução.
Se meu partido não pode participar não é minha revolução.
Se usarem a bandeira do Brasil não é minha revolução.
Se tiver quebra -quebra mesmo que não seja coisa do movimento não é minha revolução.
Se não tiver uma pauta histórica de reivindicação não é minha revolução.
Se não divulgar meu movimento não é minha revolução.
Se criticarem o governo não é minha revolução.
Se atrapalhar a copa não é minha revolução.
Se cantarem o hino nacional não é minha revolução.
Se não tiver UNE, MST, CUT ou qualquer outra repartição pública não é minha revolução.
Se tiver violência mesmo que pontual e localizada não é minha revolução.
Se não tiver o meu coletivo não é minha revolução.
Se não tiver liderança não é minha revolução.
Se não tiver uma petição online não é minha revolução.

Claro que não é a revolução de vocês. Isso é uma revolução, não um cafezinho cazamiga no findi tarde.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

cães de rua de Curitiba



Dennison de Oliveira
O primeiro sujeito se diz dono do cachorro, mas não gasta um tostão com ele e ainda deixa solto na rua o dia todo, onde ele vira o lixo de todo mundo, ataca as pessoas e espalha sarna, piolho e pulga. O segundo sujeito denunciou o caso ao poder público que nada fez, dae ele não suporta mais essa situação, vai lá e mata o cachorro. Esse segundo sujeito cometeu crime passível de até dois anos de prisão. O primeiro sujeito não cometeu crime algum. Tae a situação que levou aos atuais 225.00 cães de rua de Curitiba, pragas urbanas insuportáveis cuja eliminação é necessária e urgente.