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segunda-feira, 28 de outubro de 2019


O negócio é o seguinte: eu sou diferente de você, você é diferente de mim. Em alguns assuntos nós concordamos, em outros não.
Eu tento postar matérias, textos, expressões do que penso na situação que estou vivendo, de vez em quando apelo para uma figurinha, uma piadinha, um melodrama, também porque representa a relação entre sentimento, sensação e razão pela qual vivo naquele momento e mostra que minha trajetória pode ser semelhante ou completamente diferenciada da sua.
Faço esforços grandiosos para ver para além da minha trajetória e tentar compreender como os diferentes pensam, mas é impossível sentir o que os outros sentem da maneira que o sentem, e muitas vezes, o máximo que chego é me distanciar mais de mim mesma para observar por outra perspectiva, mas que ainda é minha mesma.
Ainda vibro num estado em que me é muito difícil conter impulsos de reação raivosa, debochada, escrachante e narcisística. Mas sabendo disso, meus julgamentos incontroláveis são bem relativos e consigo mudar meus posicionamento quanto mais me esclareço a respeito do que fiz, li, pensei, conversei e senti.
Não acredito em neutralidade e desconfio de muitas coisas. Todavia, mantenho esperanças quanto a minha vida pessoal e a projetos coletivos cooperativos e solidários.
Não sei se as pessoas, ou quantas pessoas, sofrem com o que eu sofro nessas tentativas de distanciamento e compreensão e reflexão sobre si mesmo.
Não acho que a melhor solução para nada seja mantermos posições enfadonhas e de menos intervenção sobre o mundo, as coisas, os pensamentos, as pessoas, só não tenho ainda condições e exemplos suficientes para comprovar o que acho, por isso permaneço aberta a duvidas e em processo de buscar aprender e conhecer mais de tudo.

Louise Ronconi de Nazareno

quinta-feira, 12 de julho de 2018


Faz 54 anos que eventos ocorrendo em 31/04/1964 culminam em 1/04/1964 no Golpe (civil/empresarial-militar)que nos levou a uma ditadura, retirando do poder o presidente João Goulart. Repressão, autoritarismo, mortes, tortura, corrupção escondida, vigilância dos vizinhos, a desigualdade aumentou sim, vão ler... e só em 2011 tivemos a instalação da Comissão da Verdade.
É para lembrar.
É para entender que esconderam os efeitos nocivos desse período, que não se produziu vergonha coletiva pelas ações da ditadura, é para lembrar que se escondiam cadáveres, que censuravam informações, lembrar do AI 5 que cassou mandatos e acabou com garantias do habeas corpus... teve muita perseguição àqueles que pensavam diferente e que mostrou a mesquinharia das delações, muitas , muitas vezes não verdadeiras, mas agradavam a versão da SNI ( Serviço Nacional de Informações da Ditadura)...
Ditadura nunca mais!
A exemplo da Argentina era isso que deveríamos estar lembrando, tortura nunca mais, ditadura nunca mais, extermínio nunca mais...
Mas para um país que tem dificuldade de aceitar as consequências nefastas da escravidão até hoje, do genocídio indígena, imagina refletir sobre ditadura ...

Louise Ronconi de Nazareno