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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eu entendo que não entende o afastamento da Dilma como um golpe, e são várias as facetas desse golpe: é um golpe judiciário, parlamentar, midiático, econômico. Eu entendo o seu pensamento que o liberalismo, o Estado mínimo e a redução ou até o fim dos gastos públicos beneficiariam o Brasil,mesmo sendo você um usuário do SUS e do Ensino Público. Eu entendo sua aversão pela bandeira do PT e de toda a esquerda, mesmo sendo ela que defende na Câmara e nas ruas os seus direitos. Eu entendo que vota em partidos da direita com medo de que a esquerda seja comunista, mesmo que não exista regime comunista e, na forma como pensou Marx, nunca tenha existido. Eu entendo que pensa com a cabeça dos editoriais das grandes mídias, entendo o seu senso comum, a sua falta de senso crítico. Mas o que eu não entendo, apesar de tudo isso, é o seu ódio, a sua ira pelas pessoas pobres, sendo você igualmente pobre. Nesse caso, você não é tão somente pobre, mas um miserável pela própria falta de percepção. JD

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Era pobre com FHC, andava a pé, morava de aluguel, não estudava. Ficou classe media com Lula,dois carros,casa própria e fez faculdade. Com Dilma teve que vender um dos carros. Revoltado, agora o desorientado pensa q é elite, vota na direita.jd

domingo, 4 de setembro de 2016

O documento do PMDB intitulado “Uma ponte para o futuro' imagino que será uma obra, já orçada com superfaturamento, acordada com propina aos empreiteiros delatores. Sua construção servirá para a elite passar sobre o povo agonizante no abismo social.
 JDamasio

domingo, 28 de agosto de 2016

Perdi o sono na noite anterior. Quando era adolescente, volta e meia estava na iminência de ser expulso da escola. Arrumava encrenca fácil, brigava. Mas nunca fui de tirar sarro de ninguém. Era o mais alto da turma, os baixinhos adoram crescer em cima da gente. Eu também tinha um gênio difícil e não levava o tal falado desaforo pra casa, perdia o sono a noite. Com o passar dos anos, agora aos 50, pensava que havia me equilibrado, mas não é que corro novamente o risco, agora como professor, de ser expulso da escola!
Mais uma vez que o colega de magistério, passar pela salinha onde faço quieto e concentrado minha hora atividade, com ar de superior, zombando da democracia, tirando sarro das minhas dores, dos meus valores, dizendo que o Brasil já está melhor sem a Dilma, sem o PT. Que Temer será um ótimo presidente, falando bem da meritocracia, contra os programas sociais, entre outras falas absurdas, chamando todos da esquerda de mortadela , não mais darei uma aula de sociologia para esse professor, darei uma porrada na saída do colégio. Detalhe que me dói, esse colega foi cotista, formou-se pelas mãos do Estado . Pensando bem, não evolui, apenas envelheci, mas continuo não zombando de ninguém, respeito as dores, a cultura, a ignorância do outro. Principalmente dos pobres que se dizem da direita, defendem neoliberalismo sem saber que estão brigando por interesses que não são os seus. Mas por favor, não me venha tirar uma com a minha cara. Continuo um moleque briguento. Creio ter recebido um convite desse colega no face, sendo assim, está avisado!

Julio Damásio, professor de sociologia e contista.