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sábado, 26 de março de 2016

O Homem — um cadáver adiado


A vida do homem não é mais do que uma luta pela existência com a certeza de ser vencido.
— Arthur Schopenhauer, in As Dores do Mundo.

domingo, 7 de abril de 2013



. ''Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças, pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.
Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina. ''

Arthur Schopenhauer

sexta-feira, 5 de abril de 2013



'Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é. ''

__Arthur Schopenhauer

domingo, 3 de março de 2013

O mundo como representação e como vontade



‎"Quando ouço música, a minha imaginação se compraz muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar.

Arthur Schopenhauer

O mundo como vontade e como representação



- Contudo, o ponto de comparação da música com o mundo, a maneira pela qual a primeira está para este como cópia ou repetição,encontra-se profundamente oculto. A música foi praticada em todos os tempos sem se poder dar uma resposta
a tal indagação. Ficou-se satisfeita em compreendê-la imediatamente, renunciando-se a uma concepção abstrata dessa compreensão imediata.

Arthur Schopenhauer


"O motor principal e fundamental no homem, bem como nos animais, é o egoísmo, ou seja, o impulso à existência e ao bem-estar. [...] Na verdade, tanto nos animais quanto nos seres humanos, o egoísmo chega a ser idêntico, pois em ambos une-se perfeitamente ao seu âmago e à sua essência. Desse modo, todas as acções dos homens e dos animais surgem, em regra, do egoísmo, e a ele também se atribui sempre a tentativa de explicar uma determinada acção. Nas suas acções baseia-se também, em geral, o cálculo de todos os meios pelos quais procura-se dirigir os seres humanos a um objectivo. Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite. Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo. Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: "Tudo para mim e nada para os outros" é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo." 

 - Arthur Schopenhauer.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013



22/2 - Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista.

A glória, quanto mais tardia mais duradoura há de ser. Todo fruto delicioso amadurece lentamente.

A honra não se ganha; só se perde.

A intolerância é intrínseca apenas ao monoteísmo: um deus único é, por natureza, um deus ciumento, que não tolera nenhum outro além dele mesmo.

A língua é para o espírito de uma nação, o que o estilo é para o espírito de um indivíduo.

A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.

A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças do que nos nossos bolsos.

A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos.

A simplicidade representa o mais alto degrau da sabedoria.

A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.

A verdade fica mais bonita nua, e a impressão que ela causa é mais profunda quanto mais simples for sua expressão.

A virtude não se ensina, como tão pouco o gênio.

As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo.

As religiões são como vaga-lumes: para brilhar precisam das trevas.

Como somos obrigados a viver, devemos sofrer o menos possível.

Casar-se significa duplicar as suas obrigações e reduzir a metade dos seus direitos.

Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos.

Melhor deixar que as pessoas sejam como são do que acreditar no que não são.

Nada é mais prejudicial ao nosso pensamento do que a influência forte de pensamentos alheios.

Não nos deixar cair em tentação, é o mesmo que dizer: não nos deixar ver quem realmente somos.

Não diga a um amigo nada que você esconderia de um inimigo.

Nem todos os loucos ou burros são fanáticos, mas todos os fanáticos são loucos ou burros.

O amor é como os fantasmas de que todos falam, mas que ninguém viu.

O conhecimento é limitado, só a estupidez é ilimitada.

O destino baralha as cartas, e nós jogamos.

O maior erro que alguém pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.

Os eruditos são aqueles que leram nos livros; mas os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo.

Quanto menos inteligente uma pessoa é, menos misteriosa lhe parece a existência.

Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte.

Todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, pelos limites do mundo.

Toda verdade atravessa 3 fases: 1) é ridicularizada; 2) é violentamente contrariada; 3) é aceita como a própria prova.

Uma maneira de agradar é deixar que cada um fale de si.

Vista da juventude, a vida é um longo futuro; a partir da velhice, parece um curto passado.