quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Presídios privatizados, os mais caros, ruins e lucrativos para a ganância privada de poucos e sofrimento de muitos. Daí especialistas afirmaram que presídios estão sob administração, controle e direção dos próprios criminosos, o que não é diferente do resto do Estado, porque o executivo, legislativo e judiciário também estão ocupados pelos mais corruptos golpistas. Somente escolas diminuem a população carcerária do futuro. Para quem não quer entender basta a metáfora dos mosquitos, o mais importante é acabar com a reprodução das águas sujas e paradas. Sem escolas de qualidade e sem professores de qualidade, bem formados, investidos e estruturados, a bandidagem só aumenta. Quem maltrata, bate nos professores e nas suas justas reivindicações são os criadores, multiplicadores de bandidos, que depois tanto mal farão a toda sociedade.

RCO

Чёрный ворон_-_Чапаев.mp4

Валерий Золотухин в фильме "Хозяин тайги"

Казачий Круг — Ой, да не вечер (05.04.2010)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Krushshov







POEMA SEM TÍTULO


Digo ao chumbo:
por que você permitiu
ser moldado em bala?
Esqueceu os alquimistas?
Desistiu da esperança
de tonar-se ouro?
Ninguém responde.
Chumbo. Bala. Com nomes
como esses
o sono é longo e profundo.
.

[Charles Simic / Trad. Carlos Machado]




IX


Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

~ “O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa


domingo, 1 de janeiro de 2017

Alexandrov Ensemble (Red Army Choir) - Whole Concert

Alexandrov Ensemble (Red Army Choir) - Whole Concert

Alexandrov Ensemble (Red Army Choir) - Whole Concert

ODE À ALEGRIA


(Friedrich Schiller)

Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
Alegremente, como seus sóis voem
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões, vocês estão ajoelhados diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!


- Friedrich Von Schiller, Ode à Alegria (An die Freude), 1786 - tradução do original, tal como se canta na Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, 1824.