terça-feira, 1 de junho de 2010

"A liberdade não é , propriamente falando; ela se conquista numa situação histórica;
cada livro propõe uma libertação concreta a partir de uma alienação particular "
Jean- Paul Sartre

Pavarotti - Questa o quella - Rigoletto (DVD)

Veludo Azul

Procurando a verdade

Carta ao governo Israelense

Sres. que me envergonham:





Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.



As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.



Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!



Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.



Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.



A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..



O Sr., Lieberman, que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.



Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.



Abaixo o fascismo!



Paz Já!


Silvio Tendler



Cineasta

domingo, 30 de maio de 2010

Fanny Ardant

Persona - trailer

"Hour of the Wolf" Trailer

The Seventh Seal: The knight's first meeting with death

Rostropovich plays the Sarabande from Bach's Cello Suite # 1

Dmitri Shostakovich - Waltz No. 2

Glenn Gould plays Bach

Lixo que não é lixo vira riqueza para o País

Preservação do meio ambiente, inserção social, geração de riquezas. Estes são os principais benefícios encontrados em duas soluções simples e eficientes: a coleta seletiva e a reciclagem de materiais reaproveitáveis.



No Brasil, a primeira experiência do gênero aconteceu na cidade de Niterói (RJ), em 1985. Entre as capitais, Curitiba foi a pioneira, implantando, com sucesso, o Programa Lixo que não é lixo, em 1989.



De acordo com a jornalista e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Myrian Del Vecchio de Lima, a ideia politicamente correta acabou sensibilizando a população, fazendo com que a iniciativa desse resultado.



“A campanha do Lixo que não é lixo foi bem interessante. Trata-se de um “case’ histórico que despertou nas pessoas a consciência para a preservação do meio ambiente”, relata.



Vinte e um anos depois do projeto, a manutenção deste trabalho ainda continua firme na capital. Contudo, a doutora acredita que a cidade poderia ter avançado muito mais neste processo.



“A gente faz mais a parte simples, que é separar o lixo seco (reciclável) do molhado (orgânico). Acredito que poderíamos fazer algo um pouco mais avançado, como deixar um espaço exclusivo para cada material. Outra questão é que o pessoal não faz a devida limpeza na embalagem antes de descartá-la. Se isso não for feito, o material acaba perdendo valor e, em alguns casos, nem pode ser reciclado”, revela.



Como exemplo a ser seguido, a jornalista cita o caso da Alemanha, do Canadá e dos Estados Unidos. “A Alemanha é considerada o País mais avançado no que tange à coleta seletiva e à reciclagem. Canadá, embora conte com uma população bem menor que a do Brasil, também obtém ótimos resultados, assim como os Estados Unidos que, mesmo sendo um país extremamente consumista, faz um bom trabalho”, comenta.



Para Lima, porém, tão importante quanto a ideia de seleção do lixo e reciclagem é a de conscientizar a população para evitar o consumo exagerado dos produtos. “Um detalhe que constatei é o de que não existem campanhas para orientar as pessoas para frear o consumo e, principalmente, aumentar a vida útil de aparelhos eletrônicos, em especial celulares e computadores, que são substituídos com muita velocidade, gerando o que se chama de lixo eletrônico. Isso está se tornando um problema ambiental sério, pois possuem componentes tóxicos, como chumbo e cádmio. Por isso, que não dá para dispensá-los como lixo comum, até porque tem muita coisa ali que é reciclável”, alerta.



Assim como o lixo eletrônico, a doutora avisa que outros materiais tóxicos para a natureza podem ser reaproveitados. “Um bom exemplo disso é o óleo de cozinha. Se ele for reciclado, pode se transformar em produtos de limpeza, como sabão. Do contrário, se ele for descartado sem cuidado, vai entupir tubulações e, se cair na rede pluvial, contaminará a água. Pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, que contém metais pesados, também podem ser reciclados. A exceção fica por conta do lixo hospitalar, que necessita de uma série de cuidados, coleta diferenciada e vai para aterros especiais, e lixo do banheiro, pois o papel higiênico, fralda e absorvente íntimo estão bem contaminadas”, salienta.



ONG da capital trabalha com material eletrônico



Uma organização não-governamental (ONG) de Curitiba vem trabalhando em uma medida interessante para o lixo eletrônico. O Instituto Brasileiro de Ecotecnologia (Biet) vem promovendo ações interdisciplinares de educação ambiental e inserção social por meio da reutilização, reciclagem, destruição e disposição final destes produtos.



De acordo com o engenheiro civil e presidente do conselho administrativo do Biet, Maurício Beltrão Fraletti, o instituto surgiu de outro projeto seu, a Robótica sem Mistério, no ano de 2003.



“Comecei a receber bastante ofertas do que eu chamo de e-lixo quando foi criada a Robótica sem Mistério. Por ter ciência de que é um problema sério e de não me conformar em ver tais materiais em aterros sanitários, passei a usar as peças na robótica e assim nasceu o Biet. Desde então, fizemos diversas parcerias com governos estadual e municipal, iniciativa privada e a sociedade como um todo. Recentemente recebemos materiais vindos da Cargil, Bosch e da Ordem dos Advogados do Brasil seção Paraná (OAB-PR)”, conta.



O Biet conta com um centro no bairro Sítio Cercado e outros municípios já demonstraram interesse em abrir estes espaços. “Recebemos convites para levar o projeto para Colombo, São José dos Pinhais, Campo Largo e Araucária (todos na Região Metropolitana de Curitiba RMC). Vamos abrir um centro em uma escola pública de Ponta Grossa (Campos Gerais) e realizamos oficinas pelo Estado por meio do programa Paraná em Ação”, diz Fraletti.



A ação do Biet consiste em receber o e-lixo, testar os equipamentos, um a um, e o que funcionar é separado e o que está estragado é desmontado. “O que ainda puder ser utilizado, nós utilizamos no nosso centro e doamos para alguma outra instituição, mas com o compromisso de devolução após o produto não ter mais funcionamento. Por exemplo, um monitor queimou de vez. A gente pega o que estragou e substitui por outro que pode ser utilizado. O material inutilizado será reciclado e vai ser destinado para as oficinas de robóticas e para a confecção de novos produtos”, salienta.



A única coisa que falta para a ONG é o de conseguir fazer a reciclagem total dos computadores, conforme conta o presidente do Biet. “Estamos buscando ajuda nas universidades para descobrir como resolver a questão que envolve os metais pesados nos computadores”, afirma.



Para doar um equipamento eletrônico para o Biet, é preciso agendar antes. Os telefones de contato são (41) 3289-8856 e (41) 9932-0168 ou pelo e-mail falecom@biet.org.br. Mais informações da ONG pelo site www.biet.org.br.



Programa



Não são apenas plásticos, metais e papéis que vão para o programa de reciclagem da Prefeitura de Curitiba. Segundo a gerente de limpeza do Departamento de Limpeza Público, Gisele Martins dos Anjos, o lixo eletrônico e o tóxico também são recolhidos.



A gerente diz ainda que no caso dos eletro-eletrônicos, a reciclagem não é feita pela prefeitura. “É feito apenas uma pré-triagem dos materiais e as peças são leiloadas para empresas que trabalham com esse tipo de reciclagem”, avisa.

Paraná aplica há sete anos a responsabilidade solidária



O governo do Paraná, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), vem aplicando há sete anos a Lei Federal número 6938/81 que, entre outras coisas, aborda a questão da responsabilidade solidária. O que seria isso? Significa que a empresa cuja logomarca da embalagem está presente num determinado produto é responsável pelo destino final do mesmo.



O coordenador de resíduos sólidos da Sema, Laerty Dudas, diz que para que a lei funcione plenamente, é necessário uma mudança nos hábitos da população. “Vamos tomar como exemplo a questão dos computadores. Estamos sempre conversando com as empresas e elas não se negam a fazer a chamada logística inversa (que vai do consumidor até o fabricante). Entretanto, elas pedem a nota fiscal da mercadoria. Infelizmente, não temos esse hábito de guardar notas fiscais, que é fundamental para que o fabricante descaracterize o produto ao receber”.



No caso das lâmpadas fluorescentes, o diálogo vem sendo mais extenso, conforme explica o coordenador. “Antes eles não queriam nem saber de dar o destino do produto após o seu uso. Hoje já há um canal de diálogo.



Já existe uma lei estadual que informa que a responsabilidade de recolher a lâmpada após o uso é de responsabilidade do fabricante ou do importador”, informa.



Dudas conta que foi conversado com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e com a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) para que encontrem uma solução para este problema. “Em abril deste ano, foi feita uma reunião dos municípios que mais geram resíduos no Paraná, chamados de G-22.



Eles têm um passivo de 260 mil lâmpadas estocadas, o que é um agravante, pois trata-se de um material que contém mercúrio, tóxico para o ser humano. A Abilux ficou de retirar esse passivo ambiental e dar um fim a ele. A Abilumi recebeu um prazo final até o dia 30 de junho deste ano, para apresentar um projeto para solucionar este impasse”, conta.

Flávio Laginski
fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news

sábado, 29 de maio de 2010

Leia íntegra traduzida da carta de Barack Obama a Lula sobre acordo com o Irã



O acordo nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã se­gue, ponto a ponto, todas as solicitações que o presidente Barack Obama havia exposto em carta a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva, datada de 20 de abril, apenas três semanas antes, portanto, da viagem de Lula ao Irã, da qual resultou o acordo. A Folha obteve, com ex­clusividade, cópia integral da carta, na qual Obama es­creve que o objetivo era ofe­recer “explicação detalhada” de sua perspectiva “e sugerir um caminho a seguir”.



FOLHA SP   27/05/2010



Leia a íntegra traduzida da mensagem:



“Gostaria de agradecê-lo por nossa reunião com o primeiro-ministro Erdogan, da Turquia, durante a Conferência de Cúpula sobre Segurança Nuclear. Dedicamos algum tempo ao Irã, à questão da provisão de combustível nuclear para o Reator de Pesquisa de Teerã (TRR), e à intenção de Turquia e Brasil quanto a trabalhar para encontrar uma solução aceitável. Prometi responder detalhadamente às suas ideias, refleti cuidadosamente sobre a nossa discussão e gostaria de oferecer uma explicação detalhada sobre minha perspectiva e sugerir um caminho para avançarmos.



Concordo com você em que o TRR representa uma oportunidade para abrir caminho a um diálogo mais amplo no que tange a resolver preocupações mais fundamentais da comunidade internacional com respeito ao programa nuclear iraniano em seu todo. Desde o começo, considerei a solicitação iraniana como uma oportunidade clara e tangível de começar a construir confiança mútua e assim criar tempo e espaço para um processo diplomático construtivo. É por isso que os Estados Unidos apoiaram de forma tão vigorosa a proposta apresentada por Mohamed El Baradei, o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).



A proposta da AIEA foi preparada de maneira a ser justa e equilibrada, e para permitir que ambos os lados ganhem confiança. Para nós, o acordo iraniano quanto a transferir 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento (LEU) para fora do país reforçaria a confiança e reduziria as tensões regionais, ao reduzir substancialmente os estoques de LEU do Irã. Quero sublinhar que esse elemento é de importância fundamental para os Estados Unidos. Para o Irã, o país receberia o combustível nuclear solicitado para garantir a operação continuada do TRR a fim de produzir os isótopos médicos necessários e, ao usar seu próprio material, os iranianos começariam a demonstrar intenções nucleares pacíficas. Não obstante, o desafio continuado do Irã a cinco resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas que ordenam o final de seu programa de enriquecimento de urânio, estávamos preparados para apoiar e facilitar as ações quanto a uma proposta que forneceria combustível nuclear ao Irã usando urânio enriquecido pelo Irã uma demonstração de nossa disposição de trabalhar criativamente na busca de um caminho para a construção de confiança mútua.



No curso das consultas quanto a isso, reconhecemos também o desejo de garantias, da parte do Irã. Como resultado, minha equipe se concentrou em garantir que a proposta da AIEA abarcasse diversas cláusulas, entre as quais uma declaração nacional de apoio pelos Estados Unidos, a fim de enviar um claro sinal do meu governo quanto à nossa disposição de nos tornarmos signatários diretos e até mesmo potencialmente desempenharmos um papel mais direto no processo de produção do combustível; também ressaltamos a importância de um papel central para a Rússia e da custódia plena da AIEA sobre o material nuclear durante todo o processo de produção de combustível. Na prática, a proposta da AIEA oferecia ao Irã garantias e compromissos significativos e substanciais da parte da AIEA, dos Estados Unidos e da Rússia. O dr. El Baradei declarou publicamente no ano passado que os Estados Unidos estariam assumindo a vasta maioria do risco, na proposta da AIEA.



Como discutimos, o Irã parece estar seguindo uma estratégia projetada para criar a impressão de flexibilidade sem que concorde com as ações que poderiam começar a gerar confiança mútua. Observamos os vislumbres de flexibilidade transmitidos pela Irã a você e a outros, enquanto reiterava formalmente uma posição inaceitável à AIEA, por meio dos canais oficiais. O Irã continuou a rejeitar a proposta da AIEA e insistiu em reter em seu território o urânio de baixo enriquecimento até a entrega do combustível nuclear. Essa é a posição que o Irã transmitiu formalmente à AIEA em janeiro e uma vez mais em fevereiro de 2010.



Compreendemos pelo que vocês, a Turquia e outros nos dizem que o Irã continua a propor a retenção do LEU em seu território até que exista uma troca simultânea de LEU por combustível nuclear. Como apontou o general [James] Jones [assessor de Segurança Nacional da Casa Branca] durante o nosso encontro, seria necessário um ano para a produção de qualquer volume de combustível nuclear. Assim, o reforço da confiança que a proposta da AIEA poderia propiciar seria completamente eliminado para os Estados Unidos, e diversos riscos emergiriam. Primeiro, o Irã poderia continuar a ampliar seu estoque de LEU ao longo do período, o que lhes permitiria acumular um estoque de LEU equivalente ao necessário para duas ou três armas nucleares, em prazo de um ano. Segundo, não haveria garantia de que o Irã concordaria com a troca final. Terceiro, a “custódia” da AIEA sobre o LEU no território iraniano não nos ofereceria melhora considerável ante a situação atual, e a AIEA não poderia impedir o Irã de retomar o controle de seu urânio a qualquer momento.



Existe uma solução de compromisso potencialmente importante que já foi oferecida. Em novembro, a AIEA transmitiu ao Irã nossa oferta de permitir que o Irã transfira seus 1,2 mil de LEU a um terceiro país especificamente a Turquia- no início do processo, onde ele seria armazenado durante o processo de produção do combustível como caução de que o Irã receberia de volta o seu urânio caso não viéssemos a entregar o combustível. O Irã jamais deliberou seriamente quanto a essa oferta de “caução” e não ofereceu explicação confiável quanto à sua rejeição. Creio que isso suscite questões reais quanto às intenções nucleares iranianas. Caso o Irã não esteja disposto a aceitar uma oferta que demonstre que seu LEU é para usos pacíficos e civis, eu instaria o Brasil a insistir junto ao Irã quanto à oportunidade representada por essa oferta de manter seu urânio como “caução” na Turquia enquanto o combustível nuclear está sendo produzido.



Ao longo do processo, em lugar de construir confiança o Irã vem solapando a confiança, na forma pela qual abordou essa oportunidade. É por isso que questiono a disposição do Irã para um diálogo de boa fé com o Brasil, e por isso eu o acautelei a respeito em nosso encontro. Para iniciar um processo diplomático construtivo, o Irã precisa transmitir à AIEA um compromisso construtivo quanto ao diálogo por meio de canais oficiais algo que até o momento não fez. Enquanto isso, continuaremos a levar adiante nossa busca de sanções, dentro do cronograma que delineei. Também deixei claro que as portas estão abertas para uma aproximação com o Irã. Como você sabe, o Irã até o momento vem recusando minha oferta de um diálogo abrangente e incondicional.



Aguardo ansiosamente a próxima oportunidade de encontrá-lo e discutir essas questões, levando em conta o desafio que o programa nuclear iraniano representa para a segurança da comunidade internacional, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.



Sinceramente,



Barack Obama”



Tradução de Paulo Migliacci

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dzua ya ku zambezi indzaoneca

Dzua ya ku zambezi indzaoneca







indza dzoquera cu ntsua



Entregará as crianças um sorriso feiticeiro



Arrancará o choro triste sincero



Deixar um mpotahahi de sonhos







Contará karingana wa karingana



Ilumirá todas as suas vias de acesso ao manguana



E te encostarás nas melhores almofadas



Puras de uma flor que nunca murcha







O sol quer te ver a dançar a mapandzura



Amarrada a capulana na cintura



Á cantar nhimbo za cumui



Igual a aquelas que o Samora delirava



Cantava e pulava



O “ tiende pa modzi ni nthima omodzi”



Onde dele carregamos missozi



Do amor de um pai imortal







Quer te ver a esquivares a mata - mata



E ao por do sol escolher o ti sankule



Depois do pimbo ou do banana ainda



Na manhã seguinte ir a escola







Entoar com patriotismo o hino nacional



Gritar o óh pátria amada vamos vencer



Com o olhar vitorioso e emocional



Olhar a bandeira e o 25 de Junho nunca esquecer


Luana

fonte: mocambiqueonline.blogspot.com

L’infini dans ma salle de bain

domingo, 23 de maio de 2010

A violência na internet

A toda mudança de patamar de civilização corresponde uma mudança tecnológica, do arado ao computador, que muda, às vezes dramaticamente, o sistema de produção e os parâmetros de relação social

A piada é velha: a internet veio para resolver problemas que antes não existiam – mas, de fato, fico me perguntando como consegui sobreviver mais de 40 anos sem computador nem internet. Resisto entretanto ao saudosismo bucólico, dos velhos tempos em que, para pagar uma conta ou trocar um cheque, pegava-se uma pesada ficha de bronze e aguardava-se o chamado em altos brados. O caixa colocava uma ficha gigante numa máquina contábil especial, onde marcava créditos e débitos. Hoje somos nós que viramos todos funcionários dos bancos, trabalhando de graça aos sábados, domingos e feriados, fazendo pagamentos, transferências, aplicações, docs e o que for preciso – e o incrível é que achamos isso maravilhoso.


• Teorias conspiratóriasO evangelho segundo LulaEntre palavras e legumesE é mesmo. A toda mudança de patamar de civilização corresponde uma mudança tecnológica, do arado ao computador, que muda, às vezes dramaticamente, o sistema de produção e os pa-râmetros de relação social. Discutir esses efeitos está longe da pretensão do cronista, que aliás tenta se defender da internet como pode. Fascinado por ela, já perdeu dias e semanas com a banda larga na veia, fazendo nada – até perceber que ou reorganizava o tempo ou viraria um zumbi do monitor. Algumas medidas básicas funcionaram: não leio e-mails que não sejam pessoais e resisto a “surfar”. Quando ligo o computador, sei o que procuro: percorrer jornais ou fazer consultas (e nessa área de referência, a revolução da internet é absolutamente fantástica).

Mas dia desses escapei distraído para uma ponte com “comentários de leitor”, que passaram a me atrair, primeiro como curiosidade linguística, depois como sociologia, e atualmente como, digamos, aspectos patológicos do comportamento cotidiano. Fiquei impressionado com a violência dos comentários, o grau de agressividade, o primarismo argumentativo, o desejo de ferir – enfim, a estupidez pura e simples em que tanto o bom como o mau domínio da escrita se mesclam com o desejo de sangue a qualquer custo. Qualquer tema é gancho para o jogo baixo, o preconceito escarrado, o ressentimento, o rancor miúdo, sempre ocultos no pseudônimo: dos candidatos ao governo às notícias policiais, das páginas de cultura ao preço dos carros, do futebol ao cinema, tudo é argumento para o tacape digital assassino, incapaz de uma ponderação civilizada. Como se o inconsciente selvagem de cada um, sem filtro, ganhasse vida num clique. Acompanhar comentários de leitores na internet é quase sempre uma viagem chocante, inútil, deprimente.

Talvez eu esteja mesmo ficando velho, saudoso de uma cordialidade brasileira que nunca existiu, exceto no papel. As estatísticas mostram que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo, e no conforto da classe média tendemos a achar que isso é um problema distante. Mas, no escurinho da internet, vemos que o país real está muito próximo e mostra os dentes em toda parte.

fonte : gazeta do povo 11/05/2010

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Declaração Conjunta de Irã, Turquia e Brasil – 17 de maio de 2010

Tendo-se reunido em Teerã em 17 de maio, os mandatários abaixo assinados acordaram a seguinte Declaração:



1. Reafirmamos nosso compromisso com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e, de acordo com os artigos relevantes do TNP, recordamos o direito de todos os Estados-Parte, inclusive a República Islâmica do Irã, de desenvolver pesquisa, produção e uso de energia nuclear (assim como o ciclo do combustível nuclear, inclusive atividades de enriquecimento) para fins pacíficos, sem discriminação.



2. Expressamos nossa forte convicção de que temos agora a oportunidade de começar um processo prospectivo, que criará uma atmosfera positiva, construtiva, não-confrontacional, conducente a uma era de interação e cooperação.



3. Acreditamos que a troca de combustível nuclear é instrumental para iniciar a cooperação em diferentes áreas, especialmente no que diz respeito à cooperação nuclear pacífica, incluindo construção de usinas nucleares e de reatores de pesquisa.



4. Com base nesse ponto, a troca de combustível nuclear é um ponto de partida para o começo da cooperação e um passo positivo e construtivo entre as nações. Tal passo deve levar a uma interação positiva e cooperação no campo das atividades nucleares pacíficas, substituindo e evitando todo tipo de confrontação, abstendo-se de medidas, ações e declarações retóricas que possam prejudicar os direitos e obrigações do Irã sob o TNP.



5. Baseado no que precede, de forma a facilitar a cooperação nuclear mencionada acima, a República Islâmica do Irã concorda em depositar 1200 quilos de urânio levemente enriquecido (LEU) na Turquia. Enquanto estiver na Turquia, esse urânio continuará a ser propriedade do Irã. O Irã e a AIEA poderão estacionar observadores para monitorar a guarda do urânio na Turquia.



6. O Irã notificará a AIEA por escrito, por meio dos canais oficiais, a sua concordância com o exposto acima em até sete dias após a data desta Declaração. Quando da resposta positiva do Grupo de Viena (EUA, Rússia, França e AIEA), outros detalhes da troca serão elaborados por meio de um acordo escrito e dos arranjos apropriados entre o Irã e o Grupo de Viena, que se comprometera especificamente a entregar os 120 quilos de combustível necessários para o Reator de Pesquisas de Teerã.



7. Quando o Grupo de Viena manifestar seu acordo com essa medida, ambas as partes implementarão o acordo previsto no parágrafo 6. A República Islâmica do Irã expressa estar pronta – em conformidade com o acordo – a depositar seu LEU dentro de um mês. Com base no mesmo acordo, o Grupo de Viena deve entregar 120 quilos do combustível requerido para o Reator de Pesquisas de Teerã em não mais que um ano.



8. Caso as cláusulas desta Declaração não forem respeitadas, a Turquia, mediante solicitação iraniana, devolverá rápida e incondicionalmente o LEU ao Irã.



9. A Turquia e o Brasil saudaram a continuada disposição da República Islâmica do Irã de buscar as conversas com os países 5+1 em qualquer lugar, inclusive na Turquia e no Brasil, sobre as preocupações comuns com base em compromissos coletivos e de acordo com os pontos comuns de suas propostas.



10. A Turquia e o Brasil apreciaram o compromisso iraniano com o TNP e seu papel construtivo na busca da realização dos direitos na área nuclear dos Estados-Membros. A República Islâmica do Irã apreciou os esforços construtivos dos países amigos, a Turquia e o Brasil, na criação de um ambiente conducente à realização dos direitos do Irã na área nuclear.



Manucher Mottaki,



Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica do Irã



Ahmet Davutoglu,



Ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Turquia



Celso Amorim,



Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil


fonte:estadão.com.br