domingo, 28 de agosto de 2016

Najat Ya Msafer Wahdak

Ricardo Costa de Oliveira


Daí você sai com o seu cachorrinho Lhasa, na coleira, em um passeio para desestressar. Em uma das bucólicas ruas da vizinhança um carro abre um portão e saem dois pastores alemães ameaçadoramente agressivos na sua direção. Aprendi esta técnica e que até agora sempre funcionou para o bem de todos. Levanto o meu cachorrinho na altura do meu peito e encaro de frente o cão atacante. O agressor canino nunca ataca outro cão muito acima da cabeça dele, até para não expor o próprio pescoço, cabeça e orelhas a um contra-ataque de cima. Ufa, escapamos ilesos mais uma vez, no caso reincidente naquela mesma casa. Vou reclamar para os moradores, no carro coberto de adesivos da Lava Jato e não recebo nem um pedido de desculpa, pelo menos a minha dissuasão funcionou plenamente...
Marcos Siscar

Editorial da Folha, hoje: a "governabilidade" justifica a ilegalidade. E, em nome dela, teremos que aceitar o veredicto (golpe). Não dá pra dizer que não está claro.
"A abreviação do mandato presidencial, por contrariar o desejo expresso pelos eleitores, deveria ocorrer somente em circunstâncias excepcionais, quando o detentor houvesse perdido todas as condições de seguir governando e estivesse comprovado de maneira cabal o envolvimento direto do chefe do Executivo nas irregularidades.
A defesa de Dilma alega que as decisões sobre pedaladas e créditos suplementares foram tomadas por técnicos, e não pela petista, e que tais expedientes já eram usuais na administração pública. Se a atribuição de crime de responsabilidade a ela tem algo de questionável, sobressai o descompasso entre a conduta que se pretende punir e a sanção extrema que será imposta.
Ainda assim, 367 dos 513 deputados votaram pelo impeachment; calcula-se que em torno de 60 senadores farão o mesmo. Supera-se com folga o mínimo de dois terços exigido na Constituição, requisito alto o suficiente para garantir que só presidentes já incapazes de governar se arriscam a perder o cargo.
Dilma Rousseff está prestes a perder o seu. Após extenso processo supervisionado pelo Supremo Tribunal Federal, o Senado definirá o destino da petista —e não haverá motivo para recusar o veredicto."


Западный ветер погнал облака.
Забеспокоилась Клязьма-река.
С первого августа дочке неможется.
Вон как скукожилась черная кожица.
Слушать не хочет ершен да плотвиц,
Губ не синит и не красит ресниц.
- Мама-река моя, я не упрямая,
Что ж это с гребнем не сладит рука моя?
Глянула в зеркало - я уж не та,
Канула в омут моя красота.
Замуж не вышла, детей не качала я,
Так почему ж я такая усталая?
Клонит ко сну меня, тянет ко дну,
Вот я прилягу, вот я усну.
- Свет мой, икринка, лягушечья спинушка,
Спи до весны, не кручинься, Иринушка!


Arseny  Tarkowsky
tá foda viver nesta ditadura temerosa onde o que exala é podre e nada rima com rosa...


Bárbara Lia.escritora e poeta paranaense
Perdi o sono na noite anterior. Quando era adolescente, volta e meia estava na iminência de ser expulso da escola. Arrumava encrenca fácil, brigava. Mas nunca fui de tirar sarro de ninguém. Era o mais alto da turma, os baixinhos adoram crescer em cima da gente. Eu também tinha um gênio difícil e não levava o tal falado desaforo pra casa, perdia o sono a noite. Com o passar dos anos, agora aos 50, pensava que havia me equilibrado, mas não é que corro novamente o risco, agora como professor, de ser expulso da escola!
Mais uma vez que o colega de magistério, passar pela salinha onde faço quieto e concentrado minha hora atividade, com ar de superior, zombando da democracia, tirando sarro das minhas dores, dos meus valores, dizendo que o Brasil já está melhor sem a Dilma, sem o PT. Que Temer será um ótimo presidente, falando bem da meritocracia, contra os programas sociais, entre outras falas absurdas, chamando todos da esquerda de mortadela , não mais darei uma aula de sociologia para esse professor, darei uma porrada na saída do colégio. Detalhe que me dói, esse colega foi cotista, formou-se pelas mãos do Estado . Pensando bem, não evolui, apenas envelheci, mas continuo não zombando de ninguém, respeito as dores, a cultura, a ignorância do outro. Principalmente dos pobres que se dizem da direita, defendem neoliberalismo sem saber que estão brigando por interesses que não são os seus. Mas por favor, não me venha tirar uma com a minha cara. Continuo um moleque briguento. Creio ter recebido um convite desse colega no face, sendo assim, está avisado!

Julio Damásio, professor de sociologia e contista.


A questão habitacional em Curitiba é muito grave. A depender do orçamento municipal de 2016 destinado para construir moradias populares e regularizar as áreas irregulares da cidade, demoraremos mais de 3 mil anos para zerar a fila da COHAB. Isso mesmo, não é exagero: o atual orçamento permitiria a construção de 20 apartamentos populares e temos uma fila (que é sempre crescente) de 72 mil pessoas para acessar novas moradias e mais de 200 mil pessoas morando em áreas irregulares. Absolutamente toda política habitacional em Curitiba nos últimos 10 anos foi realizada com recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida" e agora o programa, para as faixas de renda mais baixas, foi suspenso pelo governo do Temer.

André Castelo Branco Machado

Processo politico


Júlio Urrutiaga Almada..........Tudo que agora passa no país, ressalta a ideia de que sempre deve valer a "lei de Gerson", instituída habilmente pela ditadura militar.De igual maneira, a máxima raquítica que "futebol, política e religião não se discute" - quando o dito seria: nosso futebol é o melhor do mundo:a religião é a católica e política: vá trabalhar vagabundo! até quando seremos subservientes? Agora fazem uso indevido e indecente, das mesmas premissas: futebol, apreciem.política:todos são corruptos e religião...??? não se discute. viva a esta pátria colonizada, a esta pátria sem povo.Até quando, está dormência pós-colonial?

William Teca......Processo democrático. vamos lembrar que temer foi eleito vice - numa chapa coadunada pelo lula (assim como o bom lula vendeu a alma do pt pro Maluff pra eleger o Haddad). quem fez a propaganda e convenceu o povão de que esses caras eram legais e "vote neles" foi justamente a esquerda que estava no poder - o filho é seu. adotaram o fisiologismo, o mercantilismo rasteiro e agora dizem que a culpa é de quem? o mínimo é assumir a cagada e mudar.

Transición


Algernon Blackwood

John Mudbury regresaba de sus compras con los brazos llenos de regalos navideños. Eran las siete pasadas y las calles estaban atestadas de gente. Era un hombre corriente, vivía en un piso corriente de las afueras, con una mujer corriente y unos hijos corrientes. Él no los consideraba corrientes, aunque sí los demás. Traía un regalo corriente a cada uno: una agenda barata para su mujer, una pistola de aire comprimido para el chico y así sucesivamente. Tenía más de cincuenta años, era calvo, oficinista, honesto de hábitos y manera de pensar, de opiniones inseguras, ideas políticas inseguras e ideas religiosas inseguras. Sin embargo, se tenía a sí mismo por un caballero firme y decidido, sin percatarse de que la prensa matinal determinaba sus opiniones del día. Y vivía… al día. Físicamente estaba bastante sano, salvo el corazón, que lo tenía débil (cosa que nunca le preocupó); y pasaba las vacaciones de verano jugando mal al golf, mientras sus hijos se bañaban y su mujer leía a Garvice tumbada en la arena. Como la mayoría de los hombres, soñaba, ociosamente con el pasado, se le escapaba embarulladamente el presente, e intuía vagamente -tras alguna que otra lectura imaginativa- el futuro.

-Me gustaría sobreexistir -decía- si la otra vida fuera mejor que ésta -mirando a su mujer y sus hijos, y pensando en el trabajo diario-. ¡Si no…! -y se encogía de hombros como hace todo hombre valeroso.

Acudía a la iglesia con regularidad. Pero nada en la iglesia lo convencía de que iba a subsistir en la otra vida, ni le inclinaba a esperar tal cosa. Por otra parte, nada en la vida lo convencía de que no fuera o no pudiera ser así. «Soy evolucionista», le encantaba decir a sus pensativos amigotes (delante de una copa), ignorando que se hubiera puesto en duda jamás el darwinismo.

Así, pues, volvía a casa contento y feliz, con su montón de regalos navideños «para la mujer y los chicos», y recreándose con la idea de la alegría y animación de su familia. La noche anterior había llevado a «su señora» a ver Magia en un selecto teatro de Londres frecuentado por intelectuales… y se había entusiasmado lo indecible. Había ido indeciso, aunque esperando algo fuera de lo corriente. «No es un espectáculo musical -advirtió a su mujer-; ni tampoco una comedia o una farsa, en realidad», y en respuesta a la pregunta de ella sobre qué decían las críticas, se encogió, suspiró y enderezó cuatro veces su chillona corbata en rápida sucesión. Porque no podía esperarse que un «hombre de la calle» con una pizca de dignidad entendiese lo que decían los críticos, aunque entendiese la Obra. Y John había contestado con toda sinceridad: «Bueno, dicen cosas. Pero el teatro está siempre lleno… y eso es lo que cuenta».

Y ahora, al cruzar Piccadilly Circus entre el gentío para coger el autobús, quiso el azar que (al ver un anuncio) le absorbiese el cerebro dicha Obra particular, o más bien el efecto que le causara en su momento. Porque le había cautivado lo indecible: con las maravillosas posibilidades que insinuaba, su tremenda osadía, su belleza alerta y espiritual… El pensamiento de John se lanzó en pos de algo: en pos de esa sugerencia curiosa de un universo más grande, en pos de la sugerencia cuasi divertida de que el hombre no es el único… Y aquí chocó con una frase que la memoria le puso delante de las narices: «La ciencia no agota el Universo», ¡al tiempo chocaba con otra clase de fuerza destructora…!

No supo exactamente cómo ocurrió. Vio un Monstruo feroz que lo miraba con ojos de fuego. ¡Era horrible! Se abalanzó sobre él. Lo esquivó… y otro Monstruo salió de una esquina a su encuentro. Corrieron los dos a un tiempo hacia él. Se hizo a un lado otra vez, con un salto que podía haber salvado fácilmente una valla, pero fue demasiado tarde. Le cogieron entre los dos sin piedad, y el corazón se le subió literalmente a la boca. Le crujieron los huesos… Tuvo una sensación dulce, un frío intenso y un calor como de fuego. Oyó un rugir de bocinas y voces. Vio arietes; y un testudo de hierro… Luego surgió una luz cegadora… «¡Siempre de cara al tráfico!», recordó con un grito frenético; y merced a una suerte extraordinaria, ganó milagrosamente la acera opuesta.

No había duda al respecto. Se había librado por los pelos de una muerte desagradable. Primero, comprobó a tientas los regalos: los tenía todos. Luego, en vez de alegrarse y tomar aliento, emprendió apresuradamente el regreso -¡a pie, lo que probaba que se le había descontrolado un poco la cabeza!-, pensando sólo en lo desilusionados que se habrían quedado su mujer y sus hijos si… bueno, si hubiese ocurrido algo. Otra cosa de la que se dio cuenta, extrañamente, fue de que ya no amaba a su mujer en realidad, y que sólo sentía por ella un gran afecto. Sabe Dios por qué se le ocurrió tal cosa; el caso es que lo pensó. Era un hombre honesto, sin fingimientos. La idea le vino como un descubrimiento. Se volvió un instante, vio la multitud arremolinada alrededor del barullo de taxis, cascos de policías centelleando con las luces de los escaparates… y avivó el paso otra vez, con la cabeza llena de pensamientos alegres sobre los regalos que iba a repartir… los niños acudiendo a la carrera… y su mujer -¡un alma bendita!- contemplando embobada los paquetes misteriosos…

Y, aunque no lograba explicarse cómo, al poco rato estaba ante la puerta del edificio carcelario donde tenía su piso, lo que significaba que había hecho a pie las tres millas. Iba tan ocupado y absorto en sus pensamientos que no se había dado cuenta de la larga caminata. «Además -reflexionó, pensando cómo se había salvado por los pelos-, ha sido un susto tremendo. Una mald… experiencia, a decir verdad.» Todavía se notaba algo aturdido y tembloroso. A la vez, no obstante, se sentía contento y eufórico.

Contó los regalos… saboreó con antelación la alegría que iban a producir… y abrió rápidamente con la llave. «Llego tarde -comprendió-; pero cuando ella vea los paquetes de papel marrón, se le olvidará decir nada. Dios bendiga a esa alma fiel.» Hizo girar suavemente la llave una segunda vez y entró de puntillas en el piso… Tenía el espíritu henchido del sentimiento dominante de esta tarde: la felicidad que los regalos navideños iban a proporcionar a su mujer y sus hijos.

Oyó ruido. Colgó el sombrero y el abrigo en el diminuto vestíbulo (nunca lo llamaban «recibimiento»), y se dirigió sigilosamente a la puerta del salón con los paquetes escondidos detrás. Sólo pensaba en ellos, no en sí mismo… O sea, en su familia, no en los paquetes. Abrió la puerta a medias y se asomó discretamente. Para estupefacción suya, la habitación estaba llena de gente. Retrocedió con rapidez, preguntándose qué podía significar. ¿Una fiesta? ¿Sin saberlo él? ¡Qué raro…! Experimentó un profundo desencanto. Pero al retroceder, se dio cuenta de que en el vestíbulo había gente también.

Estaba enormemente sorprendido; aunque, por otra parte, no lo estaba en absoluto. Lo estaban felicitando. Había una verdadera muchedumbre. Además, los conocía a todos; al menos, sus caras le sonaban más o menos. Y todos lo conocían a él.

-¿No es gracioso? -rió alguien, dándole una palmadita en la espalda-. ¡Ellos no tienen ni la menor idea…!

El que hablaba -el viejo John Palmer, el contable de la oficina, recalcó la palabra «ellos».

-Ni la menor idea -contestó él con una sonrisa, diciendo algo que no entendía, aunque sabía que era cierto.

Su rostro, al parecer, reflejaba la absoluta perplejidad que sentía. El impacto del golpe recibido había sido mayor de lo que él había creído, evidentemente… Su cabeza desvariaba… ¡al parecer! Pero lo raro era que jamás en la vida se había sentido tan despejado. Había mil cosas que de repente se le habían vuelto de lo más sencillas. Pero cómo se apretujaba esta gente, y con cuánta… ¡familiaridad!

-Mis paquetes -dijo, abriéndose paso a empujones, alegremente, entre la multitud-. Son regalos de Navidad que les he comprado -señaló con la cabeza hacia la habitación-. He estado ahorrando durante semanas, sin fumar un cigarro ni acercarme a un billar, y privándome de otras cosas, para comprarlos.

-¡Buen muchacho! -dijo Palmer con una risotada-. El corazón es lo que cuenta.

Mudbury lo miró. Palmer había dicho una verdad como un templo; aunque, probablemente, la gente no lo entendería ni le creería.

-¿Eh? -preguntó, sintiéndose torpe y estúpido, confundido entre dos significados, uno de los cuales era bonito y el otro indeciblemente idiota.

-Por favor, señor Mudbury, pase. Lo están esperando -dijo amable y pomposamente una voz. Y al volverse, se encontró con los ojos benévolos y estúpidos de sir James Epiphany, el director del banco donde trabajaba.

El efecto de la voz fue instantáneo debido al prolongado hábito.

-Desde luego -sonrió de corazón, y avanzó como movido por una costumbre inveterada. ¡Ah, qué feliz y contento se sentía! Su afecto por su mujer era real. El amor, desde luego, se había desvanecido; pero la necesitaba… y ella le necesitaba a él. Y a sus hijos -Milly, Bill y Jean- los quería profundamente. ¡Valía la pena vivir!

En la habitación había bastante gente… pero reinaba un asombroso silencio. John Mudbury miró en torno suyo. Dio unos pasos hacia su mujer, que estaba sentada en la butaca del rincón con Milly sobre sus rodillas. Algunos hablaban y andaban de un lado para otro. El número de personas aumentaba por momentos. Se colocó frente a ellas: frente a Milly y su mujer. Y les dirigió la palabra, tendiéndoles los paquetes. «Es Nochebuena -susurró tímidamente-; y les he… les he traído algo… a cada una. ¡Miren!» Les puso los paquetes delante.

-Por supuesto, por supuesto -dijo una voz detrás él-; pero aunque se pasase usted un siglo entero presentándoselos, daría igual: ¡no los verán jamás!

-Creo… -susurró Milly, mirando a su alrededor.

-¿Qué es lo que crees? -preguntó vivamente su madre-. Siempre estás pensando cosas extrañas.

-Creo -prosiguió la niña, ensoñadora- que Papá ya está aquí -calló; luego añadió con la insoportable convicción de los niños-: estoy segura. Siento su presencia.

Sonó una carcajada extraordinaria. Era sir James Epiphany el que reía. Los demás -toda la multitud- volvieron la cabeza y sonrieron también. Pero la madre, apartando de sí a la criatura, se levantó súbitamente con un gesto violento. Se le había vuelto blanca la cara. Extendió los brazos… al aire que tenía ante ella. Aspiró con dificultad, se estremeció. Había angustia en sus ojos.

-¡Miren! -repitió John-. Les he traído los regalos.

Pero su voz, por lo visto, no produjo el menor sonido. Y con una punzada de frío dolor, recordó que Palmer y sir James habían muerto hacía años.

-Es magia -exclamó-. Pero… yo te quiero, Jinny; te quiero… y… y siempre te he sido fiel; fiel como el acero. Nos necesitarnos el uno al otro… ¿acaso no te das cuenta? Seguiremos juntos, tú y yo, por los siglos de los siglos…

-Piense -lo interrumpió una voz exquisitamente tierna-; ¡no grite! Ellos no pueden oírlo… ahora -y al volverse, John Mudbury se encontró con los ojos de Everard Minturn, su presidente del año anterior. Minturn se había ahogado en el hundimiento del Titanic.

Entonces se le cayeron los paquetes. El corazón le dio un enorme brinco de alegría.

Vio que su cara -la de su mujer- miraba a través de él.

Pero la niña lo miraba directamente a los ojos. Lo veía.

Lo que su conciencia registró a continuación fue el tintinear de algo… lejos, muy lejos. Sonaba a millas debajo de él… dentro de él… era él mismo quien sonaba -absolutamente desconcertado- como una campanilla. Era una campanilla.

Milly se inclinó y recogió los paquetes. Su cara irradiaba felicidad y alegría…

Pero a continuación entró un hombre, un hombre de cara solemne y ridícula, con un lápiz y un cuaderno. Llevaba un casco azul marino. Detrás de él venía una fila de hombres. Traían algo… algo…, Mudbury no podía ver con claridad qué era. Pero cuando se abrió paso entre la alegre muchedumbre para mirar, distinguió vagamente dos ojos, una nariz, una barbilla, una mancha de color rojo oscuro y un par de manos cruzadas sobre un abrigo. Una figura de mujer cayó entonces sobre ellas, y oyó a sus hijos sollozar extrañamente… luego otros sonidos… como de voces familiares riendo… riendo de alegría.

-Dentro de poco se reunirán con nosotros. El tiempo es como un relámpago.

Y, al volverse rebosante de dicha, vio que era sir James quien había hablado, al tiempo que cogía a Palmer del brazo, como en un gesto natural, aunque inesperado, de afectuosa y amable amistad.

-Vamos -dijo Palmer sonriendo, como el que acepta un don en la comunidad universal-, ayudémoslos. No lo comprenderán… Pero siempre podemos intentarlo.

La multitud entera, riente y gozosa, se elevó. Fue, por fin, un instante de vida auténtica y cordial. La paz y la alegría y el júbilo reinaban en todas partes.

Entonces comprendió John Mudbury la verdad: que estaba muerto.



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Pequeñez


Emily Dickinson

Es cosa tan pequeña nuestro llanto;
son tan pequeña cosa los suspiros…
Sin embargo, por cosas tan pequeñas
vosotros y nosotras nos morirnos.


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Es propia de mi mundo una reservada felicidad



Salvador Espriu

Detrás de esta puerta vivo,
pero no sé
si puedo llamarla vida.

Cuando vuelvo, al atardecer,
de mi diario odio contra el pan
(¿no sabías que tengo
la inmensa suerte de venderme
a trozos por una moneda
que llega ya a valer
mucho menos que nada?),
me quito un viejo abrigo, la esperanza,
y me adentro por los caminos de mis ojos,
por el vacío espanto donde siento,
más allá, a mi Dios,
más allá siempre, más allá de los falsos
profetas y de extrañas culpas
y de este viejo necio enfermo de los versos
disciplinados, como éstos, con pintas
de oscuras marcas que el afán de los críticos
un día aclarará para vergüenza mía.

Sí, puedes encontrarme, si te atreves,
detrás de la glacial nada de esta
puerta, aquí, en donde vivo y siento
esta añoranza y el grito de Dios y soy,
con los nocturnos pájaros de mi soledad,
un hombre ya sin sueños en mi soledad.



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El ganador


Enrique Anderson Imbert

Bandidos asaltan la ciudad de Mexcatle y ya dueños del botín de guerra emprenden la retirada. El plan es refugiarse al otro lado de la frontera, pero mientras tanto pasan la noche en una casa en ruinas, abandonada en el camino. A la luz de las velas juegan a los naipes. Cada uno apuesta las prendas que ha saqueado. Partida tras partida, el azar favorece al Bizco, quien va apilando las ganancias debajo de la mesa: monedas, relojes, alhajas, candelabros… Temprano por la mañana el Bizco mete lo ganado en una bolsa, la carga sobre los hombros y agobiado bajo ese peso sigue a sus compañeros, que marchan cantando hacia la frontera. La atraviesan, llegan sanos y salvos a la encrucijada donde han resuelto separarse y allí matan al Bizco. Lo habían dejado ganar para que les transportase el pesado botín.

FIN



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Los egoístas


Ramón de Campoamor

Por no amenguar sus brillos celestiales,
los lanza el alto y los rechaza el bajo,
porque achican su horror huéspedes tales.
(14. -Canto III del Infierno. -Traducción
del Marqués de la Pezuela.)



Vegeta sin sufrir, vive en mal hora,
amigo infiel y cómodo enemigo,
que, egoísta, jamás llevas contigo
la pena del tormento que se adora.
De premio indigna tu virtud traidora,
ni dignas son tus faltas de castigo;
y no hallas en la tierra un solo amigo
a quien decir ¿qué tienes? cuando llora.

Vos, los que ajenos de placer y duelo,
vais dando, sin amar ni ser amados,
abrazos sin calor, besos de hielo.

Moriréis sin virtud y sin pecados,
y siendo despreciables para el cielo,
seréis en el infierno despreciados.


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Tardes de lluvia


Julián del Casal

Bate la lluvia la vidriera
Y las rejas de los balcones,
Donde tupida enredadera
Cuelga sus floridos festones.

Bajo las hojas de los álamos
Que estremecen los vientos frescos,
Piar se escucha entre sus tálamos
A los gorriones picarescos.

Abrillántanse los laureles,
Y en la arena de los jardines
Sangran corolas de claveles,
Nievan pétalos de jazmines.

Al último fulgor del día
Que aún el espacio gris clarea,
Abre su botón la peonía,
Cierra su cáliz la ninfea.

Cual los esquifes en la rada
Y reprimiendo sus arranques,
Duermen los cisnes en bandada
A la margen de los estanques.

Parpadean las rojas llamas
De los faroles encendidos,
Y se difunden por las ramas
Acres olores de los nidos.

Lejos convoca la campana,
Dando sus toques funerales,
A que levante el alma humana
Las oraciones vesperales.

Todo parece que agoniza
Y que se envuelve lo creado
En un sudario de ceniza
Por la llovizna adiamantado.

Yo creo oír lejanas voces
Que, surgiendo de lo infinito,
Inícianme en extraños goces
Fuera del mundo en que me agito.

Veo pupilas que en las brumas
Dirígeme tiernas miradas,
Como si de mis ansias sumas
Ya se encontrasen apiadadas.

Y, a la muerte de estos crepúsculos,
Siento, sumido en mortal calma,
Vagos dolores en los músculos,
Hondas tristezas en el alma.



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¡Responde!

Virgilio Dávila

Te lo dijo Matienzo y no quisiste
oír del prócer el consejo sano,
y poco a poco en extranjera mano
cayendo va la tierra en que naciste.

Si el alma de criollo no resiste
la tentación del oro americano,
en un futuro por demás cercano
llegará un día doloroso y triste.

Llegará el día triste y doloroso
que de este suelo primoroso
ni un solo palmo quedará al isleño.

Y cuando tal enormidad suceda,
si ya nada de Borinquén te queda
di: ¿Cuál será tu patria, borinqueño?


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Los reyes

Guy de Maupassant

¡Ah!, dijo el capitán, conde de Garens. ¡Claro que me acuerdo de aquella cena de Reyes durante la guerra! Yo era entonces sargento de húsares, y hacía quince días que rondaba de explorador ante una vanguardia alemana. La víspera habíamos acuchillado a unos ulanos y perdido tres hombres, uno de ellos el pobrecito Raudeville. Ya saben ustedes, Joseph de Raudeville.

Ahora bien, ese día mi capitán me ordenó que cogiera diez jinetes y fuera a ocupar y custodiar durante toda la noche el pueblo de Porterin, donde nos habíamos batido cinco veces en tres semanas. En aquel avispero no quedaban en pie veinte casas ni doce habitantes.

Cogí, pues, diez jinetes y partí hacia las cuatro. A las cinco, en plena noche, llegamos a las primeras tapias de Porterin. Hice alto y ordené a Marchas, ya saben, Pierre de Marchas, que se ha casado luego con la pequeña Martel-Auvelin, la hija del marqués de Martel-Auvelin, que entrara solo en el pueblo y me trajera noticias.

Yo había escogido solo voluntarios, todos de buenas familias. Da gusto, en el servicio, no tener que tratar con patanes. Este Marchas era espabilado como nadie, fino como un zorro y ágil como una serpiente. Sabía husmear prusianos igual que un perro husmea la liebre, encontrar víveres allá donde sin él hubiéramos muerto de hambre, y conseguía informaciones de todo el mundo, informaciones siempre seguras, con una habilidad inimaginable. Regresó al cabo de diez minutos:

-Todo va bien -dijo- ningún prusiano ha pasado por aquí desde hace tres días. ¡Qué pueblo más siniestro! He charlado con una monja que cuida cuatro o cinco enfermos en un convento abandonado.

Ordené avanzar y penetramos en la calle principal. Se distinguían vagamente, a derecha e izquierda, paredes sin tejados, apenas visibles en la profunda noche. De trecho en trecho, una luz brillaba tras un cristal: una familia se había quedado para guardar su casa, más o menos en pie, una familia de valientes o de pobres. La lluvia empezaba a caer, una lluvia menuda, helada, que nos congelaba antes de habernos mojado, con solo tocar los capotes. Los caballos tropezaban con piedras, con vigas, con muebles. Marchas nos guiaba, a pie, ante nosotros, arrastrando a su animal por la brida.

-¿A dónde nos llevas? -le pregunté.

Respondió:

-He encontrado un refugio, y bueno.

Y se detuvo pronto ante una casita burguesa que seguía intacta, bien cerrada, dando a la calle y con un jardín atrás.

Por medio de un grueso guijarro recogido cerca de la verja, Marchas hizo saltar la cerradura, después subió la escalinata, forzó la puerta de entrada a patadas y empujones, encendió un cabo de vela que siempre llevaba en el bolsillo, y nos precedió por una buena y cómoda morada de particular rico, guiándonos con seguridad, con admirable seguridad, como si hubiera vivido en aquella casa que veía por primera vez.

Dos hombres se habían quedado fuera guardando nuestros caballos.

Marchas le dijo al gordo Ponderel, que le seguía:

-La cuadra debe estar a la izquierda; lo he visto al entrar; vete a acomodar los animales, no los necesitamos.

Después, volviéndose hacia mí:

-¡Da órdenes, rediez!

Siempre me asombraba aquel buen mozo. Respondí riendo:

-Voy a poner centinelas en las inmediaciones del pueblo. Volveré aquí.

Preguntó:

-¿Cuántos hombres te llevas?

-Cinco. Los otros los relevarán a las diez de la noche.

-Está bien. Me dejas cuatro para buscar provisiones, cocinar y poner la mesa. Ya encontraré yo el escondite del vino.

Y me fui a reconocer las calles desiertas hasta la salida a la llanura, para colocar a mis guardias.

Media hora más tarde estaba de regreso. Encontré a Marchas tumbado en un gran sillón Voltaire, al que le había quitado la funda, por amor al lujo, decía. Se calentaba los pies al fuego, fumando un excelente cigarro cuyo aroma llenaba la estancia. Estaba solo, con los codos en los brazos del asiento, la cabeza hundida entre los hombros, las mejillas rosadas, los ojos brillantes y aspecto satisfecho.

En la pieza contigua oí un ruido de vajilla. Marchas me dijo, sonriendo beatífico:

-La cosa marcha, he encontrado el burdeos en el gallinero, el champán bajo los peldaños de la escalinata, el aguardiente -cincuenta botellas del fino- en el huerto, debajo de un peral que, al examinarlo con la linterna, no me pareció muy derecho. Y, de sólido, tenemos dos gallinas, una oca, un pato, tres pichones y un mirlo cogido en una jaula; nada más que carne de pluma, como ves. Todo se está guisando en este momento. Este pueblo es una maravilla.

Yo me había sentado frente a él. La llama de la chimenea me abrasaba la nariz y las mejillas:

-¿De dónde has sacado esa madera? -pregunté.

Murmuró:

-Magnífica madera, el coche del dueño, cortado. Es la pintura la que hace esa llama, un ponche de bencina y de barniz. ¡Buena casa!

Yo me reía, pues encontraba muy gracioso a aquel animal. Prosiguió:

-¡Y pensar que hoy es la noche de Reyes! Mandé meter una sorpresa en la oca; pero no tenemos reina, ¡es un fastidio!

Repetí, como un eco:

-Es un fastidio; pero ¿qué quieres que le haga?

-Pues que la encuentres, ¡diantre!

-Que encuentre ¿qué?

-Mujeres.

-¿Mujeres?… ¡Estás loco!

-Pues yo encontré el aguardiente bajo un peral, y el champán bajo los peldaños de la escalinata; y eso que nada podía guiarme. Mientras que, en tu caso, unas faldas son un indicio seguro. Busca, joven.

Tenía un aire tan serio, tan convencido, que no sabía si estaba bromeando.

Respondí:

-Veamos, Marchas, ¿estás de broma?

-Jamás bromeo durante el servicio.

-Pero ¿dónde diablos quieres que encuentre mujeres?

-Donde quieras. Deben quedar tres o cuatro en el pueblo. Da con ellas y tráelas.

Me levanté. Hacía demasiado calor ante aquel fuego. Marchas prosiguió:

-¿Quieres una idea?

-Sí.

-Vete a ver al cura.

-¿Al cura? ¿Para qué?

-Invítalo a cenar y ruégale que traiga una mujer.

-¿El cura? ¿Una mujer? ¡Ja, ja, ja!

Marchas prosiguió con extraordinaria gravedad:

-A mí no me hace gracia. Vete a ver al cura, cuéntale nuestra situación. Debe de aburrirse espantosamente, vendrá. Pero dile que necesitamos una mujer como mínimo, una mujer como Dios manda, claro, puesto que todos somos hombres de mundo. Debe conocer a sus feligreses al dedillo. Si hay alguna posible para nosotros, y si te das maña, te la indicará.

-¡Vamos, Marchas! ¡Qué cosas se te ocurren!

-Querido Garens, puedes hacerlo muy bien. E incluso sería muy divertido. Somos educados, ¡pardiez!, y nos mostraremos de una distinción perfecta, de una elegancia suma. Dile nuestros nombres al padre, hazlo reír, enternécelo, sedúcelo ¡y decídelo!

-No, es imposible.

Acercó su sillón y, como conocía mi punto flaco, el pícaro prosiguió:

-Imagínate lo estupendo que será hacerlo ¡y qué divertido contarlo! Se hablará de eso en todo el ejército. Y te dará una reputación envidiable.

Yo vacilaba, tentado por la aventura. Insistió:

-Vamos, Garens. Eres el jefe del destacamento, solo tú puedes ir a ver al jefe de la Iglesia en este pueblo. Por favor, ve. Contaré la cosa en versos en la Revue des Deux Mondes, después de la guerra, te lo prometo. Se lo debes a tus hombres. Los obligas a marchar desde hace un mes.

Me levanté preguntando:

-¿Dónde está la rectoral?

-Coge la segunda calle a la derecha. Al final encontrarás una avenida; y, al final de la avenida, la iglesia. La rectoral está al lado.

Salí; me gritó:

-¡Cuéntale el menú para que le entre hambre!

Descubrí sin dificultad la casita del eclesiástico, al lado de una fea y gran iglesia de ladrillo. Di unos puñetazos en la puerta, que no tenía ni timbre ni aldaba, y una voz potente preguntó desde dentro:

-¿Quién es?

Respondí:

-Un sargento de húsares.

Oí un ruido de cerrojos y de una llave que giraba, y me encontré ante un sacerdote alto de vientre prominente, con un pecho de luchador, formidables manos que salían de las mangas remangadas, tez roja y aspecto de buena persona.

Hice el saludo militar.

-Buenas noches, señor cura.

Había temido una sorpresa, una asechanza de merodeadores, y sonrió al responder:

-Buenas noches, amigo mío; pase.

Lo seguí a una pequeña habitación de suelo rojo, donde ardía un fuego pobre, muy diferente de la hoguera de Marchas.

Me indicó una silla, y después me dijo:

-¿En qué puedo servirle?

-Señor cura, permítame ante todo presentarme.

Y le tendí mi tarjeta. La leyó a media voz:

-El conde de Garens.

Proseguí.

-Somos once aquí, señor cura, cinco de guardia y seis instalados en casa de un vecino desconocido. Esos seis se llaman Garens, aquí presente, Pierre de Marchas, Ludovic de Ponderel, el barón de Etreillis, Karl Massouligny, hijo del pintor, y Joseph Herbon, un joven músico. Vengo, en su nombre y el mío, a rogarle que nos haga el honor de cenar con nosotros. Es una cena de Reyes, señor cura, y quisiéramos que resultara un poco alegre.

El sacerdote sonrió. Murmuró:

-No me parece que sea el momento de divertirse.

Respondí:

-Nos batimos todos los días, padre. Catorce de nuestros camaradas han muerto desde hace un mes, y tres han caído ayer mismo. Es la guerra. Nos jugamos la vida a cada instante, ¿no tenemos derecho a jugárnosla alegremente? Somos franceses, nos gusta reír, sabemos reír en cualquier parte. ¡Nuestros padres se reían en el cadalso! Esta noche, quisiéramos desentumecernos un poco, como personas bien educadas y no como soldadotes, ya me entiende. ¿Es un error?

Respondió vivamente:

-Tiene usted razón, amigo mío, y acepto su invitación con gran placer.

Gritó:

-¡Hermance!

Una vieja campesina, encorvada, arrugada, horrible, apareció y preguntó:

-¿Qué pasa?

-No ceno aquí, hija mía.

-¿Dónde cena, entonces?

-Con los señores húsares.

Me dieron ganas de decir «Tráigase a su criada», para ver la cara de Marchas, pero no me atreví.

Proseguí:

-Entre sus feligreses que se han quedado en el pueblo, ¿se le ocurre alguno o alguna a quien pudiera invitar también?

Vaciló, reflexionó y declaró:

-¡No, nadie!

Insistí:

-¿Nadie?… Vamos, señor cura, piense un poco. Sería muy grato contar con señoras. Quiero decir con matrimonios. ¡Yo qué sé! El panadero y su mujer, el tendero de ultramarinos, el… el… el relojero… el… el zapatero, el farmacéutico con la farmacéutica… Tenemos una buena comida, vino, estaríamos encantados de dejar un buen recuerdo entre la gente de aquí.

El cura meditó un buen rato, después pronunció con resolución:

-No, nadie.

Me eché a reír:

-¡Caramba!, señor cura, es fastidioso no tener una reina, ya que tenemos una sorpresa. Vamos, piénselo. ¿No hay un alcalde casado, un teniente de alcalde casado, un concejal casado, un maestro casado?…

-No, todas las señoras se han marchado.

-¿Cómo? ¿No hay en todo el pueblo una valiente burguesa con su correspondiente marido, a quienes podríamos darles ese gusto, pues será un gusto para ellos, y grande, en las presentes circunstancias?

De repente el cura se echó a reír, con una risa violenta que lo agitaba por entero, y gritaba:

-¡Ja, ja, ja! Ya di con lo que necesitan. ¡Jesús, María y José! ¡Ya di con ello! ¡Ja, ja, ja!, vamos a divertirnos, hijos míos, vamos a divertirnos. Y ellas estarán encantadas, sí, encantadísimas. ¡Ja, ja!… ¿Dónde se albergan ustedes?

Le describí la casa para explicárselo. Comprendió:

-Muy bien. Es la finca del señor Bertin-Lavaille. Estaré allí dentro de media hora con cuatro señoras… ¡Ja, ja, ja! ¡¡Cuatro señoras!!…

Salió conmigo, sin dejar de reír, y me dejó, repitiendo:

-Ya está; dentro de media hora, en casa de Bertin-Lavaille.

Regresé en seguida, muy extrañado, muy intrigado.

-¿Cuántos cubiertos? -preguntó Marchas al verme.

-Once. Somos seis húsares, más el señor cura y cuatro señoras.

Se quedó estupefacto. Yo exultaba.

-¿Cuatro señoras? ¿Has dicho cuatro señoras?

-Eso dije: cuatro señoras.

-¿Mujeres de verdad?

-Mujeres de verdad.

-¡Caray! ¡Enhorabuena!

-La acepto. Me la merezco.

Abandonó su sillón, abrió la puerta y vi un hermoso mantel blanco puesto sobre una larga mesa en torno a la cual tres húsares con delantales azules disponían platos y copas.

-¡Habrá mujeres! -gritó Marchas.

Y los tres hombres se pusieron a bailar, aplaudiendo con todas sus fuerzas.

Todo estaba preparado. Esperábamos. Esperamos casi una hora. Un delicioso olor de aves asadas flotaba en toda la casa.

Un golpe dado en el postigo nos levantó a todos al mismo tiempo. El gordo Ponderel corrió a abrir y, al cabo de apenas un minuto, una monja bajita apareció en el marco de la puerta. Era flaca, arrugada, tímida, y saludó sucesivamente a los cuatro pasmados húsares que la miraban entrar. Detrás de ella, un ruido de bastones martilleaba el pavimento del vestíbulo, y en cuanto ella hubo entrado en el salón vi, una detrás de otra, tres viejas cabezas con gorros blancos, que avanzaban balanceándose con diferentes movimientos, una tambaleándose hacia la derecha cuando otra se tambaleaba hacia la izquierda. Y se presentaron tres buenas mujeres, cojeando, arrastrando una pierna, lisiadas por las enfermedades y deformadas por la vejez, tres inválidas inservibles, las tres únicas pensionistas capaces de andar aún del centro hospitalario que dirigía la hermana san Benito.

Esta se había vuelto hacia sus impedidas, llena de solicitud con ellas; después, viendo mis galones de sargento, me dijo:

-Le agradezco mucho, señor oficial, que haya pensado en estas pobres mujeres. Tienen pocos placeres en la vida, y para ellas es al mismo tiempo una gran felicidad y un gran honor lo que ustedes hacen.

Distinguí al cura, que se había quedado en la penumbra del pasillo y se reía con toda su alma. A mi vez me eché a reír, mirando sobre todo la cara de Marchas. Después, indicando a la religiosa las sillas:

-Siéntese, hermana; estamos muy orgullosos y muy felices de que hayan aceptado ustedes nuestra modesta invitación.

Ella cogió tres sillas de junto a la pared, las alineó ante el fuego, condujo a ellas a sus tres buenas mujeres, las sentó, les quitó los bastones y las toquillas, que fue a dejar en un rincón; después, señalando a la primera, una flaca de vientre enorme, seguramente hidrópica:

-Esta es la señora Paumelle, cuyo marido se mató al caer de un tejado y cuyo hijo murió en África. Tiene sesenta y dos años.

Después señaló a la segunda, una muy alta cuya cabeza temblaba sin cesar:

-Esa es la señora Jean-Jean, de sesenta y siete años. Casi no ve, porque en un incendio se abrasó la cara y la pierna izquierda se le quemó hasta la mitad.

Nos mostró, por fin, a la tercera, una especie de enana con ojos saltones que giraban hacia todos los lados, redondos y estúpidos.

-Es la Putois, una simple. Tiene solo cuarenta y cuatro años.

Yo había saludado a las tres mujeres como si me hubieran presentado a altezas reales y, volviéndome hacia el cura:

-Es usted, señor cura, un hombre admirable, a quien todos debemos gratitud.

Todos reían, en efecto, salvo Marchas, que parecía furioso.

-¡La hermana san Benito está servida! -gritó de pronto Karl Massouligny.

La hice pasar delante con el cura, después levanté a la Paumelle, a la que cogí del brazo y arrastré hasta la estancia contigua, no sin trabajo, pues su vientre inflado parecía más pesado que el hierro.

El gordo Ponderel se llevó a la Jean-Jean, que gemía para que le dieran su muleta; y el joven Joseph Herbon condujo a la idiota, a la Putois, hacia el comedor, lleno de aromas de viandas.

En cuanto estuvimos ante nuestros platos, la hermana dio tres palmadas y las mujeres hicieron, con la precisión de soldados que presentan armas, una gran señal de la cruz, rápidamente. Después el sacerdote pronunció, lentamente, las palabras latinas del Benedicite.

Nos sentamos, y aparecieron las dos gallinas, traídas por Marchas, que quería servir para no tener que asistir como comensal a aquella ridícula comida.

Pero yo grité:

-¡El champán, pronto!

Saltó un tapón con un ruido de pistola que se descarga y, pese a la resistencia del cura y de la hermana, los tres húsares sentados al lado de las tres inválidas les metieron a la fuerza en la boca tres copas llenas.

Massouligny, que tenía la virtud de estar como en su casa en cualquier parte y a sus anchas con todo el mundo, le hacía la corte a la Paumelle de la forma más graciosa. La hidrópica, que seguía siendo de humor alegre, a pesar de sus desdichas, le respondía bromeando con una voz de falsete que parecía fingida, y se reía tanto con las gracias de su vecino que su grueso vientre parecía a punto de encaramarse a la mesa y rodar sobre ella. El joven Herbon había emprendido seriamente la tarea de emborrachar a la idiota y el barón de Etreillis, que no era muy despierto, interrogaba a la Jean-Jean sobre la vida, costumbres y reglamentos del asilo.

La religiosa, espantada, le gritaba a Massouligny:

-¡Oh! ¡Oh! La va usted a poner enferma; no la haga reír así, por favor, caballero. ¡Oh!, caballero…

Después se levantaba y se arrojaba sobre Herbon para arrancarle de las manos una copa llena que él vaciaba prestamente entre los labios de la Putois.

Y el cura se desternillaba de risa y repetía a la hermana:

-Déjelas por una vez, no les hace daño. Déjelas.

Después de las dos gallinas, habíamos comido el pato, acompañado de los tres pichones y del mirlo; y apareció la oca, humeante, dorada, difundiendo un cálido olor de carne dorada y grasa.

La Paumelle, que se animaba, aplaudió; la Jean-Jean dejó de responder a las numerosas preguntas del barón, y la Putois lanzó gruñidos de gozo, mitad gritos, y mitad suspiros, como hacen los niños cuando les enseñan caramelos.

-¿Me permiten -dijo el cura- encargarme de ese animal? Soy un experto en ese tipo de operaciones.

-Desde luego, señor cura.

Y la hermana dijo:

-¿Por qué no abrimos un poco la ventana? Tienen demasiado calor. Estoy segura de que se pondrán enfermas.

Me volví hacia Marchas:

-Abre la ventana un minuto.

Abrió, y el aire frío de fuera entró, hizo vacilar las llamas de las velas y revolotear el humo de la oca, cuyas alas el sacerdote, con una servilleta al cuello, levantaba con mucha ciencia.

Lo mirábamos trinchar, sin hablar ya, interesados por el tentador trabajo de sus manos, asaltados por un renovado apetito a la vista de aquel grueso animal dorado, cuyos miembros caían uno tras otro en la salsa oscura, en el fondo de la bandeja.

Y de repente, en medio de aquel silencio glotón que nos mantenía atentos, entró, por la ventana abierta, el ruido remoto de un disparo.

Me puse en pie tan rápidamente que la silla rodó a mis espaldas; y grité:

-¡Todos a caballo! Tú, Marchas, ve a buscar dos hombres y tráeme noticias. Te espero aquí dentro de cinco minutos.

Y mientras los tres jinetes se alejaban al galope en la noche, monté a caballo con mis otros dos húsares, ante la escalinata de la casa, mientras el cura, la hermana y las tres buenas mujeres asomaban por las ventanas sus cabezas asustadas.

No se oía nada, solo un ladrido de perro en la campiña. La lluvia había cesado; hacía frío, mucho frío. Y pronto distinguí de nuevo el galope de un caballo, de un solo caballo que regresaba.

Era Marchas. Le grité:

-¿Qué ocurre?

Respondió:

-Nada, François ha herido a un viejo campesino, que se negaba a responder al “¿Quién vive?” y seguía avanzando, a pesar de la orden de alejarse. Ahora lo traen. Ya veremos de qué se trata.

Ordené que devolviesen los caballos a la cuadra y envié a mis dos soldados al encuentro de los otros; después entré en la casa.

Entonces el cura, Marchas y yo bajamos un colchón a la sala para poner al herido; la hermana, rasgando una servilleta, preparó hilas, mientras las tres mujeres, asustadas, permanecían sentadas en un rincón.

Pronto distinguí un ruido de sables arrastrados por el camino; cogí una vela para alumbrar a los hombres que regresaban; y aparecieron, llevando esa cosa inerte, blanca, larga y siniestra en lo que se convierte un cuerpo humano cuando la vida ya no lo sostiene.

Depositaron al herido en el colchón preparado para él, y vi a la primera ojeada que estaba moribundo. Respiraba con estertores y escupía sangre que corría de las comisuras de los labios, expulsada de la boca por cada uno de los hipos. ¡El hombre estaba cubierto de sangre! Sus mejillas, su barba, sus cabellos, su cuello, sus ropas, parecían haber sido frotados, bañados en una cuba roja. Y la sangre se había pegado a él, se había vuelto apagada, mezclada con barro, con un aspecto espantoso.

El viejo, envuelto en una gran capa de pastor, entreabría a veces los ojos tristes, apagados, sin ideas, que parecían estupefactos, como los de esos animales a los que el cazador mata y que lo miran, caídos a sus pies, casi muertos, ya embrutecidos por la sorpresa y el espanto. El cura exclamó:

-¡Ah! Es el Plácido, el viejo pastor de los Molinos. Es sordo. El pobre no habrá oído nada. ¡Ay, Dios mío! ¡Han matado ustedes a ese infeliz!

La hermana había apartado la blusa y la camisa, y miraba en el centro del pecho un agujerito violeta que ya no sangraba.

-No hay nada que hacer -dijo.

El pastor, jadeando espantosamente, seguía escupiendo sangre con cada uno de sus últimos alientos, y en su garganta se oía, hasta el fondo de los pulmones, un gorgoteo siniestro y continuo.

El cura, en pie sobre él, alzó la mano derecha, trazó la señal de la cruz y pronunció, con voz lenta y solemne, las palabras latinas que lavan las almas.

Cuando las hubo terminado, el viejo fue agitado por una breve sacudida, como si algo acabara de romperse en su interior. Ya no respiraba. Estaba muerto.

Al volverme, vi un espectáculo más espantoso que la agonía de aquel miserable: las tres viejas, de pie, apretadas una contra otra, horrorosas, haciendo muecas de angustia y de terror.

Me acerqué a ellas y empezaron a lanzar gritos agudos, tratando de escapar como si fuera a matarlas también a ellas.

La Jean-Jean, a la que su pierna quemada ya no sostenía, cayó al suelo cuan larga era.

La hermana san Benito, abandonando al muerto, corrió hacia sus invalidas y, sin decirme una palabra, sin mirarme, las cubrió con sus toquillas, les dio sus muletas, las empujó hacia la puerta, las hizo salir y desapareció con ellas en la noche profunda, tan negra.

Comprendí que ni siquiera podía mandar que las acompañase un húsar, pues el mero ruido del sable las habría asustado.

El cura seguía mirando al muerto. Por fin, volviéndose hacía mí:

-¡Ah! ¡Qué escándalo! -dijo.

FIN



Biblioteca Digital Ciudad Seva

Mateo Falcone

Próspero Mérimée

Al salir de Porto-Vecchio, con dirección noroeste, hacia el interior de la isla, se ve rápidamente elevarse el terreno, y después de tres horas de marcha por tortuosas sendas, obstruidas por grandes trozos de rocas y cortadas a veces por barrancos, uno se encuentra al borde de un “malezal” muy extenso. El “malezal” es el refugio de los pastores, corsos y de cuantos tienen algo que ver con la justicia. Es preciso que se sepa que el labrador corso, para ahorrarse el trabajo de abonar su campo, incendia una cierta extensión del bosque, y tanto peor si el fuego se extiende más allá de lo que es necesario; ocurra lo que ocurra, se puede estar seguro de recoger una buena cosecha sembrando en la tierra fertilizada por las cenizas de los árboles. Cortadas las espigas, los tallos se dejan, para evitarse el trabajo de recogerlos; las raíces sobrantes, si no se han agostado, arrojan a la siguiente primavera espesísimos retoños, que en pocos años alcanzan una altura de siete u ocho pies. A esta especie de montuoso soto se le llama “malezal”. Lo componen variadas clases de árboles y arbustos, mezclados y confundidos a la buena de Dios. Sólo con un hacha en la mano, acertaría el hombre a abrirse paso por allí, y hay “malezal” tan espeso y tupido, que ni aun a los mismos cameros montaraces les sería dado penetrar en su interior.

Si usted ha matado a alguien, váyase al “malezal” de Porto-Vecchio, y allí vivirá seguro, con pólvora, balas y un buen fusil; no se olvide de una manta oscura, con su capucha correspondiente, que sirve de tapa y de colchón. Los pastores le proporcionarán leche, queso y castañas, y nada tendrá que temer de la justicia ni de los parientes del muerto sino cuando le sea preciso ir al pueblo para renovar las municiones.

Mateo Falcone, cuando yo estaba en Córcega en 18…, tenía su casa a una media legua de ese “malezal”. Era un hombre lo bastante rico para el país; vivía dignamente, esto es, sin hacer nada, del producto de sus rebaños, que algunos pastores, especie de nómadas, llevaban a pacer, de acá para allá, por los montes. Cuando lo vi, dos años antes del acontecimiento que motiva este relato, me pareció, sobre poco más o menos, de unos cincuenta años de edad. Imagínate, lector, un hombre pequeño, pero robusto, de encrespados cabellos, negros como el azabache, nariz aguileña, labios delgados, ojos grandes y vivos y una tez color de cuero. Pasaba, aun en su misma comarca, en la que tan buenos tiradores había, por ser un tirador extraordinario. Mateo, por ejemplo, no disparaba nunca a un carnero montaraz con postas, pero lo derribaba, en cambio, a ciento veinte pasos de un balazo en la cabeza o en la espalda, según su gusto. De noche se servía de sus armas tan fácilmente como de día, y de él se me ha referido el siguiente rasgo de destreza, que acaso parecerá increíble al que no haya viajado por Córcega. Se ponía a ochenta pasos una vela encendida detrás de un papel transparente del tamaño de un plato. Mateo apuntaba, se apagaba la luz después, y al cabo de un minuto, en la oscuridad más completa, disparaba y atravesaba el transparente tres de cada cuatro veces.

Con tales méritos, Mateo Falcone gozaba de una gran reputación. Se le tenía por tan buen amigo como enemigo peligroso; por lo demás, era servicial y caritativo y vivía en paz con todo el mundo en el distrito de Porto-Vecchio. Se contaba de él que en Corte, en donde se había casado, se había desembarazado muy expeditivamente de un rival, al que se tenía por tan temible en lances guerreros como en lides amorosas; al menos se le atribuía a Mateo un cierto escopetazo que sorprendió a su rival en el instante de afeitarse, frente a un espejo que pendía de su ventana. Se echó tierra al asunto y Mateo se casó. Su mujer, Giuseppa, lo hizo padre primeramente de tres hijas -para su disgusto-, y por último de un hijo, llamado Fortunato; éste era la esperanza de la familia y el heredero del apellido. Las hijas se habían casado bien: en caso necesario su padre podría disponer de los puñales y las escopetas de los respectivos maridos. Diez años tenía tan sólo el chico, pero anunciaba ya felices disposiciones.

Cierto día de otoño, muy de mañana, salió Mateo con su mujer para visitar uno de sus rebaños, en un claro del “malezal”. Fortunato quiso acompañarlos, pero el claro aquel estaba muy lejos, y, además, era preciso que alguien se quedara guardando la casa; por lo tanto, el padre se opuso; ya se verá si tuvo motivo para arrepentirse de ello.

Algunas horas después, Fortunato, tranquilamente tendido al sol, contemplaba las montañas azules y pensaba en su visita al pueblo, el próximo domingo, para comer en casa de su tío el “caporal”, cuando fue interrumpido de pronto en sus meditaciones por el disparo de un arma de fuego. Se puso en pie y miró a la parte de la llanura de donde vino aquel ruido. Otros disparos se oyeron, con intervalos diferentes, y cada vez más próximos; al poco, en la senda que conducía desde la llanura a la casa de Mateo, apareció un hombre tocado con un gorro puntiagudo, como el que usan los montañeses, barbudo, harapiento y arrastrándose trabajosamente apoyado en su escopeta. Acababa de recibir un balazo en el muslo.

Aquel hombre era un bandido que había salido de noche para comprar pólvora en la ciudad, y había caído a su vuelta en la emboscada que le prepararon los tiradores corsos1. Después de una vigorosa defensa, se vio obligado a buscar la retirada, tiroteado de roca en roca y perseguido de cerca; pero los soldados le estaban dando alcance, y su herida le imposibilitaba llegar al “malezal” sin ser atrapado.

Se acercó a Fortunato y le dijo:

-¿Eres el hijo de Mateo Falcone?

-Sí.

-Pues bien, yo soy Gianetto Sampiero, y me persiguen los cuellos amarillos2. Escóndeme, pues ya no puedo más.

-¿Y qué dirá mi padre si te escondo sin su permiso?

-Dirá que has hecho bien.

-¡Quién sabe!

-Escóndeme pronto, que se acercan.

-Espera a que regrese mi padre.

-¿Que espere? ¡Maldición! Dentro de cinco minutos estarán aquí. ¡Vamos, escóndeme o te mato!

Fortunato repuso con la mayor sangre fría:

-Tu escopeta está descargada, y ya no te quedan cartuchos en tu canana.

-Pero tengo mi puñal.

-Pero ¿correrás tanto como yo?

Y de un salto se puso fuera de su alcance.

-¡Tú no eres el hijo de Mateo Falcone! ¿Dejarás que me prendan delante de tu casa?

El muchacho pareció conmoverse.

-¿Qué me darás si te escondo? -le dijo, aproximándose.

El bandido buscó en un bolsillo de cuero que pendía de su cintura y saco de él una moneda de cinco francos, reservada acaso para comprar pólvora. Al ver la moneda de plata, Fortunato sonrió, y apoderándose de ella dijo a Gianetto:

-No temas nada.

En seguida abrió un gran boquete en un montón de heno colocado cerca de la casa. Gianetto se agazapó en él, y el muchacho lo cubrió de modo que pudiera respirar, sin levantar sospechas de que aquel heno ocultaba a un hombre. Se le ocurrió, además, una astucia bastante ingeniosa y propia de un salvaje. Cogió a una gata con sus hijuelos y los puso encima del montón de heno, para hacer creer que no se había removido poco antes. Y como observara que en las cercanías de la casa había rastros de sangre, se apresuró a cubrirlos con arena muy cuidadosamente, y, hecho esto, se tumbó otra vez al sol con la mayor tranquilidad.

Algunos minutos después, seis hombres con uniforme oscuro y cuello amarillo, mandados por un sargento, se detenían ante la puerta de Mateo. El sargento era pariente lejano de Falcone. (Sabido es que en Córcega los grados de parentesco se extienden mucho más que en otros sitios.) Se llamaba Tiodoro Gamba, y era un hombre activo, a quien temían mucho los bandidos porque los perseguía sin descanso.

-Buenos días, primo -dijo, acercándose a Fortunato-. ¡Qué alto estás! ¿Has visto pasar por aquí a un hombre hace poco?

-¡Oh, aún no soy tan alto como usted, primo! -respondió el muchacho, haciéndose el tonto.

-Ya lo serás. Pero dime, ¿no has visto pasar a un hombre?

-¿Que si he visto pasar a un hombre?

-Sí, un hombre con un gorro puntiagudo de terciopelo negro y una chaqueta adornada de rojo y amarillo.

-¿Un hombre con un gorro puntiagudo y una chaqueta adornada de rojo y amarillo?

-Sí; responde pronto, y no repitas mis preguntas.

-Esta mañana cruzó por nuestra puerta, montado en su caballo “Piero”, el señor cura, y me preguntó cómo le iba a papá, y yo le respondí…

-¡Ah, granujilla, eres un pillastrón! Dime pronto por dónde ha tirado Gianetto, que es a quien buscamos; estoy seguro de que ha cruzado por este camino.

-¡Quién sabe!

-¿Quién sabe? Yo sé que tú lo has visto.

-¿Se ve, acaso, a los que pasan cuando se duerme?

-No dormías, tunantuelo; los disparos te han despertado.

-¿Cree usted, primo, que sus fusiles hacen tanto ruido? Mucho más hace la escopeta de mi padre.

-¡Que el diablo te lleve, maldito bribón! Estoy segurísimo de que has visto a Gianetto, y hasta es posible que lo tengas escondido. Vamos, camaradas, entren en esta casa y vean si nuestro hombre anda por ahí. Sólo disponía de una pierna, y el pillastrón tiene demasiado buen sentido para dirigirse, cojeando, al “malezal”. Además, los rastros de sangre se detienen aquí.

-¿Y qué dirá papá? -preguntó Fortunato con una risita burlona-. ¿Qué dirá cuando se entere de que han entrado en su casa durante su ausencia?

-¡Bribón! -dijo el ayudante cogiéndole por una oreja-. ¿Sabes que me siento tentado de hacerte hablar por otros medios? Es posible que con una veintena de sablazos de plano hablaras al fin.

Y Fortunato seguía riendo con su risita burlona.

-¡Mi padre es Mateo Falcone! -dijo con énfasis.

-Bien sabes, granujilla, que te puedo conducir a Corte o a Bastia y hacerte encerrar en un calabozo, para que duermas en la paja, con grilletes en los pies, y guillotinarte si no dices dónde está Gianetto Sampiero.

Ante tan ridícula amenaza, el muchacho lanzó una carcajada y repitió:

-Mi padre es Mateo Falcone.

-Sargento -dijo en voz baja uno de los tiradores-, no nos indispongamos con Mateo.

Gamba parecía evidentemente turbado. Con voz queda hablaba con sus compañeros, que habían hecho ya en la casa un cuidadoso registro. La operación fue breve, pues la cabaña de un corso no consiste más que en una pieza cuadrada. El ajuar se reduce a una mesa, algunos bancos, cofres y utensilios de caza y domésticos. Mientras, Fortunato acariciaba a la gata y parecía divertirse con la confusión de los tiradores y de su primo.

Un soldado se aproximó al montón de heno. Vio a la gata y dio con negligencia un bayonetazo en el heno, encogiéndose de hombros, como si comprendiera que la precaución era ridícula. Nada se movió; el rostro del muchacho permaneció impasible.

El sargento y sus gentes se daban al diablo; contemplaban la llanura como dispuestos a volver por donde habían venido, cuando el jefe, convencido de que las amenazas no surtían efecto alguno en el hijo de Falcone, quiso hacer un último esfuerzo y probar el poder de las caricias y de los obsequios.

-Primo -dijo-, me pareces un muchacho muy despierto. Tú harás carrera. Pero conmigo te portas muy mal. Si no temiera darle un disgusto a mi primo Mateo, te llevaba conmigo.

-¡Bah!

-Pero cuando mi primo vuelva le contaré lo que ha pasado y te zurrará de lo lindo por haber mentido de ese modo.

-¿De veras?

-Ya lo verás… En fin, sé buen muchacho y te daré cualquier cosa.

-Y yo, primo, le daré un consejo, y es que si tarda mucho en marcharse, Gianetto llegará al “malezal”, y entonces será preciso más de un hurón como usted para buscarlo por allí.

El ayudante sacó de su bolsillo un reloj de plata que podría valer unos diez escudos, y como observara que se iban tras él los ojos de Fortunato, le dijo, suspendiendo el reloj de su cadena de acero:

-¡Picaronazo! ¿Tú quisieras tener un reloj como éste colgado del cuello, para pasearte por las calles de Porto-Vecchio orgulloso como un pavo real y que las gentes te preguntaran: “¿Qué hora es?” Y tú les dijeras: “Mírelo en mi reloj”.

-Cuando sea más hombre, mi tío el caporal me dará uno.

-Sí, pero el hijo de tu tío ya lo tiene… no tan bonito como éste, la verdad… No obstante, él es más joven que tú.

El muchacho suspiró.

-Bueno, primo, ¿quieres este reloj?

Fortunato, mirando al reloj con el rabillo del ojo, parecía un gato al que se le ofrece un pollo entero. Como comprende que se están burlando de él, no se atreve a echarle mano, y de tiempo en tiempo aparta los ojos para no sucumbir a la tentación; pero a cada paso se relame los hocicos y parece como si le dijera a su dueño: “¡Qué cruel es la bromita que gastas!”

Sin embargo, el sargento Gamba parecía ofrecerle el reloj de buena fe. Fortunato no alargó la mano, pero dijo con amarga sonrisa:

-¿Por qué se burla de mí?

-¡Vive Dios, que no me burlo! Dime únicamente dónde está Gianetto, y el reloj es tuyo.

Fortunato dejó escapar una incrédula sonrisa, y fijando sus negros ojos en los del ayudante trató de descubrir lo que de verdad hubiera en sus palabras.

-Que pierda mis charreteras -dijo Gamba-, si no te entrego el reloj con esa condición. Mis compañeros son testigos; no puedo arrepentirme.

Mientras hablaba así seguía aproximando el reloj tanto, que casi tocaba ya la pálida mejilla del niño, que mostraba claramente la lucha que en su interior sostenían la codicia y el respeto debido a la hospitalidad. Su desnudo pecho se elevaba con fuerza y parecía próximo a estallar. El reloj, en tanto, oscilaba y giraba, rozándole a veces la punta de la nariz. Por último, poco a poco, alzó la mano derecha hasta el reloj; lo tocó con la punta de los dedos; lo sintió en su mano, sin que el sargento soltara la cadena… La esfera era azulada… recién bruñida la tapa; a la luz del sol parecía de fuego… La tentación era demasiado fuerte.

Fortunato levantó la mano izquierda también e indicó con el pulgar, por encima de su hombro, el montón de heno junto al que estaba. Gamba lo comprendió en seguida y abandonó el extremo de la cadena. Fortunato se vio único propietario del reloj. Se levantó con la agilidad de un gamo y se alejó diez pasos del montón de heno, que los tiradores comenzaron a revolver en seguida.

Al poco el heno se empezó a agitar y un hombre ensangrentado, con un puñal en la mano, surgió de él; pero al tratar de levantarse, su herida, ya fría, no le permitió tenerse en pie, y cayó al suelo. El ayudante, abalanzándose sobre él, le arrebató el puñal. En seguida, y a pesar de su resistencia, lo ataron fuertemente.

Gianetto, derribado en tierra y atado como un haz de leña, volvió la cabeza hacia Fortunato, que se había aproximado.

-¡Hijo de…! -le dijo con más desprecio que cólera.

El niño le arrojó la moneda de plata que había recibido de él poco antes, como comprendiendo que ya no era merecedor de ella, pero el proscrito ni siquiera aparentó fijarse en aquel movimiento. Con mucha sangre fría le dijo al sargento:

-Mi querido Gamba, no puedo andar; no tendrá más remedio que transportarme al pueblo.

-Hace poco corrías con más ligereza que un corzo -repuso cruelmente el vencedor-; pero tranquilízate; estoy tan contento de haberte cogido, que te llevaría una legua a cuestas sin fatigarme. Además, camarada, vamos a hacerte unas angarillas con ramas y tu capote; en la granja de Créspoli encontraremos caballos.

-Perfectamente -dijo el prisionero-; pongan también un poco de paja en las angarillas para que vaya con más comodidad.

Mientras los tiradores se ocupaban, unos, en hacer una especie de parihuela con ramas de castaños, y otros en curar la herida de Gianetto, Mateo Falcone y su mujer aparecieron súbitamente en un recodo de la senda que conducía al “malezal”. Avanzaba la mujer penosamente, encorvada bajo el peso de un enorme saco de castañas, en tanto que su marido se pavoneaba con un fusil en la mano y otro en banderola, pues es indigno de un hombre conducir una carga que no sea la de las armas.

Al ver a los soldados, lo primero que se le ocurrió a Mateo fue que vendrían a prenderle. Pero ¿por qué tal idea? ¿Acaso Mateo tenía cuentas pendientes con la justicia? No. Gozaba de una buena reputación. Era, como se dice vulgarmente, “un particular de buena reputación”; pero era corso y montañés, y hay pocos corsos montañeses que, registrando en su memoria, no encuentren en ella algún pecadillo, tal como un disparo, una puñalada o cualquiera otra bagatela por el estilo. Mateo, más que otro, tenía la conciencia tranquila, pues hacía más de diez años que no apuntaba a nadie con su fusil; no obstante, como era prudente, se puso a la defensiva, por si ello era necesario.

-Mujer -dijo a Giuseppa, descárgate del saco y estate dispuesta a ayudarme.

Ella obedeció al punto; le dio el fusil que llevaba terciado, y que hubiera podido molestarle; cargó el que llevaba en la mano y avanzó lentamente hacia su casa, pegado a los árboles que bordeaban el camino y dispuesto, a la menor demostración hostil, a ocultarse en el más grueso tronco, desde donde podría hacer fuego impunemente. Pisándole los talones iba su mujer con el otro fusil y la cartuchera. La ocupación de una buena mujer de su casa, en caso de lucha, es cargar las armas del marido.

El ayudante, por su parte, se alarmó mucho al ver a Mateo avanzar de tan sigilosa manera, con la escopeta en alto y el dedo en el gatillo.

-¡Si por casualidad -pensó- Mateo fuera pariente de Gianetto o amigo, y se le antojara defenderlo, los tacos de sus dos fusiles llegarían a dos de nosotros tan seguro como las cartas al correo, y si me encañonase, a pesar del parentesco…!

Ante la duda, tomó el valeroso partido de dirigirse solo hacia Mateo para contarle el asunto, abordándolo como un antiguo conocido; pero el corto espacio que lo separaba de Mateo le pareció terriblemente largo.

-¡Hola, antiguo compañero! -gritó-. ¿Cómo te va? Soy yo, Gamba, tu primo.

Mateo, sin responder una palabra, se había detenido, y a medida que el otro hablaba iba poco a poco levantando el cañón de su escopeta, de suerte que apuntaba al cielo cuando el ayudante se le acercó.

-Buenos días, hermano -dijo Gamba, tendiéndole la mano-, hace mucho tiempo que no te veo.

-Buenos días, hermano.

-Había venido para saludarte, al pasar, así como a mi prima Pepa. Hoy hemos andado mucho, pero no hay que compadecerse de nuestra fatiga, porque hemos hecho una captura importante: acabamos de coger a Gianetto Sampiero.

-¡Alabado sea Dios! -exclamó Giuseppa-. La semana pasada nos robó una cabra.

Estas palabras regocijaron a Gamba.

-¡Pobre diablo! -dijo Mateo-. Tendría hambre.

-El granuja -prosiguió Gamba, un poco mortificado- se ha defendido como un león; me ha matado a uno de los míos, y, no contento aún con esto, le ha roto un brazo al cabo Chardón; pero esto no tiene importancia: se trata de un francés… Luego se ocultó tan diestramente, que ni el demonio hubiera dado con él. Sin la ayuda de Fortunato, es seguro que no lo hubiera encontrado.

-¡Fortunato! -exclamó Mateo.

-¡Fortunato! -repitió Giuseppa.

-Sí. Gianetto estaba escondido bajo aquel montón de heno, pero el primo me descubrió el escondite. También se lo diré a su tío el caporal para que le envíe un buen regalo por su ayuda. Su nombre y el tuyo figurarán en el parte que envíe al juez.

-¡Maldición! -murmuró Mateo.

Se reunieron con el destacamento. Gianetto estaba tendido en la parihuela y dispuesto para partir. Cuando vio a Mateo acompañado de Gamba sonrió de un modo extraño; después, volviendo el rostro hacia la puerta de la casa, escupió en el umbral y dijo:

-¡Es la casa de un traidor!

Sólo un hombre dispuesto a morir se hubiera atrevido a pronunciar la palabra traidor dirigiéndose a Falcone: una certera puñalada, que no necesitaría ser secundada, pagaría inmediatamente el insulto. Sin embargo, Mateo se limitó a llevar su mano a la frente, como un hombre abrumado.

Fortunato había entrado en la casa al ver llegar a su padre. Al poco reapareció con un jarro de leche, que ofreció, con los ojos bajos, a Gianetto.

-¡No te acerques a mí! -gritó el proscrito con voz terrible.

Después, volviéndose a uno de los tiradores, le dijo:

-Camarada, dame de beber.

El soldado le puso entre las manos su cantimplora, y el bandido bebió el agua que le daba un hombre con el que acababa de tirotearse. A continuación pidió que le atasen las manos sobre el pecho, y no a la espalda, como las llevaba.

-Me agrada -decía- ir tendido a gusto.

Se procuró complacerle; después, el ayudante dio la orden de partida; saludó a Mateo, que no le respondió, y se encaminó aceleradamente hacia el llano.

Cerca de diez minutos transcurrieron sin que Mateo abriese la boca. El niño miraba con inquietud, ya a su madre, ya a su padre, que, apoyado en el fusil, lo contemplaba con contenida cólera.

-¡Comienzas bien! -dijo Mateo con voz tranquila, pero espantosa para quien le conociera.

-¡Padre mío! -exclamó el muchacho, dirigiéndose a él, con lágrimas en los ojos y como para arrojarse a sus plantas.

Pero Mateo le gritó:

-¡No te acerques a mí!

El niño permaneció. inmóvil y sollozando, a pocos pasos de su padre.

Se aproximó Giuseppa. Acababa de percibir, asomando por entre la camisa de su hijo, un extremo de la cadena del reloj.

-¿Quién te ha dado ese reloj? -le preguntó con severidad.

-Mi primo el sargento.

Se apoderó del reloj Falcone, y arrojándolo contra una piedra lo hizo mil pedazos.

-Mujer -dijo-, ¿este niño es mío?

Las morenas mejillas de Giuseppa enrojecieron vivamente.

-¿Qué dices, Mateo? ¿Sabes a quién hablas?

-Sin embargo, es el primero de los míos que ha cometido una traición.

Redoblaron los sollozos y gimoteos de Fortunato, de quien ni por un momento apartaba Falcone sus ojos de lince. Por último, golpeó el suelo con la culata de su escopeta, se la echó al hombro después y se dirigió al “malezal”, gritándole a Fortunato que lo siguiera. El niño obedeció.

Giuseppa corrió tras de Mateo y lo cogió por el brazo.

-¡Es tu hijo! -dijo con trémula voz, clavando sus negros ojos en los de su marido, como si quisiera leer en su alma.

-Déjame -repuso Mateo-; soy su padre.

Giuseppa abrazó a su hijo y entró en la casa llorando. Se arrodilló ante una imagen de la Virgen y oró fervorosamente. Mientras tanto, Falcone anduvo como unos doscientos pasos por el camino, deteniéndose ante un pequeño barranco, al que descendió. Con la culata de su fusil removió la tierra, que encontró suelta y fácil de cavar. El sitio le pareció bien para su propósito.

-Fortunato, colócate junto a esta peña.

El niño hizo lo que se le pedía, y se arrodilló después.

-Di tus oraciones.

-¡Padre mío, padre mío, no me mates!

-¡Di tus oraciones! -repitió Mateo con voz terrible.

El niño, entre balbuceos y sollozos, recitó el padrenuestro y el credo. Al final de cada oración, el padre, con voz fuerte, decía: Amen.

-¿Son esas todas las oraciones que sabes?

-Padre, también sé el avemaría y la letanía que mi tía me ha enseñado.

-Es muy larga; pero no importa.

El niño terminó la letanía con voz apagada.

-¿Has concluido?

-¡Oh, padre mío, perdón! ¡Perdón! ¡No lo haré más! ¡Tanto le rogaré a mi tío, el caporal, que indultarán a Gianetto!

Siguió hablando; Mateo, tras cargar la escopeta y echársela a la cara, dijo:

-¡Que Dios te perdone!

El niño hizo un esfuerzo desesperado para levantarse y abrazar las rodillas de su padre: no tuvo tiempo. Mateo disparó y Fortunato rodó muerto.

Sin dirigir una mirada al cadáver, tomó de nuevo el camino de su casa, en busca de un azadón para enterrar a su hijo. Apenas había dado algunos pasos cuando encontró a Giuseppa, que acudía alarmada por el tiro.

-¿Qué has hecho? -exclamó.

-Justicia.

-¿En dónde está?

-En el barranco; voy a enterrarlo. Ha muerto cristianamente; se le dirá una misa. Que avisen a mi yerno, Tiodoro Bianchi, para que venga a vivir con nosotros.

FIN

1. Tiradores corsos: policía rural.
2. Cuellos amarillos: se refiere al uniforme de los policías.

Biblioteca Digital Ciudad Seva


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