quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


Existe uma base social com vontade de lutar pela democracia e por Lula com determinação. Esta base precisa de comando e de direção política firme. Se Lula for preso o golpe e a ditadura burguesa-togada avançarão para os próximos passos: a hegemonia completa dos mais corruptos políticos e capitalistas no poder, a privatização das estatais, da Petrobras, o desmonte da educação e das universidades federais, a venda da saúde e da previdência, a criminalização dos movimentos sociais, como o MST, MTST, o fechamento do PT e a perseguição implacável contra qualquer candidatura, sindicato, partido e movimento que minimamente ameace os interesses da ordem dominante golpista nos seus arrochos trabalhistas e roubos de direitos. O último grande comandante institucional disposto a lutar pela democracia no Brasil foi o Marechal Lott, no contragolpe de 11 de novembro de 1955. Impressionante quando alguém de cima resolveu lutar, em igualdade de condições, contra a direita brucutu, contra os fascistas, os gorilas, contra o consórcio entreguista internacional, estes recuaram com medo da resoluta ação de Lott, infelizmente mal aproveitada. Vargas não teve condições de luta em 1954. Poderia ter tido como se viu na grande reação popular no dia seguinte do suicídio, muitos esperaram o comando. Jango não ouviu Brizola e ambos tiveram que fugir em 1964. Durante a ditadura civil-militar de 1964 o legislativo só não foi completamente fechado, como tinha sido na ditadura de 1937, pela existência de lutadores, os mesmos lutadores que garantiram a sobrevida do pequeno espaço legislativo para a grande derrota parlamentar das forças da ditadura, da Arena, nas eleições de 1974 em diante. As forças da ditadura militar não conseguiram fechar de vez e permanentemente o limitado parlamento por causa dos que resistiram. Sem os heróis da resistência contra a ditadura brasileira de 1964, ela poderia ter seguido o modelo das ditaduras espanhola e portuguesa, nas suas muitas décadas de continuidade, de atraso e de oligarquias reacionárias ditatoriais no poder. Agora estamos em outra encruzilhada decisiva e todos os cidadãos amantes da democracia, das liberdades, todos os militantes, todos sindicalistas, todos partidos de esquerda, todos parlamentares, todos governadores, prefeitos, todos artistas, todos intelectuais, todas as lideranças populares, movimentos sociais, trabalhadores e estudantes, todos comprometidos com a democracia, com as causas sociais e com eleições livres, todos devem lutar ao máximo neste momento de ameaça de prisão ilegal, imoral e forjada de Lula pelos tribunais de exceção do atual regime golpista. A pergunta que se deve fazer é a seguinte: Quem está disposto a lutar ao máximo pela democracia, pelas liberdades e pela causa de Lula ? Quem está disposto a lutar pelo golpe, por Temer, pelo PSDB, ou por qualquer dos seus serviçais golpistas subalternos, nos outros partidos de direita e nas outras lideranças apoiadoras do golpe, do desmonte do país e da incipiente ditadura burguesa-togada que existe ? Preparem-se para as batalhas políticas em defesa do Brasil.
RCO

O despertar do nacional-popular crítico no Carnaval ! Sensacionais as produções como a do Paraíso do Tuiuti. Uma verdadeira aula de sociologia histórica dos brasileiros negros, aula de brasilidade, artística elaboração de toda uma trajetória e todo um processo social, político e histórico. O golpista Temer escrachado como o vampirão pérfido que ele é e o roubo dos votos, das moradias, das carteiras de trabalho e dos direitos sociais do povo trabalhador. A crítica da Mangueira contra o prefeito Crivella, representado como o fujão Judas, tudo revela a firme oposição da nossa autêntica cultura popular brasileira às formas de direita excludentes de certo protestantismo importado. Ao longo de toda a nossa história, nos momentos mais cruciais da nossa existência como Nação, nas guerras holandesas, nas guerras de fronteiras, nas guerras platinas, no Paraguai, o Brasil sempre foi defendido pela última trincheira dos brasileiros negros, tão injustamente maltratados e massacrados na nossa sociedade, mas sempre uma fonte permanente de criatividade, vibração, cultura e vitalidade. Agora, estes movimentos sociais e culturais populares, do Brasil profundo, das favelas, periferias, campos e cidades, novamente, têm o poder de nos livrarem dos invasores estrangeiros, da quadrilha golpista de Temer e de seus asseclas, ladrões internacionais e locais, de quadrilhas importadas com gente estrangeira e alienígena no Brasil, a direita querendo roubar, privatizar e pilhar nosso país. O povão brasileiro está despertando e ninguém vai conseguir segurar ! Explode coração !
RCO

O Desfile da Paraiso do Tuiuti


O desfile da Paraíso do Tuiuti mostrou a procissão dos trabalhadores negros desde a escravidão. Como seria o desfile da CDT, a Classe Dominante Tradicional e seus apêndices ? Começaria com os senhores de terras e escravos, das sesmarias e das casas grandes, daí viriam os homens bons das câmaras e depois da Independência, os das assembleias, os deputados e senadores, as mamatas, as mordomias do legislativo e dos tribunais de contas. Daí entrariam os barões imperiais, seus filhos e genros, os bacharéis, advogados, médicos e engenheiros, as elites da cultura bacharelesca, que não modernizaram e sim atrasaram o país em termos de mentalidades políticas. A ala dos comerciantes, dos que roubam no peso e no preço. O bloco dos militares, dos delegados, dos coronéis e generais, um dos mais disciplinados e querendo marchar. Destaque para grandes símbolos militares de direita, símbolos de cultura e de coragem bélica, como Bolsonaro e Ustra, referências para a direita militar torturadora. Outro grande destaque é a ala do sistema judicial, o judiciário e o mp, representando o velho ethos classista, defendendo os interesses dos dominantes, protegendo os seus apaniguados e perseguindo os adversários políticos. Tudo acima do teto. Quem entra na ala do judiciário logo é mentalmente, institucionalmente, politicamente hipnotizado e enquadrado, passa a ser o pior dos representantes da ordem, vide os bonecos gigantes do Joaquim Barbosa e do Fachin, que para serem aceitos logo viram um deles, esquecem totalmente qualquer passado subalterno crítico ou quais ideias lhes tenham dado o cargo. O grupo mais animado e jovial é a troça dos herdeiros do nepotismo, o grupo com mais algazarra, alvoroço e farra irresponsável, almas cheiram a talco, porque sabem que todas as instituições se abrem para o gozo e usufruto deles, moças e rapazes já eleitos como deputados, recebendo as melhores propinas, os melhores cartórios, os melhores cargos estatais e as mais gostosas negociatas. Muitos saem dos desfiles alcoolizados para atropelarem pessoas inocentes em alta velocidade na madrugada, logo um dos passistas do judiciário os soltará antes mesmo de serem presos. O próximo grupo é o dos donos e seus escravos da mídia, sempre com as bocas tapadas, todos preocupados com o que podem mostrar e falar, tudo para não desagradarem os chefes de redação e muito menos os donos familiares da grande mídia. A bateria dos fracos industriais, com pouco ritmo, segue acorrentada com sua dependência, arcaísmo, timidez e baixo espírito de inovação. Não querem fazer barulho para não incomodar e são importadores de tecnologia, usam mão de obra barata e são exportadores de matéria prima não manufaturada. Muitos querem logo casar com uma mocinha das outras alas para poderem apagar a sua origem imigrante e trabalhadora, muitas vezes até sujaram as mãos com trabalho braçal e manual, antes de enriquecerem. O apito de sonegadores é distribuído para todos integrantes da Escola de Samba CDT desde a concentração. Somente o vampirão neoliberalista Temer seria emprestado da Tuiuti, mais uma comissão traseira, uma comissão do atraso, da corrupção e com todos os protagonistas do golpe: Eduardo Cunha de terno, sorridente, com sua família esquiando e com prisão de mentirinha, Profeta Jucá, Angorá, Padilha, Geddel, boys do MBL, artistas do Cansei, muitos ministros golpistas, toda a quadrilha feliz e cantando no final.
RCO

Sem dúvida que, para um cientista social, ter um livro (ou livros) transformado em samba enredo não deixa de ser uma consagração. Parabéns ao Prof. Jessé de Souza pelo alto fator de impacto de seus textos, qualquer que seja nosso grau de concordância com as teses por ele defendidas. Oxalá nos próximos anos continue assim, para as ciências sociais se difundirem cada vez mais entre a população, demonstrando sua importância para o aumento de nossa cultura cívica e qualidade da democracia. Sublinhe-se também que, ao que parece, os sambistas estão mais politizados e esclarecidos do que nossas autoridades judiciais e policiais, que continuam fazendo sua formação doutrinária a partir de velhos manuais dos longínquos tempos da guerra fria e predominantemente pelo que sai na grande mídia corporativa. Tem que dar uma melhorada do nível dos manuais e no processo de formação doutrinária dessa turma aí...
SSB

sábado, 10 de fevereiro de 2018

LUIS INÁCIO "LULA" DA SILVA E O PRIMO "GEORGE BUCH"...GENEALOGIA.

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Escrito por David Gueiros | 19 Abril 2005

Arquivo

Torneiro mecânico, proletário autêntico do ABC paulista, Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente poderia imaginar ser parente de gente ilustre. No entanto, mesmo antes de sua eleição, já apareciam “primos” dele, de todos os lados, alguns ilustres e outros nem tanto.
Primeiro foram os parentes de Garanhuns e Caetés, convidados a participar das festividades da posse do novo Presidente da República. Estes vieram a Brasília, viveram aqui seus 15 minutos de glória, e voltaram a Pernambuco para rememorar a ocasião pelo resto da vida.
Um desses primos de Lula, chamado Bartolomeu Atanásio de Morais, autodenominado “genealogista da família da Silva”, deixou em Brasília alguns primores de suas investigações genealógicas, alegando, inclusive, ter traçado a genealogia do presidente até oito gerações. É muita coisa, pois isso coloca Lula como descendente dos pioneiros colonizadores dos Campos dos Garanhuns, nos alvores do século XVIII. Naquela época, uma endogamia grupal foi formada naquele sertão serrano, que incluía gente como Simoa Gomes, neta de Domingos Jorge Velho, Antônio Vaz da Costa, ancestral do conhecido economista e ex-diretor do BID, Rubens Vaz da Costa, e Micael de Amorim Souto, dono do latifúndio da Mochila, ancestral do deputado Antônio Souto Filho (“Soutinho”) de grande distinção na Primeira República, sem falar de Renato Barreto Rego, ancestral dos Atanásio de Morais. Gente fina, toda ela. Sei que não cai bem um proletário que se presa ter ascendentes tão ilustres, mas prossigamos.
De início, Bartolomeu afirmou que, através da família Atanásio de Morais, Lula é também contra parente de José Ermírio de Morais. A partir dessa informação, sabe-se estar o presidente irremediavelmente ligado, por laços de parentesco, à fina flor do capitalismo brasileiro. Não sei se isso alegrará seu coração proletário, porém presumindo que as informações fornecidas pelo “genealogista da família da Silva” são corretas, sem dúvida alguma haverá razão para orgulho. Afinal, José Ermírio de Morais, à sua maneira, é pessoa tão bem sucedida quanto o próprio Lula, apesar de ser da terrível classe capitalista, exploradora do povo.
Todas as informações sobre a genealogia de Lula, afirmou ainda Bartolomeu de Morais, estão registradas na obra do historiador garanhuense, Alfredo Leite Cavalcanti (História de Garanhuns, Vol. I 1968). Essa dica é válida, porém incompleta, pois o livro de Alfredo Leite (como ele era conhecido) não registra a genealogia de todas as famílias garanhuenses, tendo esse pesquisador se limitado a traçar apenas os nomes das linhagens mais conhecidas localmente. Os parentes pobres ficaram de fora. Afinal, pobre parente é carne no dente.
Assim, há um missing link, ou mesmo vários missing links, nas listagens de Alfredo Leite, de modo que não pode um pesquisador de fora, com absoluta certeza, traçar a linhagem do Lula através delas. Dessa maneira, resta aceitar a palavra de Bartolomeu de Morais, como sendo fiel e correta, aceitando inclusive a alegação de que Bartolomeu pessoalmente tem os nomes de todos os ancestrais de Lula, ainda que não revelados, por ocasião da visita do abnegado genealogista a Brasília.
Seguindo a pista dada por Bartolomeu, descobre-se no livro de Alfredo Leite o casal pioneiro, através do qual esse genealogista traça a família de Lula: Renato Barreto Rego e Eugênia Soares de Abreu, ancestrais dos Atanásio de Morais. Estes foram avós de Francisca Pereira do Nascimento e Ana Pereira do Nascimento, que se casaram respectivamente com os irmãos José Paes de Lira e Bernardo Luís da Silva. Êpa! Chegamos perto do nome de Lula, pois a linhagem deste, de acordo com Bartolomeu, passa por este último senhor.
Os dois rapazes acima citados eram filhos de Manuel da Silva Gueiros, e netos de Manuel Dias da Silva. Vindo de Sergipe, Manuel Dias da Silva se casou com Maria Paes Cabral, filha do latifundiário garanhuense Micael de Amorim Souto. Sugere então Alfredo Leite que esse sergipano - homem de posses, pois casou com a filha de um grande latifundiário - era ligado à Casa da Torre, em sua expansão pastoril, muito além das margens do São Francisco. A Casa da Torre, da família Dias D’Ávila - poderosos cristãos novos - chegou a possuir milhares de quilômetros quadrados de terra, indo da Bahia ao Piauí, incluindo ainda trechos de Sergipe, partes da Capitania das Alagoas e pedaços de Pernambuco.
Latifundiários! Que horror! Mais ainda, os da Casa da Torre eram cristãos novos – judeus convertidos a ferro e a fogo. Caso essa informação seja correta, Lula seria então um provável descendente de judeus. Logo ele, que anda arrastando a asa para os ditadores árabes, inclusive trazendo-os ao Brasil, para um encontro em maio próximo!
Como provável descendente de Manuel da Silva Gueiros, Lula estaria então ligado a muitos nomes de distinção no Brasil. Entre estes, o jurista Nehemias da Silva Gueiros, o Ministro Esdras da Silva Gueiros, o Vice-governador do Pará Deputado Antônio Teixeira Gueiros, o Ministro Evandro Gueiros Leite, o Senador e Governador do Pará Hélio Motta Gueiros e outros mais desse nome, que se distinguiram nesta República, na segunda metade do século passado.
Menciona-se essa linhagem Gueiros, porque piores coisas podem ser ditas sobre as ligações desses “contra-parentes dos contra-parentes”. No meio desse caminho encontra-se, horror dos horrores, a família Bush do Texas. Sim, do próprio George W. Bush! Como pode?
Acontece que o pastor Jerônimo Gueiros, de Garanhuns, no começo do século passado, casou com Cecília Frias. Esta era uma das três filhas - Cecília, Dorcas e Prelediana - de Inocêncio Frias, fazendeiro e conselheiro municipal de Garanhuns. Ocorre que a irmã de Cecília Frias, chamada Prelediana, casou com um pastor norte-americano de origem portuguesa, missionário batista, chamado Jepheter Hamilton. Este trabalhou no Brasil por uns tempos, tendo eventualmente ido morar nos Estados Unidos, na Nova Inglaterra. Ao se aposentar, o casal foi morar em Portugal, deixando, porém, os filhos adultos nos Estados Unidos. Esse lado norte-americano da família tem mantido contato com os primos brasileiros, de tempos em tempos.
Assim, a informação que segue vem de Charles K. Ortel, neto de Prelediana, um renomado “investidor independente”, na Nova Inglaterra. A filha mais nova de Prelediana, assim informa Charles Ortel, casou com um colega da Universidade de Yale, chamado Ortel, de tradicional família da Nova Inglaterra, com ligações familiares em todo o pa&i acute;s, inclusive no Texas. Foi mãe de três rapazes, destarte netos da garanhuense Prelegiana Frias, um dos quais recebeu o sobrenome de Gueiros e outro de Frias. Como o próprio Charles Ortel nos informa, através das ligações familiares da sua família paterna, ele é primo legítimo de George W. Bush, no lado americano, e primo legítimo dos filhos e netos de Jerônimo Gueiros e Cecília Frias, no Brasil. Os Ortel são não apenas capitalistas, mas também Republicanos conservadores. Isso não pega bem, para um presidente proletário, ter contra parentes desse tipo.
Os caminhos são tortuosos, como soem ser os levantamentos genealógicos. Porém, presumindo-se que as informações de Bartolomeu de Morais são corretas, então Lula descende mesmo de pioneiros dos Campos dos Garanhuns. Mais ainda, pode-se afirmar que, como descendente de Manoel Dias da Silva, ele é provavelmente de ascendência judaica; é também parente do capitalista José Ermírio de Morais; é parente dos descendentes de Prelediana Frias, e através deles é “primo” (com mil aspas) do companheiro George W. Bush. Que horror! “Contra-parente dos parentes dos contra-parentes da mulher do cavalariço del Rei”, já dizia Jerônimo Gueiros.
Essas conclusões são tão absurdas, que seria bom voltar a Garanhuns a fim de consultar o genealogista Bartolomeu Atanásio de Morais, a ver se de alguma maneira ele não se enganou no levantamento que fez da genealogia de Lula.


Fonte : DIAZ NOTÍCIAS 
http://diaznoticia.blogspot.com.br/2012/02/luis-inacio-lula-da-silva-e-o-primo.html
Existe uma base social com vontade de lutar pela democracia e por Lula com determinação. Esta base precisa de comando e de direção política firme. Se Lula for preso o golpe e a ditadura burguesa-togada avançarão para os próximos passos: a hegemonia completa dos mais corruptos políticos e capitalistas no poder, a privatização das estatais, da Petrobras, o desmonte da educação e das universidades federais, a venda da saúde e da previdência, a criminalização dos movimentos sociais, como o MST, MTST, o fechamento do PT e a perseguição implacável contra qualquer candidatura, sindicato, partido e movimento que minimamente ameace os interesses da ordem dominante golpista nos seus arrochos trabalhistas e roubos de direitos. O último grande comandante institucional disposto a lutar pela democracia no Brasil foi o Marechal Lott, no contragolpe de 11 de novembro de 1955. Impressionante quando alguém de cima resolveu lutar, em igualdade de condições, contra a direita brucutu, contra os fascistas, os gorilas, contra o consórcio entreguista internacional, estes recuaram com medo da resoluta ação de Lott, infelizmente mal aproveitada. Vargas não teve condições de luta em 1954. Poderia ter tido como se viu na grande reação popular no dia seguinte do suicídio, muitos esperaram o comando. Jango não ouviu Brizola e ambos tiveram que fugir em 1964. Durante a ditadura civil-militar de 1964 o legislativo só não foi completamente fechado, como tinha sido na ditadura de 1937, pela existência de lutadores, os mesmos lutadores que garantiram a sobrevida do pequeno espaço legislativo para a grande derrota parlamentar das forças da ditadura, da Arena, nas eleições de 1974 em diante. As forças da ditadura militar não conseguiram fechar de vez e permanentemente o limitado parlamento por causa dos que resistiram. Sem os heróis da resistência contra a ditadura brasileira de 1964, ela poderia ter seguido o modelo das ditaduras espanhola e portuguesa, nas suas muitas décadas de continuidade, de atraso e de oligarquias reacionárias ditatoriais no poder. Agora estamos em outra encruzilhada decisiva e todos os cidadãos amantes da democracia, das liberdades, todos os militantes, todos sindicalistas, todos partidos de esquerda, todos parlamentares, todos governadores, prefeitos, todos artistas, todos intelectuais, todas as lideranças populares, movimentos sociais, trabalhadores e estudantes, todos comprometidos com a democracia, com as causas sociais e com eleições livres, todos devem lutar ao máximo neste momento de ameaça de prisão ilegal, imoral e forjada de Lula pelos tribunais de exceção do atual regime golpista. A pergunta que se deve fazer é a seguinte: Quem está disposto a lutar ao máximo pela democracia, pelas liberdades e pela causa de Lula ? Quem está disposto a lutar pelo golpe, por Temer, pelo PSDB, ou por qualquer dos seus serviçais golpistas subalternos, nos outros partidos de direita e nas outras lideranças apoiadoras do golpe, do desmonte do país e da incipiente ditadura burguesa-togada que existe ? Preparem-se para as batalhas políticas em defesa do Brasil.

RCO

O MUNDO PODE PIORAR SEMPRE

 Com dois filhos desempregados, um é psicólogo e o outro designer gráfico, tenho me dedicado a colaborar com eles em busca de trabalho.Por isso, fui ao oracular google e teclei vagas para psicologo e vagas para designer gráfico. Surgiram na telinha uma infinidade de links. Fui em vários e fiquei espantado com os salários precarizados e as exigências. Não encontrei nessas duas funções nenhuma oferta de emprego razoável pra quem fez curso universitário e já possui experiência na área. Cheguei a ver empresa oferecendo vaga por 1500 reais para essas funções.E o salário mais rechonchudo era menor do que o vergonhoso "auxílio moradia" de 4300 reais que beneficia todos os juízes, procuradores e promotores.
Como trabalhei a vida inteira na imprensa como diagramador, assistente de arte e diretor de arte (o nome sofisticou, mas o salário minguou) e nunca passei por dificuldades econômicas (exceto qdo perdi emprego na Gazeta Mercantil), fiquei perplexo.E muito preocupado. Aliás, confesso já ter dividido essa preocupação com muitos amigos e companheiros de trabalho muitos anos atrás.Mas nunca imaginei que a coisa pudesse piorar tanto, embora a base do meu pensamento apontasse para essa direção. Ou seja:os avanços do capetalismo são cruéis, concentradores e contrários ao bem estar social e as conquistas da classe trabalhadora.


Rubens Jardim

O CARNAVAL DA PREVIDENCIA


Helio Fernandes

Apesar de passar o carnaval na Restinga da Marambaia, o corrupto Temer só tem uma preocupação: a cooptação da base para a aprovação da reforma da Previdencia. Como o que deverá ser votado no dia 19, é uma deturpação do projeto inicial, Temer está acenando e ofererendo mais vantagens, recuos e concessões.

Segundo os que têm contato com ele, dizem que está disposto a apostar na intimidação- represalia, comparando o desperdicio espantoso para fugir da investigação do STF.Acredita que isso possa render apoio pra chegar aos 308 votos. Apela tambem para os numeros despropositados e contraditorios. Ha meses vem traçando um quadro de tragedia irrecuperavel. Com prejuizos de centenas de bilhões como deficit anual.

Ante ontem minimizou a relevancia do deficit,ganhou manchetes de jornais, presença diaria e até horarias nas televisões.Textual:"Fiz tudo para aprovar agora. Se ficar para 2019 ou depois,o deficit será de 177 bilhões em 10 anos".
Decodificado ou sumarizado,dá 17 bilhões de prejuizo por ano, uma dadiva, perto do clamor de centenas de bilhões de deficit de por ano. Alguma coisa está errada como este reporter e o jornarlista José Carlos Werneck estamos clamando ha muito tempo.
PS- E o exagero das mordomias. Temer pediu 40 funcionarios extras, para quê?
PS2- Dona Marcela vai levar 20 funcionarios extras, incluindo um cabeleiro. 4 dias na praia com cabeleireiro,é cafonice rematada.
PS3- E os aviões da FAB, lndo e vindo para refazer os cardapios. Que Republica!
PS4- À oltima hora cortaram 2o funcionarios, ficaram só 40.


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Bueno, si de verdad



Bueno, si de verdad
quieres una confesión,
ahí va:
he tenido treinta y seis amantes.
Bien, sí. Tienes razón…
son demasiados.
Hubiese bastado con treinta y cinco.
Pero, cariño, el treinta y seis
eres tú.

de la filandesa Eeva Kilpi  (1928-),


Biblioteca Digital Ciudad Seva

El amante dormido


No hace mucho tiempo hubo en Salerno un grandísimo médico cirujano cuyo nombre fue maestro Mazzeo de la Montagna, el cual, ya cerca de sus últimos años, habiendo tomado por mujer a una hermosa y noble joven de su ciudad, de lujosos vestidos y joyas y de todo lo que a una mujer puede placer más, la tenía abastecida; es verdad que ella la mayor parte del tiempo estaba resfriada, como quien en la cama no estaba por el marido bien cubierta. El cual, como micer Ricciardo de Chínzica a la suya enseñaba las fiestas y los ayunos, este a ella le explicaba que por acostarse con una mujer una vez tenía necesidad de descanso no sé cuántos días, y otras chanzas; con lo que ella vivía muy descontenta, y como prudente y de ánimo valeroso, para poder ahorrarle trabajos al de la casa se dispuso a echarse a la calle y a desgastar a alguien ajeno, y habiendo mirado a muchos y muchos jóvenes, al fin uno le llegó al alma, en el que puso toda su esperanza, todo su ánimo y todo su bien. Lo que, advirtiéndolo el joven y gustándole mucho, semejantemente a ella volvió todo su amor.

Se llamaba este Ruggeri de los Aieroli, noble de nacimiento pero de mala vida y de reprobable estado hasta el punto de que ni pariente ni amigo le quedaba que le quisiera bien o que quisiera verle, y por todo Salerno se le culpaba de latrocinios y de otras vilísimas maldades; de lo que poco se preocupó la mujer, gustándole por otras cosas. Y con una criada suya tanto lo preparó, que estuvieron juntos; y luego de que algún placer disfrutaron, la mujer le comenzó a reprochar su vida pasada y a rogarle que, por amor de ella, de aquellas cosas se apartase; y para darle ocasión de hacerlo empezó a proporcionarle cuándo una cantidad de dineros y cuándo otra.

Y de esta manera, persistiendo juntos asaz discretamente, sucedió que al médico le pusieron entre las manos un enfermo que tenía dañada una de las piernas, al cual mal habiendo visto el maestro, dijo a sus parientes que, si un hueso podrido que tenía en la pierna no se le extraía, con certeza tendría aquel o que cortarse toda la pierna o que morirse; y si le sacaba el hueso podía curarse, pero que si no le daba por muerto y no lo recibiría; con lo que, poniéndose de acuerdo todos los de su parentela, así se lo entregaron. El médico, juzgando que el enfermo sin ser narcotizado no soportaría el dolor ni se dejaría intervenir, debiendo esperar hasta el atardecer para aquel servicio, hizo por la mañana destilar de cierto compuesto suyo una agua que debía dormirle tanto cuanto él creía que iba a hacerlo sufrir al curarlo; y haciéndola traer a casa en una ventanica de su alcoba la puso, sin decir a nadie lo que era.

Venida la hora del crepúsculo, debiendo el maestro ir con aquel, le llegó un mensaje de ciertos muy grandes amigos suyos de Amalfi de que por nada dejase de ir incontinenti allí, porque había habido una gran riña y muchos habían sido heridos. El médico, dejando para la mañana siguiente la cura de la pierna, subiendo a una barquita se fue a Amalfi; por lo cual la mujer, sabiendo que por la noche no debía volver a casa, ocultamente como acostumbraba hizo venir a Ruggeri y en su alcoba lo metió, y lo cerró dentro hasta que algunas otras personas de la casa se fueran a dormir. Quedándose, pues, Ruggeri en la alcoba y esperando a la señora, teniendo (o por trabajos sufridos durante el día o por comidas saladas que hubiera comido, o tal vez por costumbre) una grandísima sed, vino a ver en la ventana aquella garrafita del agua que el médico había hecho para el enfermo, y creyéndola agua de beber, llevándosela a la boca, toda la bebió; y no había pasado mucho cuando le dio un gran sueño y se durmió.

La mujer, lo antes que pudo se vino a su alcoba y, encontrando a Ruggeri dormido, empezó a sacudirlo y a decirle en voz baja que se pusiese en pie, pero como si nada: no respondía ni se movía un punto; por lo que la mujer, algo enfadada, con más fuerza lo sacudió, diciendo:

-Levántate, dormilón, que si querías dormir, donde debías ir es a tu casa y no venir aquí.

Ruggeri, así empujado, se cayó al suelo desde un arcón sobre el que estaba y no dio ninguna señal de vida, sino la que hubiera dado un cuerpo muerto; con lo que la mujer, un tanto asustada, empezó a querer levantarlo y menearlo más fuerte y a cogerlo por la nariz y a tirarle de la barba, pero no servía de nada: había atado el asno a una buena clavija. Por lo que la señora empezó a temer que estuviera muerto, pero aun así le empezó a pellizcar agriamente las carnes y a quemarlo con una vela encendida; por lo que ella, que no era médica aunque médico fuese el marido, sin falta lo creyó muerto, por lo que, amándolo sobre todas las cosas como hacía, si sintió dolor no hay que preguntárselo, y no atreviéndose a hacer ruido, calladamente, sobre él comenzó a llorar y a dolerse de tal desventura. Pero luego de un tanto, temiendo añadir la deshonra a su desgracia, pensó que sin ninguna tardanza debía encontrar el modo de sacarlo de casa muerto como estaba, y ni en esto sabiendo determinarse, ocultamente llamó a su criada, y mostrándole su desgracia, le pidió consejo.

La criada, maravillándose mucho y meneándolo también ella y empujándolo, y viéndolo sin sentido, dijo lo mismo que decía la señora, es decir, que verdaderamente estaba muerto, y aconsejó que lo sacasen de casa. A lo que la señora dijo:

-¿Y dónde podremos ponerlo que no se sospeche mañana cuando sea visto que de aquí dentro ha sido sacado?

A lo que la criada contestó:

-Señora, esta tarde ya de noche he visto, apoyada en la tienda del carpintero vecino nuestro, un arca no demasiado grande que, si el maestro no la ha metido en casa, será muy a propósito de lo que necesitamos porque dentro podemos meterlo, y darle dos o tres cuchilladas y dejarlo. Quien lo encuentre allí, no sé por qué más de aquí dentro que de otra parte vaya a creer que lo hayan llevado; antes se creerá, como ha sido tan malvado, que, yendo a cometer alguna fechoría, por alguno de sus enemigos ha sido muerto, luego metido en el arca.

Agradó a la señora el consejo de la criada, salvo en lo de hacerle algunas heridas, diciendo que no podría por nada del mundo sufrir que aquello se hiciese; y la mandó a ver si estaba allí el arca donde la había visto, y ella volvió y dijo que sí. La criada, entonces, que joven y gallarda era, ayudada por la señora, se echó a las espaldas a Ruggeri y yendo la señora por delante para mirar si venía alguien, llegadas al arca, lo metieron dentro y, volviéndola a cerrar, se fueron.

Habían, hacía unos días más o menos, venido a vivir a una casa dos jóvenes que prestaban a usura, y deseosos de ganar mucho y de gastar poco, teniendo necesidad de muebles, el día antes habían visto aquella arca y convenido que si por la noche seguía allí se la llevarían a su casa. Y llegada la medianoche, salidos de casa, encontrándola, sin entrar en miramientos, prestamente, aunque pesadita les pareciese, se la llevaron a casa y la dejaron junto a una alcoba donde sus mujeres dormían, sin cuidarse de colocarla bien entonces; y dejándola allí, se fueron a dormir.

Ruggeri, que había dormido un grandísimo rato y ya había digerido el bebedizo y agotado su virtud, cerca de maitines se despertó; y al quedar el sueño roto y recuperar sus sentidos el poder, sin embargo le quedó en el cerebro una estupefacción que no solamente aquella noche sino después algunos días lo tuvo aturdido; y abriendo los ojos y no viendo nada, y extendiendo las manos acá y allá, encontrándose en esta arca, comenzó a devanarse los sesos y a decirse:

-¿Qué es esto? ¿Dónde estoy? ¿Estoy dormido o despierto? Me acuerdo que esta noche he entrado en la alcoba de mi señora y ahora me parece estar en un arca. ¿Qué quiere decir esto? ¿Habrá vuelto el médico o sucedido otro accidente por lo cual la señora, mientras yo dormía, me ha escondido aquí? Eso creo, y seguro que así habrá sido.

Y por ello comenzó a estarse quieto y a escuchar si oía alguna cosa, y estando así un gran rato, estando más bien a disgusto en el arca, que era pequeña, y doliéndole el costado sobre el que se apoyaba, queriendo volverse del otro lado, tan hábilmente lo hizo que, dando con los riñones contra uno de los lados del arca, que no estaba colocada sobre un piso nivelado, la hizo torcerse y luego caer; y al caer hizo un gran ruido, por lo que las mujeres que allí al lado dormían se despertaron y sintieron miedo, y por miedo se callaban. Ruggeri, por el caer del arca temió mucho, pero notándola abierta con la caída, quiso mejor, si otra cosa no sucedía, estar fuera que quedarse dentro. Y entre que él no sabía dónde estaba y una cosa y la otra, comenzó a andar a tientas por la casa, por ver si encontraba escalera o puerta por donde irse. Cuyo tantear sintiendo las mujeres, que despiertas estaban, comenzaron a decir:

-¿Quién hay ahí?

Ruggeri, no conociendo la voz, no respondía, por lo que las mujeres comenzaron a llamar a los dos jóvenes, los cuales, porque habían velado hasta tarde, dormían profundamente y nada de estas cosas sentían. Con lo que las mujeres, más asustadas, levantándose y asomándose a las ventanas, comenzaron a gritar:

-¡Al ladrón, al ladrón!

Por la cual cosa, por varios lugares muchos de los vecinos, quién arriba por los tejados, quién por una parte y quién por otra, corrieron a entrar en la casa, y los jóvenes semejantemente, despertándose con este ruido, se levantaron. Y a Ruggeri, el cual viéndose allí, como por el asombro fuera de sí, y sin poder ver de qué lado podría escaparse, pronto le echaron mano los guardias del rector de la ciudad, que ya habían corrido allí al ruido, y llevándolo ante el rector, porque por malvadísimo era tenido por todos, sin demora dándole tormento, confesó que en la casa de los prestamistas había entrado para robar; por lo que el rector pensó que sin mucha espera debía colgarlo.

Se corrió por la mañana por todo Salerno la noticia de que Ruggeri había sido preso robando en casa de los prestamistas, lo que la señora y su criada oyendo, de tan grande y rara maravilla fueron presa que cerca estaban de hacerse creer a sí mismas que lo que habían hecho la noche anterior no lo habían hecho, sino que habían soñado hacerlo; y, además de ello, del peligro en que Ruggeri estaba la señora sentía tal dolor que casi se volvía loca.

No poco después de mediada tercia, habiendo retornado el médico de Amalfi, preguntó qué había sido de su agua, porque quería darla a su enfermo; y encontrándose la garrafa vacía hizo un gran alboroto diciendo que nada en su casa podía durar en su sitio.

La señora, que por otro dolor estaba azuzada, repuso airada diciendo:

-¿Qué haríais vos, maestro, por una cosa importante, cuando por una garrafita de agua vertida hacéis tanto alboroto? ¿Es que no hay más agua en el mundo?

A quien el maestro dijo:

-Mujer, te crees que era agua clara; no es así, sino que era un agua preparada para hacer dormir.

Y le contó la razón por la que la había hecho.

Cuando la señora oyó esto, se convenció de que Ruggeri se la había bebido y por ello les había parecido muerto, y dijo:

-Maestro, nosotras no lo sabíamos, así que haceos otra.

El maestro, viendo que de otro modo no podía ser, hizo hacer otra nueva. Poco después, la criada, que por orden de la señora había ido a saber lo que se decía de Ruggeri, volvió y le dijo:

-Señora, de Ruggeri todos hablan mal y, por lo que yo he podido oír, ni amigo ni pariente alguno hay que para ayudarlo se haya levantado o quiera levantarse; y se tiene por seguro que mañana el magistrado lo hará colgar. Y, además de esto, voy a contaros una cosa curiosa, que me parece haber entendido cómo llegó a casa del prestamista; y oíd cómo. Bien conocéis al carpintero junto a quien estaba el arca donde le metimos: este estaba hace poco con uno, de quien parece que era el arca, en la mayor riña del mundo, porque aquel le pedía los dineros por su arca, y el maestro respondía que él no había visto el arca, pues le había sido robada por la noche; al que aquel decía: «No es así sino que la has vendido a los dos jóvenes prestamistas, como ellos me dijeron cuando la vi en su casa cuando fue apresado Ruggeri». A quien el carpintero dijo: «Mienten ellos porque nunca se la he vendido, sino que la noche pasada me la habrán robado; vamos a donde ellos». Y así se fueron, de acuerdo, a casa de los prestamistas y yo me vine aquí, y como podéis ver, entiendo que de tal guisa Ruggeri, adonde fue encontrado fue transportado; pero cómo resucitó allí no puedo entenderlo.

La señora, entonces, comprendiendo óptimamente cómo había sido, dijo a la criada lo que había oído al médico, y le rogó que para salvar a Ruggeri la ayudase, como quien, si quería, en un mismo punto podía salvar a Ruggeri y proteger su honor.

La criada dijo:

-Señora, decidme cómo, que yo haré cualquier cosa de buena gana.

La señora, como a quien le apretaban los zapatos, con rápida determinación habiendo pensado qué había de hacerse, ordenadamente informó de ello a la criada. La cual, primeramente fue al médico, y llorando comenzó a decirle:

-Señor, tengo que pediros perdón de una gran falta que he cometido contra vos.

Dijo el médico:

-¿Y de cuál?

Y la criada, no dejando de llorar, dijo:

-Señor, sabéis quién es el joven Ruggeri de los Aieroli, quien, gustándole yo, entre amenazas y amor me condujo hogaño a ser su amiga: y sabiendo ayer tarde que vos no estabais, tanto me cortejó que a vuestra casa en mi alcoba a dormir conmigo lo traje, y teniendo él sed y no teniendo yo dónde ir antes a buscar agua o vino, no queriendo que vuestra mujer, que en la sala estaba, me viera, acordándome de que en vuestra alcoba una garrafita de agua había visto, corrí por ella y se la di a beber, y volví a poner la garrafa donde la había cogido; de lo que he visto que vos en casa gran alboroto habéis hecho. Y en verdad confieso que hice mal, pero ¿quién hay que alguna vez no haga mal? Siento mucho haberlo hecho; sobre todo porque por ello y por lo que luego se siguió de ello, Ruggeri está a punto de perder la vida, por lo que os ruego, por lo que más queráis, que me perdonéis y me deis licencia para que me vaya a ayudar a Ruggeri en lo que pueda.

El médico, al oír esto, a pesar de la saña que tuviese, repuso bromeando:

-Tú ya te has impuesto penitencia tú misma porque cuando creíste tener esta noche a un joven que muy bien te sacudiera el polvo, lo que tuviste fue a un dormilón: y por ello vete a procurar la salvación de tu amante, y de ahora en adelante guárdate de traerlo a casa porque lo pagarás por esta vez y por la otra.

Pareciéndole a la criada que buena pieza había logrado al primer golpe, lo antes que pudo se fue a la prisión donde Ruggeri estaba, y tanto lisonjeó al carcelero que la dejó hablar a Ruggeri. La cual, después de que le hubo informado de lo que responder debía al magistrado para poder salvarse, tanto hizo que llegó ante el magistrado. El cual, antes de consentir en oírla, como la viese fresca y gallarda, quiso enganchar una vez con el garfio a la pobrecilla cristiana; y ella, para ser mejor escuchada, no le hizo ascos; y levantándose de la molienda, dijo:

-Señor, tenéis aquí a Ruggeri de los Aieroli, preso por ladrón, y no es eso verdad.

Y empezando por el principio le contó la historia hasta el fin de cómo ella, su amiga, a casa del médico lo había llevado y cómo le había dado a beber el agua del narcótico, no sabiendo que lo era, y cómo por muerto lo había metido en el arca; y después de esto, lo que entre el maestro carpintero y el dueño del arca había oído decir, mostrándole con aquello cómo a casa de los prestamistas había llegado Ruggeri. El magistrado, viendo que fácil cosa era comprobar si era verdad aquello, primero preguntó al médico si era verdad lo del agua, y vio que había sido así; y luego, haciendo llamar al carpintero y a quien era el dueño del arca y a los prestamistas, luego de muchas historias vio que los prestamistas la noche anterior habían robado el arca y se la habían llevado a casa. Por último, mandó por Ruggeri y preguntándole dónde se había albergado la noche antes, repuso que dónde se había albergado no lo sabía, pero que bien se acordaba que había ido a albergarse con la criada del maestro Maezzo, de cuya alcoba había bebido agua porque tenía mucha sed; pero que dónde había estado después, salvo cuando despertándose en casa de los prestamistas se había encontrado dentro de un arca, no lo sabía. El magistrado, oyendo estas cosas y divirtiéndose mucho con ellas, a la criada y a Ruggeri y al carpintero y a los prestamistas las hizo repetir muchas veces. Al final, conociendo que Ruggeri era inocente, condenando a los prestamistas que robado habían el arca a pagar diez onzas, puso en libertad a Ruggeri; lo cual, cuánto gustó a este, nadie lo pregunte: y a su señora gustó desmesuradamente. La cual, luego, junto con él y con la querida criada que había querido darle de cuchilladas, muchas veces se rió y se divirtió, continuando su amor y su solaz siempre de bien en mejor; como querría que me sucediese a mí, pero no que me metieran dentro de un arca.

FIN



Cuarta Jornada – Narración décima,

El decamerón, 1353

DE GIOVANNI BOCCACCIO


Biblioteca Digital Ciudad Seva

Postrera súplica



Si muero joven; si el dolor me mata
y en la terrible fosa me derrumba,
te ruego que no vayas, dulce ingrata,
con otro amante a visitar mi tumba;
porque al sentir vuestros iguales pasos
romper la paz que para siempre anhelo,
levantaré los descarnados brazos
para pedirle que me vengue al cielo.

del hondureño Juan Ramón Molina  (1875-1908)


Biblioteca Digital Ciudad Seva

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Do alto de seus 87 anos


Do alto de seus 87 anos ("sou velha há muito tempo"), a sabedoria de Maria da Conceição Tavares atesta a profundidade da ferida em nossa pátria e em nossa sociedade, mediocrizada como nunca antes, e aconselha:

"Só consigo enxergar alguma possibilidade de cura desse estado de astenia e de reordenação das bases democráticas a partir de uma maciça convocação e ação dos jovens.(...) Há que se começar o trabalho de sensibilização já, mas sabendo que o tempo de mudança serão décadas, sabe-se lá quantas gerações. Não consigo vislumbrar outra possibilidade para sairmos dessa geleia geral, dessa ausência de movimentos de qualquer lado..."

Por Nilson Lage

sábado, 3 de fevereiro de 2018

JUROS DE 300% AO ANO



Todos os bancos cobram isso. Para o credito pessoal e o cartâo de credito.Significa 25% ao mês. Quem fez compras de 100 reais, antes de sair da loja, está devendo 125.
O presidente do Banco Central garantiu:"Estamos estudando uma grande mudança".Quando devia estar fazendo mestrado, informa a condição de estudante.Ha quase 2 anos no cargo."Que Republica''.

HF

O TERRORISMO INTERNO ASSUSTADOR: TRAFICANTES E MILICIANOS,ALIADOS E IRMANADOS.


Quando se enfrentavam, disputavam todos os territorios, o confronto era diario e intransferivel, a comunidade vivia em panico. As mortes por "balas perdidas"não tinham autores, só vitimas.Os bandidos que enriquecem com as drogas, não queriam concorrencia, embora os lucros fossem cada vez mais astronomicos.

Os milicianos se organizaram como "empresarios", para substituir o Estado, (com maiuscula ou minuscula)que cobra impostos e abandona a comunidade. Só que ao contrario dos traficantes, os milicianos querem tudo, invadem todos os setores, não atuam apenas nos morros, têm preferencia pela planicie.E não matavam.

Por acaso, os milicianos "descobriram " o roubo de cargas ,que ha algum tempo tambem seduzira os traficantes. Aí, traficantes e mlicianos compreenderam que eram aliados naturais.E partiram para a união, passando a aterrorizar os mais diversos bairros, como fizeram na semana passada.Longe dos morros.

PS-E a repressão policial militar, encarregada de defender e garantir os cidadãos?
PS2- Esses já descobriram ha muito tempo, que precisam voltar para casa, e que traficantes e milicianos são inimigos crueis e selvagens, não perdoam.
PS3- Uma resposta esclarecedora:por que 80% dos PM assassinados, estavam de folga?
PS4- Conclusão: todos têm seu lado. Às vezes, a mesma escolha de traficantes e milicianos.
PS5-Por que traficantes e milicianos são tão bem informados?


Canto Di Carcerato

LULA E OS TRIBUNAIS


Helio Fernandes
Ontem á tarde, advogados do ex-presidente confirmaram caminhos da defesa. Houve inversão do roteiro, esperado até mesmo pelo TRF 4. O primeiro recurso foi entregue e protocolado ontem mesmo no STJ. Surpresa, principalmente dos juristas de aluguel.

Mas a defesa de Lula não abriu mão de recorrer ao proprio TRF4. Só que deixou esse tribunal para depois, mais tarde, com uma inovação:duas petições diferentes para os 3 desembargadores. Uma contestando o relator. A outra, diminuindo a importancia dos votos seguintes, com mais carga contra o desembargador revisor. Não existe previsão do tempo.

E finalmente trazendo o STF para o centro dos acontecimentos. Ninguem tinha duvida, de um lado ou do outro, que a ultima palavra seria mesmo do STF.
PS- Importante para a liberdade de Lula, para a sua candidatura e até para o seu futuro não presidenciavel.
PS2- O plenario do STF votou ha meses sem muita convicção: na segunda condenação, PODE SER determinada a prisão. O placar, 6 a 5, mostra a falta de convicção.
PS3- Alem do condicional PODE SER, dois ministros já mandaram libertar condenados a segunda vez. E nada surprendente, que o prorio STF inverta o 6 a 5, que ficaria 5 a 6.
PS4-Com royalties para Machado de Assis, "a confusão é geral".
PS5- Às 19,47,o vice presidente (plantonista )do STJ, que havia recebido o HC preventivo de Lula, NEGOU ime- diatamente. Não ficou nem 2 horas e decidiu.Impressionante.


TEMER EM DAVOS



Tem que ser entre aspas, a mistificação é colossal: "O Brasil está de volta. Um país mais aberto, mais prospero, com muito mais oportunidades e democracia". Todos os presidentes falam em horas marcadas antecipadamente, para que se organizem e todos saibam.

Temer falou para 22 pessoas, incluindo alguns funcionários. Nenhum jornalista estrangeiro. Brasileiros, 4, sendo 2 da Globo News, que iam fazer um programa, normalmente feito no Brasil, sem o presidente corrupto.


Temer desceu, não despregou do rosto aquele sorriso supérfluo. Ficou conversando animadamente (?) com Moreira Franco.

Battle on the Ice - Sergei Prokofiev / Los Angeles Symphonic Winds

COM LULA OU SEM LULA, AGORA E NA ELEIÇÃO DE 2018(1)


HELIO FERNANDES
Essa colocação já estava definida ha muito tempo. Numa lista indefinida mas existente, a mediocridade e a falta de credibilidade dominavam e preenchiam a despudorada relação dos que pretendiam se elevar de ignorados a presidenciaveis. E até se julgando vencedores, sem credenciais, sem passado, presente, e seguramente sem futuro. Pelo menos politico.

Com o descaso, o desinteresse e até o desprezo da opinão publica, foram surgindo nomes os mais descaracterizados,disparatados, despreparados.Mas com a voracidade do exibicionismo de um momento ou de um instante, que pretendiam prorrogar pelo maior tempo possivel. Entravam e saíam do noticiario, eles mesmos chamavam isso de estrategia.

Sem esquecimento ou exaltação, um nome se fixou indelevelmente, ninguem conseguiu supera-lo: Luiz Inacio Lula da Silva.Nos mais diversos partidos ou legendas, os candidatos que são ou se pretendem presidenciais, não escondiam nem escondem:para se elegerem,precisam derrotar o ex-presidente.
Tão evidente essa supremacia, que aderiram á "solução"unica: afasta-lo da disputa, torna-lo inelegivel. Já tratei do assunto em profundidade, com enorme repercussão, contra e a favor. Como a conspiração contra ele, continua em gestação, esperemos o que acontecerá.
Com a excitante presença ou ausencia eleitoral de Lula, o Datafolha publicou sua ultima pesquisa,"fechada"depois do julgamento de Porto Alegre. Lula não perdeu 1 voto, o Instituto se viu diante de um problema: em diversas simulações para o primeiro e segundo turno(que haverá de qualquer maneira), Lula ganhava de todos e de qualquer um.


O JORNALISTICO DO DATAFOLHA E OS QUE JÁ CONSIDERAM O FIM DO LULA (2)


Helio Fernandes
Diante desse dilema, preferiram não enganar a comunidade, optaram por publicar os resultados encontrados, COM Lula ou SEM Lula. O cidadão-contribuinte-eleitor, mesmo com um presidente no cargo que alem de corrupto, não representa nem de longe a democracia, não perde em informação, favorecido pela opção do Instituto.
Este reporter, convencido de que o jogo ainda está sendo jogado, e que se a democracia for mantida, Lula não perde para ninguem, examino os supostos adversarios usando meus proprios dados e informações. (E não levando em consideração o que dizem os juristas de aluguel: "Lula pode concorrer, ganhar, tomar posse, mas não governa". É muita audacia e confissão da conspiração judiciaria). Vamos á analise, SEM LULA.
Por enquanto, com alguns nomes, pois é quase impossível considerá-los presidenciáveis. Hoje, citarei alguns dos que são ou se consideram presidenciáveis.

Marina Silva- Será a provavel favorita. Teve 20 milhões de votos em 2010, 19 milhões em 2014. Os 35% do Lula serão esquartejados, ela ficará com 15 ou18% .Somando
mais de 30% no primeiro turno. Não esquecendo: sem Lula.

Ciro Gomes- Herdará muito voto do Lula. É a terceira candidatura, perdeu pra ele mesmo. Agora está mais comedido e menos agressivo com pessoas e bem preparado e competente em problemas

Geraldo Alckmin- Só coloco o nome dele, se apresenta como candidato, não chega a 10%. Desde 1994 morando e trabalhando no Palacio Bandeirantes. Disputou a presidencia em 2006, não foi para o segundo turno. Agora, se passar de 5 ou 6%, ninguem do PSDB acreditará.

Luciano Huck- Nunca foi candidato para valer. Acabou de vender sua riquissima e luxuosa mansão na Costa Verde. Dizem que é para financiar a campanha. Tem que deixar o programa de TV, até 7 de abril. Desiste antes.

Jair Bolsonaro- Foi sempre o candidato do medo. E com toda a razão. Defende o que o mundo tem de pior, a começar pela tortura, arrogancia e incompetencia. Era elogiado por não ser acusado na Lava-Jato. Vem caindo bastante depois da acusação de desonestidade e da fortuna mensal que ele e os 3 filhos recebem dos cofres publicos. Não tem uma chance em 1 milhão de ser presidente. Ficará sem mandato parlamentar, voltará a ser um inexpressivo capitão da rererva.

Joaquim Barbosa- Está tentando ser presidenciavel ou vice de Dona Marina. É um enganador, e quando ministro do STF, um engavetador de processos. Com um deles ficou 43 meses foi despachando outros que chegavam muito depois. Denunciei o fato ainda na Tribuna da Imprensa, uma semana depois se deu por impedido, devolveu o processo sem relatar. Carreirista nato.

PS- Impossivel definição mais ou menos correta, numa eleição visivelmente anti-democratica.
PS2- Como os falsos ou supostos presidenciáveis crescem diariamente, deixo o resto para terminar amanhã.


MAGISTRADOS NO BANCO DOS REUS, PRESIDENCIAVEIS À PROCURA DE VOTOS PERDIDOS(3)


Helio Fernandes
Faltam 8 meses para a eleiçao deste outubro que se aproxima, e o assunto tem prioridade absoluta. Nenhuma surpresa, 146 milhões de cidadãos estão inscritos para escolherem 27 governadores,54 senadores, 513 deputados federais, 1 presidente da Republica.
Apesar de serem todos cargos importantes e com enorme vantagem numerica, mesmo sendo apenas 1, a supremacia, a superioridade, e o super poder do presidente da Republica, supera o interesse, a preocupação e a ambição dos que querem continuar no poder. Ou conquista-lo, qualquer que seja o metodo utilizado na disputa.

Diante de um candidato que parecia e aparecia como invencivel, optaram pelo que consideraram a unica "solução":a justiça afasta-lo, retira-lo da disputa, considera-lo inelegivel. Facilimo obter a vitoria, com o auxilio e a participação de magistrados, já altamente vulneraveis não só pelos super salarios, (uma vergonha) acrescido da luta ingloria pelos "penduricalhos". Que fazem crescer mais ainda o já ultrapassado TETO fixado para os salarios do proprio STF.
Nem quero ir mais longe a respeito de duvidosas, contraditorias e irresponsaveis decisões de magistrados de todas as instancias, não haveria espaço. Mas não posso deixar de registrar e comentar a "sentença" inominavel e nada inviolavel.:
"È INADMISSIVEL DESACATAR A JUSTIÇA OU AGREDI-LA"
Concordo inteiramente, mas a justiça está tão desmoralizada, que é impossivel esquecê-la ou defendê-la. Escrevo e continuarei escrevendo sobre o assunto, para impedir que se consolide a DITADURA DO JUDICIARIO, a pior de todas.
Voltemos então ao que já fizemos nos dois comentarios anteriores: examinar as chances dos que se julgam presidenciaveis.

Henrique Meirelles-Depois de enriquecer "milagrosamente" no Banco de Boston, veio para o Brasil, fazer carreira politica. Presidente do BC com Lula, sem oportunidade foi presidir o Conselho de Administração, do grupo JBS. Lá mesmo conheceu Temer. Ministro da Fazenda, se julga presidenciavel. Está com 2%, diz:"Assim que me lançar, o mercado me joga para cima"
Rumores: se deixar o cargo até 7 de abril, seria substituido por Delfin Neto. 12 anos Ministro da ditadura, de 1967até 1985.(Com interrupção de 4 anos,para ser embaixador na França).
João Doria-Estrategista do nada e do vazio, é presidenciavel desde que Alckimin o elegeu prefeito.Começou a se desgastar assim que tomou posse. Agora tenta o governo de SP, mas o vice se fortaleceu com o possivel ou provavel apoio de Alckmin. Doria só tem Plano B, sem votos.
Manuela Davila- Simpatica, bonita, charmosa,mas o PC do B, não elege nem um senador.

Alvaro Dias- Tem uma vida politica e eleitoral, deputado federal,governador, senador,na reeleição teve 67% dos votos do Paraná.Nenhuma acusação ou restrição.Fica longe do segundo turno,o que pode ser considerado surpreendente.
Artur Virgilio-Dos melhores curriculos. Diplomata de carreira, serviu em varios paises. Deputado federal, senador destacado,prefeito eleito e reeleito de sua terra, Manaus.Quer disputar previas,Alckmin se considera candidato natural.

Michel Temer-Pretende manter o suspense. Está no cargo sem voto, e se manteve por causa da ligação espuria com Gilmar Mendes, que alguns chamam de magistrado. Temer não precisa se desincompatibilizar.
PS- È a terceira analise, por enquanto. Mas ainda escreverei muito sobre o assunto.
PS2- Não tenho candidato, não favoreço ninguem, meu objetivo, todos sabem, é moralizar a justiça, detesto ditadura, provei isso a vida toda.
PS3- Minha obsessão e convicção é a democracia.Se isso beneficiar alguem,não me beneficiará em nada.O país será o grande vencedor.

PS4- Com royalties para Churchill:" A democracia é o pior dos regimes, excluidos naturalmente, todos os outros".

HF

Asnos estúpidos


Isaac Asimov

Naron, de la longeva raza rigeliana, era el cuarto de su estirpe que llevaba los anales galácticos. Tenía en su poder el gran libro que contenía la lista de las numerosas razas de todas las galaxias que habían adquirido el don de la inteligencia, y el libro, mucho menor, en el que figuraban las que habían llegado a la madurez y poseían méritos para formar parte de la Federación Galáctica. En el primer libro habían tachado algunos nombres anotados con anterioridad: los de las razas que, por el motivo que fuere, habían fracasado. La mala fortuna, las deficiencias bioquímicas o biofísicas, la falta de adaptación social se cobraban su tributo. Sin embargo, en el libro pequeño nunca se había tenido que tachar ninguno de los nombres anotados.
En aquel momento, Naron, enormemente corpulento e increíblemente anciano, levantó la vista al notar que se acercaba un mensajero.

-Naron -saludó el mensajero-. ¡Gran Señor!

-Bueno, bueno, ¿qué hay? Menos ceremonias.

-Otro grupo de organismos ha llegado a la madurez.

-Estupendo, estupendo. Hoy en día ascienden muy aprisa. Apenas pasa año sin que llegue un grupo nuevo. ¿Quiénes son?

El mensajero dio el número clave de la galaxia y las coordenadas del mundo en cuestión.

-Ah, sí -dijo Naron- lo conozco.

Y con buena letra cursiva anotó el dato en el primer libro, trasladando luego el nombre del planeta al segundo. Utilizaba, como de costumbre, el nombre bajo el cual era conocido el planeta por la fracción más numerosa de sus propios habitantes.

Escribió, pues: La Tierra.

-Estas criaturas nuevas -dijo luego- han establecido un récord. Ningún otro grupo ha pasado tan rápidamente de la inteligencia a la madurez. No será una equivocación, espero.

-De ningún modo, señor -respondió el mensajero.

-Han llegado al conocimiento de la energía termonuclear, ¿no es cierto?

-Sí, señor.

-Bien, ese es el requisito -Naron soltó una risita-. Sus naves sondearán pronto el espacio y se pondrán en contacto con la Federación.

-En realidad, señor -dijo el mensajero con renuencia-, los observadores nos comunican que todavía no han penetrado en el espacio.

Naron se quedó atónito.

-¿Ni poco ni mucho? ¿No tienen siquiera una estación espacial?

-Todavía no, señor.

-Pero si poseen la energía termonuclear, ¿dónde realizan las pruebas y las explosiones?

-En su propio planeta, señor.

Naron se irguió en sus seis metros de estatura y tronó:

-¿En su propio planeta?

-Si, señor.

Con gesto pausado, Naron sacó la pluma y tachó con una raya la última anotación en el libro pequeño. Era un hecho sin precedentes; pero es que Naron era muy sabio y capaz de ver lo inevitable, como nadie, en la galaxia.

-¡Asnos estúpidos! -murmuró.

FIN

"Silly Asses", 1957


Biblioteca Digital Ciudad Seva

As democracias bipolares e a teoria do buzzy mosquito.

 Nada a ver com dengue ou febre amarela. O problema é que há poucos anos atrás havia um certo consenso na literatura de que o Brasil era uma democracia "consolidada", o PC tinha ótimo desempenho, e que o desafio era aperfeiçoar as instituições participativas, inclusive digitais. Agora,parece haver quase uma unanimidade em sentido contrário: a democracia está em perigo e ninguém quer nem ouvir falar de participação, muito menos digital. Estou apenas aguardando a autorização da Pippa Norris ou da IDEA para começar a empregar uma nova noção de democracia: as democracia bipolares, para enquadrar o caso brasileiro até moda em contrário.. Nesses casos, a reforma política prescrita é eleger um psicólogo para a presidência do sanatório geral, já que em semi-parlamentarismo, cláusula de barreira, tipificação da sonegação fiscal e do caixa 2 como crimes hediondos, fim dos privilégios burocráticos, devolução ao consumidor-motorista das multas cobradas sem identificação visual do delito por painel eletrônico etc. ninguém quer nem ouvir falar por aqui.

SB

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"6":


De Hilda Hilst

Sem heroísmo nem queixa, ofereço-vos
Minha mão aberta. Agora vos pertence.
Queimada de uma luz tão viva
Como se ardesse viva sob o sol. Olhai se possível
A mão que se queimou de coisas limpas.
E se souberdes o que em vós é justiça
Podereis refazê-la como a vossa mão. E depois igualada
Aproveitá-la. A cada hora, a cada hora
E para o vosso pão.

Esquecimento



Si en un día, cuando sucede lo inesperado
se pierde la memoria, el punto de no me reconoce ...

Y si usted no toma la cara lemabrares
o mi voz ... No es que yo era el único
quien te amó ...

Entonces, ¿cómo vivir sin ser capaz de recordar
los momentos de alegría infinita, que en conjunto
Usted y yo vivo cerca de ... Si un día ya no ExSite su mente, en tus ojos, y especialmente en su piel?

Y si un día usted pierde su memoria, recuerdo cómo ... Nunca hemos sido
tan distantes el uno del otro ...?

Evan Do Carmo 5 de junho de 2011 10:19

o Filósofo




Cuando pienso en tiempos pasados
Mi mirada se pierde en la desgracia
Veo esta hora triste vacantes
Soy un apacible lago de amargura.

Mi boca no sabe de otro beso
Sin deseo activo muertos - vivos
Yo soy una figura pálida en otro tiempo
Lo que surgió de algunos asombrativo libro

Y si lloro las lágrimas son de plástico
Al llegar a la tierra que nadie escucha
Yo soy filósofo, sé de la metafísica
Alma Tisis la espera de la cicuta.

Evan do Carmo

Luta de classes não é só burgueses X proletários ou burguesia X aristocracia.


 Existem frações da classe com interesses não inteiramente coincidentes dentro de uma mesma classe. Por exemplo, na burguesia, entre rentistas e empresários.

Mais: a luta de classes não se dá apenas entre as classes de um Estado nacional. Ou seja, dentro da configuração do capitalismo internacional há interesse em destruir a burguesia industrial dos países periféricos.

E às vezes a burguesia industrial, ou parcela dela, pode dar o troco mesmo num país central. Só isso pra entender casos como Trump e a Lava Jato com sua destruição de setores estratégicos da economia nacional.

Moral da história: entre o preto e o branco há 50 tons de cinza e a análise não pode ser simplista.
OLW

A mídia corporativa faz um esforço gigantesco para transmitir a impressão de que o julgamento de Porto Alegre encerrou o jogo.


 A narrativa quase unânime em suas páginas diz que a justiça foi feita, as culpas foram provadas, a isenção do julgamento está acima de suspeita. Agora, trata-se de continuar o jogo. Por isso, o noticiário foca no "plano B" do PT e nos preparativos para a prisão de Lula.

Na tentativa pueril de esconder sua parcialidade de sempre, a mídia dá a entender que a certeza quanto à lisura do processo vem da "qualidade" do trabalho do TRF-4. Chega a ser constrangedor ver colunistas que foram entusiastas da perseguição a Lula desde seus primórdios escrevendo coisas como "eu tinha dúvidas sobre a sentença de Moro, mas os votos dos desembargadores esclareceram tudo".

Uma legião de juristas já demonstrou, com mais propriedade do que eu seria capaz, os vícios do julgamento de Lula. Ausência de provas, cerceamento do direito de defesa, constrangimento ilegal a testemunhas, enquadramento em crimes inexistentes no código penal, desvio de foro, parti pris contrário ao réu... Não falta nada. Para o condomínio golpista, porém, é fundamental impedir que estes questionamentos sejam levados em conta.

O subtexto é que, sendo justo o julgamento de Lula, é justo todo o processo político-judicial brasileiro dos últimos anos - incluídos, é claro, o golpe que derrubou Dilma Rousseff e seus desdobramentos. E será justa também a eleição de outubro, embora privada do candidato favorito.

A continuidade do processo judicial de Lula, com recursos às cortes superiores, tem muito mais o caráter de denúncia do que de esperança de uma correção das arbitrariedades até aqui praticadas. A apresentação dos recursos abre uma brecha, ainda que pequena, para a exposição dos vícios do julgamento. Mas se ilude quem pensa que STJ ou STF teriam um pingo de disposição de resistir ao cerceamento das liberdades e dos direitos que está em curso.

A mídia propaga a ideia de que o STJ poderia adiar ou evitar a prisão de Lula - o que já mostra o enquadramento escolhido, que despreza a exigência de revisão da sentença propriamente dita. Mas é claro que a decisão sobre prender ou não o ex-presidente não tem nada a ver com o processo legal, assim como sua condenação não teve. O que está em questão é a conveniência política e a estimativa do efeito que terá, o cálculo de custo-benefício, isto é, se aprisioná-lo mais estimula ou mais arrefece a resistência popular.

A eleição de outubro também deve ser vista como um espaço de propaganda; dificilmente como aposta para reversão do quadro. A pequena brecha que o debate eleitoral abre permite denunciar o processo em curso. Boas votações de candidatos antigolpistas ampliam os custos da manutenção dos retrocessos.

Mas está claro que a coalizão golpista não chegou até aqui para em seguida entregar o poder a alguém que não estiver alinhado com ela e contar apenas com esse capital insignificante, o apoio da maioria da população. A campanha certamente será pesada. Assim como Lula foi afastado, outros candidatos que parecerem competitivos podem sê-lo. Se ainda assim um candidato próximo do campo popular se sagrar vitorioso, ninguém sabe se tomará posse, muito menos se conseguirá governar.

Isso não é alarmismo, é realismo. A ruptura do compromisso das classes dominantes com as regras mínimas do ordenamento democrático-liberal é profunda e nada indica que está para ser revertida.

Para que o seja, é necessário alterar a correlação de forças na sociedade. É necessário investir na reorganização do campo popular e na ampliação de sua capacidade de resistência.

Isso não se faz com bravatas de palanque. Não adianta falar em "desobediência civil", como fez o senador Lindbergh Farias, sem a menor organização capaz de colocá-la em marcha. Também é sem sentido reclamar, como vi parte da esquerda antipetista fazendo, que Lula obedeceu à absurda determinação de entregar o passaporte, porque ele estaria se submetendo à ordem imperante e injusta. Desobediência civil não é porra-louquice ou martírio individual.

Há mais de cem anos, Rosa Luxemburgo escrevia que "é impossível propagar a greve de massas como meio abstrato de luta assim como é impossível propagar a revolução. A revolução e a greve de massas são conceitos que enquanto tais significam apenas a forma exterior da luta de classes, que só têm sentido e conteúdo em situações políticas bem determinadas". ("Desobediência civil", claro, bem poderia entrar na lista de exemplo da pensadora polonesa.)

Ou seja: o necessário é investir no trabalho político e assim construir as condições de uma ação mais ofensiva dos grupos dominados. Infelizmente, a noite que se abateu sobre o Brasil será longa e superá-la exigirá muita luta. Sonhar com uma saída milagrosa é só isso: sonho.

Luis Felipe Miguel

ai pro Tapetão?


A unica novidade nestas ultimas sondagens e que, Lula exclusive, Ciro Gomes torna-se um candidato competitivo nas esquerda e Bolsomito se desmancha do ar, o que também não deixa de ser ruim para as pretensões do PT num eventual segundo turno. Portanto, já esta mais do que na hora dos companheiro do PT começarem a discutir a serio a possibilidade de uma frente de esquerda porque a tendencia e que mais pra frentemente a pressão da mídia lavajatista imparcial se intensifique ainda mais sobre o lulismo e seus aliados no chamado centrão do pmdb, já que no presidencialismo de coalizão todos os atores políticos tem mais ou menos um instinto suicida latente, no meu modesto entender.
SB


SOBRE O DATAFOLHA PÓS-DECISÃO TRF-4




Não mudou nada.
Absolutamente nada em relação ao fim de novembro de 2017.
As intenções de voto de Lula e dos demais candidatos variaram dentro das margens de erro de cada um deles. Sem Lula não há ganhos significativos para ninguém.
Todo o resto que se disser sobre os números ou o sobre instituto será chute ou arroubo ideológico.
Agora, o fato de nada ter mudado não é pouco. Ao contrário, é muito informativo.
Informa que apesar de toda mobilização de equipes e horas de cobertura da mídia, todas páginas, tempo de rádio, tempo de televisão, programas, debates, emissões de opiniões, etc.
Toda a mobilização dos setores judiciários nos três níveis. Todo o circo montado para a emissão de três votos autocratas absolutamente iguais.
Tudo isso junto. Tudo isso foi incapaz de mover as intenções de voto do eleitor brasileiro.
Será que agora vão passar a olhar para a opinião pública de verdade e perceber a diferença que existe em relação à opinião publicada? O eleitor não se interessa pela opinião publicada nos palácios do judiciário e nas salas de redações.
Será que se prenderem Lula as intenções de voto mudam? Se mudarem, serão para melhor ou pior para ele? Meu chute é que melhora para ele.
Os palácios estão cada vez mais distantes das ruas. Isso explica a imutabilidade das preferências do eleitor médio brasileiro de hoje.
EUC

Quase 20 anos de Virtuous Circle...


Todo mundo fala em crise do presidencialismo de coalizão (a brasileira), mas eu acho isso uma balela, ou seja, não vejo crise nenhuma. Senão, vejamos. A esquerda almeja eleger um presidente, porque acha que a vitória de um líder popular é o caminho mais curto e fácil para chegar ou reconquistar o poder (teoria dos freios e contrapesos). A direita defende o presidencialismo porque considera mais fácil neutralizar politicamente um líder popular eleito para o Executivo do que um partido de esquerda de massa politizado, com bancadas fortes e influentes no parlamento (teoria dos freios e contrapesos). E o centro fisiológico defende o sistema porque acha que é a melhor forma de chantagear os extremos para manter-se no poder e no controle do Congresso usufruindo benefícios clientelistas, qualquer que seja o presidente eleito (teoria dos freios e contrapesos). De forma que a perspectiva é a de que o sistema dure muito tempo ainda e, com ele, o poder supostamente neutro e moderador das autoridades judiciais, sempre pautadas, para dizer o mínimo, por nossa mídia corporativa. Não é à toa que o Tiririca disse que estava desiludido e ia abandonar a política; suas expectativas de campanha foram inteiramente frustradas pelos fatos observáveis, o que causa a revolta, como se sabe. Não resta alternativa àqueles que não acreditam que a democracia seja um mero valor instrumental, a não ser desfilar sua impotência no facebookis ou postar fotos de gatinhos no Instagram...
SB

domingo, 28 de janeiro de 2018

TEMER: "TODOS OS MEUS DETRATORES ESTÃO PRESOS"



Helio Fernandes

Apesar dele ser corrupto, mistificador, sem crediblidade, ninguem entendeu a sua afirmação satisfação. Na verdade os que cumprem condenações até elevadissimas, sempre foram da mais completa intimidade e até amizade.
Eduardo Cunha, Geddel, Henrique Eduardo Alves, Rocha Loures (o homem que corria pelas ruas com mala de dinheiro) alem de "amigos de 50 anos", assessores que tiveram que ser afastados. Será que Temer erra tanto em português que considera DETRATOR elogio? Só pode ser.

Acolito, socio, parceiro, o grande companheiro da conspiração parlamentar que elevou um vice decorativo a ocupante do Planalto, Alvorada e Jaburu, o ex-presdente da Camara é insuperavel. O domingo 23 de abril de 2016, inesquecivel, recorde de audiencia na televisão.

No fim desse domingo, tudo combinado. Cunha levava em maõs o processo ao senado, lá demoraria muito menos. Hoje Temer pensa (?) na reeleição, seu grande amigo está condenado a 400 anos de prisão. A unica tentativa de ajuda : recebendo de madrugada o bandido Joesley Batista que confessou que ajudava Cunha com dinheiro, recomendou: "TEM QUE MANTER ISSO,VIU".
Geddel Ministro, traumatizou o país com aquelas malas com 51 milhões em dinheiro. Tinha sido preso antes, a juiza lhe disse: "O senhor é um criminoso ascendente". Está preso ha muito tempo não sairá nunca mais.
Henrique Eduardo Alves, presidente da Camara e ministro do Turismo, trocou tudo por uma cela minima, e uma incerteza em relação `a condenação. Sabe que será alta.

PS-Impressionante a impunidade do presidente corrupto. Com provas surgindo de todos os lados, nada lhe acontece.

PS2- Usa o dinheiro roubado do contribuinte, para ficar em liberdade. Uma excrescencia, que tambem não deve saber o que é.

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Por que alguns indivíduos nutrem profundo ódio irracional e bestial contra Lula ?

 Incrível alguém odiar tanto Lula e mal se importar com Temer ou Aécio, certificadamente corruptos e que tantos prejuízos e danos econômicos causam a todos não milionários. A explicação é que Lula mexeu muito mais do que se imagina nos valores de “casta” da sociedade brasileira. Os mais ricos sentem-se ameaçados por Lula, ainda que nos governos de Lula todos tenham melhorado de vida, mas sabem que Lula não os representa e é um estranho no ninho. Muitos dos que mais odeiam Lula possuem profunda insegurança e instabilidade no seu status social porque foram ameaçados de cair de classe social, em algum momento de sua vida, ou são mesmo bem mais pobres do que imaginam e aparentam ser, procurando passar uma imagem de que são mais do que efetivamente são, tipo indivíduos muito zelosos de sua distinção, imagem, estilo de consumo e que sempre procuram selecionar mais em termos de itens de consumo, roupas, carros, ambientes frequentados, sempre tentando privilegiar marcas, griffes e símbolos de status em carros, lojas, restaurantes, bairros, etc. Este violento ódio social também foi desenvolvido pelos mesmos motivos contra Getúlio, João Goulart e Brizola, ódio só atenuado depois que estes morreram e passaram a ser vistos com mais indulgência, até porque mortos não disputam mais eleições. O imenso ódio de classe contra Lula será “naturalmente” transferido ao seu sucessor, seja quem for, se um Haddad, um Boulos ou qualquer outro que se torne líder competitivo em uma política social inclusiva no Brasil.

RCO

Abuelo, en la noche



Esta es la casa que he perdido
habito en ella en sueños
y no quisiera hablar de ella después que todo ha sido consumado.

Mis hijos han edificado sus casas en Babilonia
y yo atravieso el desierto para pasar veladas con ellos
escuchando afuera, al borde de la puerta impotente
el ruidoso río de automóviles que filtra sus aguas turbias en el umbral.

Hablamos de esto y de lo otro en la apretada salita
como conspiradores bajo el sofocante
y ordenado itinerario de los relojes
porque todos trabajan, duramente,
invirtiendo su vida en el negocio de perderla
y llegan llenos de cifras como los carpinteros de virutas
fatigados de información. Entonces, si yo recuerdo
si fácilmente caigo en las viejas historias
si abro para ellos las puertas de la casa
abren los ojos y me reconfortan con su alegría
-piensan tal vez que es posible el retorno-
porque ellos vivieron, ellos nacieron y se criaron
en la casa que perdimos
en la vieja casa grande junto al río
donde yo vuelvo ahora
donde yo vuelvo siempre
apenas cae un poco de sueño en mis ojos vacíos. ​

 DE PABLO ANTONIO CUADRA

Biblioteca Digital Ciudad Seva

Descenso al Maelstrón



Los caminos de Dios en la naturaleza y en la providencia no son como nuestros caminos; y nuestras obras no pueden compararse en modo alguno con la vastedad, la profundidad y la inescrutabilidad de Sus obras, que contienen en sí mismas una profundidad mayor que la del pozo de Demócrito.
Joseph Glanvill

Habíamos alcanzado la cumbre del despeñadero más elevado. Durante algunos minutos, el anciano pareció demasiado fatigado para hablar.

-Hasta no hace mucho tiempo -dijo, por fin- podría haberlo guiado en este ascenso tan bien como el más joven de mis hijos. Pero, hace unos tres años, me ocurrió algo que jamás le ha ocurrido a otro mortal… o, por lo menos, a alguien que haya alcanzado a sobrevivir para contarlo; y las seis horas de terror mortal que soporté me han destrozado el cuerpo y el alma. Usted ha de creerme muy viejo, pero no lo soy. Bastó algo menos de un día para que estos cabellos, negros como el azabache, se volvieran blancos; debilitáronse mis miembros, y tan frágiles quedaron mis nervios, que tiemblo al menor esfuerzo y me asusto de una sombra. ¿Creerá usted que apenas puedo mirar desde este pequeño acantilado sin sentir vértigo?

El «pequeño acantilado», a cuyo borde se había tendido a descansar con tanta negligencia que la parte más pesada de su cuerpo sobresalía del mismo, mientras se cuidaba de una caída apoyando el codo en la resbalosa arista del borde; el «pequeño acantilado», digo, alzábase formando un precipicio de negra roca reluciente, de mil quinientos o mil seiscientos pies, sobre la multitud de despeñaderos situados más abajo. Nada hubiera podido inducirme a tomar posición a menos de seis yardas de aquel borde. A decir verdad, tanto me impresionó la peligrosa postura de mi compañero que caí en tierra cuan largo era, me aferré a los arbustos que me rodeaban y no me atreví siquiera a mirar hacia el cielo, mientras luchaba por rechazar la idea de que la furia de los vientos amenazaba sacudir los cimientos de aquella montaña. Pasó largo rato antes de que pudiera reunir coraje suficiente para sentarme y mirar a la distancia.

-Debe usted curarse de esas fantasías -dijo el guía-, ya que lo he traído para que tenga desde aquí la mejor vista del lugar donde ocurrió el episodio que mencioné antes… y para contarle toda la historia con su escenario presente.

“Nos hallamos -agregó, con la manera minuciosa que lo distinguía-, nos hallamos muy cerca de la costa de Noruega, a los sesenta y ocho grados de latitud, en la gran provincia de Nordland, y en el distrito de Lodofen. La montaña cuya cima acabamos de escalar es Helseggen, la Nebulosa. Enderécese usted un poco… sujetándose a matas si se siente mareado… ¡Así! Mire ahora, más allá de la cintura de vapor que hay debajo de nosotros, hacia el mar.”

Miré, lleno de vértigo, y descubrí una vasta extensión oceánica, cuyas aguas tenían un color tan parecido a la tinta que me recordaron la descripción que hace el geógrafo nubio del Mare Tenebrarum. Ninguna imaginación humana podría concebir panorama más lamentablemente desolado. A derecha e izquierda, y hasta donde podía alcanzar la mirada, se tendían, como murallas del mundo, cadenas de acantilados horriblemente negros y colgantes, cuyo lúgubre aspecto veíase reforzado por la resaca, que rompía contra ellos su blanca y lívida cresta, aullando y rugiendo eternamente. Opuesta al promontorio sobre cuya cima nos hallábamos, y a unas cinco o seis millas dentro del mar, advertíase una pequeña isla de aspecto desértico; quizá sea más adecuado decir que su posición se adivinaba gracias a las salvajes rompientes que la envolvían. Unas dos millas más cerca alzábase otra isla más pequeña, horriblemente escarpada y estéril, rodeada en varias partes por amontonamientos de oscuras rocas.

En el espacio comprendido entre la mayor de las islas y la costa, el océano presentaba un aspecto completamente fuera de lo común. En aquel momento soplaba un viento tan fuerte en dirección a tierra, que un bergantín que navegaba mar afuera se mantenía a la capa con dos rizos, en la vela mayor, mientras la quilla se hundía a cada momento hasta perderse de vista; no obstante, el espacio a que he aludido no mostraba nada que semejara un oleaje embravecido, sino tan sólo un breve, rápido y furioso embate del agua en todas direcciones, tanto frente al viento como hacia otros lados. Tampoco se advertía espuma, salvo en la proximidad inmediata de las rocas.

-La isla más alejada -continuó el anciano- es la que los noruegos llaman Vurrgh. La que se halla a mitad de camino es Moskoe. A una milla al norte verá la de Ambaaren. Más allá se encuentran Islesen, Hotholm, Keildhelm, Suarven y Buckholm. Aún más allá -entre Moskoe y Vurrgh- están Otterholm, Flimen, Sandflesen y Stockholm. Tales son los verdaderos nombres de estos sitios; pero… ¿qué necesidad había de darles nombres? No lo sé, y supongo que usted tampoco… ¿Oye alguna cosa? ¿Nota algún cambio en el agua?

Llevábamos ya unos diez minutos en lo alto del Helseggen, al cual habíamos ascendido viniendo desde el interior de Lofoden, de modo que no habíamos visto ni una sola vez el mar hasta que se presentó de golpe al arribar a la cima. Mientras el anciano me hablaba, percibí un sonido potente y que crecía por momentos, algo como el mugir de un enorme rebaño de búfalos en una pradera norteamericana; y en el mismo momento reparé en que el estado del océano a nuestros pies, que correspondía a lo que los marinos llaman picado, se estaba transformando rápidamente en una corriente orientada hacía el este. Mientras la seguía mirando, aquella corriente adquirió una velocidad monstruosa. A cada instante su rapidez y su desatada impetuosidad iban en aumento. Cinco minutos después, todo el mar hasta Vurrgh hervía de cólera incontrolable, pero donde esa rabia alcanzaba su ápice era entre Moskoe y la costa. Allí, la vasta superficie del agua se abría y trazaba en mil canales antagónicos, reventaba bruscamente en una convulsión frenética -encrespándose, hirviendo, silbando- y giraba en gigantescos e innumerables vórtices, y todo aquello se atorbellinaba y corría hacia el este con una rapidez que el agua no adquiere en ninguna otra parte, como no sea el caer en un precipicio.

En pocos minutos más, una nueva y radical alteración apareció en escena. La superficie del agua se fue nivelando un tanto y los remolinos desaparecieron uno tras otro, mientras prodigiosas fajas de espuma surgían allí donde antes no había nada. A la larga, y luego de dispersarse a una gran distancia, aquellas fajas se combinaron unas con otras y adquirieron el movimiento giratorio de los desaparecidos remolinos, como si constituyeran el germen de otro más vasto. De pronto, instantáneamente, todo asumió una realidad clara y definida, formando un círculo cuyo diámetro pasaba de una milla. El borde del remolino estaba representado por una ancha faja de resplandeciente espuma; pero ni la menor partícula de ésta resbalaba al interior del espantoso embudo, cuyo tubo, hasta donde la mirada alcanzaba a medirlo, era una pulida, brillante y tenebrosa pared de agua, inclinada en un ángulo de cuarenta y cinco grados con relación al horizonte, y que giraba y giraba vertiginosamente, con un movimiento oscilante y tumultuoso, produciendo un fragor horrible, entre rugido y clamoreo, que ni siquiera la enorme catarata del Niágara lanza al espacio en su tremenda caída.

La montaña temblaba desde sus cimientos y oscilaban las rocas. Me dejé caer boca abajo, aferrándome a los ralos matorrales en el paroxismo de mi agitación nerviosa. Por fin, pude decir a mi compañero:

-¡Esto no puede ser más que el enorme remolino del Maelstrón!

-Así suelen llamarlo -repuso el viejo-. Nosotros los noruegos le llamamos el Moskoe-ström, a causa de la isla Moskoe.

Las descripciones ordinarias de aquel vórtice no me habían preparado en absoluto para lo que acababa de ver. La de Jonas Ramus, quizá la más detallada, no puede dar la menor noción de la magnificencia o el horror de aquella escena, ni tampoco la perturbadora sensación de novedad que confunde al espectador. No sé bien en qué punto de vista estuvo situado el escritor aludido, ni en qué momento; pero no pudo ser en la cima del Helseggen, ni durante una tormenta. He aquí algunos pasajes de su descripción que merecen, sin embargo, citarse por los detalles que contienen, aunque resulten sumamente débiles para comunicar una impresión de aquel espectáculo:

«Entre Lofoden y Moskoe -dice-, la profundidad del agua varía entre treinta y seis y cuarenta brazas; pero del otro lado, en dirección a Ver (Vurrgh), la profundidad disminuye al punto de no permitir el paso de un navío sin el riesgo de que encalle en las rocas, cosa posible aun en plena bonanza. Durante la pleamar, las corrientes se mueven entre Lofoden y Moskoe con turbulenta rapidez, al punto de que el rugido de su impetuoso reflujo hacia el mar apenas podría ser igualado por el de las más sonoras y espantosas cataratas. El sonido se escucha a muchas leguas, y los vórtices o abismos son de tal tamaño y profundidad que si un navío es atraído por ellos se ve tragado irremisiblemente y arrastrado a la profundidad, donde se hace pedazos contra las rocas; cuando el agua se sosiega, los pedazos del buque asoman a la superficie. Pero los intervalos de tranquilidad se producen solamente en los momentos del cambio de la marea y con buen tiempo; apenas duran un cuarto de hora antes de que recomience gradualmente su violencia. Cuando la corriente es más turbulenta y una tempestad acrecienta su furia resulta peligroso acercarse a menos de una milla noruega. Botes, yates y navíos han sido tragados por no tomar esa precaución contra su fuerza atractiva. Ocurre asimismo con frecuencia que las ballenas se aproximan demasiado a la corriente y son dominadas por su violencia; imposible resulta entonces describir sus clamores y mugidos mientras luchan inútilmente por escapar. Cierta vez, un oso que trataba de nadar de Lofoden a Moskoe fue atrapado por la corriente y arrastrado a la profundidad, mientras rugía tan terriblemente que se le escuchaba desde la costa. Grandes cantidades de troncos de abetos y pinos, absorbidos por la corriente, vuelven a la superficie rotos y retorcidos a un punto tal que no pasan de ser un montón de astillas. Esto muestra claramente que el fondo consiste en rocas aguzadas contra las cuales son arrastrados y frotados los troncos. Dicha corriente se regula por el flujo y reflujo marino, que se suceden constantemente cada seis horas. En el año 1645, en la mañana del domingo de sexagésima, la furia de la corriente fue tan espantosa que las piedras de las casas de la costa se desplomaban.»

Por lo que se refiere a la profundidad del agua, no me explico cómo pudo ser verificada en la vecindad inmediata del vórtice. Las «cuarenta brazas» tienen que referirse, indudablemente, a las porciones del canal linderas con la costa, sea de Moskoe o de Lofoden. La profundidad en el centro del Moskoe-ström debe ser inconmensurablemente grande, y la mejor prueba de ello la da la más ligera mirada que se proyecte al abismo del remolino desde la cima del Helseggen. Mientras encaramado en esta cumbre contemplaba el rugiente Flegetón allá abajo, no pude impedirme sonreír de la simplicidad con que el honrado Jonas Ramus consigna -como algo difícil de creer- las anécdotas sobre ballenas y osos, cuando resulta evidente que los más grandes buques actuales, sometidos a la influencia de aquella mortal atracción, serían el equivalente de una pluma frente al huracán y desaparecerían instantáneamente.

Las tentativas de explicar el fenómeno -que, en parte, según recuerda, me habían parecido suficientemente plausibles a la lectura- presentaban ahora un carácter muy distinto e insatisfactorio. La idea predominante consistía en que el vórtice, al igual que otros tres más pequeños situados entre las islas Ferroe, «no tiene otra causa que la colisión de las olas, que se alzan y rompen, en el flujo y reflujo, contra un arrecife de rocas y bancos de arena, el cual encierra las aguas al punto que éstas se precipitan como una catarata; así, cuanto más alta sea la marea, más profunda será la caída, y el resultado es un remolino o vórtice, cuyo prodigioso poder de succión es suficientemente conocido por experimentos hechos en menor escala». Tales son los términos con que se expresa la Encyclopedia Britannica. Kircher y otros imaginan que en el centro del canal del Maelstrón hay un abismo que penetra en el globo terrestre y que vuelve a salir en alguna región remota (una de las hipótesis nombra concretamente el golfo de Botnial). Esta opinión, bastante gratuita en sí misma, fue la que mi imaginación aceptó con mayor prontitud una vez que hube contemplado la escena. Pero al mencionarla a mi guía me sorprendió oírle decir que, si bien casi todos los noruegos compartían ese punto de vista, él no lo aceptaba. En cuanto a la hipótesis precedente, confesó su incapacidad para comprenderla, y yo le di la razón, pues, aunque sobre el papel pareciera concluyente, resultaba por completo ininteligible e incluso absurda frente al tronar de aquel abismo.

-Ya ha podido ver muy bien el remolino -dijo el anciano-, y si nos colocamos ahora detrás de esa roca al socaire, para que no nos moleste el ruido del agua, le contaré un relato que lo convencerá de que conozco alguna cosa sobre el Moskoe-ström.

Me ubiqué como lo deseaba y comenzó:

-Mis dos hermanos y yo éramos dueños de un queche aparejado como una goleta, de unas setenta toneladas, con el cual pescábamos entre las islas situadas más allá de Moskoe y casi hasta Vurrgh. Aprovechando las oportunidades, siempre hay buena pesca en el mar durante las mareas bravas, si se tiene el coraje de enfrentarlas; de todos los habitantes de la costa de Lofoden, nosotros tres éramos los únicos que navegábamos regularmente en la región de las islas. Las zonas usuales de pesca se hallan mucho más al sur. Allí se puede pescar a cualquier hora, sin demasiado riesgo, y por eso son lugares preferidos. Pero los sitios escogidos que pueden encontrarse aquí, entre las rocas no sólo ofrecen la variedad más grande, sino una abundancia mucho mayor, de modo que con frecuencia pescábamos en un solo día lo que otros más tímidos conseguían apenas en una semana. La verdad es que hacíamos de esto un lance temerario, cambiando el exceso de trabajo por el riesgo de la vida, y sustituyendo capital por coraje.

«Fondeábamos el queche en una caleta, a unas cinco millas al norte de esta costa, y cuando el tiempo estaba bueno, acostumbrábamos aprovechar los quince minutos de tranquilidad de las aguas para atravesar el canal principal de Moskoe-ström, mucho más arriba del remolino, y anclar luego en cualquier parte cerca de Otterham o Sandflesen, donde las mareas no son tan violentas. Nos quedábamos allí hasta que faltaba poco para un nuevo intervalo de calma, en que poníamos proa en dirección a nuestro puerto. Jamás iniciábamos una expedición de este género sin tener un buen viento de lado tanto para la ida como para el retorno -un viento del que estuviéramos seguros que no nos abandonaría a la vuelta-, y era raro que nuestros cálculos erraran. Dos veces, en seis años, nos vimos precisados a pasar la noche al ancla a causa de una calma chicha, lo cual es cosa muy rara en estos parajes; y una vez tuvimos que quedarnos cerca de una semana donde estábamos, muriéndonos de inanición, por culpa de una borrasca que se desató poco después de nuestro arribo, y que embraveció el canal en tal forma que era imposible pensar en cruzarlo. En esta ocasión hubiéramos podido ser llevados mar afuera a pesar de nuestros esfuerzos (pues los remolinos nos hacían girar tan violentamente que, al final, largamos el ancla y la dejamos que arrastrara), si no hubiera sido que terminamos entrando en una de esas innumerables corrientes antagónicas que hoy están allí y mañana desaparecen, la cual nos arrastró hasta el refugio de Flimen, donde, por suerte, pudimos detenernos.

»No podría contarle ni la vigésima parte de las dificultades que encontrábamos en nuestro campo de pesca -que es mal sitio para navegar aun con buen tiempo-, pero siempre nos arreglamos para burlar el desafío del Moskoe-ström sin accidentes, aunque muchas veces tuve el corazón en la boca cuando nos atrasábamos o nos adelantábamos en un minuto al momento de calma. En ocasiones, el viento no era tan fuerte como habíamos pensado al zarpar y el queche recorría una distancia menor de lo que deseábamos, sin que pudiéramos gobernarlo a causa de la correntada. Mi hermano mayor tenía un hijo de dieciocho años y yo dos robustos mozalbetes. Todos ellos nos hubieran sido de gran ayuda en esas ocasiones, ya fuera apoyando la marcha con los remos, o pescando; pero, aunque estábamos personalmente dispuestos a correr el riesgo, no nos sentíamos con ánimo de exponer a los jóvenes, pues verdaderamente había un peligro horrible, ésa es la pura verdad.

»Pronto se cumplirán tres años desde que ocurrió lo que voy a contarle. Era el 10 de julio de 18…, día que las gentes de esta región no olvidarán jamás, porque en él se levantó uno de los huracanes más terribles que hayan caído jamás del cielo. Y, sin embargo, durante toda la mañana, y hasta bien entrada la tarde, había soplado una suave brisa del sudoeste, mientras brillaba el sol, y los más avezados marinos no hubieran podido prever lo que iba a pasar.

»Los tres –mis dos hermanos y yo- cruzamos hacia las islas a las dos de la tarde y no tardamos en llenar el queche con una excelente pesca que, como pudimos observar, era más abundante ese día que en ninguna ocasión anterior. A las siete -por mi reloj- levamos anclas y zarpamos, a fin de atravesar lo peor del Ström en el momento de la calma, que según sabíamos iba a producirse a las ocho.

»Partimos con una buena brisa de estribor y al principio navegamos velozmente y sin pensar en el peligro, pues no teníamos el menor motivo para sospechar que existiera. Pero, de pronto, sentimos que se nos oponía un viento procedente de Helseggen. Esto era muy insólito; jamás nos había ocurrido antes, y yo empecé a sentirme intranquilo, sin saber exactamente por qué. Enfilamos la barca contra el viento, pero los remansos no nos dejaban avanzar, e iba a proponer que volviéramos al punto donde habíamos estado anclados cuando, al mirar hacia popa vimos que todo el horizonte estaba cubierto por una extraña nube del color del cobre que se levantaba con la más asombrosa rapidez.

»Entretanto, la brisa que nos había impulsado acababa de amainar por completo y estábamos en una calma total, derivando hacia todos los rumbos. Pero esto no duró bastante como para darnos tiempo a reflexionar. En menos de un minuto nos cayó encima la tormenta, y en menos de dos el cielo quedó cubierto por completo; con esto, y con la espuma de las olas que nos envolvía, todo se puso tan oscuro que no podíamos vernos unos a otros en la cubierta.

»Sería una locura tratar de describir el huracán que siguió. Los más viejos marinos de Noruega jamás conocieron nada parecido. Habíamos soltado todo el trapo antes de que el viento nos alcanzara; pero, a su primer embate, los dos mástiles volaron por la borda como si los hubiesen aserrado…, y uno de los palos se llevó consigo a mi hermano mayor, que se había atado para mayor seguridad.

»Nuestra embarcación se convirtió en la más liviana pluma que jamás flotó en el agua. El queche tenía un puente totalmente cerrado, con sólo una pequeña escotilla cerca de proa, que acostumbrábamos cerrar y asegurar cuando íbamos a cruzar el Ström, por precaución contra el mar picado. De no haber sido por esta circunstancia, hubiéramos zozobrado instantáneamente, pues durante un momento quedamos sumergidos por completo. Cómo escapó a la muerte mi hermano mayor no puedo decirlo, pues jamás se me presentó la oportunidad de averiguarlo. Por mi parte, tan pronto hube soltado el trinquete, me tiré boca abajo en el puente, con los pies contra la estrecha borda de proa y las manos aferrando una armella próxima al pie del palo mayor. El instinto me indujo a obrar así, y fue, indudablemente, lo mejor que podía haber hecho; la verdad es que estaba demasiado aturdido para pensar.

»Durante algunos momentos, como he dicho, quedamos completamente inundados, mientras yo contenía la respiración y me aferraba a la armella. Cuando no pude resistir más, me enderecé sobre las rodillas, sosteniéndome siempre con las manos, y pude así asomar la cabeza. Pronto nuestra pequeña embarcación dio una sacudida, como hace un perro al salir del agua, y con eso se libró en cierta medida de las olas que la tapaban. Por entonces estaba tratando yo de sobreponerme al aturdimiento que me dominaba, recobrar los sentidos para decidir lo que tenía que hacer, cuando sentí que alguien me aferraba del brazo. Era mi hermano mayor, y mi corazón saltó de júbilo, pues estaba seguro de que el mar lo había arrebatado. Mas esa alegría no tardó en transformarse en horror, pues mi hermano acercó la boca a mi oreja, mientras gritaba: ¡Moskoe-ström!

»Nadie puede imaginar mis sentimientos en aquel instante. Me estremecí de la cabeza a los pies, como si sufriera un violento ataque de calentura. Demasiado bien sabía lo que mi hermano me estaba diciendo con esa simple palabra y lo que quería darme a entender: Con el viento que nos arrastraba, nuestra proa apuntaba hacia el remolino del Ström… ¡y nada podía salvarnos!

»Se imaginará usted que, al cruzar el canal del Ström, lo hacíamos siempre mucho más arriba del remolino, incluso con tiempo bonancible, y debíamos esperar y observar cuidadosamente el momento de calma. Pero ahora estábamos navegando directamente hacia el vórtice, envueltos en el más terrible huracán. ‘Probablemente -pensé- llegaremos allí en un momento de la calma… y eso nos da una esperanza.’ Pero, un segundo después, me maldije por ser tan loco como para pensar en esperanza alguna. Sabía muy bien que estábamos condenados y que lo estaríamos igual aunque nos halláramos en un navío cien veces más grande.

»A esta altura la primera furia de la tempestad se había agotado, o quizá no la sentíamos tanto por estar corriendo delante de ella. Pero el mar, que el viento había mantenido aplacado y espumoso al comienzo, se alzaba ahora en gigantescas montañas. Un extraño cambio se había producido en el cielo. Alrededor de nosotros, y en todas direcciones, seguía tan negro como la pez, pero en lo alto, casi encima de donde estábamos, se abrió repentinamente un círculo de cielo despejado -tan despejado como jamás he vuelto a ver-, brillantemente azul, y a través del cual resplandecía la luna llena con un brillo que no le había conocido antes. Iluminaba con sus rayos todo lo que nos rodeaba, con la más grande claridad; pero… ¡Dios mío, qué escena nos mostraba!

»Hice una o dos tentativas para hacerme oír de mi hermano, pero, por razones que no pude comprender, el estruendo había aumentado de manera tal que no alcancé a hacerle entender una sola palabra, pese a que gritaba con todas mis fuerzas en su oreja. Pronto sacudió la cabeza, mortalmente pálido, y levantó un dedo como para decirme: ‘¡Escucha!’

»Al principio no me di cuenta de lo que quería significar, pero un horrible pensamiento cruzó por mi mente. Extraje mi reloj de la faltriquera. Estaba detenido. Contemplé el cuadrante a la luz de la luna y me eché a llorar, mientras lanzaba el reloj al océano. ¡Se había detenido a las siete! ¡Ya había pasado el momento de calma y el remolino del Ström estaba en plena furia!

»Cuando un barco es de buena construcción, está bien equipado y no lleva mucha carga, al correr con el viento durante una borrasca las olas dan la impresión de resbalar por debajo del casco, lo cual siempre resulta extraño para un hombre de tierra firme; a eso se le llama cabalgar en lenguaje marino.

»Hasta ese momento habíamos cabalgado sin dificultad sobre las olas; pero de pronto una gigantesca masa de agua nos alcanzó por la bovedilla y nos alzó con ella… arriba… más arriba… como si ascendiéramos al cielo. Jamás hubiera creído que una ola podía alcanzar semejante altura. Y entonces empezamos a caer, con una carrera, un deslizamiento y una zambullida que me produjeron náuseas y mareo, como si estuviera desplomándome en sueños desde lo alto de una montaña. Pero en el momento en que alcanzamos la cresta, pude lanzar una ojeada alrededor, y lo que vi fue más que suficiente. En un instante comprobé nuestra exacta posición. El vórtice de Moskoe-ström se hallaba a un cuarto de milla adelante; pero ese vórtice se parecía tanto al de todos los días como el que está viendo usted a un remolino en una charca. Si no hubiera sabido dónde estábamos y lo que teníamos que esperar, no hubiese reconocido en absoluto aquel sitio. Tal como lo vi, me obligó a cerrar involuntariamente los ojos de espanto. Mis párpados se apretaron como en un espasmo.

»Apenas habrían pasado otros dos minutos, cuando sentimos que las olas decrecían y nos vimos envueltos por la espuma. La embarcación dio una brusca media vuelta a babor y se precipitó en su nueva dirección como una centella. Al mismo tiempo, el rugido del agua quedó completamente apagado por algo así como un estridente alarido… un sonido que podría usted imaginar formado por miles de barcos de vapor que dejaran escapar al mismo tiempo la presión de sus calderas. Nos hallábamos ahora en el cinturón de la resaca que rodea siempre el remolino, y pensé que un segundo más tarde nos precipitaríamos al abismo, cuyo interior veíamos borrosamente a causa de la asombrosa velocidad con la cual nos movíamos. El queche no daba la impresión de flotar en el agua, sino de flotar como una burbuja sobre la superficie de la resaca. Su banda de estribor daba al remolino, y por babor surgía la inmensidad oceánica de la que acabábamos de salir, y que se alzaba como una enorme pared oscilando entre nosotros y el horizonte.

»Puede parecer extraño, pero ahora, cuando estábamos sumidos en las fauces del abismo, me sentí más tranquilo que cuando veníamos acercándonos a él. Decidido a no abrigar ya ninguna esperanza, me libré de una buena parte del terror que al principio me había privado de mis fuerzas. Creo que fue la desesperación lo que templó mis nervios.

»Tal vez piense usted que me jacto, pero lo que le digo es la verdad: Empecé a reflexionar sobre lo magnífico que era morir de esa manera y lo insensato de preocuparme por algo tan insignificante como mi propia vida frente a una manifestación tan maravillosa del poder de Dios. Creo que enrojecí de vergüenza cuando la idea cruzó por mi mente. Y al cabo de un momento se apoderó de mí la más viva curiosidad acerca del remolino. Sentí el deseo de explorar sus profundidades, aun al precio del sacrificio que iba a costarme, y la pena más grande que sentí fue que nunca podría contar a mis viejos camaradas de la costa todos los misterios que vería. No hay duda que eran éstas extrañas fantasías en un hombre colocado en semejante situación, y con frecuencia he pensado que la rotación del barco alrededor del vórtice pudo trastornarme un tanto la cabeza.

»Otra circunstancia contribuyó a devolverme la calma, y fue la cesación del viento, que ya no podía llegar hasta nosotros en el lugar donde estábamos, puesto que, como usted mismo ha visto, el cinturón de resaca está sensiblemente más bajo que el nivel general del océano, al que veíamos descollar sobre nosotros como un alto borde montañoso y negro. Si nunca le ha tocado pasar una borrasca en plena mar, no puede hacerse una idea de la confusión mental que produce la combinación del viento y la espuma de las olas. Ambos ciegan, ensordecen y ahogan, suprimiendo toda posibilidad de acción o de reflexión. Pero ahora nos veíamos en gran medida libres de aquellas molestias… así como los criminales condenados a muerte se ven favorecidos con ciertas liberalidades que se les negaban antes de que se pronunciara la sentencia.

»Imposible es decir cuántas veces dimos la vuelta al circuito. Corrimos y corrimos, una hora quizá, volando más que flotando, y entrando cada vez más hacia el centro de la resaca, lo que nos acercaba progresivamente a su horrible borde interior. Durante todo este tiempo no había soltado la armella que me sostenía. Mi hermano estaba en la popa, sujetándose a un pequeño barril vacío, sólidamente atado bajo el compartimiento de la bovedilla, y que era la única cosa a bordo que la borrasca no había precipitado al mar. Cuando ya nos acercábamos al borde del pozo, soltó su asidero y se precipitó hacia la armella de la cual, en la agonía de su terror, trató de desprender mis manos, ya que no era bastante grande para proporcionar a ambos un sostén seguro. Jamás he sentido pena más grande que cuando lo vi hacer eso, aunque comprendí que su proceder era el de un insano, a quien el terror ha vuelto loco furioso. De todos modos, no hice ningún esfuerzo para oponerme. Sabía que ya no importaba quién de los dos se aferrara de la armella, de modo que se la cedí y pasé a popa, donde estaba el barril. No me costó mucho hacerlo, porque el queche corría en círculo con bastante estabilidad, sólo balanceándose bajo las inmensas oscilaciones y conmociones del remolino. Apenas me había afirmado en mi nueva posición, cuando dimos un brusco bandazo a estribor y nos precipitamos de proa en el abismo. Murmuré presurosamente una plegaria a Dios y pensé que todo había terminado.

»Mientras sentía la náusea del vertiginoso descenso, instintivamente me aferré con más fuerza al barril y cerré los ojos. Durante algunos segundos no me atreví a abrirlos, esperando mi aniquilación inmediata y me maravillé de no estar sufriendo ya las agonías de la lucha final con el agua. Pero el tiempo seguía pasando. Y yo estaba vivo. La sensación de caída había cesado y el movimiento de la embarcación se parecía al de antes, cuando estábamos en el cinturón de espuma, salvo que ahora se hallaba más inclinada. Junté coraje y otra vez miré lo que me rodeaba.

»Nunca olvidaré la sensación de pavor, espanto y admiración que sentí al contemplar aquella escena. El queche parecía estar colgando, como por arte de magia, a mitad de camino en el interior de un embudo de vasta circunferencia y prodigiosa profundidad, cuyas paredes, perfectamente lisas, hubieran podido creerse de ébano, a no ser por la asombrosa velocidad con que giraban, y el lívido resplandor que despedían bajo los rayos de la luna, que, en el centro de aquella abertura circular entre las nubes a que he aludido antes, se derramaban en un diluvio gloriosamente áureo a lo largo de las negras paredes y se perdían en las remotas profundidades del abismo.

»Al principio me sentí demasiado confundido para poder observar nada con precisión. Todo lo que alcanzaba era ese estallido general de espantosa grandeza. Pero, al recobrarme un tanto, mis ojos miraron instintivamente hacía abajo. Tenía una vista completa en esa dirección, dada la forma en que el queche colgaba de la superficie inclinada del vórtice. Su quilla estaba perfectamente nivelada, vale decir que el puente se hallaba en un plano paralelo al del agua, pero esta última se tendía formando un ángulo de más de cuarenta y cinco grados, de modo que parecía como si estuviésemos ladeados. No pude dejar de observar, sin embargo, que, a pesar de esta situación, no me era mucho más difícil mantenerme aferrado a mi puesto que si el barco hubiese estado a nivel; presumo que se debía a la velocidad con que girábamos.

»Los rayos de la luna parecían querer alcanzar el fondo mismo del profundo abismo, pero aún así no pude ver nada con suficiente claridad a causa de la espesa niebla que lo envolvía todo y sobre la cual se cernía un magnífico arco iris semejante al angosto y bamboleante puente que, según los musulmanes, es el solo paso entre el Tiempo y la Eternidad. Aquella niebla, o rocío, se producía sin duda por el choque de las enormes paredes del embudo cuando se encontraba en el fondo; pero no trataré de describir el aullido que brotaba del abismo para subir hasta el cielo.

»Nuestro primer deslizamiento en el pozo, a partir del cinturón de espumas de la parte superior, nos había hecho descender a gran distancia por la pendiente; sin embargo, la continuación del descenso no guardaba relación con el anterior. Una y otra vez dimos la vuelta, no con un movimiento uniforme sino entre vertiginosos balanceos y sacudidas, que nos lanzaban a veces a unos cuantos centenares de yardas, mientras otras nos hacían completar casi el circuito del remolino. A cada vuelta, y aunque lento, nuestro descenso resultaba perceptible.

»Mirando en torno a la inmensa extensión de ébano líquido sobre la cual éramos así llevados, advertí que nuestra embarcación no era el único objeto comprendido en el abrazo del remolino. Tanto por encima como por debajo de nosotros se veían fragmentos de embarcaciones, grandes pedazos de maderamen de construcción y troncos de árboles, así como otras cosas más pequeñas, tales como muebles, cajones rotos, barriles y duelas. He aludido ya a la curiosidad anormal que había reemplazado en mí el terror del comienzo. A medida que me iba acercando a mi horrible destino parecía como si esa curiosidad fuera en aumento. Comencé a observar con extraño interés los numerosos objetos que flotaban cerca de nosotros. Debo de haber estado bajo los efectos del delirio, porque hasta busqué diversión en el hecho de calcular sus respectivas velocidades en el descenso hacia la espuma del fondo. ‘Ese abeto -me oí decir en un momento dado- será el que ahora se precipite hacia abajo y desaparezca’; y un momento después me quedé decepcionado al ver que los restos de un navío mercante holandés se le adelantaban y caían antes. Al final, después de haber hecho numerosas conjeturas de esta naturaleza, y haber errado todas, ocurrió que el hecho mismo de equivocarme invariablemente me indujo a una nueva reflexión, y entonces me eché a temblar como antes, y una vez más latió pesadamente mi corazón.

»No era el espanto el que así me afectaba, sino el nacimiento de una nueva y emocionante esperanza. Surgía en parte de la memoria y, en parte, de las observaciones que acababa de hacer. Recordé la gran cantidad de restos flotantes que aparecían en la costa de Lofoden y que habían sido tragados y devueltos luego por el Moskoe-ström. La gran mayoría de estos restos aparecía destrozada de la manera más extraordinaria; estaban como frotados, desgarrados, al punto que daban la impresión de un montón de astillas y esquirlas. Pero al mismo tiempo recordé que algunos de esos objetos no estaban desfigurados en absoluto. Me era imposible explicar la razón de esa diferencia, salvo que supusiera que los objetos destrozados eran los que habían sido completamente absorbidos, mientras que los otros habían penetrado en el remolino en un período más adelantado de la marea, o bien, por alguna razón, habían descendido tan lentamente luego de ser absorbidos, que no habían alcanzado a tocar el fondo del vórtice antes del cambio del flujo o del reflujo, según fuera el momento. Me pareció posible, en ambos casos, que dichos restos hubieran sido devueltos otra vez al nivel del océano, sin correr el destino de los que habían penetrado antes en el remolino o habían sido tragados más rápidamente.

»Al mismo tiempo hice tres observaciones importantes. La primera fue que, por regla general, los objetos de mayor tamaño descendían más rápidamente. La segunda, que entre dos masas de igual tamaño, una esférica y otra de cualquier forma, la mayor velocidad de descenso correspondía a la esfera. La tercera, que entre dos masas de igual tamaño, una de ellas cilíndrica y la otra de cualquier forma, la primera era absorbida con mayor lentitud. Desde que escapé de mi destino he podido hablar muchas veces sobre estos temas con un viejo preceptor del distrito, y gracias a él conozco el uso de las palabras `cilindro’ y `esfera’. Me explicó -aunque me he olvidado de la explicación- que lo que yo había observado entonces era la consecuencia natural de las formas de los objetos flotantes, y me mostró cómo un cilindro, flotando en un remolino, ofrecía mayor resistencia a su succión y era arrastrado con mucha mayor dificultad que cualquier otro objeto del mismo tamaño, cualquiera fuese su forma1.

»Había además un detalle sorprendente, que contribuía en gran medida a reformar estas observaciones y me llenaba de deseos de verificarlas: a cada revolución de nuestra barca sobrepasábamos algún objeto, como serían un barril, una verga o un mástil. Ahora bien, muchos de aquellos restos, que al abrir yo por primera vez los ojos para contemplar la maravilla del remolino se encontraban a nuestro nivel, estaban ahora mucho más arriba y daban la impresión de haberse movido muy poco de su posición inicial.

»No vacilé entonces en lo que debía hacer: resolví asegurarme fuertemente al barril del cual me tenía, soltarlo de la bovedilla y precipitarme con él al agua. Llamé la atención de mi hermano mediante signos, mostrándole los barriles flotantes que pasaban cerca de nosotros, e hice todo lo que estaba en mi poder para que comprendiera lo que me disponía a hacer. Me pareció que al fin entendía mis intenciones, pero fuera así o no, sacudió la cabeza con desesperación, negándose a abandonar su asidero en la armella. Me era imposible llegar hasta él y la situación no admitía pérdida de tiempo. Así fue como, lleno de amargura, lo abandoné a su destino, me até al barril mediante las cuerdas que lo habían sujetado a la bovedilla y me lancé con él al mar sin un segundo de vacilación.

»El resultado fue exactamente el que esperaba. Puesto que yo mismo le estoy haciendo este relato, por lo cual ya sabe usted que escapé sano y salvo, y además está enterado de cómo me las arreglé para escapar, abreviaré el fin de la historia. Habría transcurrido una hora o cosa así desde que hiciera abandono del queche, cuando lo vi, a gran profundidad, girar terriblemente tres o cuatro veces en rápida sucesión y precipitarse en línea recta en el caos de espuma del abismo, llevándose consigo a mi querido hermano. El barril al cual me había atado descendió apenas algo más de la mitad de la distancia entre el fondo del remolino y el lugar desde donde me había tirado al agua, y entonces empezó a producirse un gran cambio en el aspecto del vórtice. La pendiente de los lados del enorme embudo se fue haciendo menos y menos escarpada. Las revoluciones del vórtice disminuyeron gradualmente su violencia. Poco a poco fue desapareciendo la espuma y el arco iris, y pareció como si el fondo del abismo empezara a levantarse suavemente. El cielo estaba despejado, no había viento y la luna llena resplandecía en el oeste, cuando me encontré en la superficie del océano, a plena vista de las costas de Lofoden y en el lugar donde había estado el remolino de Moskoe-ström. Era la hora de la calma, pero el mar se encrespaba todavía en gigantescas olas por efectos del huracán. Fui impulsado violentamente al canal del Ström, y pocos minutos más tarde llegaba a la costa, en la zona de los pescadores. Un bote me recogió, exhausto de fatiga, y, ahora que el peligro había pasado, incapaz de hablar a causa del recuerdo de aquellos horrores. Quienes me subieron a bordo eran mis viejos camaradas y compañeros cotidianos, pero no me reconocieron, como si yo fuese un viajero que retornaba del mundo de los espíritus. Mi cabello, negro como ala de cuervo la víspera, estaba tan blanco como lo ve usted ahora. También se dice que la expresión de mi rostro ha cambiado. Les conté mi historia… y no me creyeron. Se la cuento ahora a usted, sin mayor esperanza de que le dé más crédito del que le concedieron los alegres pescadores de Lofoden.»



1. Ver Arquímedes, De Incidentibus in fluido, lib. 2.

“A Descent into the Maelström”, 1841

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