sexta-feira, 13 de julho de 2018

NÃO QUERO CHORO NEM VELA, APENAS FORA CRIVELA


Helio Fernandes
Seu impeachment está difícil. Pelos crimes praticados, antes e depois
da posse, a impressão é que negociaria uma reunião sem punição. 17
vereadores assinaram a suspensão do recesso, ele entrou em campo
negociando, mas para distribuir favores e privilégios, que antes
negava, tudo era para os" lideres" da sua igreja.

Ontem a manifestação publica foi um fracasso.
Esperemos que a votação que pode começar hoje, não se transforme numa
vitória desse trapalhão paspalhão, que jamais poderia ter sido elei

O "Antigo Regime" continua nos privilégios hereditários do judiciário


O "Antigo Regime" continua nos privilégios hereditários do judiciário e dessa maneira é incompatível com a modernidade, a cidadania e a democracia: Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Presidente TRF4. Desembargador. Filho de Mariza Thompson Flores, diplomada em letras e professora de Inglês do Curso Médio, casada com o Dr. Otmar Lens, Juiz do Trabalho. Neto do Ministro do STF Carlos Thompson Flores, a quem elaborou a genealogia: “Aos 26 de janeiro de 1911, há cem anos, nasceu Carlos Thompson Flores na cidade de Montenegro, no Estado do Rio Grande do Sul. Filho do político e advogado Luiz Carlos Reis Flores e de Dona Francisca Abbott Borges Fortes Flores, foram os seus avôs paternos o Desembargador Carlos Thompson Flores e Dona Luíza Elvira Reis Flores, filha do Barão de Camaquã, um dos comandantes militares da Guerra do Paraguai; pelo lado materno, o Dr. João Pereira da Silva Borges Fortes, político e magistrado no Império, e Dona Ofélia Abbott Borges Fortes, irmã do ex-Ministro da República e ex-governador, Dr. Fernando Abbott. O Ministro Carlos Thompson Flores é descendente de algumas das mais ilustres e antigas famílias do Brasil que forneceram ao nosso país políticos do mais alto relevo, como o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, Presidente da República, diplomatas como o embaixador Carlos Martins Thompson Flores, médicos como o Conselheiro do Império Dr. Jonathas Abbott, considerado por muitos o maior luminar da ciência médica brasileira no século XIX. Destacam-se, ainda, o Coronel Thomaz Thompson Flores, herói da Guerra de Canudos, cujos feitos são relatados por Euclides da Cunha na obra clássica "Os Sertões"; o Ministro Francisco, Thompson Flores, Ministro do Tribunal de Contas da União que, em 1937, como relator das contas do Presidente. Getúlio Vargas, levou a Corte de Contas a manifestar-se pela rejeição das contas do Presidente da República, em decisão sem precedentes na história daquele Tribunal. É descendente direto do bandeirante Raposo Tavares, um dos fundadores do Brasil, e de Dionísio Rodrigues Mendes, um dos primeiros povoadores do Rio Grande do Sul, cuja fazenda, em meados do século XVIII, situava-se em terras onde hoje se localiza o Município de Porto Alegre. Uma das fazendas de seu bisavô, o Dr. João Pereira da Silva Borges Fortes, notável político do segundo reinado, hospedou o Imperador D. Pedro II e toda a sua comitiva, no ano de 1865, em São Gabriel, quando de sua visita à Província de São Pedro. Corre em suas veias o nobre sangue da família Leme, de São Paulo, que deu ao Brasil homens como o Cardeal D. Sebastião Leme,que desempenhou papel decisivo para o favorável desfecho da Revolução de 1930, ao convencer o Presidente deposto Washington Luís Pereira de Sousa a partir para o exílio. São, ainda, seus primos o Almirante Diogo Borges Fortes, Ministro e Presidente do Superior Tribunal Militar, o General Carlos Flores de Paiva Chaves, o primeiro militar brasileiro a comandar tropas da ONU-comandou a Faixa de Gaza nos anos cinquenta -, o Almirante Joaquim Flores do Rêgo Monteiro, formado em Engenharia Naval na Inglaterra e um dos pioneiros no país nessa importante modalidade de engenharia e o Embaixador Francisco Thompson Flores, um dos responsáveis pela criação e instalação do Mercosul, quando embaixador em Buenos Aires. Essas, em apertada síntese, são as origens familiares de Carlos Thompson Flores. O homem, disse-o Antonio Joaquim Ribas, em sua biografia de Campos Salles, é um ser sucessivo, cuja alma contém, algumas vezes, as virtudes de cem gerações. Como nos minerais e vegetais, prossegue o notável biógrafo, a natureza elabora, longa e surdamente, as suas obras-primas na humanidade. Eis por que assinalamos que nos seus antepassados já se revelavam as altas virtudes que, aperfeiçoadas pelo estudo e meditação, destinaram no às mais elevadas posições na administração da nossa Nação. A l'origine d'une vocation, recorda Roger Martín Du Gard, il y a presque toujours un exemple. No exemplo de seus ancestrais, colheu a inspiração e o estímulo que lhe serviram de motivação na escolha de sua vocação, a magistratura, cujo exercício consumiu toda a sua existência. ”
RCO


quinta-feira, 12 de julho de 2018


Imaginar-se como elemento necessário na ordem do universo equivale, para nós, gente de boas leituras, àquilo que é a superstição para os iletrados. Não se muda o mundo com ideias. As pessoas com poucas ideias estão menos sujeitas ao erro, seguem aquilo que todos fazem, não incomodam ninguém, têm sucesso, enriquecem e alcançam boas posições, como deputados, condecorados, homens de letras renomados, acadêmicos, jornalistas. Pode-se ser idiota quando se cuida tão bem dos próprios interesses? O idiota sou eu, que quis lutar contra moinhos de vento."

Umberto Eco, 'O cemitério de Praga, p.194-195.


Jesus nasceu sem teto, trabalhou como carpinteiro




Jesus nasceu sem teto, trabalhou como carpinteiro numa humilde aldeia da Galileia, periferia da Palestina. Em seu ministério, conviveu com ladrões, corruptos e prostitutas. Não ligava muito para os preceitos religiosos, pois "trabalhava" no sábado, curando os aflitos e oprimidos. Por fim, condenado pelo Império, é executado entre dois ladrões, na ignomínia de uma cruz. Agora, dizer-se seguidor desse cara e ser intolerante para com toda diferença, é uma contradição que nunca vai entrar na minha cabeça.

Otto Leopoldo Winck

Ser escritor não é vocação


Ser escritor não é vocação, chamado divino ou destino. Ser escritor é decisão. Em determinado momento da vida, geralmente depois da leitura de livros ou de um livro em especial, alguém decide ser escritor. E em cima dessa decisão, outras decisões são tomadas: um certa disciplina de leituras, estudo de línguas, determinada faculdade ou profissão -- tudo em função de favorecer a opção fundamental: tornar-se escritor. O escritor poderá a vir trabalhar como publicitário, jornalista, professor, advogado, o escambau, mas essa 'profissão' sempre será subsidiária diante da decisão maior de ser escritor. Ele pode até passar anos sem escrever, mas estará sempre acumulando forças para o grande livro que escreverá um dia. Mesmo quando ele está vivendo, ele não vive simplesmente pela vida. Ele vive para acumular experiências para enriquecer sua escritura. Nesse sentido ele vampiriza-se a si mesmo e aos outros. Ele pode estar na maior fossa, sozinho num quarto de hotel ou numa estação deserta, depois que seu amor o deixou -- e mesmo em meio a dor ele estará pensando: como posso transformar isso num poema ou na cena de um romance?
Assim, tornar-se escritor não é necessariamente decidir-se a escrever livros, mas orientar a sua vida de tal maneira que o objetivo de vir a escrever livros não seja prejudicado. Boa parte da energia libidinal do escritor será canalizada para este objetivo, às vezes a tal ponto que faltará energia para outras áreas vitais. Não é que o escritor esteja condenado a ser um fracassado na vida, mas suas energias estão voltadas de tal maneira para sua decisão que chegam a faltar em outras áreas, muitas vezes mais necessárias na luta cotidiana pela vida. Quem não entende isso, não sente isso, pode até escrever livros e ser reconhecido socialmente como escritor, mas nunca o será de fato. Muitos podem alegar que há aqui uma certa herança do cristianismo e de suas ideias de sacrifício e abnegação. Não nego. A literatura não é um evento solto no ar da não-história. A literatura é fruto de uma longa construção histórica que teve suas raízes lá na Grécia antiga e cuja configuração atual se determinou em algum momento entre os séculos XIX e XX. Faz parte dessa construção a ideia de que o escritor é um santo sem fé num mundo sem deuses cujo último sucedâneo do sagrado não é necessariamente o fetichismo do livro literário mas o própria decisão de tornar-se escritor. E se a literatura perdeu sua relevância no mundo contemporâneo, este gesto só se reveste de maior heroísmo ainda. E só o herói é belo.

Otto Leopoldo Winck


Ditadura judicial


Ditadura judicial escancarada depois dos salamaleques político-jurídicos de Moro hoje, em férias e no exterior. O crime anterior e nunca punido da interceptação telefônica fez pós-graduação e aumentou de escala golpista. O poder judiciário foi integralmente sequestrado pela gangue de Moro. As manobras e atos discricionários de Moro e Gebran hoje foram mais rasteiros, autoritários e personalizados do que em qualquer outro momento da história jurídica brasileira. Os atos institucionais da última ditadura do Chico Ciência, Francisco Campos, pelo menos se revestiam de formas de golpismo mais institucionalizado que o do bando de tiranetes chicaneiros e rábulas de direito(a) que assaltaram o judiciário contemporâneo. O golpismo judicial aberto afundará ainda mais a crise política.

RCO

Novo Ministro do Trabalho do governo golpista


Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello - Novo Ministro do Trabalho do governo golpista de Temer. Rodei a teoria do nepotismo rapidamente para ver quais os vínculos familiares do Desembargador Aposentado do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello , ex-vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. Filho do ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Desembargador Luiz Philippe Vieira de Mello, Caio Luiz de Mello começou a trabalhar no Tribunal do Trabalho aos 19 anos, já nascem trabalhando nas instituições dos pais pelo nepotismo e chegou a vice-presidente do órgão. Irmão de Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, atual Ministro do Tribunal Superior do Trabalho. Neto do Dr. Accácio de Almeida, figura de grande projeção em Caxambu – MG, primo do Vereador de Caxambu, Clóvis de Almeida. O novo Ministro do Trabalho operava como consultor do poderoso escritório jurídico Sérgio Bermudes, o mesmo de Guiomar Feitosa Lima Mendes, mulher do ministro do STF, Gilmar Mendes e da antiga oligarquia Feitosa do Ceará. O que eu falo, a sobrevivência do golpista Temer se deu pelo apoio da classe dominante tradicional e suas oligarquias familiares regionais aptas ao bom extrativismo estatal neste governo golpista.

RCO

O nazifascismo tinha seus deputados


O nazifascismo tinha seus deputados, jornalistas, juristas, policiais, militares e empresários, mas a grande narrativa original que fica sempre é a da universidade e da teoria crítica. Para um golpe não adianta ter somente o apoio e o discurso ideológico superficial de políticos, da mídia, do judiciário, de policiais, de associações comerciais e de academias de lutadores. Quem define o que é um golpe é a universidade nas suas áreas centrais das humanidades e educação. Não foram juristas e magistrados alemães, como o juiz Roland Freisler, um tipo reforçado de juiz Moro, que definiram o golpe e o regime, mas sim os cientistas sociais de grupos como a “Escola de Frankfurt”, que alertaram e denunciaram a inevitável queda e ruína das falsas ilusões do projeto antidemocrático dos golpistas. Como as mentiras de um projeto de salvação nacional de direita sempre acabam no mais corrupto e tirânico regime até serem derrubados, mais cedo ou mais tarde, pelas forças progressistas e democráticas da verdade e da liberdade.

RCO


Faz 54 anos que eventos ocorrendo em 31/04/1964 culminam em 1/04/1964 no Golpe (civil/empresarial-militar)que nos levou a uma ditadura, retirando do poder o presidente João Goulart. Repressão, autoritarismo, mortes, tortura, corrupção escondida, vigilância dos vizinhos, a desigualdade aumentou sim, vão ler... e só em 2011 tivemos a instalação da Comissão da Verdade.
É para lembrar.
É para entender que esconderam os efeitos nocivos desse período, que não se produziu vergonha coletiva pelas ações da ditadura, é para lembrar que se escondiam cadáveres, que censuravam informações, lembrar do AI 5 que cassou mandatos e acabou com garantias do habeas corpus... teve muita perseguição àqueles que pensavam diferente e que mostrou a mesquinharia das delações, muitas , muitas vezes não verdadeiras, mas agradavam a versão da SNI ( Serviço Nacional de Informações da Ditadura)...
Ditadura nunca mais!
A exemplo da Argentina era isso que deveríamos estar lembrando, tortura nunca mais, ditadura nunca mais, extermínio nunca mais...
Mas para um país que tem dificuldade de aceitar as consequências nefastas da escravidão até hoje, do genocídio indígena, imagina refletir sobre ditadura ...

Louise Ronconi de Nazareno

segunda-feira, 2 de julho de 2018


Para cada jogo da Copa podemos rememorar fatos históricos. Parabéns para a Rússia. Poucos sabem que o ditador Franco enviou tropas ibéricas para combaterem a União Soviética na Segunda Guerra Mundial. A Divisão Azul era composta por dezenas de milhares de fanáticos de direita, fascistas espanhóis e alguns portugueses. Participaram das ações armadas na ofensiva de 1941 e de 42. Lá não encontraram um povo desorganizado, nem civis amadores e desarmados, sem liderança centralizada, como na Guerra Civil Espanhola. Quando a resistência russa aumentou o ditador Franco covardemente retirou as suas tropas ainda em meados de 1943. Nem saiu o ataque contra os britânicos em Gibraltar. O franquismo sobreviveria ao nazifascismo até os anos 1970, com apoio das potências ocidentais na "Guerra Fria".

RCO

O México teve uma das primeiras revoluções inconclusas do século XX em 1910


O México teve uma das primeiras revoluções inconclusas do século XX em 1910. A vitória histórica de Andrés Manuel López Obrador (AMLO) abre um novo e desafiador ciclo político no México. A formação do movimento-partido MORENA em 2014 representou uma novidade que permitiu a vitória do veterano Obrador. As vitórias na Presidência, na Cidade do México e em outros governos, sem uma maioria absoluta do MORENA no legislativo, apontam para velhas questões e alianças nas perspectivas e limites da esquerda reformista latino-americana. Como setores reacionários da classe dominante, mídia e do empresariado não estão acostumados a perderem eleições. A direita não tem o que entregar e somente tem a retirar direitos e renda dos trabalhadores na região. A direita sempre aprofunda as crises e a desigualdade. O déficit de revoluções históricas. A proximidade com os Estados Unidos e milhões de imigrantes mexicanos por lá, a desigualdade social, a violência do narcotráfico serão grandes desafios. A esquerda sai muito fortalecida e o golpe no Brasil segue cada vez mais enfraquecido, perdido e sem apoios eleitorais em função dos péssimos resultados de dois anos de golpismo no poder. Enquanto não ocorrer o retorno da democracia ao Brasil, o México equilibra o jogo político na região e se destaca pela democracia. As lutas sociais podem significar o retorno da esquerda no Brasil e na Argentina, se a democracia se mantiver, até mesmo pela falência da direita no poder em ambos países. O Brasil tem algumas semelhanças e muitas diferenças sociais, políticas e históricas em relação ao México. O Brasil é uma sociedade maior, com fronteiras, com desigualdade ainda mais brutal e uma classe dominante tão atrasada como a mexicana. América Latina de história lenta, "Eppur si muove" (No entanto, se move) e surpresas podem acontecer para os próximos anos.

RCO


Ah... e a cada garfada de veneno


"Ah... e a cada garfada de veneno, cada colherada de papinha envenenada pro teu filhinho, lembre-se do quanto você foi injusto e ingrato com quem, com sol na moleira, com as mãos calejadas da enxada, levou alimentação saudável e sem veneno pra tua mesa, chamando-os de 'vagabundos do MST'.
O veneno que saiu da tua boa, até hoje, um dia iria voltar e nós avisamos."

Malu Aires


"Nos demais,
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração."

Maiakóvski

"A ideologia alemã"


"As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou seja, a classe que é o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, o seu poder espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios para a produção material dispõe assim, ao mesmo tempo, dos meios para a produção espiritual, pelo que lhe estão assim, ao mesmo tempo, submetidas em média as ideias daqueles a quem faltam os meios para a produção espiritual. As ideias dominantes não são mais do que a expressão ideal das relações materiais dominantes, as relações materiais dominantes concebidas como ideias; portanto, das relações que precisamente tornam dominante uma classe, portanto as ideias do seu domínio. Os indivíduos que constituem a classe dominante também têm, entre outras coisas, consciência, e daí que pensem; na medida, portanto, em que dominam como classe e determinam todo o conteúdo de uma época histórica, é evidente que o fazem em toda a sua extensão, e portanto, entre outras coisas, dominam também como pensadores, como produtores de ideias, regulam a produção e a distribuição de ideias do seu tempo; que, portanto, as suas ideias são as ideias dominantes da época."

Karl Marx e Friedrich Engels, "A ideologia alemã"


Jânio Quadros e JK nos legaram um precioso ensinamento para a compreensão da politica brasileira: treino eh treino, jogo eh jogo. dessa forma, pode-se ganhar uma eleição com relativa facilidade e se fazer um péssimo governo. Assim como uma eleição apertada pode dar origem a um governo nunca antes visto na historia desse pais. Tudo depende da capacidade de composição e negociação da agenda com os pares. Uma boa negociação de agenda com os lideres partidários eh melhor antidoto contra o populismo, fisiologismo e clientelismo rastaquera que assolam o pais. Por outro lado, uma vitória eleitoral com estratégia discursiva de péssimo nível pode-se converter facilmente numa vitória de Pirro. Foi este o caso da doutora Dilma em 2014 a meu ver... Janaina Pascoal eh uma espécie de espelho de narciso as avessas desse processo. Se conseguirmos evitar que 2018 seja uma repetição de 2014 já está de ótimo tamanho para nossa precária democracia. Os petistas e tucanos deveriam estudar mais nossa história politica e extrair lições dela, para além das teses acadêmicas defendidas por jovenzinhos de classe media nos anos 70, que nunca puseram um pé num parlamento ou num órgão governamental de verdade...
Sérgio Braga

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Luiz Edson Fachin nunca mudou


Para quem estuda há muitos anos a política paranaense, o judiciário e a UFPR, posso afirmar que Luiz Edson Fachin nunca mudou, sempre foi a mesma coisa e a sua trajetória pode ser explicada pela sociologia de mais um "parvenu" oportunista dentro das nossas instituições pré-modernas, atrasadas, patrimonialistas e repletas de poderes pessoais arbitrários. Como já demonstramos em várias pesquisas e comunicações, o sistema judicial e todas as outras instituições políticas no Paraná e no Brasil são formadas e atravessadas por fortes interesses familiares, não basta analisar apenas um ator, mas sempre devemos investigar as famílias e suas inserções políticas dentro dos diversos campos. O judiciário é uma atividade essencialmente política e só sobe no campo quem tem o "pedigree" certo, ou então porque trilha certas regras de interesse e atende às suas expectativas fisiológicas e corporativistas. O Fachin pretendeu ser de "esquerda" quando foi conveniente para subir na carreira e agora é de "direita" ao sabor das oportunidades do campo político-jurídico em que está inserido. Para quem tem uma esposa desembargadora pelo quinto constitucional no Tribunal de Justiça do Paraná, para quem tem um escritório de advocacia na família, conexões empresariais da filha com a família do genro na empresa de carnes dos célebres irmãos Batista, o jogo político está entendido. Fachin se tornou a ponta superior do golpe e do arbítrio autoritário e discricionário dos interesses persecutórios da farsa a jato no STF. Não vão conseguir destruir a democracia na prisão política de exceção de Lula, sem provas, só mantida pelas chicanas e atos institucionais arbitrários destes magistrados oportunistas de direita. Não destruirão as garantias constitucionais. A consequência política dos juristas paranaenses da farsa a jato foi a instrumentalização política da justiça, o aparelhamento do judiciário promovendo o aumento da crise e da rapina na existência e proteção dos governos extremamente corruptos em Brasília, com Temer e quadrilhas, e em Curitiba, com Beto Richa e asseclas, agora em fim de ciclo e fim de jogo. A democracia sempre é o melhor detergente para estes esquemas farsantes e por isso temem tanto as livres eleições com Lula !
RCO

terça-feira, 26 de junho de 2018

No Brasil, a autorregulamentação publicitária é ineficiente


20/07/2011



Artigo comenta os desrespeitos do Conar em relação às propagandas destinadas ao público infantil e a falta de eficiência da autorregulamentação da publicidade

Por Gabriela Vuolo



As propostas de regulação da publicidade dirigida ao público infantil têm sido amplamente debatidas por representantes dos poderes Executivo e Legislativo junto com mercado, movimentos sociais e instituições que defendem os direitos das crianças frente às relações de consumo.  De alguns anos para cá, essa discussão avançou bastante no Brasil com proposições como o Projeto de Lei 5.921/2001, que tramita na Câmara Federal, seguindo uma tendência mundial em busca de regras claras para proteger crianças menores de 12 anos dos apelos comerciais.

Em muitas democracias consolidadas a regulação da publicidade já se deu de diversas formas. Na Suécia, por exemplo, é proibido direcionar esse tipo de mensagem para crianças menores de 12 anos. Na Inglaterra, a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, sódio e gorduras é vetada durante programação focada em um público menor de 16 anos. Até os EUA, berço da sociedade de consumo, impõe restrições para esse assunto.

Porém, no Brasil, o mercado publicitário, apoiado pelos conglomerados de comunicação e pelas empresas anunciantes, resiste a qualquer tipo de política pública que tenha como objetivo criar regras para a atividade da comunicação mercadológica. O primeiro argumento contrário às tentativas de regulação é o medo da censura. O segundo é que a autorregulamentação seria suficiente para zelar pela ética na publicidade.

Falar em censura quando na realidade se quer garantir a proteção da criança é no mínimo uma distorção. Impor restrições aos abusos não é censurar. Anunciar brinquedos, alimentos, celulares e até carros para crianças fere o próprio Código de Defesa do Consumidor, que trata como abusiva (e portanto ilegal) a publicidade que se aproveita da vulnerabilidade infantil. Toda criança está em processo de desenvolvimento e não tem o senso crítico formado para compreender o caráter persuasivo da publicidade.

Assim, a atuação do mercado deve ter limites no momento em que ameaça ferir direitos que estão acima das relações comerciais — como é o caso dos direitos das crianças, consideradas prioridade por nossa Constituição Federal.

Já as iniciativas de autorregulamentação são muito importantes, especialmente para a solução de conflitos de concorrência e para estabelecer modelos corporativos de responsabilidade socioambiental. Mas claramente não são suficientes para defender temas de interesse público, como coibir os abusos do mercado. Temos dois exemplos recentes que comprovam essa tese.

No fim de junho, um parecer do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) sobre uma denúncia feita pelo Instituto Alana contra uma campanha do McDonald’s causou perplexidade. O teor do parecer, assinado por um conselheiro do Conar e acolhido por unanimidade por duas câmaras da entidade, debochou do Alana com frases como  “bruxa Alana, que odeia criancinhas” e “bruxa Alana — antroposófica, esverdeada e termogênica”. O documento ainda desconsiderou iniciativas relevantes no cenário da autorregulamentação ao se eximir de avaliar o descumprimento da empresa denunciada ao seu próprio Código de Ética e ao acordo assinado junto com outras 23 empresas do setor de alimentos para restringir publicidade para crianças menores de 12 anos.

O parecer do Conar também satirizou a preocupação do Alana com os altos índices de obesidade infantil no país, que já atinge 15% das crianças. O relator limitou-se a dizer: “Da mesma forma que Suécia e Dinamarca tem por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos”. Além de ser preconceitusa e lamentável, a declaração ignora por completo o impacto da publicidade de alimentos no problema da obesidade.

O episódio levou o Instituto Alana a cortar relações institucionais com o Conar, não reconhecendo mais a entidade como um representante legítimo na fiscalização da ética na publicidade. A gravidade do caso fez com que o Conar reabrisse a denúncia do Alana, prometendo dessa vez uma avaliação mais séria. Já é tarde. A falta de compromisso e o deboche não atingiram só o Alana e sim todos os cidadãos que também defendem o não direcionamento da publicidade para o público infantil.

Outro exemplo da ineficiência da autorregulamentação é o não cumprimento desse acordo de autorregulamentação firmado por 24 empresas do setor de alimentos com a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e a ABA (Associação Brasileira dos Anunciantes). Assinado em 2009, o acordo prevê que essas empresas restrinjam a publicidade de produtos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio para crianças menores de 12 anos. As empresas deveriam se adequar às regras até janeiro de 2010. No entanto,  até março daquele ano apenas 7 das 24 empresas haviam cumprido os prazos.

Os argumentos de censura e liberdade de atuação simbolizam a mentalidade empresarial que ainda impera no país. Embora tenham se empenhado em assimilar o discurso da responsabilidade socioambiental nas ações de marketing, as empresas colocam o ganho financeiro como prioridade absoluta, mesmo que para isso tenham que abrir mão da ética e muitas vezes passar por cima de direitos.

Está na hora de mudar e de uma vez por todas entender que a democracia se faz com discussões de igual para igual. E não com manipulação de informação.


Gabriela Vuolo é coordenadora de Mobilização do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana

Fonte : Caros Amigos



quarta-feira, 20 de junho de 2018


"O lugar insignificante que ocupo é tão minúsculo em comparação com o resto do espaço em que não estou e onde não se importam comigo. A parcela de tempo que hei de viver é tão ridícula em face da eternidade, onde nunca estive e nunca estarei... Neste átomo, neste ponto matemático, o sangue circula, o cérebro trabalha e quer alguma coisa... Que estupidez! Que inutilidade!"

Turgueniev, "Pais e filhos'

terça-feira, 19 de junho de 2018

Cinzas dos corações



Projeção e tenro sabor
Ao sul

Como dialética
Ferve, serve e dispõe
O que sonha,
Sonhara

Prenhe de sonhos
Dilacera o ventre ao dar
A luz, douta besta onírica

E reverbera a matiz

Chora, ora, hora sim,
Hora talvez

Não, semiótica ou
Semântica sintática
Porque errática literatura
Sem revez

"Não voltarei ao centro
De mim"

Serei como o vento
Outra vez
ACM


Oferta de nuvens




Semente de dor plantada
Em solo de clichês

E tanto e dias em novelos
Que com zelo ou sem zelo
Nasce ao sul

Uma nau de mistério
Em meu olhar, dualidade
Não "global".

Aos ventos as manhãs
Eleutérias por horizontes
De sudoreses não sensuais

Refizeram-me bolos torpes
Ou não

Que ao meu verso a cadência
Latente
Sigo em frente

Sou.
ACM

terça-feira, 12 de junho de 2018

La mendiga de Locarno



Heinrich von Kleist

En Locarno, en la Italia superior, al pie de los Alpes, se hallaba un palacio antiguo perteneciente a un marqués, y que en la actualidad, viniendo del San Gotardo, puede verse en ruinas y escombros: un palacio con grandes y espaciosas estancias, en una de las cuales antaño fue alojada por compasión, sobre un montón de paja, una vieja mujer enferma, a la que el ama de llaves encontró pidiendo limosna ante la puerta. El marqués, que al volver de la caza entró casualmente en la estancia donde solía dejar los fusiles, ordenó malhumorado a la mujer que se levantase del rincón donde estaba acurrucada y que se pusiese detrás de la estufa. La mujer, al incorporarse, resbaló con su muleta y cayó al suelo, de forma que se golpeó la espalda. A duras penas pudo levantarse y, tal como le habían ordenado, salió de la habitación, y entre ayes y lamentos se hundió y desapareció detrás de la estufa.
Muchos años después en que el marqués, debido a las guerras y a su inactividad, se encontraba en una situación precaria, un caballero florentino se dirigió a él con la intención de comprar el palacio, cuya situación le agradaba. El marqués, que tenía gran interés en que la venta se efectuase, ordenó a su esposa que alojara al huésped en la ya mencionada estancia vacía, que estaba muy bien amueblada. Pero cuál no sería la sorpresa del matrimonio cuando el caballero, a media noche, pálido y turbado, apareció jurando y perjurando que había fantasmas en la habitación y que alguien invisible se movía en un rincón de la estancia, como si estuviese sobre paja, y que se podían percibir pasos lentos y vacilantes que la atravesaban y cesaban al llegar a la estufa, entre ayes y lamentos.

El marqués quedó aterrado; sin saber por qué, se echó a reír con una risa forzada y dijo al caballero que, para mayor tranquilidad, pasaría la noche con él en la habitación. Pero el caballero suplicó que le permitiese dormir en un sillón en su alcoba, y cuando amaneció mandó ensillar, se despidió y emprendió el viaje.

Este suceso, que causó sensación, asustó mucho a los compradores, lo que incomodó extraordinariamente al marqués, tanto así que incluso entre los moradores del castillo se propagó el absurdo e incomprensible rumor de que eso sucedía en la estancia a las doce de la noche, por lo cual decidió él mismo terminar con la situación e investigar en persona la próxima noche. Así, pues, nada más empezar a atardecer, ordenó que le pusieran la cama en la susodicha estancia y permaneció sin dormir hasta la media noche. Pero cuál no sería su impresión cuando al sonar las campanadas de medianoche percibió el extraño murmullo; era como si un ser humano se levantase de la paja, que crujía, y atravesase la habitación, para desaparecer tras la estufa entre suspiros y gemidos.

A la mañana siguiente, la marquesa, cuando él apareció, le preguntó qué tal había transcurrido todo; y como él, con mirada temerosa e inquieta, después de haber cerrado la puerta, le asegurase que era cosa de fantasmas, ella se asustó como nunca se había asustado en su vida y le suplicó que antes de hacer pública la cosa volviese a someterse, y esta vez con ella, a otra prueba. Y, en efecto, la noche siguiente, acompañados de un fiel servidor, escucharon el rumor extraño y fantasmal: y sólo obligados por el intenso deseo que sentían de vender el castillo, supieron disimular ante el sirviente el espanto que les poseía, atribuyendo el suceso a motivos casuales y sin importancia alguna. Al llegar la noche del tercer día, ambos, para salir de dudas y hacer averiguaciones a fondo, latiéndoles el corazón, volvieron a subir las escaleras que les conducían a la habitación de los huéspedes, y como se encontraron al perro ante la puerta, que se había soltado de la cadena, lo llevaron consigo con la secreta intención, aunque no se lo dijeron entre sí, de entrar en la habitación acompañados de otro ser vivo.

El matrimonio, después de haber depositado dos luces sobre la mesa, la marquesa sin desvestirse, el marqués con la daga y las pistolas, que había sacado de un cajón, puestas a un lado, hacia eso de las once se tumbaron en la cama; y mientras trataban de entretenerse conversando, el perro se tumbó en medio de la habitación, acurrucado con la cabeza entre las patas. Y he aquí que justo al llegar la media noche se oyó el espantoso rumor; alguien invisible se levantó del rincón de la habitación apoyándose en unas muletas, se oyó ruido de paja, y cuando comenzó a andar: tap, tap, se despertó el perro y de pronto se levantó del suelo, enderezando las orejas, y comenzó a ladrar y a gruñir, como si alguien con paso desigual se acercase, y fue retrocediendo hacia la estufa. Al ver esto, la marquesa, con el cabello erizado, salió de la habitación, y mientras el marqués, con la daga desenvainada, gritaba: «¿Quién va?», como nadie respondiese y él se agitara como un loco furioso que trata de encontrar aire para respirar, ella mandó ensillar decidida a salir hacia la ciudad. Pero antes de que corriese hacia la puerta con algunas cosas que había recogido precipitadamente, pudo ver el castillo prendido en llamas. El marqués, preso de pánico, había cogido una vela y cansado como estaba de vivir, había prendido fuego a la habitación, toda revestida de madera. En vano la marquesa envió gente para salvar al infortunado; éste encontró una muerte horrible, y todavía hoy sus huesos, recogidos por la gente del lugar, están en el rincón de la habitación donde él ordenó a la mendiga de Locarno que se levantase.

FIN



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pesquisadora investiga produção audiovisual da virada do séc. 19



Folha de S. Paulo - 28/1/2006 - por Cássio Starling Carlos


Descrever a produção audiovisual da virada do século 19 para o 20, analisar sua construção e interpretar o significado dessa prática e de seu consumo no conjunto sociocultural de então é a tarefa a que se dedicou a pesquisadora Flávia Cesarino Costa. O Primeiro Cinema - Espetáculo, Narração, Domesticação (Azougue Editorial, 255 pp., R$ 37) é o excelente resultado de seu trabalho, que consiste não só em decodificar os filmes para um olhar totalmente desacostumado. O livro reúne também uma suma das pesquisas, debates e posicionamentos teóricos que vêm sendo realizados desde os anos 70. Sem precisar tomar partido de um ou de outro dos principais teóricos (o americano Tom Gunning, o canadense André Gaudreault e o francês Noel Burch), a autora refaz o percurso de 1894 a 1908, período entre o advento do invento dos irmãos Lumière e de seus congêneres e o início de sua domesticação, ou seja, de consolidação de uma linguagem caracterizada por uma gramática relativamente uniformizada e capaz de ser compreendida e consumida por um público de massa. Antes disso, como ela mostra, predominam exercícios livres de pressões formais e jogos de invenção isentos da sobrecarga de alcançar o status de arte. 

Fonte : Publishnews
trecho

A arte do crime



Folha de S. Paulo - 28/1/2006 - por Julián Fuks

Alguns anos antes do meio do caminho de sua vida, Dante Alighieri se viu imbuído em resolver um mistério menos transcendental do que os que lhe eram habituais. Ainda não chegara a hora de atravessar o primeiro, o segundo ou o quinto dos Infernos, que dirá o Purgatório e o Paraíso. Mas fora assassinado um grande artista de Florença e cabia a ele, prior da cidade naquele ano de 1.300, desvendar as tramas e os dramas que o crime escondia. Não, não se trata da descoberta de uma empoeirada e antiga ata policial, tampouco das conclusões de algum novo e polêmico biógrafo. É ficção, mesmo, mais especificamente a que parte da profícua mente do escritor italiano Giulio Leoni, autor de Os Crimes do Mosaico (Planeta, 384 pp., R$ 39,90, trad. Gian Bruno Grosso), o primeiro, de quatro romances que tomam o sumo poeta italiano como detetive a chegar às livrarias brasileiras. A repercussão que o livro tem obtido, tornando-se best-seller na Itália e tendo seus direitos vendidos a 28 países, reflete o sucesso comumente alcançado pelos livros policiais. E um pacote deles está sendo lançado neste mês no Brasil, reunindo autores como o consagrado espanhol Manuel Vázquez Montalbán e o norte-americano John Dunning. 

Fonte : publishnews.
trecho

Variações sobre o livro e a internet



O Estado de S. Paulo - 28/1/2006 - por Miguel Reale*

Ouço, freqüentemente, que o futuro do livro está marcado pela sua próxima ou recente substituição pelo site da internet. Penso, ao contrário, que, por mais que se desenvolva esta, com o seu oceano de perguntas e de respostas, o livro continuará a existir na sua missão perene. É claro que a internet, com os milagres do computador, registrará os livros por inteiro, mas os substituirá por inteiro, não os anulando. Nada há de mais profundo e de criador do que uma nova idéia a gotejar na ponta de uma caneta. Por mais que o computador enriqueça a internet, o livro continuará sendo um ente essencial e necessário, exatamente por sua unidade sistemática, que é um valor autônomo. O mal da internet está, insisto, na falta de seleção do que informa, de maneira que o livro existe sempre como algo que foi trabalhado e armazenado. Sob esse ângulo, dir-se-ia que é através do livro que a internet consegue selecionar, não podendo, pois, desprezá-lo. Ou, por outras palavras, a mesma presteza informativa a internet precisa ter com os livros que ela registra. Restam muitos problemas a resolver a propósito do tema "internet/livro", bastando dizer que, com isso, se assegure o direito de autor, que corre o risco de desaparecer com a infinita projeção da internet. É inadmissível que o direito de autor não contenha o justo preço de uma idéia criadora, seja existente no plano das ciências ou das letras. Há quem sustente que com a internet deixa de haver direito de autor, o que me parece absurdo.


* Jurista, filósofo, membro da ABL


Fonte : publishnews

P.S. trecho

quinta-feira, 24 de maio de 2018

"O problema da paz é um problema de fundo: a paz é o bem absoluto , a condição necessária para a efetivação de todos os outros valores ."

Norberto Bobbio. Em autobiografia



quarta-feira, 23 de maio de 2018

ERRO


De Machado de Assis,



Erro é teu. Amei-te um dia
Com esse amor passageiro
Que nasce na fantasia
E não chega ao coração;
Nem foi amor, foi apenas
Uma ligeira impressão;
Um querer indiferente,
Em tua presença, vivo,
Morto, se estavas ausente,
E se ora me vês esquivo,
Se, como outrora, não vês
Meus incensos de poeta
Ir eu queimar a teus pés,
É que, como obra de um dia,
Passou-me essa fantasia.

Para eu amar-te devias
Outra ser e não como eras.
Tuas frívolas quimeras,
Teu vão amor de ti mesma,
Essa pêndula gelada
Que chamavas coração,
Eram bem fracos liames
Para que a alma enamorada
Me conseguissem prender;
Foram baldados tentames,
Saiu contra ti o azar,
E embora pouca, perdeste
A glória de me arrastar
Ao teu carro... Vãs quimeras!
Para eu amar-te devias
Outra ser e não como eras...


Entre u'a novela e outra.Pausa para o comercial telejornal.no mercado do entretenimento a noticia é show.mercadoria embalada a ouro de tolos alimentando de pedras de luz a angustia de mergulhar no vazio;alugando o tempo à névoa densa da ideologia onde a reflexão não encontra os próprios pés e segue informa(ta)da,fidelizada manada de consumidores tocada pelos apelos do carisma do olho luminoso da tele-visão, do galã e da mocinha.O IBOPE atesta a audiência da hipnótica força do dogma do verossímil travestido de verdade, na máscara do sorriso fácil ou da calculada expressão de seriedade .Seguimos contudo a desligar a caixa de ilusões e procuramos aquela edição do Hommo Videns de Giuseppe Sartori e caímos a larga na Sociedade do espetáculo mais uma vez .
Wilson Roberto Nogueira

terça-feira, 22 de maio de 2018

EUA-COREIA DO NORTE



Helio Fernandes
Toda a realidade pode ser resumida em tres palavras. Desencontro, quando o ditador se apresentou ao mundo, como potencia nuclear, praticamente no ultimo estagio. Voltado diretamente contra os EUA, que respondeu com a mesma violencia. Por exemplo:" A Coreia do Norte vai desaparecer do mapa, se continuar". Mas ela continuou.

O mundo ficou assombrado com o progresso nuclear da Coreia do Norte, pois este era um dos paises mais pobres do mundo. Dois terços da população morrem de fome. O estágio nuclear que ela atingiu, é o mais caro do mundo. A suposição era de ajuda da China, que negou terminantemente.

A segunda palavra, também inesperada é encontro. Aproveitando a Olimpiada de Inverno da Coreia do Sul, o ditador da Coreia do Norte, fez um movimento vibrante de reaproximação. Desse movimento, surgiu a idéia do encontro com Trump, que o aceitou imediatamente. Parecia tudo contornado, o encontro marcado para Cingapura para 12 de junho.

Como sempre, inesperadamente, ressurge a primeira palavra desencontro. As duas Coreias tinham um encontro importante para ontem, quarta feira, que ineperadamente foi desmarcado por Kim Jong-un. A impressão geral dos mais diversos analista, que o encontro de 12 de junho está ameaçado e pode até ser suprimido.

Também surpreendentemente, Trump reagiu civilizadamente, o que não é normal dele, e está esperando a confirmaçao do encontro. E o mundo inteiro, dependendo desse acerto Kim Jong-un e Trump se realize ou seja desmarcado.

Já que estamos falando de politica internacional, examinemos rapidamente a decisão da insignificante Guatemala. Inaugurou ontem a sua Embaixada em Jeruzalem. Nenhuma importancia, apenas a subserviencia do país, à potência Estados Unidos.


DOLAR AMERICANO, MOEDA OFICIAL DE TROCA NO MUNDO, DESDE 1942



Helio Fernandes

Estão todos preocupados com a devastadora alta do dolar. E não apenas os emergentes, até mesmo paises de economia consolidada e que poderiam resistir, não fosse a traição ao mundo, perpetrada em Bretton Woodes (EUA)em 1942 .Estavamos no meio da Segunda Guerra mundial, caminhando francamente para a vitoria dos aliados.(EUA,Grâ Bretanha, União Sovietica).

Em 1943, em Estalingrado, os exercitos vermelhos destruiram, demoliram ou aprisionaram as famosa"Bunder Diviiones", começava o fim da convicção do Reich dos mil anos. Não sobrou nada no leste europeu.

No centro da Europa, a maior invasão do seculo, chamada de "Segunda frente". No final desse1943, inicio de 1944, as tropas comandadas pelo general Eisenhower(presiidente em 1952), terminavam a destruição consumada no leste em 1943.A guerra terminaria com a ocupação de Berlim em 8 de maio de 1945.

Mas para os EUA, isso é o que lutavam para que acontecesse. Desde 1942, cuidavam da parte economica e financeira. Na reunião de Bretton Woods, o grande objetivo era implantar a moeda que seria a base de todas as transações financeiras. 38 paises foram convidados, inclusive o Brasil, que enviou o jovem diplomata Roberto Campos, que fez carreira como "americanofilo".A Inglaterra mandou seu maior economista, que levava o nome da nova moeda, que ae chamaria Bancor.

Mas os EUA tinham seus proprios planos: fazer do dolar a moeda oficial de troca. Conseguiu e até hoje o dolar é uma potencia, construtiva e destrutiva.Contou com apoio de Churchill, quando Roosevelt lhe disse, que sem isso " seria dificil conter a União Sovietica". OS EUA ficaram com esse dolar sem lastro e falsificado, que foi a base do famoso Plano Marshall, o general quu comandou a guerra, e de quem Eisenhower foi assistente.

PS- A primeira remessa de dolares falsos que chegou á Europa, foi de 250 BILHÔES.
PS2- As remesas foram chegando, financiaram até a GUERRA FRIA.

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A MAIOR INCOGNITA DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DA REPUBLICA



HelioFernandes
Impossivel qualquer comentario não arriscado e improvavel para a eleição de outubro.Como analisar um quadro eleitoral que tem a participação de Temer e Meirelles e a ausencia de Lula? Por enquanto, qualquer analie sairá da fusão desses fatos,presença e ausencia.
No momento, ascenção em numeros, apenas de Ciro e Marina, para o segundo turno.
Outra disputa acirrada de Alckmin e Bolsonaro, pelo terceiro turno, mas eles não estão sozinhos.

Diante de tanta incerteza, a segunda frustração consequente de FHC.Conforme informei na epoca, ele e Aecio tinham um acordo.Eleito presidente, Aecio nomearia FHC embaixador na ONU.FHC estava com 83 anos, o que não invalidaria a nomeação.
Agora com 87, FHC esperava fechar o mesmo acordo com o ex-governador de SP.

A idade continua não sendo impecilho e sim a fragilidade eleitoral do parceiro.
PS- Em 2022, o proprio FHC deverá reconhecer, que com 91 anos,é exagero.


A REVIRAVOLTA DA MONARQUIA INGLESA



Helio Fernandes
Trocou a tradição pela realidade verdadeira e a popularidade. E o mundo reagiu com alegria, satisfação, vibração, aplauso. Segundo dados oficiais, 750 milhões de pessoas acompanharam o casamento. Como o planeta está chegando a 7 bilhões e 200 milhões de habitantes, significa que 12% da população do mundo assistiu o casamento. Foi a sensação e a atração do sábado.
A Inglaterra inteira se curvou á decisão de fazer todas as concessões, nenhuma intransigência negativa. Para mim que acompanhei tudo, dois pontos precisam ser ressalvados, os dois em Windsor. Primeiro, a indescritível beleza da igreja, onde já se realizaram 15 casamentos Reais. Acredito que nenhum igual ao de sábado, com a emoção e o sentido de renovação.
Depois, 40 minutos nas ruas, povo e nobreza confraternizando lindamente. Mais tarde, só o almoço.
PS- Não haverá "lua de mel" agora. Marcada uma festa familiar, não podem faltar. Precisam esperar 30 dias.

O futebol é o cano de escape de uma população como a nossa!


O futebol é o cano de escape de uma população como a nossa! A sua futilidade é mais importante que a austeridade política que não geram mudanças. O futebol é poesia de entonação popular e os poetas do futebol se vangloriam de entoar seus cânticos aos ventos. Talvez nenhuma outra instituição social seja mais hegemônica, mais orgânica, mais sensível aos olhos dos outros, que o futebol, não é simplesmente um jogo, é uma linguagem universal!
Segundo o escritor uruguaio Eduardo Galeano,
"É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música".
A todos nós, que vemos o futebol com o olhar romântico do torcedor, onde o plural é nossa maior identidade!


Luiz Demétrio Janz Laibida

terça-feira, 15 de maio de 2018

Pensar o governo do Paraná como um comitê executivo da burguesia seria muito sofisticado


Pensar o governo do Paraná como um comitê executivo da burguesia seria muito sofisticado e moderno para o que existe. Trata-se mais de um comitê eleitoral da família governamental de plantão à espera do próximo pleito. Muitos associam o atual festival de denúncias e gravações contra o ex-governador como uma movimentação do primeiro-cavalheiro, ou primeiro-damo, exigindo para si e sua família a cobiçada vaga de senador antes supostamente destinada ao anterior. A lei férrea do nepotismo indica que somente uma única família ocupa integralmente o executivo a cada vez e reina sozinha, sem consortes ou nepotes anteriores.

Ricardo Costa de Oliveira

Como você conseguiu o seu primeiro emprego ? Quem o indicou (QI)?


A tarefa da sociologia em desconstruir a ideologia ingênua da meritocracia e revelar conexões familiares e interesses de classe sempre desmascara e desoculta as ideologias oficiais dos poderosos de plantão. Sérgio Moro foi indicado pelo ex-reitor da Universidade de Maringá, Neumar Adélio Godoy, para um dos primeiros empregos em escritório de advocacia de direito tributário com Irivaldo de Souza, um dos principais na região de Maringá e bastante envolvido com a política local. Neumar Godoy já apresentava conexões familiares e pessoais com os pais de Sérgio Moro, Dalton e Odete, de acordo com várias fontes. Neumar Godoy pode ter sido considerado um reitor no campo da direita e mesmo no autoritarismo do final da ditadura. Em 1981 ocorreu um episódio afastando universitários do DCE e o Deputado Federal, Heitor Furtado, solicitou a destituição do reitor da UEM. Neumar Godoy também foi posteriormente secretário municipal de Sílvio Barros o II. Muitas famílias do poder político, no legislativo e no judiciário, sempre tentam ocultar decisivas conexões profissionais e mesmo formas de nepotismos e indicações políticas, sob a ideologia da meritocracia e de “pretensas origens simples e muito trabalho”, mecanismos que os poderosos usam e abusam e que os periféricos e subalternos não conseguem acesso quando procuram empregos e cargos. O livro clássico do sociólogo Mark Granovetter - Getting A Job: A Study of Contacts and Careers já demonstra que para se obter um “bom” emprego não basta o que um candidato conhece, mas quem o candidato conhece ! O famoso network ou QI !



Ricardo Costa de Oliveira

grande anarquia e descontrole nas áreas da segurança e militar.


Uma das consequências mais nefastas para o Brasil com o golpe é a grande anarquia e descontrole nas áreas da segurança e militar. O gesto de delegado da polícia federal, candidato de um partido político derrotado nas últimas eleições, ao querer destruir os equipamentos de som de manifestação e cometer um crime na frente da mesma polícia, sem advertência e prisão em flagrante, revela o pior momento das forças de segurança desde o final da ditadura, quando a péssima imagem das instituições desmoralizava totalmente seus ocupantes. No mesmo dia uma revista sensacionalista e de fake news apresentava supostas informações de dentro da prisão política de Lula na mesma polícia federal. A revista veja foi desmentida em nota oficial e como sempre não acontecem consequências destes atos ilegais e mentirosos. Um general da ativa que comenta medidas políticas do STF no twitter se afasta do regimento disciplinar e da Constituição. Militares de pijama radicais de extrema direita, sem maior cultura e sem votos, também não ajudam na imagem democrática do setor. Como o crime é o social pela culatra, a grave crise social depois de dois anos de desgoverno golpista mais uma vez revelou um grande número de policiais mortos na semana. No Rio de Janeiro, ainda sob intervenção federal militar fracassada, o assassinato de um capitão da pm foi o 40° do ano, com o fechamento de várias vias e linhas de transporte, com várias outras mortes sucedendo na Cidade de Deus. No Brasil inteiro o número de policiais mortos cresce assustadoramente e o de civis também, como em Belém do Pará, com dezenas de chacinados nas periferias. A grave crise social e a grave crise na segurança pública só serão revertidas com o restabelecimento da plena legitimidade e autoridade democráticas e pelo respeito das hierarquias legais derivadas somente do poder soberano do voto emanado diretamente do povo brasileiro. Fora isso só piora.

Ricardo Costa de Oliveira

1942: Genocídio dos judeus poloneses



No dia 17 de março de 1942, começou a Operação Reinhard, que levou ao assassinato de mais de 2 milhões de judeus.



O projeto de genocídio foi comandado pelo líder da SS e chefe da polícia de Liubliana, Odilo Globocnik. Tanto ele como o seu grande número de colaboradores eram austríacos. Nos três grandes centros de aniquilamento com câmaras de gás (Belzec, Sobibor e Treblinka), foram executados mais de 1,5 milhão de judeus e 50 mil ciganos entre março de 1942 e novembro de 1943. Ao todo, a operação levou à morte de mais de 2 milhões de judeus.

Os preparativos para a operação já haviam começado no final do ano de 1941, mas somente em meados de 1942 ela recebeu o nome de Reinhard Heydrich, que morreu num atentado em junho deste ano. Seu objetivo: o genocídio sistemático dos judeus poloneses e o confisco de seus bens.

Construção de campos de extermínio

O general Himmler havia encarregado Globocnik e outros cem homens de implementarem a operação (o grupo já havia participado das mortes por eutanásia na Alemanha nazista). No âmbito da operação, foram construídos três campos de extermínio: Belzec, Sobibor e Treblinka. A cada dia, os campos de extermínio recebiam um trem com 60 vagões lotados de passageiros destinados às câmaras de gás.

Os alemães abusavam da brutalidade: idosos, doentes e crianças geralmente já eram executados a tiros diretamente nos guetos. Os judeus iam direto para as câmaras da morte. Os três campos usavam monóxido de carbono, que matava em 20 minutos. Da chegada do trem até a completa remoção dos cadáveres, demorava de 60 a 90 minutos.

Os corpos eram depositados em enormes valas. Somente um ano depois, quando começaram a ser removidos os vestígios dos assassinatos, é que os cadáveres foram exumados e queimados. A Operação Reinhard foi encerrada em novembro de 1943, com um saldo de mais de 2 milhões de judeus mortos.

Autoria Rachel Gessat (rw)

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1916: Ministro da Guerra ordena censo entre judeus no Exército alemão



No dia 11 de outubro de 1916, o ministro alemão da Guerra ordenou um censo entre judeus nas Forças Armadas, para comprovar se eles combatiam na frente de batalha ou se utilizavam suas influências para escapar do combate.


"Que significa essa besteira? Querem nos degradar para soldados de segunda categoria, nos ridicularizar perante todo o Exército? E isso quando arriscamos a vida pelo nosso país."

O que provocara a indignação do terceiro sargento Julius Marx, em outubro de 1916, foi uma determinação do Ministério da Guerra. A ordem intitulava-se, em linguagem burocrática: "Constatação dos judeus que prestam serviço militar obrigatório no Exército".

Pressão lobista

Oficialmente, o cadastramento serviria para "investigar as queixas apresentadas com frequência ao Ministério da Guerra sobre o tratamento privilegiado dado aos judeus na liberação do serviço militar obrigatório, e para poder combater eventualmente tais ocorrências". Na realidade, o Ministério da Guerra cedera à pressão de um lobby poderoso, e aos próprios preconceitos antissemitas.

No início da guerra, tudo parecia indicar que o entusiasmo nacionalista, que tomara conta de todas as camadas sociais e partidos, levaria a uma união do povo. As tensões políticas internas foram esquecidas, o SPD (Partido Social Democrata) abandonou sua ideologia internacionalista em favor da paz interna, e também as organizações judaicas conclamaram seus membros a "pôr suas forças à disposição da pátria, acima da medida obrigatória".

Foram exatamente os social-democratas e os alemães de fé judaica a se alistarem voluntariamente em grande número no Exército, para provar seu patriotismo. Muitos judeus esperavam ser reconhecidos finalmente como cidadãos emancipados da Alemanha imperial, através de seu engajamento militar.

Breve ilusão igualitária

Tais esperanças pareciam de fato justificadas, pois pela primeira vez os judeus não eram mais ignorados nas promoções internas do Exército. Antes, seria impensável que um alemão de crença judaica pudesse tornar-se oficial – um amargo rebaixamento num país tão marcado pela vida militar, como era a Alemanha imperial.

Mas este tratamento justo e igualitário foi diminuindo, à medida que a guerra perdurava. Os velhos sentimentos e preconceitos antissemitas iam ressurgindo, quanto maior eram as tensões nas frentes de batalha e no país.

A partir de 1915, uma das mais radicais organizações antissemitas alemãs, a Reichshammerbund, passou juntamente com outras associações radicais de direita a conclamar o Ministério da Guerra a "acabar com a negligência dos judeus".

Esperanças destruídas

Os antissemitas espalhavam que os judeus aproveitavam os seus relacionamentos e a sua riqueza para conseguir postos intermediários sem risco pessoal. Através de postos importantes na economia de guerra do Império, eles se enriqueceriam às custas da miséria do povo.

Em vez de ignorar tais disparates ou de combatê-los, a liderança do Exército acabou ordenando uma "contagem dos judeus", pois também o corpo de oficiais alemães sempre fora extremamente antissemita.

A instrução de 11 de outubro de 1916 deixou claro que as esperanças de igualdade de direitos tinham sido vãs. Exatamente os muitos judeus com grande sentimento nacionalista foram profundamente atingidos em sua honra.

Deprimido, o escritor Jakob Wassermann escreveu: "É inútil viver para eles e morrer por eles. Eles dirão: ele é um judeu".

Resultados acabaram não publicados

Walther Rathenau, chefe da empresa AEG e a quem fora confiada a direção do departamento de matérias-primas bélicas no início da guerra, renunciou resignado ao cargo: "Quanto mais judeus morrerem nesta guerra, tanto mais os seus adversários tentarão provar que eles ficaram atrás das frentes de batalha, a fim de beneficiar-se da usura na economia de guerra".

As organizações judaicas na Alemanha protestaram em vão "contra as determinações excepcionais para os judeus, que rebaixam e humilham a disposição de sacrifício dos nossos irmãos de fé nos campos de batalha e no país".

O Ministério da Guerra acabou não publicando os resultados do cadastramento discriminador. Com toda razão, do seu ponto de vista. Pois, como revelou a análise dos dados coletados, os alemães de crença judaica comportaram-se exatamente da mesma maneira como os seus concidadãos cristãos.

Mas a mera realização do cadastramento – aliada ao fato de a liderança do Exército não ter desmentido as difamações, embora dispusesse até mesmo de material estatístico para tal – acabou reforçando as mentiras antissemíticas.

Autoria Rachel Gessat (am)

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terça-feira, 8 de maio de 2018

1943: "Três Grandes" reúnem-se em Teerã


Stalin, Roosevelt e Churchill



Churchill e Roosevelt encontram-se com Stalin em 28 de novembro, no Irã. É combinada uma coordenação dos ataques soviéticos à Alemanha nazista com o iminente desembarque dos aliados na Normandia.




O primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, e o presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, já haviam se encontrado no Cairo para falar sobre a Segunda Guerra Mundial e fazer planos para o futuro da Europa, da Turquia e do Extremo Oriente.

Antes de tentarem em vão a adesão da Turquia à aliança ocidental contra a Alemanha nazista e de nomearem Dwight D. Eisenhower como comandante supremo da iminente invasão da Normandia, os dois deixaram a cidade às margens do Nilo e viajaram para Teerã. Lá, em 28 de novembro de 1943, eles haviam marcado um encontro de três dias com o presidente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), Josef Stalin.

Novo papel para URSS no pós-guerra

Churchill foi ao encontro do líder comunista com desconfiança, mas Roosevelt estava convencido de que eles teriam de se arranjar de alguma maneira com a URSS e que esse país teria um papel importante na Europa e no mundo do pós-guerra. E isso deveria ocorrer no contexto de uma nova organização mundial, ambicionada por Roosevelt e muitos americanos, e destinada a assumir as tarefas da comunidade internacional fracassada. Sem os soviéticos, tal organização seria ineficaz.

Norte-americanos e britânicos já estavam tentando há tempos deter as invasões alemãs. Roosevelt tinha consciência de que um futuro pacífico depois da guerra dependeria decisivamente das relações com a URSS.

Para Washington e Londres, esse futuro já estava traçado na mensagem de Roosevelt ao Congresso em 1941, na qual ele se referiu especialmente a quatro liberdades: de opinião, de religião, do medo e da miséria. As duas potências ocidentais declararam essas liberdades como metas de guerra em seu acordo conhecido como Carta do Atlântico, e acrescentaram o direito à autodeterminação e a rejeição de conquistas territoriais por meio de guerras.

Do ponto de vista de Roosevelt, o que fosse acertado entre os dois aliados atlânticos deveria servir de base para um tratado com a URSS e a China, pois só as quatro nações juntas poderiam assumir a responsabilidade de preservar a paz no mundo.

Stalin esconde seus planos

Numa retrospectiva histórica, constata-se que essa era uma visão fantástica, idealista. Churchill e Roosevelt encontraram em Teerã um Stalin cordial. O chefe do Kremlin não tinha abandonado sua ideia de vitória do comunismo, mas sabia que seu país precisava do apoio do Ocidente. A União Soviética tinha de suportar o maior fardo da guerra, e para Stalin estava claro que isso afetaria também seu sonho de expansão do comunismo.

Em Teerã, combinou-se, em primeiro lugar, que Moscou deveria coordenar seus ataques contra a Alemanha com o iminente desembarque planejado pelos aliados ocidentais na Normandia. Mas Stalin também pôde fazer algumas exigências, indicando o que se confirmaria depois no decorrer da Guerra: ele reivindicou a Prússia Oriental e as fronteiras que foram asseguradas à União Soviética nos acordos com Berlim e Helsinque, em 1939 e 1940.

A ideia de uma organização não foi detalhada em Teerã. Nem houve acordo sobre o futuro da Polônia e, no que se referia ao Irã, a declaração conclusiva do encontro dos "Três Grandes" dizia que o país, parcialmente ocupado, receberia sua independência de volta depois da Grande Guerra.

Há muito, Stalin vinha fazendo planos para a divisão da Europa e a ampliação das fronteiras da URSS. Entretanto, ele não revelou seus planos militares aos parceiros ocidentais. O líder soviético mostrou-se, ao mesmo tempo, muito insatisfeito com o projeto de transformar a Alemanha e uma série de outros Estados da Europa Central e do Leste Europeu em nações agrícolas. Stalin viu no plano uma tentativa do Ocidente de frear a expansão soviética e, em vez disso, defendeu uma balcanização do Leste Europeu e um enfraquecimento da França e da Itália.

Data 28.11.2016
Autoria Peter Philipp (ef)

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1945: Capitulação da Alemanha



Em 8 de maio de 1945, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do Terceiro Reich ante as forças aliadas. Era o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.



Ao fim da guerra, Berlim e todas as grandes cidades alemãs haviam se transformado em ruínas

"Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o Alto Comando do Exército Vermelho e ao mesmo tempo ante o Alto Comando das forças expedicionárias aliadas de todas as nossas Forças Armadas na terra, na água e no ar, assim como de todas as demais que no momento estão sob ordens alemãs. Assinado em 8 de maio de 1945 em Berlim. Em nome do Alto Comando alemão: Keitel, Friedeburg, Stumpf..."

O que o locutor da Rádio do Reich anunciava em poucas palavras na manhã de 9 de maio de 1945 era o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Todos os sobreviventes respiraram aliviados. Mas aquilo que a maioria – também dos alemães – sentiu como libertação, significava para outros vergonha e afronta.

As vitórias-relâmpago sobre a Polônia, a França e a Noruega haviam cegado os alemães e, acima de tudo, a própria liderança nazista. O ataque à União Soviética, em 22 de junho de 1941, resultava desse delírio provocado pelas fáceis conquistas militares.

"Do quartel-general do Führer, o Alto Comando informa: em defesa contra o ameaçador perigo do leste, a Wehrmacht (as Forças Armadas) atacou, às 3 horas da manhã de 22 de junho, a violenta marcha das tropas inimigas. Uma esquadrilha da Luftwaffe bombardeou o inimigo soviético ainda ao alvorecer."

Os esmagadores sucessos iniciais da Operação Barbarossa (ou Barba Ruiva), nome secreto do assalto alemão à União Soviética, também pareciam levar o Reich a mais um triunfo militar. Em 3 de outubro de 1942, ao inaugurar a obra assistencial de inverno, Hitler zombou das reações da imprensa estrangeira: 

"Se nós avançamos mil quilômetros, não se pode chamar isso exatamente de fracasso (...). Por exemplo, nos últimos meses – e é em apenas alguns meses que se pode sensatamente promover uma guerra neste país – nós avançamos até o Rio Don, o descemos e chegamos finalmente ao Volga. Cercamos Stalingrado e vamos tomá-la – no que os senhores podem confiar."

Era a primeira vez que Hitler mencionava publicamente o nome da cidade que viria, quatro meses mais tarde, mudar o destino da guerra. Se na ocasião muitos generais acreditavam no sucesso militar da ofensiva, no momento da capitulação do Sexto Exército em Stalingrado restavam poucos otimistas ainda cegamente convictos de um fim vitorioso para a Alemanha de Hitler.

A derrota das tropas alemãs na África do Norte, no mesmo ano, e o desembarque dos Aliados na Normandia, em junho de 1944, reverteram o destino militar do Exército alemão.

Um dia após a capitulação incondicional, a emissora de rádio do Reich da cidade de Flensburg, onde residia o grande almirante Dönitz, que após o suicídio de Hitler exerceu interinamente o posto de chanceler do Reich até 23 de maio, levou ao ar o último boletim da Wehrmacht, elogiando a heróica resistência dos últimos batalhões na foz do Rio Vístula:

"Vinte horas e três minutos. No ar, a emissora do Reich de Flensburg e sua rede de afiliadas. Hoje, transmitimos o último boletim da Wehrmacht sobre esta guerra. Do quartel-general do grande almirante, em 9 de maio de 1945, o Alto Comando informa que..."

O que todos os boletins oficiais das Forças Armadas sempre haviam omitido, passou gradualmente a ficar claro a partir de 8 de maio de 1945. Além dos monstruosos danos materiais e da destruição irreparável de obras de arte, a Grande Guerra consumira não menos que 55 milhões de vidas humanas.

Autoria Norbert Ahrens (mw)
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Bildergalerie Zweiter Weltkrieg Karte Europa 1939 Portugiesisch

sexta-feira, 4 de maio de 2018

1919: Protesto estudantil em Pequim



No dia 4 de maio de 1919, universitários chineses protestaram contra o Tratado de Versalhes, que concedia antigos territórios alemães na região aos japoneses. Manifestação desembocou na renovação cultural chinesa.


"Esta é a última chance para a China, na sua luta de vida e morte. Juramos hoje solenemente, junto com todos os nossos compatriotas: o território da China pode ser ocupado, mas não pode ser entregue! O povo chinês pode ser massacrado, mas não se renderá! Nossa pátria está diante da destruição. Levantem-se, irmãos!"

Rebelião no centro de Pequim: 3 mil estudantes distribuem panfletos na praça da Paz Celestial, um lugar que ainda viria a ser palco de outras manifestações estudantis, muitos anos depois.

Jovens querem sacudir o país

Os estudantes estavam decididos a despertar a resistência no país: resistência contra o Tratado de Versalhes, que concedera ao Japão o antigo território colonial alemão. E resistência contra o próprio governo, que pretendia assinar o tratado. Eles marchavam pela cidade e muitos choravam à beira da calçada. Atravessaram o bairro dos diplomatas e invadiram a casa do ministro dos Transportes e chefe do banco estatal, um simpatizante dos japoneses. E gritavam: "Abaixo os traidores!".

O Japão aproveitou a confusão da Primeira Guerra Mundial na Europa para assumir o controle sobre uma grande parte da província oriental chinesa Xantung. Tratava-se da cidade portuária de Tsingtao e suas redondezas, um território que a Alemanha ocupara em 1898 e arrendara posteriormente por 99 anos.

Depois que a Alemanha foi vencida na Primeira Guerra Mundial e o presidente norte-americano Woodrow Wilson enunciou os seus 14 pontos do direito de autodeterminação dos povos, os chineses estavam otimistas de que o Japão devolveria esse território. A delegação chinesa na conferência de paz de Versalhes teve um grande apoio popular, em especial dos estudantes, mas, em vão.

A China não era uma colônia, como a Índia, a Indonésia ou o Vietnã; mas, desde meados do século 19, as potências estrangeiras ocuparam, passo a passo, partes atraentes do seu território, como Hong Kong e Xangai. Muitos chineses sentiam-se humilhados, como uma "meia colônia". A abolição do império milenar, em 1911, não contribuiu para a situação.

Tudo ficou diferente

As manifestações de 4 de maio e das semanas seguintes não obtiveram grande êxito político. Apesar disso, o 4 de maio de 1919 está entre as datas mais conhecidas da história chinesa do século 20: nada ficou como era antes.

O dia é um símbolo da arrancada da China rumo aos tempos modernos. E esse entusiasmo das manifestações estudantis foi preservado durante toda a década de 20. O Movimento de Quatro de Maio, como seria denominado posteriormente, era sedento de toda novidade proveniente do Ocidente.

Surgiram na época tanto o Partido Comunista da China quanto os anarquistas chineses. Também a moderna literatura chinesa teve sua origem com o Quatro de Maio. Ela foi chamada de "nova literatura" – e o que era novo, era considerado bom. Uma das revistas mais importantes da época denominava-se "Nova Juventude".

Os jovens intelectuais do Quatro de Maio fizeram um acerto de contas radical com o tradicional e com os velhos, como nunca ocorrera antes, nem viria a ocorrer depois. Eles viam nesse mofo milenar a verdadeira causa da fraqueza e do atraso da China. Em 1919, a Nova Juventude escrevia:

"Acreditamos que as ciências naturais e a filosofia pragmática sejam condições indispensáveis para o progresso da nossa sociedade atual, e que a superstição e a especulação devam ser abolidas. Acreditamos que o respeito à personalidade e aos direitos da mulher sejam absolutamente imprescindíveis para a evolução progressista da nossa sociedade atual."

Até mesmo novos nomes

Mulheres subservientes, respeito pelos pais: súbito, os valores de Confúcio não prevaleciam mais. A família ficou fora de moda, não se desejava manter nem mesmo os sobrenomes, como recorda o escritor Chang Yiping:

"Conheci um jovem que substituiu os três ideogramas do seu nome por 'Ele-Você-Eu'. E na Universidade de Pequim, na entrada da Faculdade de Filosofia, encontrei certa vez um amigo que estava acompanhado por uma moça de cabelos curtos. Eu lhe perguntei: 'Qual é o seu sobrenome?' Ela me olhou espantada e gritou: 'Eu não tenho sobrenome!' Havia também quem escrevesse a seu pai uma carta com o teor: 'A partir do dia tal, eu não o considerarei mais como meu pai. Somos todos amigos com direitos iguais'."

Posteriormente, a maioria dos chineses considerou tudo isso ridículo. Poucos anos depois, Mao Tsé-tung idealizava o caminho próprio da China para o comunismo. Não era mais possível, simplesmente, copiar o estrangeiro. A China fechava-se cada vez mais em relação ao exterior.

Também Mao Tsé-tung estava na Universidade de Pequim em 1918 e 1919. Como bibliotecário.

Autoria Thomas Bärthlein (am)

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terça-feira, 1 de maio de 2018

MAN WATCHING A WOMAN




I want your hand to be placed on my heart, and come,
I want the palm of your hand on my heart, for it to be placed on me.
Before you come I shall light a fire and I shall await
Your coming patiently. I want the big fire

To be alight all night, and voices in the silence of this fire
To be heard only as we once heard the sound of the sea,
For your shoulder, hand, arm to be put on my heart,
And for the fire to be alight.

Let it snow outside, let's not remember anyone outside.
Let the town fall into a heavy sleep, let the town sleep,
Let fathers, brothers sleep sweetly and bitterly.
Let every place, space and area be covered in white snow.

Let factories, stations, the airport sleep in peace,
Let the sky too rest in sleep, let there be no flying,
Let the yard dogs, the tramp, the bird on the wire
Be overcome by slumber, let everything surrender to slow

Sleep and peace. But let me hold your weak
And white hand the whole night and have it on my heart.
Let for a moment an unknown god stop by our windows,
And let us too go to sleep, but let the fire stay alight.



© 2004,   Rati Amaghlobeli
© Translation: 2007, Donald Rayfield  

http://georgia.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=11179

fonte : "poemoftheweek@poetryinternational.org" 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Último deseo

Théophile Gautier

Hace ya tanto tiempo que te adoro
-dieciocho años son muchos días-
eres de color rosa, yo soy pálido,
yo soy invierno y tú la primavera.

Lilas blancas de camposanto
en torno de mis sienes florecieron,
y pronto invadirán todo mi cabello
enmarcando mi frente ya marchita.

Mi sol pálido que declina
al fin se perderá en el horizonte,
y en la colina fúnebre, a lo lejos,
veo la morada final que me espera.

Deja al menos que caiga de tus labios
sobre mis labios un tardío beso,
para que así una vez esté en mi tumba,
mi corazón tranquilo pueda reposar.
Biblioteca Digital Ciudad Seva



sexta-feira, 20 de abril de 2018

Olgária matos - Tempo sem experiência

Sociologia Descolada: Sobre ser sociólogo

Sociologia Descolada: Sobre ser sociólogo: Nós, sociólogos, analisamos a sociedade a partir de teorias e métodos científicos. Defendemos a igualdade social e os valores democráticos...

AÉCIO EXEMPLO



Enquanto vocês criticam Aécio Neves eu só consigo pensar que ele é um exemplo a ser usado para a educação das crianças que estão entrando em idade escolar, viu.
Olha só,
- Para quando a criança não aceitar brincar com amiguinhos, excluindo eles do time ou do jogo, use o exemplo do Aécio.
- Para quando a criança não aceitar o resultado da brincadeira, caso derrotada, ou por ter ficado em segundo lugar, use o exemplo do Aécio.
- Para quando a criança for pega mentindo e continuar dizendo que ela não fez nada de muito errado, foi só um pouquinho, use Aécio como exemplo.
Afinal de contas: Se Aécio não tivesse passado a perna em Serra e Alckmin em 2014, um dos paulistas teria sido candidato a presidente e pelo PSDB, se derrotados por Dilma, Aécio teria continuado na liderança do partido e seria o candidato natural à presidência em 2018. Mas, foi brigar com os amiguinhos de SP em 2014, deu no que deu.
Se Aécio tivesse aceitado a derrota em 2014, não teria apresentado o primeiro pedido de impeachment de Dilma, não teria desarticulado as relações entre governo e oposição, criando um grupo de traidores do governo dentro do governo e, por consequência, não teria dado tanta força pública para a criminalização judicial da política. Mas, não aceitou ser derrotado e acabou sendo vítima do próprio veneno, pois caiu nas “armadilhas” da indústria judiciária de delações contra políticos.
E, se tudo isso não tivesse acontecido até então, as denúncias contra ele e/ou PSDB continuariam sendo arquivadas ou por transcurso de prazo ou por falta de provas em Brasília (vide caso Furnas). Mas ele foi pego na mentira e insiste que só errou um pouquinho, mas que não é criminoso. Ainda assim, passou a ser réu em uma ação. Prova de que criança não pode mentir. A denúncia não deve ir muito adiante. O mais provável é ser arquivada ou o crime prescrever por transcurso de prazo. Ou seja, só foi colocado no “cantinho do pensamento” da escola, muito longe de ter que ajoelhar no milho.

Veja como em educação o uso de exemplo inverso ajuda no amadurecimento das crianças. Se Aécio não tivesse feito tudo o que fez nos últimos quatro anos teríamos um exemplo a menos de comportamento infantil e irresponsável para a educação das nossas futuras gerações. 

Emerson Urizzi Cervi


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