quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um olhar chamado Tejo



Sem que ninguém suspeite
trago prodígios no olhar,
reflexos ondulados
e lonjuras de azul debruado...
de tão longe!

Sem que ninguém suspeite
trago um rio inteiro no peito
e um risco alado
para navegar...
tantas margens!

António Patrício



La construcción social de la sociedad,


https://mega.co.nz/#!l5MG1ZzK!GD9V63yjrjhiji9Q_8ZRqwIissaeeanhFU29BnoGO3c

En el desarrollo de su teoría Berger y Luckmann utilizan un contraste no del todo nuevo pero no por eso poco fecundo, que es aquél entre la significación subjetiva del individuo y las estructuras sociales de la sociedad. Con eso quieren decir que por un lado el individuo adquiere la realidad que por otro lado está producido por todos los individuos. Durante la explicación necesaria de esta relación compleja los autores se sirven de muchas clásicas, entre otros la del interaccionismo simbólico de George Herbert Mead. La significación se entiende como tendencia de actuaciones, es decir que los hombres se comportan para con “cosas” a base de la significación que tienen para ellos. “Cosas” son denominadas todo lo que el hombre es capaz de percibir, por ejemplo objetos, seres humanos, instituciones, ideales, acciones de otros hombres etcétera. La significación nace o se deduce de la interacción social que se consiente en los prójimos. En un proceso interpretativo las significaciones son aplicadas a las cosas actuales y La construcción social de la realidad 4 además manejadas y modificadas. “La construcción social de la realidad” está fundada también en las teorías de Max Weber (Handlungstheorie) y Alfred Schuetz (Phaenomenologie).

PETER L. BERGER Y THOMAS LUCKMANN

O rio


Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas no céu, refleti-las
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas.
- Manuel Bandeira, em "Belo belo", 1948.


http://www.elfikurten.com.br/2011/02/manuel-bandeira-estrela-da-vida-inteira.html

A voz do amor


Nessa pupila rútila e molhada,
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.
E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...
É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;
E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores...

BILAC, Olavo. Antologia: Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. 'Alma Inquieta'. (Coleção a obra-prima de cada autor).


A palavra destino


Deixai vir a mim
a palavra destino.
Manhã de surpresas, lascívia e gema.
Acasos felizes, deslizes.
Ovo dentro da ave dentro do ovo.
Palavra folha e flor.
Deixai vir a mim palavra
e seus versos, reversos:
metamorfose,

Deixai vir a mim
a palavra pão-de-consolo.
Livre de ataduras, esparadrapos,
choques elétricos
e sutis guardanapos em seco engolidos socos.
Deixai vir a mim
a palavra intumescida pelo desejo .
a palavra em alvoroço sutil, ardil
e ave na folhagem da memória.
A palavra estremecida entre a palavra.
A palavra entre o som
mas entre o silêncio do som.
Deixai vir a mim
a palavra entre homem e homem.
E a palavra entre o homem
e seu coração posto à prova
na liberdade da palavra coração.
Deixai vir a mim
a palavra destino.
- Lindolf Bell, em "O Código das Águas”. 1ª ed., São Paulo: Global editora, 1984.

Mistério

Mistério
Alumbram ares, alumbra
o meio-dia, relumbra,
e não vejo o sol.
Já de presença em presença
tudo se me transparenta,
e não vejo o sol.
Perdido nas transparências
vou de reflexo a fulgor,
e não vejo o sol.
E ele na luz se desnuda
e a cada esplendor pergunta,
e não vê o sol.
- Octavio Paz, em “Transblanco: em Torno a Blanco de Octavio Paz”. [tradução Haroldo de Campos]. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

Misterio
Relumbra el aire, relumbra,
el mediodía relumbra,
pero no veo al sol.
Y de presencia en presencia
todo se me transparenta,
pero no veo al sol.
Perdido en las transparencias
voy de reflejo a fulgor,
pero no veo al sol.
Y él en la luz se desnuda
y a cada esplendor pregunta,
pero no ve al sol.
- Octavio Paz