sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Até a Praça



J. Blackstone

Pela manhã cinzenta
caminho até a liberdade,
uma praça qualquer.

Comendo maçãs sedentas
da minha língua, minha carne,
como as daquela mulher.

Aos passos poucos,
nos semáforos,
motoristas loucos.

Rumo à liberdade,
uma praça florida,
que aos poucos some
ante a falsa majestade
da honra corroída
que lhe traz o palácio
de mesmo nome.

De lá os despachos:
intolerância e repressão.
Traços que se acham
no parto da violação.

Pelas manhãs
restam apenas
loucos e maçãs.





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