domingo, 26 de janeiro de 2014

Da coluna do Celso Nascimento


Olho vivo

Contas a Deus 1

Existem as organizações não governamentais (ONGs) sérias, que recebem recursos públicos e prestam bons serviços à população. Ao fim de cada projeto, prestam contas que atestam a regularidade da aplicação do dinheiro e, com isso, se habilitam à renovação de seus contratos de cooperação com o poder público. Outras, não procedem assim. Mas há também as “Ings” (Indivíduos Não Governamentais) – na verdade pessoas que conseguem registros como ONGs, mas se servem delas para abocanhar recursos públicos e usá-los em proveito próprio.

Contas a Deus 2


Parece-se com a categoria de “Ing” o sujeito que semanas atrás procurou o prefeito Gustavo Fruet para pleitear a continuidade dos supostos “serviços” que prestava em colaboração com a prefeitura em troca, lógico, de generosa retribuição financeira. O prefeito ouviu o pedido e mandou a assessoria buscar o histórico do convênio com a entidade que o fulano dizia representar. Já de cara, Fruet negou a renovação, com uma boa justificativa: “O senhor não presta contas da aplicação do dinheiro!”, disse-lhe. Para seu espanto, ouviu do interlocutor um protesto de indignação: “Como não??? Eu presto contas a Deus!!!” Embora não seja ateu, Fruet despachou o “Ing” do gabinete sem renovar o convênio.

25/01/2014

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