domingo, 1 de agosto de 2010

Verso

A vida amedronta.
Tormenta continua,
aterrada na face
dominante de tudo.
O mundo.

O Sol desperta
a luz dos ciclos.
Entreabre por completo
um novo inicio.
O corpo se abre
por completo,
quando à luz do mundo.

Queria assim o verso,
extremo.
Mais que extremo,
inaudível.
Do abismo mais profundo
à luz sem margens,
sem limites.

Mas no trabalho lapidar do olvido,
A musa suspira:
“Impossível”.



Felipe Stefani, Queenscliff, Outono
http://www.cultuar.blogspot.com/

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